caminho a tanto tempo por essa estrada que nĂŁo me lembro mais o porquĂŞ ando, as vezes paro, reflito, choro, grito e continuo andando, vejo o precipĂcio ao fim e continuou andando sem saber voltar para trás, sem saber andar em outra direção. as coisas que antes faziam sentindo, foram sumindo como um vendaval sem controle, ando no automático, com sentimentos que viraram memĂłrias.
as vezes me sinto tĂŁo pequena que mal consigo me notar, as vezes sinto um vazio tĂŁo grande que mal consigo respirar, as vezes sinto que mal existo, as parece que sĂł existo para caminhar ate o precipĂcio, como algo inevitável. as vezes sinto que pular Ă© a Ăşnica coisa que resta a fazer, se vejo alegria nas pequenas coisas, as risadas se vĂŁo tĂŁo rápidas, quanto os momentos que as proporcionaram.
não sei o caminho de volta para ser quem sou, e sinceramente nunca gostei de quem era, como uma velha amiga, o sentimento paralisante me consome, e ali paro, sem noção de tempo ou espaço, ali paro e fico, não sinto, não respiro e não vivo.
tenho medo de ser assim pra sempre, tenho medo de continuar andando assim, tenho medo de não encontrar a felicidade que anseio, tenho medo que essa prisão seja perpétua, as vezes lá no fundo, sinto medo de saber que não existam mais concertos.
ps:. sinto que meus divertidamentes brigaram entre si, a raiva em seu momento de fúria se juntou ao medo e a tristeza, e mataram a ingênua alegria que não teve armas para se defender, quando a fúria passou, a raiva se foi, o medo com receios das consequência se esconde, e a tristeza? se sentiu tão triste que se matou para servir de exemplo, e ao fim não sobrou ninguém.