Antes eu pensava em suicídio, depois comecei a amar estar vivo, agora estou morto e nem pela morte ou pela vida sinto atração alguma. Eu caio, sorrio, levanto, limpo meus joelhos, aprendo a ficar mais atento e me saio melhor nos caminhos a seguir, mas não há intenção verdadeira de continuar, mas também não tenho intenção de partir. Estou em um modo automático auto consciente onde nada e ninguém me para, a menos que eu queira, mas eu não quero nada. Se eu vencer, não vou saber, se eu perder, não vou sentir, só sei que não me atraio por nada e nada se atrai até a mim. Tudo esteve apenas sendo, como um efeito dominó, tudo esteve apenas acontecendo, somatizando uma coisa na outra como uma bola de neve que se partira em dois no final de tudo até derreter e o solo esquecer que sou eu quem ele decompõe. Podem criar leis, normas, regras, decretos, mas nenhuma delas servem para um homem morto. Se você vier conversar comigo, tu se torna um necromante. Sei o que, como e porque direi cada coisa que será dita, mas não force a barra tentando me dizer como minha vida deve ser vivida, porque ela já está perdida.













