De uma “estranha” para o amor da vida dele.
Olá, foi com você que ele decidiu dividir o coração? Só queria te dizer que um dia, uma pequena parcela desse coração foi meu, ou não, ninguém sabe. Nem ele. Nem eu. Só sei que nos finais de semana eu costumava dividir essa cama com ele, ficávamos à luz do computador dele vendo filmes. E você provavelmente você vai assistir maratonas de filmes diante desse computador. O ultimo filme que olhamos juntos foi “godzilla”, ele gostou bastante, eu via através dos olhos dele, aqueles olhos que tinham o poder de sorrir ao mesmo tempo que me olhava.
Ah, aproveita bastante essa vista, em dia de lua cheia, quando o céu está limpinho, ele abre a janela e te põe nos braços dele para ficar olhando para ela, e aquele silencio que fica entre as respirações é como uma melodia. Aprecie isso. É o melhor lugar para se morar por alguns minutos. E na hora de dormir de conchinha,pra mim, era para ser considerado a 8ª maravilha do mundo. Não reclame se ele não te soltar em momento algum durante a noite, porque ele não vai soltar. E te garanto, é a parte melhor da madrugada. Na manhã seguinte se tu acordar primeiro que ele, espere. Deixe ele dormir. Observe e veja como o sol cobre o rosto dele e faz acender as sardinhas que ele tem. E quando o dia virar, ele vai querer cozinhar pra ti, uma massa ao molho branco, porque é a especialidade dele. Se tu não gostar de pimenta, diga, pois ele vai colocar um monte. No momento em que ele estiver preparando teu almoço, pare na frente do balcão onde ele vai estar, fique observando os detalhes, de como ele corta tudo com muita paciência, é engraçado ver e dá uma vontadezinha de almoçar massa ao molho branco a vida toda.
Ah, Aquele telescópio que fica na sala, use ele por mim. Não deu tempo de ver plutão dai, ou a ursa maior. E também, faça ele te explicar porque não conseguimos ver a cor violeta, ele ficou me devendo essa.
Se puder também, dê uma olhadinha por ai, eu devo ter deixado um pouco de saudade, se não estiver achando, olhe embaixo da cama dele, eu vivia deixando minhas coisas cair lá e se misturava com as dele. Deve ter ficado um pouco. Mas só um pouquinho. Porque eu to conseguindo viver por aqui, só as vezes que sinto falta. Por exemplo: na madrugada (às 02:38), olhando a lua, escutando lana/ou smiths, ou até mesmo almoçando a massa ao molho branco que minha mãe preparou. Nada demais. Tá tranquilo.