YOU ARE THE REASON
Claire Keane

#extradirty
Cosmic Funnies

shark vs the universe
sheepfilms
RMH

titsay

Origami Around
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open
Cosimo Galluzzi
dirt enthusiast
will byers stan first human second
Jules of Nature
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
art blog(derogatory)
we're not kids anymore.

@theartofmadeline
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

blake kathryn
seen from Malaysia
seen from Thailand

seen from United States
seen from Brazil
seen from Israel

seen from Türkiye
seen from Argentina

seen from Switzerland

seen from Türkiye
seen from United States

seen from Türkiye
seen from United States

seen from Singapore

seen from United Kingdom
seen from United States

seen from Türkiye
seen from Singapore

seen from Türkiye

seen from Israel
seen from United States
@eternasirius
o silêncio foi nosso diálogo mais verdadeiro durante todo esse tempo
Eu abraçaria teu avesso só para você enxergar o quão lindo é por dentro.
dia 03
Querida Mary,
eu sei que deveria ter voltado a escrever bem antes. bem antes de todo esse temporal acontecer.
se bem me lembro, a ultima vez que escrevi, eu estava relembrando amores passados, que besteira! a verdade é que, por mais que isso nos tragam uma sensação nostálgica de talvez um dia ter amado verdadeiramente alguém, também nos traz uma falsa ideia do que aquilo realmente foi e como aconteceu.
mary, a verdade mesmo é que relembrar o que ja sentimos no passado, nos fazem perceber o quão vazios somos agora.
sabe aquela caixinha que você guardava todas as nossas boas memórias desde que éramos crianças e de repente você decidiu que devia fazer uma limpeza e jogou tudo que tinha lá fora e o que restou foi a caixinha desgastada, guardada no fundo do armário, sem nenhuma serventia, completamente vazia? eu me sinto como essa caixa agora.
eu sei que as tempestades que surgem na nossa vida muitas vezes são criações da nossa cabeça, mas é que... bom, minha cabeça cria tempestades demais.
todas as vezes que estive perto do que parecia ser amor, eu fui construindo um muro para que eu me sentisse segura. eu achava, no auge dos meus 16 anos que, um dia, quando o céu estivesse estrelado e a noite um pouco mais fria, no momento que tivesse tocando minha música favorita, eu esbarraria em um amor de novo, numa esquina qualquer.
mary, eu nunca esbarrei com o amor de novo.
mas mesmo assim, em todas as noites frias e que o céu está estrelado, eu coloco minha música preferida no fone de ouvido e vou de esquina a esquina esperando ele aparecer. porque um dia ele iria aparecer.
mas agora, eu realmente to começando achar que os muros que eu construi foram altos demais.
eu nao tenho força pra quebrar esses muros até que eles virem ruinas.
eu não tenho ânimo de sair de esquina a esquina procurando por algo que nunca vem.
eu não tenho coragem de tentar consertar coisas que eu mesma quebrei, porque parece humilhante demais ter que reconhecer a minha culpa.
mary, eu tenho muitas culpas acumuladas e mesmo assim, quando deito no travesseiro parece ser tão, mas tão mais humilhante não ter tido a coragem de fazer algo.
parece que abandonar ou fingir que não quebrou é mais fácil. mas eu escuto o barulho dos cacos caindo no chão dia após dia. eu me deito sobre eles, me corto neles, meu sangue escorre neles e, mary, eu queria não me importar mais.
e eu me importo.
mas parece humilhante demais fazer algo a respeito.
“Eu morro todos os dias e renasço na mesma proporção.”
— Motoshima.
você merece ser cuidado pela pessoa que mais lutou para te ver bem, merece o abraço de quem sempre foi até o limite para te dar o melhor, merece se olhar, se amar e se agradecer por todas as lutas vencidas.
você merece acordar pela manhã e sentir o calor do sol batendo em alguma parte do seu corpo, te fazendo sentir o calor da vida.
você precisa se olhar com cuidado, mesmo quando tudo parecer desmoronar.
você precisa se lembrar da criança dentro de você, que sempre quis tantas coisas, sonhou e desejou, não deixe que os monstros roubem mais do que os pesadelos já lhe roubaram.
você merece se cuidar, se amar e mesmo quando for difícil, acreditar que si.