Senta que lá vem textão
Daí que há 4 anos eu cansei de levar elogios, tapinhas nas costas e ver gente feliz, realizando coisas, enquanto eu não podia. Meus 3 filhos ficavam longe de mim o dia todo, eu não acompanhava a vida deles, ficava com as boas sobras de relegar a educação a uma instituição de ensino, mas o dinheiro não sobrava pro cursinho, pra aula de música, pro ballet, pro judô, pro esporte e pra nada daquilo que havia sonhado pra eles (bem vinda, você chegou ao Brasil - brinks.). Não sou de me conformar. Se não evoluir em todos os setores e sentidos na minha vida, adoeço e morro. Sou assim.
Então dei um bico naquela companhia bacana, que guardo boas lembranças no coração e parti pra facul, uhuul, é nóis.
Inspirada na minha irmã, 11 anos mais nova, Patrícia Moura, que sempre foi dedicada, persistente, estudiosa e soube traçar uma meta pra vida profissional como poucos, fui fazer publicidade em Agosto de 2012. Bastou um período pra ver que eu tava repetindo padrão e mudei pra Jornalismo (plateia já pode parar de me chamar de burra nesse momento, porque tudo na vida tem saída).
Mudei e não me arrependo. Eu amo essa profissão, ainda que não tenha mais ilusões em relação a ela, mas amo e não tem explicação.
Nesse período passei por algumas empresas em estágios, conheci profissões dentro da área, descobri o que queria ser, o que não queria jamais e o que já não queria mais ser porque a vida tem timing (se não sabe o significado, tem o google translator pra te dar uma mão), para cair de amores por documentários, minha tábua de salvação.
Há 1 ano abri uma produtora (a Faz um Auê) junto com a Leticia Gabbay, parceira e sócia de alma (queria poder negritar essa palavra). Ali eu descobri que toda aquela criatividade represada em anos, podia sair de mim e virar algo bom. Toda a competência adquirida ao longo da minha jornada profissional será bem aplicada e claro, com autonomia e liberdade. Nosso trabalho árduo de 1 ano, está nos colocando num caminho muito bacana e sólido. O bom trabalho só precisa ser trabalhado dia a dia.
Ali não tem bajulação, puxa-saquice, fofocagem, privilégios... a gente trabalha honestamente de sol a sol e esse é o segredo da evolução. O sucesso não vem imediatamente com o diploma, mas tá vindo. E justo comigo que odiava tudo ligado ao empreendedorismo, porque as palestras que frequentei ao longo desses quatro anos não dava conta do tanto de suor, lágrimas e persistência; não dá conta da quantidade de amigos que desfiz e que a vida não vai trazer de volta, porque negócios são negócios e nesse jogo, ninguém joga pra perder. Agora já tô amando esse tal de empreendedorismo, porque enxergo nele o meu futuro.
Aliás, preciso agradecer à Ruth Helena Gabbay, minha amiga de eras, de vidas, por ter feito essa ponte. Tô aprendendo muita coisa, sobre mim mesma e sobre parceria. Essa viagem tá sendo muito importante graças à você.
E daí? Daí que amanhã vou defender a minha monografia, falando do documentário como forma de mediação social, cujo objeto é o documentário Bichas. É, não é sobre música. Sei que não sou a primeira a falar de homossexualidade, mas sendo uma futura jornalista, achei um meio de falar direito, com o respeito que eles merecem.
Daí que vou ficar sabendo se terei a honra de ser chamada de jornalista de fato. Que esse meu sonho valeu à pena, tenho absoluta certeza. Tô mais tolerante, menos preconceituosa, mais aberta, inclusive às coisas que julgava antes, só porque não gostava. Sei que existe um por quê pra tudo e agora sei investigar para entender os por quês a fundo.
Bem, me despeço do textão agradecendo a todos os colegas que amei e que adorei detestar ao longo desses 4 anos.
À minha mãe, Leni Alves por ter me dado a mão e encontrado meu diploma do ensino médio para eu me inscrever na facul. Valeu mãe. Sem você nada disso teria acontecido meeesmo. E obrigada por ter me trazido pra essa Terra loka! Eu tenho muito o que aprender ainda.
Ao marido, Fernando Dutra por ter me dado apoio todos os dias. Todos, todos os dias, sem parar. Por ter cuidado das crias quando eu fazia trabalhos, quando eu era repórter, quando eu me ausentava. <3
Ao meu pai, William de Moura, que também cuidou das crianças para eu ser repórter, para eu fazer freelas, para eu trabalhar, porque ele sabe a importância de ter alguém deixando os filhos em segurança, né pai? Fizeram isso por você um dia. ;)
A minha amiga-irmã Advi Moraes, que segurou tantas pontas aqui. De alegria, de tristeza, de comemorações, de dureza, de fartura momentânea. Foi e é tia das crianças que a amam com devoção e fez um excelente treinamento com meus 3.
À querida Drª Rosana Turlão, que cuidou com tanto carinho da minha cabeça, que claro, as mina pira de vez em quando. Rosana é alguém que eu quero na minha vida meio que pra sempre. Nunca vou esquecer. Me ajudou, ajudou minha família e ajuda ainda hoje a descobrir esse labirinto de emoções que habita minha caixa craniana. Com uma doçura, com uma candura pra lidar com o ser humano, que bicho, nem dói. Eu recomendo sempre e sempre hei de voltar.
Quero agradecer aos meus professores todos. Todos mesmo. Como foram importantes nesse processo, como me transformaram, como me puxaram pra cima, mesmo debaixo de mimimi, porque sou dessas.
E por fim, quero agradecer a todos os lugares onde estagiei e aos colegas que fiz nesses lugares. Vocês me mostraram que eu tô na turma certa e essa sensação de pertencimento faz bem a minha alma.
É isso gente. Acabou textão e amanhã, de perna bamba, coração na garganta, será a hora da verdade. Amém.
[Acabou textão]
E curtam a Faz um Auê no facebook, hein porra! Valeu. *Foi tudo um plano maquiavélico pra vcs curtirem a gente. Kkkkk. ALOKA.









