What’s up? | Small 01
exposed-fangs:
Permissividade era o primeiro e o último passo necessário para Wolfgang largar de vez suas barreiras por terra. Ao contrário do que se pensava, em suas investidas ao decorrer de noites regadas em álcool e outras substâncias, o bartender procurava aquela noção sóbrio nos atos, daquela cabeça assentindo de leve para o que podia – e iria – proporcionar caso conseguisse. Brian, seu Brian naquela noite, podia estar mais para lá do que para cá, o gosto alheio doce e característico com o timbres conhecidos, mas tinha algo dentro dele que estava aceitando a situação. Que permitia a Wolfgang serpentear uma perna entra as deles, de deixar os dedos correrem pela pele macia até as costas, dedos brincando com o cós da caças bem na parte que tinha tanto prazer em tocas. Sim, estava pensando bem na frente, com seus lábios beijando aquele vale logo acima da lombar, sentir a maciez antes de… Suspirou contra a pele alheia, sugou a língua para dentro da boca, deleitou-se com o mínimo ímpeto em ter mais sendo recebido com um arrepio próprio. De uma incandescência subir pela coluna e clarear os pensamentos em um ruma mais aceitável de luxúria. Oh, ele estava gostando. Estava amando cada detalhe daquela interação digna daquela hora da festa. Tarde demais para ser recado, quase sendo tarde o suficiente para colocá-lo num dos bancos e se enfiar de vez entre as pernas que deveriam ser maravilhosas. Wolfgang só podia senti-las com as próprias, um partezinha de sua consciência dizendo que não seria uma boa ideia força ao nível de enganchá-lo ao redor da cintura e levar para aquele espaço logo atrás do bar. O beijo foi se tornando mais lento e mais intenso, esticando a fina e frágil matéria do tempo para durar um sempre que acabou segundos depois. A boca ligeiramente aberta para recuperar o fôlego tanto pela respiração tradicional quanto pelos goles de ar carregados de sofridão. Sorriso aberto e enorme, dentes iluminados pela luz do bar, e uma espécie de vitória brilhando nas orbes claras ao se manter perto, testas pressionados, nariz bem encostado, e os lábios roçando suavemente nos dele. Impedindo que esquecesse de si assim tão rápido. — Eu queria cuidar de você a noite toda, Brian. — Não pela ressaca no dia seguinte, não pela preocupação de colocá-lo num táxi à caminho de casa, não. Nada disso. Suas intenções eram claras nos toques sem explicação de estarem acontecendo, nem no dedo enfiando – pendurado – no cós da calça. Ele queria mais, bem mais daquele Brian desconhecido, mas ainda sentia a dúvida e incerteza em cada um de seus movimentos. Das tomadas de decisão duvidosas. Wolfgang meneou a cabeça para o lado, em direção da saída do lugar, logo voltando para depositar um beijo. E mais outro. Uma sucessão de distração para a captura do inferior, e do mordiscar leve da carne macia.
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Brian sentia como se não houvesse nenhum pingo de racionalidade em seu corpo. Fazia algo que nunca imaginava que faria e, naquele momento, não se importava tanto. Talvez fosse a bebida, mas sentia um ardor associado a um desejo intenso de continuar beijando-o. Queria trazê-lo para perto e sentir sua língua em contato com a dele, sem raciocínios, nem racionalizações. E assim o fez. Enquanto sentia a mão alheia descer por suas costas, deslizou a sua própria da nuca para o rosto alheio, sentindo os pequenos pelos da barba por fazer arranharem sua mão. Era diferente do que qualquer coisa que ele já tinha vivido, a sensação. Sentiu o formato quadrado da mandíbula e tocou levemente o lábio inferior dele. Seus olhos mantinham-se fechados enquanto absorvia tanto quanto podia daquela cena. E a cada segundo que se passava mais o ardor aumentava, fazendo-o começar a imaginar cenas que não sabia se teria coragem de realizá-las. Essas imagens envolviam jogá-lo em uma cama e poder delinear o corpo dele com seus próprios lábios. Esses pensamentos o assustavam um pouco, mas o desejo superava qualquer receio que porventura surgia em sua mente. O beijo, então, foi encerrado por alguns momentos. Tempo o suficiente para fazê-lo reabrir seus olhos e encontrar com os dele, o sorriso aberto bem perto dos seus próprios lábios. Brian se segurou para não puxá-lo para perto novamente, queria continuar naquele êxtase proporcionado por algo que parecia ao mesmo tempo tão certo, mas tão errado. O dedo no cós da sua calça foi o responsável por desviar sua atenção para a região inferior, percebendo que um homem também poderia ser capaz de ativar regiões de si mesmo que não achava que seria possível. Voltou a atenção para o rosto alheio sem saber o certo como proceder, ou o que falar. Os lábios tocaram os seus novamente, gentis e lentamente, uma memória que servia para não ser esquecida, um presságio de um futuro antecipado. Ouviu as palavras dele, poucas, mas carregadas de uma mensagem implícita. Parte do seu cérebro dizia para negar, afastar-se dele e talvez até criar alguma cena. Mas a outra parte, muito mais forte, e curiosa, dizia algo totalmente diferente. E foi a essa parte que deu ouvidos. --- Então cuide. --- Olhou na direção da saída do lugar no momento que a cabeça fora meneada para aquela região e respirou fundo. Quando voltou a encará-lo, percebeu a aproximação que acontecia mais uma vez e apenas aguardou, sem resistência. Fechou os olhos no momentos que os lábios se tocaram e deixou a própria língua percorrer o caminho dos seus lábios ainda um pouco gelados pela bebida. Pousou uma mão no peito dele, em cima da camisa, sentindo os músculos rígidos que estavam ali em baixo, enquanto a outro desceu pelas suas costas, adentrando brevemente por baixo da camisa em região inferior. Brian era apenas curiosidade e desejo. E, ainda assim, queria mais.
















