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@exsdus
“ —— Eu estava encarando? Oh, me desculpe, mas eu não consigo me controlar diante de tanta beleza! ” e os dizeres vinham carregados de uma onda de sarcasmo que, também, estava acompanhada de um sorriso irônico por parte da feiticeira. Não que não gostasse do outro feiticeiro, mas, simplesmente, não poderia perder a oportunidade de caçoar de uma fala tão convencida. “ —— Falando em concílio, como estão as coisas por lá? Já descobriram novas maneiras de aterrorizar a humanidade? ” a pergunta poderia estar disfarçada de uma brincadeira, mas, no fundo, existia uma ligeira curiosidade por parte de Cassidy. O outro sempre lhe fazia propostas para juntar-se ao grupo e ainda que por hora não cogitasse participar do concílio, gostava de saber o que acontecia entre eles e os outros grupos da cidade; somente para o caso de precisar virar membro de algum em um momento de precisão. “ —— Por favor, é claro que não estamos aqui pelos mesmo motivos, Howlett. E acredito que não tenha porque me julgar, de qualquer forma. Mas, então, quer tomar um drink ou lanchar? Precisamos aproveitar que você deixou suas duas tocas. ”
Um olhar compreensivo de pura simulação adornou as feições do Kinney, um ato de compreensão para com os dizeres alheios. ❝ — Eu te entendo. Sabe, as vezes eu tenho que me lembrar que as pessoas não estão acostumadas com a minha beleza. É bem chato, mas pelo menos eu posso agraciá-las com minha presença. —❞ Os comentários em tudo cheios de uma confiança que lhe era ausente proferidos apenas com o intuito de provocar a bruxa mais velha, esperando da mesma uma resposta igualmente retórica. Era capaz de sentir o poder emanado da outra bruxa, sua idade lhe conferindo habilidades que ainda eram pouco presentes no âmago do bruxo que detinha pouco menos que um século de idade em suas costas. ❝ — Ah, que bom que perguntou, sim, nós já descobrimos. É só deixarmos eles sendo quem são e não interferimos na confusão. Pois é, a humanidade é bem caótica por si só. Nós só assistimos enquanto o circo pega fogo. —❞ Como Magister de seu Concílio, não podia negar que o ingresso de alguém com tamanha experiência poderia ser benéfico, principalmente em virtude dos acontecimentos tão suspeitos que vinham a assolar a tão pacata cidade, suas preocupações residindo principalmente naqueles em sua responsabilidade — e também naquela que tanto pensava, não podendo negar que a ruiva era sua prioridade primária. ❝ — Então você não está aqui para realizar seu sonho de fugir com o circo? Que pena. E não, obrigado. Estou de olho naqueles malabaristas ali. Eles parecem suspeitos para você? —❞
‘ Oh, desculpe, eu apenas achei que estivesse, você sabe, delirando. I mean, ao vê-lo aqui. ’ O tom sarcástico era acompanhado de uma expressão teatral de um falso choque, que se desfez logo após um dar de ombros indiferente. Não era segredo que o outro parecia ser um workaholic ao extremo por isso o tão breve espanto ao tê-lo presente num festival como aquele. A loba cruzou os braços, o olhar puramente instigatório. ‘ Existe? Shocking. Estava eu aqui duvidando de sua capacidade de se divertir neste evento. Na verdade, eu realmente aposto que você não sabe como fazê-lo. ’ torceu o nariz por um segundo, um esboço de sorriso querendo pintar seus lábios, contudo, não o fez. ‘ Posso fazer o que for? Então, eu poderia.. sei lá, arrancar a cabeça de uma criancinha que você não me levaria em cana? Nice. Just kidding tho, não seria capaz de tamanha crueldade. ’
Um sorriso carregado por uma ironia finita se estendeu pelos lábios do Kinney, devidamente ciente de que os dizeres alheios estavam corretos em sua maioria, sendo o ato de sair de suas primárias prioridades algo raro para si. ❝ — Talvez você esteja e eu não estou aqui de verdade. —❞ Começou, antes de direcionar a outra um fitar breve, suspirando com em virtude do próprio cansaço. ❝ — Talvez isso tudo seja um delírio de uma mente insana. A realidade é uma ilusão e o universo um holograma. —❞ Provocou, levando o copo aos lábios para degustar seu conteúdo, mordendo a própria carne em prol do evitar que um sorriso genuíno se fizesse visível em sua face. ❝ — A delegacia pode ser um ambiente claustrofóbico se você ficar lá por muito tempo. Pode perguntar às pessoas que prendi. Estão... por toda parte. —❞ Fez menção ao ilimitado número de pessoas que já haviam transgredido a lei e se encontravam presentes, um olhar de dúvida sendo lançado para a companhia feminina. ❝ — Mas, espera. Eu já te prendi, não foi? —❞ Uma dúvida detentora de pouca veracidade ora que se fazia ciente de que nunca havia exercido sua autoridade legal na loba, mas divertido com o questionamento erguido. ❝ — E eu sei como me divertir. Eu li livros sobre isso. —❞ Um novo provocar que deixou os lábios em companhia de um olhar de puro desafio. ❝ — Poderia. Mas, se os pais da dita criança quiserem te empalar ou algo assim, eu não ia fazer nada também. —❞ Informou, sem grandes preocupações de que a morena iria, de fato, concretizar o que havia sugerido. ❝ — Agradeço muito por isso, Senhorita. Vou te nomear como minha delegada assistente, o que acha? My sidekick. —❞
— Desculpe. Geralmente uso óculos escuros quando vou secar as pessoas, sabe? Discrição é tudo. Mas eles não combinavam muito com o horário. — Shelley deu de ombros, estalando a língua nos dentes em expressão do desagrado. Era um ser aluado, em primazia; geralmente muito mais entretida no rolar dos feeds de seu celular do que no ambiente ao redor. Entretanto, não mentia na afirmação, ainda que soasse divertida. Coisas bonitas pareciam possuir uma atração natural sobre seus olhos, fossem nus ou através da lente de seuiphone. — E eu poderei tirar uma foto? Caso sim, bem… escolha o que quiser, señor. — Uma das mãos fez um movimento expositivo em direção às barraquinhas, acompanhada de um sorriso. A menção ao Concílio deveria tê-la alertado, mas Gormighail, fosse pela desatenção habitual ou por estar focada demais no observar de um circense que acabava de passar ao lado do casal, acabou deixando-a passar desapercebida. Segundos depois, voltou os olhos ao rapaz, a expressão admirada preenchendo as faces. — huh? — Inqueriu por reflexo, o cérebro demorando um pouco a fazer as últimas palavras ditas pelo homem fazerem sentido. — Oh, então está aqui para uma noite de sexo selvagem com o francês mais bizarro que conseguir encontrar? En liña, amigo! Esse fetiche é meu.
Um breve lampejo de surpresa iluminou o rosto do Kinney, observando com certa curiosidade a figura feminina enquanto lhe dirigia um olhar de desafio. ❝ — Esse é um bom jeito de disfarçar, devo admitir. —❞ Deu à outra o crédito pela ideia, afinal, era uma boa forma de manter-se afastado dos julgares alheios. ❝ — Mas, agora você foi pega e eu ainda estou esperando minha bebida. —❞ Não tinha grande interesse em entornar novos destilados, porém, permitiu-se prosseguir com a pequena implicância, fitando a outra bruxa que parecia entretida com o aparelho celular que carregava. Howlett, embora aparentasse uma idade jovial, tinha mais de sete de décadas em seu passado, algo que o afastava das novas tecnologias, além da falta de tempo e interesse. Novamente, porém, foi pego de surpresa com a pergunta alheia, lhe lançando um olhar de aviso. ❝ — Só se quiser ser transformada em algo nada atraente, Senhorita. —❞ Uma ameaça sem qualquer fundamento ora que não pretendia consumá-la, mas ainda se fazia desconfortável com a possibilidade da própria imagem ser capturada pela câmera alheia. O sorriso, porém, voltou a adornar os lábios ao que o som tão característico das atividades circenses se fazia cada vez mais aldível ao ouvidos do bruxo secular. ❝ — Mas, se está procurando um modelo, posso te apresentar para algumas pessoas. —❞ Disse-lhe, novamente sem qualquer intenção de concretizar suas palavras. O engasgar, porém, fez-se notável ao ouvir os tão singulares dizeres da semelhante, rindo com a descrição do que ela supostamente vinha a buscar. ❝ — Nada disso, não não. Não precisa ser francês. Alemão ou italiano talvez. —❞
– Você já está me devendo, querido, não vou pagar nada. Estou curiosa para saber o que faz aqui, não é muito seu estilo. – Cruzou os braços nus enquanto abria um leve sorriso para o amigo de infância. Ficara curiosa com tudo aquilo, quando mais nova, seus pais raramente a deixavam participar de festejos fora do concílio, e ela sempre os obedecera. No entanto, Howlett virara o Magíster, e Manon começou a gozar de uma liberdade que nunca havia tido, pois acreditava que agora não poderia ser expulsa. –Realmente, estou finalmente começando a descobri-la, não é fantástico? – Fez um gesto em direção ao evento com um olhar deslumbrado. – Não consigo acreditar que vivi setenta anos e nunca provei de coisas como essas, parece meio impossível. – Deu de ombros, voltando à sua expressão normal, não deixaria que suas emoções tomassem conta de si, não ali no meio de tantos estranhos, mas seu interior pulsava, Manon sempre foi uma amante de arte, qualquer que fosse, e tudo ali sobrecarregava a bruxa. – Obrigada pelo passe livre, farei bom proveito.
Um sorriso raro lhe adornou os lábios ao que as palavras da tão antiga amiga se fizeram audíveis, fitando-a com uma expressão desafiadora. ❝ — Estou? Isso é um absurdo! Aposto Como pode aceitar isso, Manon? Deveria reportar para seu Magister. —❞ Esperou alguns instantes antes de novamente ver-se rindo, jocoso com a própria posição que assumia. Apesar de o cargo de liderança exigir de si uma parcela fustigante de responsabilidade, era necessário admitir que existissem certas vantagens em se ocupar tal posição. Um sopro, porém, de responsabilidade o trouxe de volta a tão taciturna persona, o sorriso desaparecendo em meio aos pesares que tanto assolasse sua longa existência. ❝ — Sabe, nem eu sei direito. Só achei que poderia ser bom... Espairecer um pouco. Não está funcionado, mas o importante é tentar. —❞ Não havia motivos para mentir, embora ainda se fizesse desconfortável na presença de outras pessoas, Howlett conhecia a bruxa desde infante e tinha nela depositado uma confiança notável, mas ainda limitada. ❝ — Totalmente fantástico. Logo você vai descobrir a usar a internet e seu mundo vai cair. Sabia que faço aniversário no mesmo dia que Joanna D’Arc? Incrível, eu sei. —❞ Seus dizeres parcos ao que ele não tinha qualquer destreza ao lidar com as tecnologias que circulavam pelo século no qual agora estavam. ❝ — Você tem setenta? Nossa, está bem conversada, devo dizer. —❞ A brincadeira erguida como uma provocação pueril ao que se fazia cônscio da idade da mulher, sendo poucos anos mais velho. ❝ — Enfim, já provou uma coisa chamada Algodão Doce? É simplesmente maravilhoso. Devia tentar. —❞ Um deslumbramento simulado, mas ainda embasado em suas reais opiniões. ❝ — De nada, minha cara. Mas, sem transformar ninguém em sapos. Isso é tão clichê. —❞
✨ — Com as palavras do delegado, confirmando que seus olhares não eram sutis como o desejado, a atriz não teve outra alternativa que não maneirar. Logo, sua atenção foi direcionada a sua garrafa de cerveja, muito embora a curiosidade se mantivesse presente. Já fazia um bom tempo que morava na cidade e, salvo as vezes em que parava na delegacia, quase não havia o visto pelas ruas. ❛❛ Você não pode me julgar por verificar, não é mesmo? ❜❜ ela resolveu, por fim, comentar. ❛❛ Está fora dos planos de todo mundo ficar perto daqueles que podem nos prender, ou que estão com essa intenção, sabe como é. ❜❜
❝ — Na verdade, eu posso. —❞ Explicou, os dizeres deixando seus lábios num tom baixo e de explicação, tentando provar o ponto inicial de julgamentos atrelados a quem de fato era e a função que exercia em meio a sociedade. ❝ — É meu trabalho. Bem, uma parte dele. Eu julgo e prendo. Melhor do que só atirar e julgar. É uma linha bem tênue. —❞ Informou, sorrindo com a própria explicação parcamente elaborada, mas ainda satisfatória enquanto provocação destinada a outra mulher. ❝ — Por quê? Você está com más intenções para essa noite, Senhorita? Porque, se tiver, vou me fazer de cego. —❞ Não tinha qualquer intenção de concretizar os dizeres, mas a curiosidade se fez presente no âmago.
┈ ☪ ❛ pode ser uma cerveja? ❜ o questionou diante do comentário do outro. e decerto, encontrava-se um pouco surpresa com a presença dele no evento, mas era de se imaginar; a cidade toda encontrava-se curiosa para com o circo, para ter o mínimo de diversão em todos os anos que a mesma passara fechada. talvez fosse a única que tinha outros propósitos naquela noite, que por mais esforçada que estivesse para vestir-se com ânimo, não conseguia abrir mão da preocupação que a percorria com força ❛ — sinto informar, mas não estou em busca de diversão. tampouco, aproveitar a noite tranquilamente. meu trabalho não permite ❜ respondera cruzando os braços na altura do busto, nos lábios um sorriso debochado ❛ — quer dizer então, que posso cometer alguns delitos, que não corro risco de ser presa? agora sim a noite parece interessante ❜ e suas palavras não passavam de provocações, uma vez que havia abrido mão de problemas a anos atrás. já havia sido fichada uma vez, não queria sujar ainda mais seu nome.
Alguns segundos foram necessários para um analisar simulado da oferta alheia, o Kinney lhe direcionando um singelo olhar de ponderação. ❝ — Nah. Olha pra minha cara, eu não bebo cerveja. Burbon, prefiro Burbon, apesar de que isso soar tão cafona. Whisky então. Boa sorte pra encontrar. —❞ O tom jocoso denunciando a pouca veracidade de seus dizeres, não tendo grandes intenções de seguir vertentes nas quais se fizesse alterado pelo consume de destilados. ❝ — Kiddin’. Eu não bebo. Way too dangerous. —❞ Alertou, embora tivesse certeza de que poucos viriam a realmente entender o porquê de tal ato de dar como perigoso, principalmente para alguém que lutava em prol de garantir a estabalidade da própria natureza caótica. ❝ — Eu e você temos isso em comum, tenho que admitir. —❞ Apesar de estar tentando não ceder aos instintos primários que lhe adornavam o cerne, falhava ao que se via seguindo pela vertente que tentava evitar naquela noite. ❝ — Já contei oito violações à saúde pública e estou me coçando para prender alguém. —❞ Era honesto em suas palavras, embora soubesse que pouco viria a ser efetivo caso simplesmente exercesse sua profissão, além disso destoar da escolha primária que havia feito para aquela noite. ❝ — Claro. Vá em frente, Senhorita. —❞ Começou, levando o recipiente até os lábios, provando o conteúdo que agora inundava seu palato, direcionando à mulher um novo fitar. ❝ — Mas, por favor, saia da mesmice. Estou tão cansado de prender lobos por baderna e desordem. —❞
— angeli noctis | @angelxmerliah
Permanecia inerte diante festividades, sua tão reclusa personalidade desconfortável em meio ao apogeu do pandemônio que se instaurava a cada instante; o Kinney ansiando pelo momento em que finalmente retornaria aos tão familiares terrenos de sua delegacia, cônscio de que várias ocorrências advindas da alteração causada pelos destilados que circulavam quase que sem controle. Uma austeridade característica marcava seus passos, entretanto, apesar de suas reais aspirações residirem na solidão do segundo lar, uma movimentação atípica fez-se notável ao que os tão cerúleos olhos se voltavam para o grupo de indivíduos com aparências juvenis — Howlett ciente de que as fisionomias pueris poderiam contrastar com a real idade dos seres, porém, ainda se obrigando a aproximar-se com cautela, investigando assim para descartar suas suspeitas., fazendo-se notar com uma sutil aproximação. ❝ — Todo mundo é melhor estar com a identidade ou vão passar a noite numa cela fria e escura... You, blondie, you first, who are you and how old are you? —❞
— tempore pythonissam | @innvcentsoul
Sentia-se mais confortável quando envolto pela escuridão noturna, isso era inegável, permitindo-se aproveitar a atmosfera soturna de forma que até mesmo a própria cadência da respiração era suave. O Kinney nascera iniciado num mundo que era adornado pela existência de criaturas que residiam além do mundano, seres poderosos e perigosos, inclusive ele estando ciente de sua periculosidade enquanto se fizesse além da responsabilidade de gestão do concílio que influenciava grande parte de suas decisões. O treinamento havia e estendido por toda a vida, desde infante recebendo as devidas preparações para, no futuro, assumir a liderança daqueles que tanto esperavam de si e, embora conseguisse desempenhar o ofício que lhe fora atribuído antes mesmo de nascer, por vezes, o controle dos bruxos sob sua responsabilidade escapava por entre os dígitos. O receio se fazia presente enquanto o peculiar evento permanecesse na cidade, suas aflições sendo justificadas ao avistar um grupo de crianças, todas em posse da infame marca Crimson Dawn, tomando atitudes pouco admiráveis, trazendo um caos desnecessário ao se portarem de maneira inadequada, derrubando alimentos e líquidos em outros indivíduos. ❝ — Ei, pode parar! Go back to your moms! —❞ Fez-se notar com um total pouco brando, aproximando-se com firmeza. ❝ — Sinto muito por isso. Eles estragaram alguma coisa? —❞
A consternação seguia pelos acessos aos trejeitos da jovem Cissler; Ao transcorrer dos segundos em que se mantinha imóvel, os olhos fixos por sobre a figura com a qual jamais viria a se acostumar, Rowan mesclava-se no acometer da irritação e singela melancolia aos pensamentos do que outrora soara como definitivo. A desolação, mesmo após tanto tempo, fazia morada em seu cerne — ainda que cercada em um véu de hostilidade escancarada e concebido em prol de evitar novas decepções agregadas ao sobrenome Kinney. O mesmo sentir danoso, então, viu-se colocado em uso instintivo quando a voz grave adentrou-lhe os ouvidos; A ruiva, afinal, não detinha para si o dom da discrição. ❛ Pagaria se tivesse algo que valesse a pena se observar, mas… Deixa a desejar, como sempre. ❜ A mentira caiu facilmente pelos lábios tingidos em carmesim, antes que Rowan permitisse o rolar dos olhos em suas respectivas orbes; Ainda que viesse a desprender forças no tentar ignorar da figura de Howlett, a bruxa se via em falha ampla aos instantes em que esse ousava pronunciar-se mais uma vez. ❛ E eu não ia perguntar, se quer mesmo saber. O que faz ou deixa de fazer já não é algo de meu interesse. Agora, se me dá licença, você está atrapalhando a minha vista. ❜ Findou, enfim, os dizeres ao gesticular parcamente para um grupo que se postava alguns metros distante de si — não que detivesse real interesse aos jovens, apenas buscava por maneiras de se afastar do mais velho.
Inegável era a forma como, de maneira praticamente involuntária, respondia ao fato de postar-se tão contíguo daquela com a qual havia compartilhado as mais memoráveis e felizes lembranças que se permitia manter. Os sentimentos para com Rowan existiam de maneira pouco latente ao cerne do Kinney, os anos pautados pela companhia assídua da ruiva validando-os de forma que ela era a única pessoa que o conhecia de maneira plena, Howlett não enxergando qualquer necessidade ocultar a já tão velada persona. A própria cadência cardíaca era afetada pela proximidade, embora um tão agradável e familiar sentimento imperasse os pensamentos ao que se fazia cônscio da reminiscência dos sentires dedicados à Rowan, mesmo que o tão penoso findar do relacionamento prévio ainda o assombrasse de forma que o arrependimento moldava cada ato ligado ao fato de ter se consentido a seguir por vieses que pouco eram de seu desejo, seguindo as ordens que se faziam tão presentes em sua existência, esta moldada unicamente para o assumir de seu Concílio.
❝ — Talvez então pelos velhos tempos, quem sabe? Eu posso te pagar uma se você quiser. —❞ Arriscou, embora ciente de que a mais nova ainda tinha uma parcela inerente de raiva destinada a si, não podendo julga-la culpada por sentir-se daquela forma, afinal, ele havia sido o algoz do sofrimento atrelado ao cessar do tão estimado relacionamento que possuíam. Um suspiro de pesar lhe adornou o cerne ao que se fazia atento aos tracejares da outra bruxa, conhecendo-os de maneira que inconsciente, tantas eram as coisas que gostaria de verbalizar, uma gama inteira de sentimentos que jaziam adormecidos em seu interior e que poderiam ser apaziguados unicamente pela Cissler; Contudo, novamente se viu escolhendo pelo silêncio emocional. ❝ — Claro que não ia. Eu só achei que... Nevermind, Rowie. —❞ A voz era arrastada e as palavras moldadas por uma veemência genuína, os tão cerúleos olhos sendo desviados do rosto alheio em prol de um fitar vergonhoso das próprias mãos, não conseguindo ocultar o caos que se instaurava em seu interior.
Sua atenção, porém, retornou para a figura feminina às suas novas palavras lhe causarem uma angústia ardente. ❝ — Pra onde você... —❞ E logo o antagonismo se fez presente ao observar o grupo que detinha a atenção da semelhante, respirando fundo em corolário a parcela obscura de seu âmago que insistia em tentar imperar suas ações, cedendo brevemente ao que, em poucos instantes, um pequeno estouro atingiu o barril de líquido purpúreo, fazendo-o jorrar em direção do grupo supracitado. ❝ — What a shame. —❞ Disse-lhe sem esconder a culpa que marcava seus olhos, endireitando-se no próprio eixo antes de prosseguir, tentando evitar se prolongar ao fato de que pouco era capaz de conter as urges que se faziam tão limítrofes da própria estabilidade. ❝ — Rowie, eu...—❞ Começou, os orbes azuis se fixando nos olhos castanho que há tanto havia se afeiçoado. ❝ — Eu só queria... —❞ A coragem parecia se esvair a cada martelar do coração contra a caixa torácica que o mantinha, o Kinney suspirando diante da própria covardia. ❝ — Você ainda tem aquele quarto sobrando? Eu acho que conheço alguém interessado. —❞
❝ — Se você vai continuar fitando assim, espero, ao menos, que me pague alguma coisa. —❞ Escassos eram as circunstâncias que se faziam de importância inegável para tirar o Kinney de suas tão plurais tarefas, aquele detentor de sangue mágico tendo pouca disponibilidade para estar além dos muros da delegacia ou da Mansão que hospedava os membros de seu Concílio. No entanto, permitindo-se um breve momento no qual imperado pela espontaneidade, seguindo assim uma quase ânsia pelo júbilo que há tanto se privava, adentrando no tão singular ambiente que não poderia passar sem ser devidamente notado pelos habitantes da peculiar cidade; um breve suspiro que adornava âmbitos de uma normalidade simulada. ❝ — Sabe, existe vida fora da delegacia. E do Concílio. —❞ Os dizeres tinham um tom quase superficial, tal qual não depositava qualquer crença no verbalizar tão vago, ciente de que pouco se faria presente enquanto a no decorrer da solenidade, regressando a tão familiar solidão que se mostrava uma tão frequente companhia. ❝ — E antes que pergunte, não. Estou aqui pelas mesmas razões que você hoje, portanto, pode fazer o que for. Tonight ain’t no God in my eye. —❞
*・☾˙ ˖✶ DÊ LIKE PARA UM STARTER PERSONALIZADO!! ( UP TO THREE )
No place like home, no place like her.
(Mh.)
@intosflxmcs
“ is it bad i really want to kiss you right now? ”
❛ ◜ ── a expressão serena logo foi alterada ao que denunciava o quão cético o kinney se fazia diante dos dizeres da outra, virando-se em prol de um fitar apropriado da figura alheia, um sorriso pouco casto adornando os lábios ao que se aproximava num movimento quase isento de pudor, eliminando a distância ao se fazer próximo o suficiente para acentuar os pensamentos que vinha a verbalizar. ── é, um pouco sim── os olhos tão cerúleos se prendendo nos orbes escuros da menor, analisando os gestos ao que vinha a novamente se fazer notar.── porque nunca vai acontecer. ──
corta pra que lado?
❛ ◜── redheads.
❛ ◜ CAN'T NO PREACHER MAN SAVE MY SOUL —— ! ›
↘ biografia completa; · ↘ fatos importantes · ↘ conexões requeridas;
* IN U N I T Y / THERE’S S T R E I G H T !
CRIMSON DAWN ! | the dark coven.
uma aurora escarlate manchou o céu da cidade de salem, o céu tomado pelo sangue daqueles que conclamavam vidas alheias e um nome causando temor naqueles que sabia o que realmente havia acontecido. o concílio de crimson dawn nascera em meio a violência e da violência ela emergia e ascendia.
↘ central: originalsin.
(。♥‿♥。) kai’s dimples (。♥‿♥。)