Codinome, drama..
Então, ele criou um personagem chamado liberdade, que não se apega à nada nem ninguém, seu melhor amigo era a solidão, porque era um dos poucos amigos que o entendia, e era essa a amizade que ele mais gostava de ter. Um dia liberdade ameaçou partir com seu melhor amigo pra uma jornada no mundo, e ele chorou porque não queria perde-la, então mais uma vez eles me trataram como se eu fosse o tal drama que tanto falam. — “Mas, dramático eu? Logo Eu? Realmente é o preço que se paga por escolher um amor não recíproco.” A viagem tardou, e por fim não aconteceu, mas a vontade de partir não passou, então mais uma vez com pouca distração a liberdade tentou fugir com a solidão, e eu que era o amor com codinome drama, chorei mais uma vez, até que a tal liberdade cantou: “Não chore, pessoas vem e vão.” — Vendo isso, o amor viu que amar era também deixar ir, porque pro amor o pouco que importa é ver quem se ama sendo feliz, seja sozinho, bem ou mal acompanhado.
(Eu, Yuric. Epifanias que eu escrevia - 2018)










