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@en-fases
quando eu tinha dezenove anos e estava começando a faculdade repleta de amigas magras, indo a bares nas indefensáveis noites cariocas, pela primeira vez me doía tanto certos olhares que ao chegar em casa a única coisa que me restava fazer pra continuar respirando era abrir o bloco de notas e me lembrar de que eu era, sim, uma pessoa
que não era esguia ou branca, cujo ônibus levava de duas a três horas pra chegar ao destino e que tinha que planejar bem o dinheiro durante semanas praquela noite acontecer, simplesmente
você sabe o que é crescer sendo alguma coisa diferente do que eles querem?
acho que foi por isso que depois de anos eu entendi enquanto encarava minha terapeuta com os olhos cheios de lágrima porque numa noite específica eu dormi com um cara vinte e três anos mais velho do que eu. porque ele me quis. finalmente alguém quis. e só por isso eu deveria ceder.
não foi isso que eu fiz por tanto tempo ainda que dessa vez, pra me isentar, eu chamasse o sexo de amor?
uma vez depois de um porre a minha mãe me segurou pelos cabelos enquanto eu vomitava e disse que eu tinha que fazer algo com a minha vida além de deixá-la na mão de alguém. mas não era como se eu deixasse de fato. ela não era minha, não como deveria ser
quando te ensinam que solidão é não ter um tipo específico de amor, é compreensível que você acredite não ser capaz de liderar o próprio destino
o bloco de notas hoje questiona outras coisas porque eu simplesmente sei que existo. não, nada mudou quanto a eles. eles ainda não querem. cresci. e também aprendi a não ceder.
esses dias li sally mao dizendo que gostaria de voltar a infância e tornar a si mesma uma versão mais selvagem, assustadora, incendiária. entendi. acho que cada uma de nós gostaria de ver a si mesma vivendo, sendo, gritando
eu também gostaria de voltar
e obrigá-los, ainda que a força,
a me ouvir
eterna sensação de insuficiência e não pertencimento.
foi duro, doeu
mas acho que estou finalmente entendendo
que existe vida pós você.
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memory box | via Tumblr on We Heart It.
sobre tudo que deu errado hoje sobre tudo que deu errado nos últimos tempos essa noite eu vou chorar por todo o resto mas amanhã nunca mais
às vezes é necessário botar o amargo na boca
porque o doce agrada a língua mas entope o cérebro