Ela também Ficou sem crachá ❤️ #admiração #Repost @cintiachagass ・・・ O limão e a limonada 🍋 Nesta semana, um professor procurou-me com os seguintes questionamentos: "Como investir mais no meu Instagram?" "O que devo postar?" "Como você fez para ser referência em Língua Portuguesa nas redes sociais? "Como você conseguiu ter o seu curso pré-vestibular? Bem, agradeci o termo referência e expliquei-lhe que a minha situação hoje advém de um histórico permeado por rejeições... Trabalhei em 13 lugares ao longo dos meus 15 anos de profissão: fui demitida de 10, pedi demissão de 2 e mantive o meu. Como comecei a lecionar no primeiro período da faculdade, ao formar-me, eu já sabia que precisaria criar o meu cursinho. Por isso, sempre dei aula em 5 lugares ao mesmo tempo, não só para dar continuidade ao meu pré-vestibular, que permaneceu, no primeiro ano, com apenas 3 alunos, mas também para precaver-me das demissões. Eu era demitida com o argumento de que o meu método era pouco ortodoxo, mas sempre estranhei o fato de haver professores (e não professoras) cujos métodos eram semelhantes aos meus... Apesar de eu gerar resultados excelentes para os alunos, apesar de os pais e as mães dos estudantes demonstrarem apreço pela minha aula, eu sempre era demitida após dois anos. Será que eles demoravam dois anos para perceber que a minha antiortodoxia pedagógica era tão ruim como eles falavam? Estranho... Fato é que, a cada demissão, eu iniciava uma espécie de mantra por meio do qual agradecia aquela demissão: "Obrigada, Senhor, por mais essa demissão. Sei que algo melhor está por vir. Obrigada, Senhor..." E olha que eu já morava sozinha (saí de casa, por opção, aos 23 anos) e tinha as minhas contas para pagar. Mas a certeza de que Deus age para o bem do ser humano sempre regeu a minha vida. E cá estamos... Tornei-me EMPRESÁRIA, dona de um pré-vestibular que carrega o meu nome, PALESTRANTE, RADIALISTA, COMUNICADORA e, acima de tudo, PROFESSORA. Mas será que eu teria alcançado isso sem as críticas advindas dos demais professores e sem as demissões? Não sei. Mas sei que esta é a minha história: a de quem transformou um limão (bem azedo, aliás) em uma limonada (bastante saborosa).


















