「 — △ ❛ Após sentir-se em uma obra dramaturga durante a semana que passara em casa, Narciso voltava para Ethereal afim de respirar novos ares e afastar-se de todo o drama que parecia ter se instaurado ao seu redor. As últimas notícias familiares haviam o pego desprevenido, na verdade, haviam pego toda a família de surpresa, acarretando reações variadas de membro à membro da linhagem Dalgaard. A reação mais pessimista provavelmente havia sido a de James, que outrora retirou-se do recinto assim que as palavras de Aletheia foram verbalizadas, sobrando para Narciso ir atrás do mais velho meros segundos depois. Após um pouco de conversa e algumas lágrimas, o patriarca abraçou a única escolha que possuia no momento: aceitar a situação. Narciso, um pouco retraido de início, fizera o mesmo, amenizando o clima na residência conforme os dias foram passando, e oferecendo à outra o apoio que precisava, como sempre fez e sempre faria. Contudo, os problemas pareciam já estar para trás, mesmo que a vontade de soca-lo ainda fosse um sentimento do presente. Narciso, jamais inclinado à violência, por motivos fúteis e egocêntricos, queria sentir o maxilar masculino contra os nos de seus dedos. Abandonando devaneios, retirou o pirulito do bolso canguru do moletom, colocando-o na boca pós se livrar da embalagem plástica. O mais velho dos Dalgaard parecia simplesmente não se importar com o que era suposto estar acontecendo com as proles de vilões, e de fato não se importava. Lamentava por estar faltando uma ou outra presença feminina, mas dizer que ele se importava com o que lhes tinha acontecido seri demais. Afinal, ele tinha o que precisava ali, e aquilo bastava, mesmo que existissem algumas lacunas. Sorriso fora estampado em seus lábios ao ver uma das coisas, ou melhor dizendo, uma das pessoas que bastavam à sua frente. Contudo, junto do vislumbre do cabelo colorido, lembranças da última semana, lutavam para desfazer o sorriso em seus lábios. Porém, continuou sorridente, afinal, havia feito uma promessa para menor. Passando as mãos pela cintura feminina, Narciso abraçou-a por trás, visto que havia chego às suas costas. O queixo repousou no ombro da irmã enquanto ele, de forma desajeitada, tentava conduzí-la apra longe do indivíduo com o qual ela conversava antes de sua chegada. — Quem se importa em ser a filha favorita quando se é a irmã preferida de Narciso Dalgaard? Só não deixe Alaïs ouvir isso, será nosso segredo... — Sussurrou contra a orelha da mais nvoa, sendo favorecido pela diferença de altura. As mãos apertaram-se na volta da cintura feminina, contudo, o gesto ainda era delicado e cauteloso enquanto a conduzia para um local mais reservado. — Você não deveria se estressar com coisas como estas, meu amor. Tenho certeza que não faz bem. De toda forma, tente ocupar sua cabeça com outras coisas que, como sempre, eu resolvo o problema. Mesmo achando idiota trazê-los de volta outra vez, veja: as coisas estão como sempre deveriam ter ficado. Porém, antes que me bata, digo que, se você deseja que eu tente reverter a situação, eu o farei. Por você, apenas... 」