What’s up? | Small 01
justry-me:
Brian sentia como se não houvesse nenhum pingo de racionalidade em seu corpo. Fazia algo que nunca imaginava que faria e, naquele momento, não se importava tanto. Talvez fosse a bebida, mas sentia um ardor associado a um desejo intenso de continuar beijando-o. Queria trazê-lo para perto e sentir sua língua em contato com a dele, sem raciocínios, nem racionalizações. E assim o fez. Enquanto sentia a mão alheia descer por suas costas, deslizou a sua própria da nuca para o rosto alheio, sentindo os pequenos pelos da barba por fazer arranharem sua mão. Era diferente do que qualquer coisa que ele já tinha vivido, a sensação. Sentiu o formato quadrado da mandíbula e tocou levemente o lábio inferior dele. Seus olhos mantinham-se fechados enquanto absorvia tanto quanto podia daquela cena. E a cada segundo que se passava mais o ardor aumentava, fazendo-o começar a imaginar cenas que não sabia se teria coragem de realizá-las. Essas imagens envolviam jogá-lo em uma cama e poder delinear o corpo dele com seus próprios lábios. Esses pensamentos o assustavam um pouco, mas o desejo superava qualquer receio que porventura surgia em sua mente. O beijo, então, foi encerrado por alguns momentos. Tempo o suficiente para fazê-lo reabrir seus olhos e encontrar com os dele, o sorriso aberto bem perto dos seus próprios lábios. Brian se segurou para não puxá-lo para perto novamente, queria continuar naquele êxtase proporcionado por algo que parecia ao mesmo tempo tão certo, mas tão errado. O dedo no cós da sua calça foi o responsável por desviar sua atenção para a região inferior, percebendo que um homem também poderia ser capaz de ativar regiões de si mesmo que não achava que seria possível. Voltou a atenção para o rosto alheio sem saber o certo como proceder, ou o que falar. Os lábios tocaram os seus novamente, gentis e lentamente, uma memória que servia para não ser esquecida, um presságio de um futuro antecipado. Ouviu as palavras dele, poucas, mas carregadas de uma mensagem implícita. Parte do seu cérebro dizia para negar, afastar-se dele e talvez até criar alguma cena. Mas a outra parte, muito mais forte, e curiosa, dizia algo totalmente diferente. E foi a essa parte que deu ouvidos. — Então cuide. — Olhou na direção da saída do lugar no momento que a cabeça fora meneada para aquela região e respirou fundo. Quando voltou a encará-lo, percebeu a aproximação que acontecia mais uma vez e apenas aguardou, sem resistência. Fechou os olhos no momentos que os lábios se tocaram e deixou a própria língua percorrer o caminho dos seus lábios ainda um pouco gelados pela bebida. Pousou uma mão no peito dele, em cima da camisa, sentindo os músculos rígidos que estavam ali em baixo, enquanto a outro desceu pelas suas costas, adentrando brevemente por baixo da camisa em região inferior. Brian era apenas curiosidade e desejo. E, ainda assim, queria mais.
O sorriso que alargou seu rosto não deveria ser visto por mais ninguém, porque era mais de uma sombra de instinto puro e primal. Não chegava a ser de vitória completa, porque esta seria alcançada quando suas mãos deslizassem em pele e suor, de calor condensado nas gotinhas que espalharia pelo o outro. Compartilhariam no deslizar elétrico, inconsciente. Custou um pouco se soltar, mas a mão na dele, firme e forte, puxando para saída era um alívio. Passando por outras pessoas, virando o rosto escuro de luxúria em sua direção, incitando um pouco mais para frente e roubando um beijo ao jogá-lo na parede mais próxima. Aqueles lábios... Precisavam ter os seus antes que esfriassem e ele esquecesse. Ou melhor... Wolfgang voltando a conduzir pelas escadas rumo ao apartamento, precisava que voltasse ao início e seduzi-lo tudo de novo, dessa vez de um jeito que não teria mais escapatória. Os pedidos de ajuda transformando em gemidos pecaminosos reverberando pelas quatro paredes de seu quarto. A melhor aquisição da arquitetura, e que não chegava a ser nada disso, era a maçaneta. Não precisava de chave para trancar, só o chute ao passar e estava selada para quem quisesse entrar pelo lado de fora. Urgência. Lábios assaltando os alheios, mãos escaneando à procura das bordas, enganchando os dedos e levantando acima da camisa. Tirando cada uma das camadas que o impediam de deslizar os lábios em beijos molhados. Acrescentar manchas muito claras das sugadas da pele salgada de Brian, leves e exploradoras. Um rastro até os ossos proeminentes das clavículas. E quando os dedos encostaram no tecido da calça, indicador somente envolvendo o botão e pressionando para a saída do mesmo com habilidade, ele se permitiu tomar o tempo dos eternos. Deslizando o zíper para baixo. Empurrando as laterais para o lado. Espalmar os dedos sobre o tecido da roupa íntima. Fechar os dedos numa provocação suave como pena, indo além do que a abertura da calça mostrava, fazer sumir a mão e voltar a total display. --- Tire para mim, hun? E deite na cama. --- Porque era a sua vez de se livrar daquelas roupas, ficar nu em pêlo, e tendo aquela visão para incentivar. E para piorar o estado comprimido do seu baixo ventre.
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