Atenção, atenção, quem vem lá? Ah, é PERIWINKLE da história PETER PAN! Todo mundo te conhece… Como não conhecer?! Se gosta, aí é outra coisa! Vamos meter um papo reto aqui: as coisas ficaram complicadas para você, né? Você estava vivendo tranquilamente (eu acho…) depois do seu felizes para sempre, você tinha até começado a CRIAR SUA PRÓPRIA PISTA DE PATINAÇÃO E aí, do nada, um monte de gente estranha caiu do céu para atrapalhar a sua vida! Olha, eu espero que nada de ruim aconteça, porque por mais que você seja ESPIRITUOSA, você é TÍMIDA, e é o que Merlin diz por aí: precisamos manter a integridade da SUA história! Pelo menos, você pode aproveitar a sua estadia no Reino dos Perdidos fazendo o que você gosta: CRIAR NOVOS AMBIENTES ONDE AS PESSOAS POSSAM INTERAGIR E SE DIVERTIR.
HISTÓRIA
Periwinkle é uma fada do gelo que vive na Floresta do Inverno, uma região mágica onde o frio é constante e onde as fadas do inverno têm habilidades especiais relacionadas ao gelo e à neve. Sua aparência reflete sua natureza invernal, com cabelos brancos brilhantes e asas que lembram flocos de neve.
Periwinkle descobriu que é a irmã gêmea de Tinker Bell, uma fada das quatro estações que vive na Terra do Nunca. Apesar de terem crescido separadas, as duas compartilham um vínculo especial e habilidades semelhantes. Ambas nasceram do riso da mesma criança, por isso são considerada fadas gêmeas.
PERSONALIDADE
Periwinkle é vibrante e cheia de vida, destacando-se por sua curiosidade inata e entusiasmo pela exploração. Ela adora descobrir novas coisas e, apesar de viver em um ambiente frio, possui um espírito caloroso e acolhedor. Periwinkle é corajosa e determinada, nunca se esquivando de um desafio. Sua natureza aventureira a leva a explorar além dos limites da Floresta do Inverno, o que eventualmente a leva a encontrar sua irmã, Tinker Bell. Sua abertura para o desconhecido e seu desejo de aprender são características marcantes de sua personalidade.
Além de sua curiosidade e coragem, Periwinkle é profundamente leal e afetuosa. Ela valoriza muito os laços familiares e as amizades, demonstrando uma grande capacidade de empatia e compreensão. Periwinkle também possui um senso de humor leve e uma disposição alegre, que trazem alegria e positividade às fadas ao seu redor. Essas qualidades fazem de Periwinkle cativante e adorável, que deixa uma impressão duradoura tanto nas fadas da Terra do Nunca quanto no público.
O personagem é dono ou cuida de algum lugar no Reino dos Perdidos? Por favor, descreva.
Com toda a experiência que tem sob o contato com alguns reinos e o conhecimento entre as fadas e Londres antiga da visão das outras fadas e criaturas da Terra do Nunca. Periwinkle construiu uma pista de patinação onde todos poderiam aprender a andar e se divertir no gelo.
SKATING WITH PIXIE DUST: Quando entra e sente o ar gelado você pode sentir que se transportou para outro lugar. Com toda sua magia, ela tenta fazer o ambiente mais perto do possível de uma experiência completa de patinação. Aberta para todo o público, Periwinkle dá aulas para todos que querem aprender a utilizar o patins, e abre o local para festas ou celebrações que as pessoas quiserem comemorar. Seu sonho é ver o local cheio com bastante música e pessoas felizes.
Como está a posição dele em relação aos perdidos? Odiou ou amou? Responda em um parágrafo simples!
Periwinkle gosta muito, apesar da timidez, de interagir com pessoas. Ela adora criar atividades, e novas tecnologias com os objetos que acha. Poder conhecer novas pessoas, novos objetos e novas culturas faz com que ela esteja completamente apaixonada por essa experiência de poder interagir com pessoas novas. Com isso ela quer chamar todos para o local que está construindo e poder conversar com todos eles. Chega até ser um pouco invasiva, pois ela quer perguntar e saber cada vez mais sobre tudo. Até mesmo indo em contrapartida com seus outros amigos mais próximos. Ela é a que mais quer construir uma ponte e interações com os recém chegados.
Quando começou o caos, Periwinkle, ficou um pouco confusa. Em um momento havia escutado que era por conta dos fantasmas, e era normal os fantasmas estarem entre eles, principalmente em eventos, ou coisas assim, acreditava que Merlin conseguia conversar com todos os seres e até mesmo para fazer parte de uma grande festa assim seria divertido. O que conseguiu ver por cima foi que a situação fugiu do controle, e agora todos estavam sendo colocados para fora, mas ela não conseguia ver direito o que estava realmente acontecendo. E como uma fofoqueira e curiosa de primeira correu para tentar ver quem mais estava na porta para poder lhe dar informações. "Você viu o que aconteceu? Por que estão nos expulsando? Eu quero saber, acho que quero entrar mesmo assim..."
Diaval ainda estava um pouco zonzo com as memórias que foram forçadas em sua mente, recordando-se de uma vida passada antes mesmo de se tornar um corvo, lembrando-se também de outros que passaram pela sua vida que tiveram que ser deixados pra trás para que Diaval pudesse se juntar a Malévola. Não era uma decisão que ele achava ruim, mas não poderia ter sido feita sem arrependimentos e questionamentos de quem ele seria se não a fizesse. "Não acho que tudo aqui é uma lição de moral." Ele disse quando a mulher desconhecida sugeriu que a fonte estava ali para que entendessem sobre a despedida. Ou talvez fosse uma visão um tanto negativa de Diaval sobre o mundo das Histórias. Não conseguia achar que Merlin e o resto do conselho queriam ensinar algo pra eles. Às vezes, só queriam torturá-los com suas próprias lembranças. Diaval sentiu os ombros menos tensos conforme a escutava. "Mas eu entendo o sentimento de não desejar se sentir sozinho." Adicionou, questionando-se se ela poderia ser de Malvatopia também. Afinal, o reino era bem afastado dos outros... Ele franziu o cenho enquanto a observava e, mesmo com a máscara, ela provavelmente podia ver que ele estava tentando prestar atenção em todas as suas falas. Diaval não conseguiu deixar um pequeno sorriso brincar em seus lábios. "Você sempre faz tantas perguntas?" Ele perguntou com um incomum bom humor vindo de si mesmo, mas não era um julgamento, era apenas... estranho, já que ninguém se importava o suficiente para fazer perguntas para ele, um mero aliado dos vilões. Mas ela não sabia quem ele era, afinal de contas. "Mas você tem um ponto. Se eu soubesse que te odeio, provavelmente ia me divertir vendo você chorar." Ele falou ainda em um tom jocoso; nem mesmo ele sabia se isso era verdade. "E se eu te contar o que vi, você pode me reconhecer. E a graça é não saber..." Usou as mesmas palavras que ela, voltando a sorrir, agora um pouco mais confortável do que quando ela apareceu e o encontrou entristecido pelo que viu na fonte. Só desejava esquecer agora. "Mas se você quiser uma atração melhor, eu acho que dentro do castelo é o suficiente. Tem um banquete e todo mundo está dançando."
Ela levantou o dedo concordando com suas palavras foram usadas contra ela. "Touché. É assim que dizem, né?" Aquilo era divertido. Provavelmente a festa que mais havia gostado. Queria ter aparecido ali primeiro vestida com os vestidos e a máscara, mas adorava o vestido de brilho da festa que havia ido sim primeiro lugar. As palavras do homem faziam tanto sentido para ela. "Tenho essa mania. Gosto muito de saber das coisas, você não? É um mundo tão grande. Tantos reinos. Nunca poderemos saber o suficiente, mas você não acha isso? Há tanta coisa, e tão pouco tempo..." Ela se maravilhava olhando as coisas em volta. Tantas pessoas. Tantas máscaras tantos mistérios. "Não fica curioso para saber qual é a história de cada um? Principalmente com todos escondidos por máscaras?" Novamente várias perguntas, mas era apenas seu jeito. Queria ser mais fina, mas era impossível nessa altura do campeonato mudar quem era. "Oh, você está me mandando embora? Eu...não queria atrapalhar. Vou para lá então, desculpe." Se sentiu nervosa pronta para ir embora, pois sabia que algumas pessoas poderiam achar seu jeito exaustivo.
Usualmente, Meena seria uma pessoa prudente, contudo, aquela noite não era um dia usual, e aquilo era muito bom. "Hm, disseram que eu consigo falar com animais depois de comer isso. Não é esse o objetivo?" Perguntou segurando uma terceira ostra consecutiva, dessa vez azul, já colocando na boca. Apesar do aviso, era tarde para devolver, então terminou de comer e dispensou a bandeja com um aceno de mão. Não demorou muito para sentir seu coração bater mais rápido, e parecia tão alto que ergueu o olhar do próprio peito supondo que Periwinkle também estaria escutando. Entretanto, quando seus olhos focaram na fada, viu algo muito semelhante a um caleidoscópio em volta da figura dela. "Noooossa, seu cabelo é tão lindo!" Por pouco não perdeu a voz, sentindo seu fôlego se esvair num instante. "Ele sempre foi assim? Porque eu não tinha notado antes?" Se aproximou num passo, hesitando ao tocar nos fios, que em sua visão alterada, pareciam rios se movendo e emitindo uma luz cintilante.
Não conseguiu parar Meena antes que fosse tarde demais. Então decidiu ali até ficar só para saber que a outra ficaria bem e que o efeito das ostras azuis passariam já que ela não conseguiria deixar a outra sozinha. Por mais que boa parte das pessoas ali fossem boas, não sabia, se realmente poderia confiar em todos. Principalmente, por não conhecer aqueles recém chegados, e termos todos da Malvatopia ali. Que ela acreditava que tinham segundas chances, mas que ainda não confiava completamente. Com os toques em seu cabeço ela se surpreendeu. Geralmente ela usava o cabelo para cima. Mais curtos somente com as franjas, mas quando notou que quase todas mulheres ali usavam o cabelo para baixo, Periwinkle sempre quis ser mais uma no meio das outras então passou a usá-lo baixo também. "Não sempre foram. Ele era mais branco, e curto. Sem contar que para cima, mas não vi ninguém usando assim, e eu não queria assustar ou parecer mais estranha do que já sou." Admitiu para a outra e tocou nos próprios cabelos afagando eles. "Quer um pouco de água? Acho que você deveria tomar água, enquanto isso, você deveria me falar mais do que você fazia no outro reino."
Atento a mulher, conseguiu observar que usavam quase o mesmo estilo de roupas, algo anos oitenta, por assim dizer. Cheia de brilhos e adornos, como ele com a jaqueta de couro com a gola levantada, o cabelo num topete estranho e as calças um tanto justas - diria que parecia o Danny Zuko, se ele conhecesse tal referencia. "Certo, vamos tentar localizar sua pulseira, não deverá ser tão difícil assim.", exceto pelos espelhos, que certamente os confundiria mostrando o objeto em locais e ângulos variados. O olhar de Erik já estava no chão, quando a ouviu perguntar sobre os espelhos, fazendo-o voltar o olhar para a mais nova. "Bem, eu não sabia quando entrei. Mas pelo pouco que vi.", que na concepção dele já era bastante. "Eles mostram nossos futuros, se os perdidos ficarem.", e o dele não era nada agradável.
Ela não via tantas coisas. Quando olhou para o espelho o que mais ficou preocupada foi a árvore de pó de fada. Pelo que tinha ouvido do próprio Merlin, se os outros não fossem embora os reinos se desmachariam, e sem pó de fada. Sem magia os mundos colidiriam e o que seriam dos contos de fadas, sem magia de fada? Olhando para os pés de Erik notou um brilho prata atrás dele. "Achei!" Gritou animada. E foi atrás do objeto, as imagens do espelho deixando-a bem confusa. "Isso pode enloquecer alguém, né? Já ouvi algo assim. Quem vive no futuro ou no passado acaba perdendo o presente. Você tem curiosidade em ficar por aqui? Não acho que seja muito saudável." Admitiu para ele um pouco preocupada mesmo não conhecendo a pessoa a sua frente, mas ainda preocupada. "Desculpa, se eu me meti demais."
"É só mexer o corpo Peri! Não ensinaram vocês a dançar no reino das fadas?" A fada dos dentes agarrou as mãos da pequena fada do gelo e começou a puxar por ela. Enquanto puxava, ela mexia com seu corpo, já começando a dançar "É só me imitar. Um lado e para o outro. Para um lado e para o outro."
"Não muito. Nós não temos muitas festas assim, e o inverno é mais para festas dentro de casa com pessoas bebendo e comendo coisas quentes." Pelo menos era isso que havia observado quando estava em suas aventuras trazendo o inverno para todos os reinos. "Você é muito boa nisso. Gosta muito de dançar?"
where: fogueira
sentence: “You’re cold. Come here.” by @princesaginny
O acampamento provavelmente foi a festa que mais apertou o coração de Periwinkle foi quando viu a festa do acampamento, pois era algo que ela nunca pode fazer. Periwinkle por ser uma fada de gelo não poderia ficar em lugares onde não se há frio, por mais que ela e Tinkerbell conseguissem se curar, ainda era perigoso demais. Era a razão pelo qual era grata pela magia de Merlin estar funcionando, pois poderia pelo menos algumas vezes experimentar aquela sensação de estar com seus amigos ao redor de uma fogueira, mas ainda assim ela estava receosa em ir perto da fogueira quando a outra a chamou. "Não sei se posso. E eu meio que sou gelada?" A fada achou engraçado, pois ela era uma fada do gelo, mas nem todos sabiam disso. Já que agora ela não aparentava suas folhas nevadas de vestuario. "Se fadas do gelo se aproximarem de fogo ou calor quebramos nossas asas. Sei que Merlin está usando alguma magia para impedir isso agora, mas...será que consigo chegar perto?"
where: caminho das estrelas
sentence: "At what point are the delusions too much?" by @hienaquatro
Mesmo não estando em uma pista de patinação, subindo o caminho das estrelas parecia que ela estava deslizando de um lado para o outro comemorando toda a festa. O álcool já subindo um pouco seu sistema já que ela não era de beber muito, e ela parecia rodopiar sozinha entre as estrelas querendo tocar em tudo que tinha alcance. A sensação que geralmente só as fadas conseguiam sentir por sempre poderem voar até onde quisessem. Um pouco embriagada não notou que já não estava dançando sozinha, a figura da recém chegada ali, não só ao seu lado, mas naquele reino. "Isso aqui? Acho que não é nada. Aposto que se quisessem eles nos fariam acreditar em qualquer coisa, mas você acha que pode chegar um limite de que podemos nos iludir?" Ficou curiosa já que geralmente não falavam com ela de conversas um pouco mais filosóficas como essa.
where: karaokê
sentence: "love you, mean it, but dear god." by @untouchzble
Depois de dançar um pouco com Tooth, Peri, deixou de lado os pensamentos tristes e pensou somente em realmente aproveitar a última noite com aqueles que haviam feito parte da sua rotina e vida nas últimas semanas. Bebeu um pouquinho aqui e ali, e quando deu de conta estava junto a alguns recém chegados dançando da maneira com que imaginava ser a certa repetindo palavras que apareciam ali mesmo não conhecendo nenhuma daquelas músicas, mas uma coisa que ela sabia sobre si era que Periwinkle não era uma cantora. Sua voz era horrível, e ainda assim, ela estava cantando esquecendo de tudo até mesmo de que sua voz não era das melhores. A voz de Dove ao seu lado fez com que ela subitamente se calasse um pouco sem graça com a situação. "Desculpa, acabei me empolgando."
where: ostra na bandeja
sentence: "I have lost control." by @ofbadhumor
Atravessando as portas e surpresa de que haviam outras festas acontecendo, Periwinkle, ficava pensando se algum dia chegaria a esse tamanho de poder. Sabia que sua magia era voltada para o gelo, para o frio, mas o que mais o gelo poderia fazer? Será que mesmo fadas elementais não poderiam produzir outro tipo de magia? Ela gostaria de perguntar isso para os superiores, mas ao mesmo tempo não queria passar como se não gostasse do seu trabalho, pois ela realmente amava. Trazer aquela sensação de conforto, e lembranças para os outros era algo que trazia um sorriso para Peri, mas que mais ela poderia fazer? Qual era o seu potencial? Por que as fadas ali não discutiam sobre isso? Perdida em pensamentos notou que havia sido oferecido ostras para ela, e ela não gostava muito então negou, mas não pode deixar de ver o rosto de Meena empolgado ao comer. "Meena, vai com calma." Tentou avisar. Ela já conhecia alguns comentários sobre aquele tipo de comida. "Você sabe o que isso faz, né?"
where: karaoke
sentence: "let's dance!" by @toothfada
O brilho nos olhos de Periwinkle quando ela viu aquela festa assim que abriu a porta não deveria deixar de ser notado. Em sua cabeça, ela, já estava pensando em ideias para colocar em sua pista de patinação, mas ao mesmo tempo a ideia foi descartada, pois quando acabasse a noite provavelmente todos seriam mandados de volta para seu reino e qual seria a graça de patinar em um local que era todo feito para patinar? Deveria ter estampado aquela tristeza em seus olhos, pois a presença de Toothiana ao seu lado querendo a animar foi a resposta que ela precisava, pois ela deixou a outra a levar para perto da música. "Eu não sou muito boa para dançar, pode me ensinar?"
"Eu não seguiria esse choro, se fosse você." Diaval falou para uma figura que passou ao seu lado na entrada para os jardins. O rapaz estava ali para observar quem ia e vinha, e ele mesmo acabou sendo vítima da tal fonte, cujo reflexo mostrava um passado tortuoso de quem quer que a encarasse. "Dizem que é uma fonte que... bem, te faz ter que encarar seus maiores arrependimentos." Explicou para a pessoa e, se pudesse ser um arrependimento agora, ele mesmo se arrependeria de ter seguido a lamúria da pessoa que estava presa antes dele. Diaval ainda sentia os ombros pesados, com uma culpa imensurável cobrindo suas costas. A última coisa que precisava era olhar para o seu passado. Pendeu a cabeça para o lado, como se estudasse a pessoa à sua frente. A magia da máscara era forte, já que nem ele conseguia reconhecer os rostos e os trejeitos dos convidados daquela festa de máscaras. Quando parecia que ele estava prestes a ter um deslumbre, a memória escapava. Como por exemplo, podia tentar reconhecer os cabelos loiros da mulher à sua frente, mas a magia fazia parecer que só a reconhecia de outra vida ou de um sonho esquecido. "Eu tenho que dizer que estou impressionado com essa festa, eu não esperava que eles fizessem algo tão infeliz." Ele tentou achar graça, mas não era de se esperar muita coisa de uma festa recheada de fantasmas. Voltou-se para a outra mascarada. "Qual o seu nome?" Quis saber, curioso como sempre, esperando que ela caísse na pergunta que revelaria sua identidade.
Não conseguia evitar não ir atrás do barulho do choro. Ela era incapaz de deixar alguém triste sofrer em silêncio, mas quando foi avisada na entrada para não seguir levantou o rosto. "Arrependimentos?" Periwinkle tinha sua conta de arrependimentos, de decisões que queria ter tomado. De vezes que queria ter se mantido ou quando muitas vezes se calou. Não era justo para ela, mas dificilmente, ela conseguia aumentar a voz ou dizer algo que não fosse extremamente esperado dela. Ver essas cenas partiria seu coração agora que já estava um pouco mais madura e com a mentalidade que aprendeu a aceitar aquela parte de si, e não renegar. "Talvez seja para entendermos que a despedida também é algo triste? Por mais que a maioria esteja feliz de voltar para casa. Eu sou uma das que ficaria triste, quero dizer, estou triste. Se os reinos voltarem a ser separados e cada um seguir por seu antigo caminho...Não gosto de me sentir solitária novamente." Não específicou de onde era. Nem mesmo o reino, mas um sorriso cobriu seu rosto. "A graça não é não saber? Para que estranhos pudessem se conhecer sem preconceitos. Por exemplo, e se eu fosse a pessoa que você mais odeia no mundo? Ainda iria me sugerir para não seguir em frente? E por que está aqui, ajudando os outros? O que viu ali o deixou tão triste que não quer que ninguém passe pelo menos? Desculpe se eu estou ultrapassando limites."
Talvez fosse o comentário normal a ser feito naquele lugar, ou apenas a sensação que Erik tinha no momento em que olhava seu reflexo e o mesmo lhe contemplava com tudo que estava por vir. Sentia-se perdido, mais do que qualquer outra emoção que pudesse carregar no momento, sentia que não reconhecia mais a imagem perversa a sua frente, que conseguia ser ainda pior do que aquela do seu passado. Seus dias de fantasma haviam acabado, ou só começado? Não sabia dizer exatamente, mas desprendeu-se de qualquer questionamento ao ouvir a afirmação de outrem, voltando-se para ela com a maior naturalidade que conseguia fingir. "Mesmo? Que infortúnio. Quer ajuda para procurar? Diga-me exatamente o que foi e daremos um jeito nisso.", ofereceu, solicito como parecia ser.
Olhou de um lado para o outro. Havia se projetado com o convite para uma festa cheia de brilhos e animação, mas quando saiu e acabou em uma biblioteca cheia de espelhos e ele parecia mostrar algo diferente. Não conseguia entender direito, mas quando olhou para baixo notou que uma pulseira havia desaparecido. Havia gostado tanto daquela roupa tão diferente da que se acostumado. Percebeu que não estava sozinha. "Foi uma pulseria. Sei que parece besteira, mas eu acabo me apegando a coisas achadas." Ela adorava poder ficar encarando todas as coisas novas que encontrava. "O espelho é estranho, não é? Não parece um espelho comum. Você ve algo de diferente?" Perguntou olhando para todos os cantinhos em que todas as imagens se refletiam uma na outra.
Enquanto estava em seu mais puro estado de frustração, Cassie poderia soar como a criança mais birrenta que já existiu. Mas como a irmã dela dizia, nem tudo se resolvia com birra, pelo menos não com ela. "É uma pena, aquela reunião foi um desserviço. Aparentemente não pensaram no quão ansiosos alguns de nós ficaríamos por mais detalhes dessa volta, ou o que deveríamos fazer até lá. Imagino que seja ótimo para vocês que já tem uma vida aqui, casa e afazeres." Para ela não haviam preocupações reais que pudessem tirar o sono dos habitantes clássicos, o próprio Merlin havia dito que os outros reinos estavam protegidos com uma tal de magia escondida. "Eu tenho mais ansiedade do que fé, mas claro, quanto mais rápido as respostas aparecerem, melhor para todos né? Minha irmã Valentina disse que iria se voluntariar, mas eu não vou deixar ela fazer isso."
Sentiu-se um pouco ofendida. Não estava sendo tão ótimo assim, pois Periwinkle sentia muito empátia por aqueles que ali estavam. Sem contar que todos estavam sentido as consequências, a queda de Pride Lands não era algo que deveria ser levado de forma tão leviana, haviam pessoas ali, todo um reino. Como poderiam achar que estavam ótimos? Porém, a fada não era do tipo que leva as coisas para o coração, e também não era capaz de comprar discussões com os outros. "Ele tentou explicar que havia achado uma solução. Para ele ter ido falar é por ter certeza, nós fadas, confiamos muito na magia de Merlin e da Fada Madrinha, então acredito que vocês estarão em boas mãos, assim como nós quando esquecermos de vocês." Ela não queria esquecer, mas se fosse a condição para todos acabarem bem. "Se sua irmã tem a vontade de ir, por que não deixar? Eu não consigo nem sequer cogitar em parar minha irmã quando ela poem algo na cabeça dela."