Xuebing Du

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he wasn't even looking at me and he found me
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@entrepoesiasecancoes
Eu odiava que as coisas ficassem mal resolvidas. Até entender que determinadas pessoas e situações não merecem uma última conversa. Existe situações que a gente só olha e deve se afastar, sabe? Diálogo é pra quem está aberto, para quando existe respeito e consideração dos dois lados.
Não somos colocados no deserto para a nossa destruição, mas sim para o nosso crescimento, e amadurecimento.
Jaqueline Cristine
Quando o amor chegar ele será entendido antes mesmo de tentar.
Maxwell Santos
Todas as pessoas que eram pra me ajudar , me quebraram .
Sei que ainda vou cansar, duvidar e tropeçar, mas agora sei voltar para mim, sei descansar sem culpa e sei confiar que mesmo nos dias em que me sinto pequena, existe em mim uma força silenciosa que nunca falhou em me levantar.
Escriturias
“Sou desfeita por fora; desfeita por dentro, é impossível alguém um dia vir a gostar deste caos que eu sou.”
-E se tudo fosse poesia?
Ela se apaixonou antes do homem existir. Apaixonou-se pelo esboço, pelo quase, pelo “se ele se esforçasse seria incrível”. Viu nele um campo fértil onde ainda só havia terra dura. Viu árvore onde só havia semente. Viu mar onde ainda era poça. E ficou. Ficou esperando que ele crescesse. Ficou regando com paciência. Ficou oferecendo silêncio, colo, compreensão, como quem acende velas para um milagre doméstico.
Cavaleiro
Todas as vezes que te vejo,
te vejo assim:
cavaleiro de armadura fechada,
olhos atentos ao horizonte,
o corpo moldado para a guerra
e a alma cansada de tantas batalhas.
Ainda assim, permaneço.
Silenciosa.
Não para te impedir de lutar,
mas para ser abrigo quando a espada pesa.
Entendo o tempo da guerra,
os dias em que o mundo exige força
e não permite descanso.
E desejo, em cada combate,
que a vitória te encontre primeiro.
Refugio-me em tua armadura,
mesmo sabendo que é impenetrável.
Porque ouço, por baixo do aço,
o coração que pulsa —
bom, vivo, humano.
Amar você
foi uma das mais raras oportunidades
que a vida me concedeu como mulher:
amar alguém que luta,
sem nunca deixar de sentir.
E quando o cansaço te alcançar,
quando o céu queimar
e o mundo gritar mais alto que a esperança,
eu voltarei aos teus braços.
Pois você é meu escudo
em meio ao caos.
Quando tudo arde
e o silêncio se recusa a existir,
é na sua proximidade
que permaneço inteira.
Em teus braços,
até o caos aprende a passar
sem levar tudo consigo.
Amei a delicadeza das palavras, a sutileza do tom, o carinho externado, o tesão exalado e vc falando de amor;
Amei o sentimento, a extensão do momento, quando falas no tempo, que não ficará no esquecimento e vc falando de amor;
Amei tudo, pois você é completa, e de uma estrada incerta, quer viver o momento, grande é o sentimento e vc… FALANDO DE AMOR!
Ser imenso.
Não tenho medo
de ser sacudida, bagunçada,
virada de ponta-cabeça,
de ser brutalmente afetada.
Tenho medo é de não sentir nada.
De ficar dormente, anestesiada,
de me tornar adestrada demais,
morna demais, distante demais.
Tenho medo de não me emocionar
com as “pequenas” coisas,
com os mínimos detalhes.
O meu medo é de não amar
tão vorazmente ao ponto de
quase morrer de saudade.
Tenho medo é de não ser “too much”,
de ser incapaz de me derramar,
de transbordar.
Tenho medo dos anos passarem
e descobrir que, ao me proteger da dor,
da queda, me privei do sentir imenso,
do viver imenso, do ser imenso.
Da sensibilidade e da existência em toda
a sua totalidade.
— Sou alma
Percebo que não estou mais tentando convencer ninguém de nada. Nem de que eu sinto, nem de que me importo, nem de que sou boa. Quem me vê, vê. Quem não vê, nunca viu de verdade.
Escriturias
Há coisas que valem a pena sem saber explicar.
Como a lembrança de ontem, que ainda mora em mim na delicadeza de cada gesto simples. No jeito como você se entrega sem perceber, no silêncio que fala, no toque que não pede permissão, mas acolhe. Em você, até os fragmentos encontram caminho para se reconstruir.
Amo sua coragem mansa, sua força quando se aquieta. Amo quando me observa como quem entende sem perguntar, quando se aproxima e o mundo desacelera. Amo seu cheiro, sua presença inteira, seu corpo que fala uma língua que só nós compreendemos. Amo quando me toca sem tocar, quando me olha e tudo já foi dito.
Amo sua expressão quando se deixa sentir, quando o desejo atravessa o gesto e vira verdade. Amo beijar o que você é, não apenas o que vejo. Amo quando você toma a iniciativa de ficar, de abraçar, de se preocupar. Amo saber que em mim você encontra abrigo, assim como eu encontro em você.
Amo o fogo que nasce sem aviso e o cuidado que vem logo depois. Amo o nome que você me chama no íntimo do instante. Amo saber que te faço bem. Amo porque sonhei, mas principalmente porque é real. Amo porque ao seu lado eu me sinto inteira, respeitada, escolhida.
E mesmo sem conhecer todos os seus caminhos, quero percorrê-los. Amo a curiosidade de ainda descobrir você. Amo a decisão de amar, a vontade que insiste em ficar. E, no que depender de mim, esse amor não pede prazo — apenas presença, verdade e entrega.
Fiquei órfã de possibilidades,
olhando para um caminho
que se fechou antes do primeiro passo.
#novopoema
O dia em que me disseste não foi silencioso.
Ele ecoou dentro de mim como um quarto vazio,
onde cada palavra que não veio se transformou em ausência.
Não foi o não que doeu —
foi o espaço que ele abriu.
Foste sincero ao dizer que não me amava,
e essa sinceridade atravessou minha pele
como algo limpo e cruel ao mesmo tempo.
Não houve mentira para me proteger,
nem esperança para eu segurar.
Naquele instante, algo em mim endureceu.
Tornei-me amarga sem querer,
infeliz sem perceber quando começou.
A recusa não me deixou escolhas,
apenas consequências.
Negaste-me o alívio que talvez o amor trouxesse,
o descanso que existe em ser desejada.
Fiquei com a dor crua, sem anestesia,
obrigada a sentir tudo sozinha,
até o fundo.
Negaste-me também a vontade de me entregar,
de me submeter não por fraqueza,
mas por confiança.
Era desejo de abrigo,
não de perda.
Ao negar estar ao teu lado,
arrancaste de mim um futuro que eu ainda não tinha vivido.
Fiquei órfã de possibilidades,
olhando para um caminho
que se fechou antes do primeiro passo.
Pela primeira vez, senti-me negada
no direito mais simples e mais humano:
amar sem pedir licença,
amar sem culpa,
amar sem medo.
E ainda assim, sobrevivo.
Carrego esse não como uma cicatriz aberta,
mas também como prova de que senti.
Porque quem ama e é negado sofre —
mas quem nunca amou, nunca existiu.
“Sentir saudade de alguém não é sobre quanto tempo passou desde a última vez que você o viu ou da última vez que vocês tenham se falado. É sobre aquele momento que você está fazendo alguma coisa e deseja que aquele alguém estivesse ali, com você.”
— Desconhecido.