Conheça as criadoras: as irmãs Wachowski
Mas afinal de contas, quem são as marqueteiras dessa série maravilhosa? Ninguém mais, ninguém menos que as conhecidas irmãs Wachowski, Lilly e Lana. Não é pra menos que a ideia da série é tão inovadora.
A carreira das irmãs cineastas, roteiristas e produtoras estadunidenses foi consagrada com o filme que marcou um a geração e é objeto de estudos e teorias mirabolantes, a trilogia de Matrix. Depois de outras produções (algumas bem sucedidas, outras nem tanto) as conhecidas como “The Wachowski” estrearam no Netflix com nossa amada Sense8.
Com Sense8 elas inovaram mais uma vez com um elenco que visava, sobretudo, a diversidade. Gays, lésbicas, negros, asiáticos, cis e trans, mudando a forma como as narrativas de Hollywood geralmente abordam esse tipo de grupo.
A menção especial aqui vai para nossa hacker Nomi Marks. Em entrevista, a atriz Jamie Clayton comentou sobre a situação inédita, pelo menos nessa escala, no mundo das séries: “ “A Nomi é uma personagem muito importante por ser escrita por uma trans, dirigida por uma trans, e interpretada por mim, que sou trans. É uma coisa que eu e a Lana [Wachowski – diretora e roteirista da série] nos orgulhamos muito. É um processo que já aconteceu antes, mas nunca em tantas diferentes escalas, onde consegue se alcançar tantas pessoas”.
Sim, finalmente, uma personagem não só era trans como também a atriz que a interpreta é trans e as mulheres que a criaram também são trans. Lana nasceu com nome de Larry e se assumiu como transexual em 2012, já sua irmã Lilly, que nasceu com nome de Andy, se expôs para o mundo mais recentemente, em 2016.
A COMUNIDADE TRANS É UMA DAS QUE MAIS SOFRE PRECONCEITO NO MUNDO! A série é um tapa enorme na cara dos transfóbicos (que são um número muito maior do que imaginamos) espalhados ai pelo mundo, principalmente, porque a série não é um filme cult que apenas algumas pessoas viram, mas sim uma série bombada no mundo todo e muito comentada! Além disso, finalmente uma personagem trans é representada por uma mulher trans (we love u Jamie!). Quantas vezes não vimos atrizes ou atores cis interpretando personagens transexuais, sem justificativa nenhuma!
A série foi um primeiro passo para mandar uma imagem positiva de pessoas transexuais e mostrar como elas sofrem. Na série vemos o bullying (até mesmo da família) que Nomi sofre e isso reflete muito do que Lana sofreu, por exemplo. Metade dos assassinatos por transfobia no mundo acontecem no Brasil. Precisamos, além da série, de políticas públicas que impeçam esses números de crescerem, que conscientizem as gerações sobre a diversidade de gênero e que proponha uma educação sexual nas escolas para impedir que esse tipo de preconceito continue se disseminando.
As irmãs conseguiram isso através do entretenimento. São pequenos passos para conquistar o amor irrestrito entre as pessoas <3