E La estava ela , tão linda como a primavera ,e tão fria quanto o próprio inverno ,algo me prendia a ela , algo inexplicável, as coisas aconteceram tão por instinto, que até hoje não sei realmente o que aconteceu ,ela estava lá ,e eu bem ao lado dela, disso eu tenho certeza , e era bom... muito bom ,o início foi por acaso , e as coisas se desenrolaram por acaso , e tudo acabou, não por acaso , e isso me deixava triste ,muito triste... não por ter acabado , mais sim porque acabou da maneira que acabou ,foi como um plano maquiavélico ,sujo e implacável.
E La estava eu, tão triste quanto o luto, e tão desesperado como a esperança, o algo que me prendia a ela, sumiu, sumiu como se nunca houve se existido, e bom foi ruim, muito ruim... ela me deixou, mas não literalmente, nos nunca estivemos juntos, para ela me deixar. A garota do recital, ainda me despertava curiosidades, planejei mil e um planos, para encontrá-la.
Plano improvisado 1 parte A: Ir no colégio a tarde, e fingir uma crise de espasmos musculares, e aproveitar e procura-la.
Plano improvisado 1 parte B: Me esconder no banheiro, e esperar até as aulas pela tarde começarem e aproveitar para ir buscar a garota do recital.
Bom, no fim, eu nunca executei nenhum dos meus mirabolantes planos, e por um longo tempo, nem ouvi falar da tal garota do recital, e o pior, eu fui no colégio pela tarde, algumas severas vezes, para tocar com a minha “banda” e nunca consegui vê-la, nem ao menos procurei, eu a amo? Eu realmente já amei? A garota do recital, A garota da primavera? Não sei...
Surpresa!!! Advinha quem falou comigo por um acaso? No início já era de se esperar, tudo que aconteceu na minha vida por acaso, teve um final fatídico, porem porque não arriscar? Conversamos por tanto tempo, muito tempo mesmo, pela manhã, tarde, noite e claro madrugada. Eu a conheci bastante, mas mesmo assim, eu nunca soube quem ela realmente era de verdade, era diferente daquela brisa de verão que tardia, mas sempre vem firme porem suave, ela era algo mais inexplicável, algum fenômeno ainda não registrado pela natureza, Maria, como procurar alguma definição para com você? Tu tão implacável e cruel, mas não tão quanto, compreensiva e doce, tão amável, tão odiável. Conviver com você era como ser, Dante da divina comedia, passar pelo purgatório, e ir do inferno ao paraíso, em questão de instantes. Todos os momentos que passamos juntos, foram memoráveis, horas e mais horas de conversa, de estudo pessoal, de jogos mentais. E vocês querem saber? Nós nunca trocamos um beijo sequer, momentos não faltaram, o mais importante deles eu irei contar...