Já deu de falar sobre astros. A verdade é que a constelação nunca fez nada por mim. Diante de planetas, estrelas, graus e meses, é mais fácil me sentir como um buraco negro, ele quando suga toda a vida ao seu redor. Parece dramático, mas fico pensando quando eu me desequilibrei, e deixei a memória de uma menina divertida se sentir tão triste. Eu tento me apoiar, mas nem tanto, nas pessoas ao meu redor. E eu peço desculpas também, quase que constantemente. E é bizarro como esse texto vem aparecendo, na madrugada gelada, sozinha, sem pé nem cabeça. É tipo uma erva daninha, se uma erva daninha puxasse meu cerébro e me fizesse sentir como uma casca da banana. Acho que o que eu quero dizer é que ninguém nunca vai me ver amando menos, ou abraçando menos, ou sorrindo menos, ou sentindo menos. Tudo é válido, já que eu faço tudo isso para ver se meu coração percebe que é vivo. As vezes eu me pergunto se eu realmente mereço tanto sofrimento induzido, tanta causa perdida, tantos choros fininhos de noite e madrugadas sem dormir por pura paralisia. Eu nunca consegui me enxergar como uma pessoa triste, mas já vai fazer um tempo que a tristeza me acolhe muito mais do que a felicidade. Esse texto não é coerente e nem vai me ajudar a acordar no próximo dia, mas é bom tentar sonhar que talvez, na quarta-feira, eu levante me sentindo menos triste.


















