maddox e savik tinha o tipo de relação que ninguém se intrometia, ele podia muitas vezes ser grosso, não só com ela mas com a maioria das pessoas ao seu redor mas a verdade era que savik era uma das únicas que o botava prontamente de volta em seu lugar, era tão cabeça dura quanto ele. “eu por acaso gaguejei? que porra você tá fazendo aqui!?” murmurou e então cruzou os braços a encarando. “logicamente com você afinal é a única pessoa aqui além de mim, você por acaso comeu titica de galinha?” ele berrou de volta para a outra, as acusações e o tom rígido era o mais próximo que o hatter chegava a mostrar que se importava, e bem savik tinha muito valor para o outro apenas estar ok com que ela havia o seguido ali. ele sentiu a cutucada que ela lhe deu e ele ficou parado, apenas cruzou os braços fitando a mesma, sem recuar. “você não precisa e tão pouco foi convidada pra vim aqui, ponto, não tem mais nada a acrescentar, esse é meu lugar não sei, não nosso, meu.” ele falou um tanto quanto duro, mas a verdade era que se algo acontecesse com savik ali seria demais, ele ainda era diariamente atormentado por seus demônios e não aguentaria lidar com a perda de outra pessoa importante em sua vida. “você já parou pra pensar que talvez eu não respondi porque eu não tava afim?” disse com um tom duro, embora não fosse a verdade, ele estava tentando proteger-la da bagunça que sua vida havia se tornado.
savik costuma dizer que poucas coisas em maddox hatter a surpreendem, e a atitude agressiva dele, como a de quem não dá uma foda para ninguém e nada ao seu redor, definitivamente não a surpreende. o que poucas pessoas sabem, porém, é que existe um lado dele que não é fácil de ver ou entender, e que só pessoas que são ou já foram próximas dele um dia ﹙ como ela foi, e como ainda é ﹚ têm a oportunidade de vivenciar. eles têm muitos problemas, inúmeras coisas mal resolvidas, verdades e venenos entalados na garganta desde o fim do relacionamento, mas também é um fato que não conseguem ficar totalmente longe um do outro ; por qualquer mirabolante motivo que seja. é difícil dizer se isso é uma coisa boa ou ruim. ‘ eu já disse, vim atrás de você, caralho! ’ ela retruca no mesmo tom agressivo, embora esteja fazendo um esforço hercúleo pra não quebrar a cara dele ali mesmo. a discussão deles é tão fervorosa que a circense esquece, por instantes que parecem horas, que eles ainda estão em tharte⸻aquele tharte que o assombra há tanto tempo, que ela nunca tinha visto tão de perto, a não ser de relance. seus olhos côr-de-âmbar estão completamente focados nele. ‘ parei, por incrível que pareça, eu parei. o negócio é que isso não cola comigo, mad. eu poderia, sim, cagar pra você. poderia ignorar as merdas que você faz por aí, afinal, não são mais da minha conta, né? seria muito mais fácil. ’ ela deixa no ar que, independente do que houve ou o que há entre eles, a escolha foi dela. e seu modo firme de falar só reforça isso. savik não tem medo, é teimosa e está absolutamente decidida. ‘ fiquei preocupada, tá legal? o que ‘cê vai fazer? chamar a polícia por eu ter vindo aqui? fique à vontade. nenhum de nós é santo, eu vou me foder e você também vai. a diferença é que eu não me importo de ir presa, eu só queria saber se você estava bem. ’