Te querer bem não significa estar com você.
O traidor
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Te querer bem não significa estar com você.
O traidor
Pelo menos alguma coisa eu devo ter feito certo, mesmo. Porque tenho certeza que você vai lembrar de mim, ainda que não queira.
Caio Fernando de Abreu. (via docearei)
Talvez um dia a gente se resolva, talvez tu seja mais uma cicatriz.
Te vi na rua ontem. (via docearei)
Paraíso
O amor era uma religião que eu seguia, uma fé. Muito difícil de ser substituído, sabe? Desde que eu me apaixonei por ele tem sido omo se eu tivesse saído da graça. Ele é a personificação de tantos pecados que eu posso fazer qualquer coisa por ele e se você me perguntar eu faria novamente.
Você percebe o poder que esse tipo de cara tem quando eles te deixam e você os quer de volta. Acredite, não há nada no mundo que te prepare pra isso... Eu não sou uma pecadora, ele não é o cara certo (mas não é mesmo), nós não tínhamos ideia do que aconteceria depois e eu só pensei que era diversão. Idiota, né? A coisa mais fácil do mundo é lembrar de quando nós nos conhecemos... O toque que ele plantou, o jardim que ele deixou... Eu acho que a chuva foi só metade do efeito, você me entendeu agora, não é?
Não, amiga. Não preciso imaginar porque eu sei que é verdade. Eles dizem que os garotos bons te levam até o paraíso, mas na verdade os maus trazem o paraíso até você. É automático, pow! É exatamente assim que eles fazem. Eles dizem: “Os garotos bons te levam ao paraíso”, mas os maus trazem o paraíso até você.
“Não importa quanto tempo passe, eu sempre vou te descrever da mesma maneira: o cara bonito e diferente de todos os outros, que me conquistou com seu jeito de menino, o olhar capaz de entender coisas que nunca falei, o dono do sorriso contagiante, a paz que eu tanto precisava, a metade que faltava e o amor para toda vida que ouvi desde pequena em contos de fadas, mas que só você me mostrou que existia.”
—
Não poderia descreve-lo de outra maneira.
Se teu coração tem dono, não finja que não tem.
Desconhecido.
“Os amigos não precisam estar ao lado para justificar a lealdade. Mandar relatórios do que estão fazendo para mostrar preocupação. Os amigos são para toda a vida, ainda que não estejam conosco a vida inteira. Temos o costume de confundir amizade com presença e exigimos que as pessoas estejam sempre por perto, de plantão. Amizade não é dependência, submissão. Não se têm amigos para concordar na íntegra, mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra. É independência, é respeito, é pedir uma opinião que não seja igual, uma experiência diferente. Se o amigo desaparece por semanas, imediatamente se conclui que ele ficou chateado por alguma coisa. Diante de ausências mais longas e severas, cobramos telefonemas e visitas. E já se está falando mal dele por falta de notícias. Logo dele que nunca fez nada de errado! O que é mais importante: a proximidade física ou afetiva? A proximidade física nem sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou cúmplice ou um bajulador ou um oportunista, ambicionando interesses que não o da simples troca e convívio. Amigo mesmo demora a ser descoberto. É a permanência de seus conselhos e apoio que dirão de sua perenidade. Amigo mesmo modifica a nossa história, chega a nos combater pela verdade e discernimento, supera condicionamentos e conluios. São capazes de brigar com a gente pelo nosso bem-estar. Assim como há os amigos imaginários da infância, há os amigos invisíveis na maturidade. Aqueles que não estão perto podem estar dentro. Tenho amigos que nunca mais vi, que nunca mais recebi novidades e os valorizo com o frescor de um encontro recente. Não vou mentir a eles, “vamos nos ligar?”, num esbarrão de rua. Muito menos dar desculpas esfarrapadas ao distanciamento. Eles me ajudaram e não necessitam atualizar o cadastro para que sejam lembrados. Ou passar em casa todo o final de semana e me convidar para ser padrinho de casamento, dos filhos, dos netos, dos bisnetos. Caso encontrá-los, haverá a empatia da primeira vez, a empatia da última vez, a empatia incessante de identificação. Amigos me salvaram da fossa, amigos me salvaram das drogas, amigos me salvaram da inveja, amigos me salvaram da precipitação, amigos me salvaram das brigas, amigos me salvaram de mim. Os amigos são próprios de fases: da rua, do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da academia, do blog. Significativos em cada etapa de formação. Não estão em nossa frente diariamente, mas estão em nossa personalidade, determinando, de modo imperceptível, as nossas atitudes. Quantas juras foram feitas em bares a amigos, bêbados e trôpegos? Amigo é o que fica depois da ressaca. É glicose no sangue. A serenidade.”
— Fabrício Carpinejar.
“Você não sabe quantas vezes escrevi e apaguei para você. Esse ponto sempre fica piscando na tela e eu escrevo e apago, escrevo e apago, é como um vício nada saudável. Não que eu queira te falar das minhas alegrias de amor é muito pelo contrário. Quero despejar em você todo esse sentimento negativo que ainda nutro por ti. Sei o quão errado é manter esse tipo de sentimento dentro de mim mas me diz, como faço para esquecer o tanto que você me fez passar? Você não é nada além de uma enganação, um ator, uma peça que nunca se encaixará no quebra-cabeças, você é uma farsa. Você tirou tudo de mim até minha capacidade de escrever, que era a única solução para meus sentimentos que ficavam preços dentro de mim, você levou tudo e até a melhor coisa que tinha em mim. Sabe, eu sempre me pergunto os motivos de tudo o que você fez e quanto mais penso nisso, vejo que a resposta não existe ou não pode ser formulada. Ferir pessoas para gozo próprio é tão doentio, febril, me de deixa até enjoada de pensar em como tudo aconteceu. As respostas? Jamais chegaram e já me conformei com isso. A única coisa que peço todos os dias a Deus é que tire todo esse sentimento negativo de dentro de mim, que me cause uma amnésia anterógrada. Quero que tudo seja arrancado de dentro de mim, cada resquício da sua existência da mesma maneira como esqueço dos meus sonhos.”
— Estrago acidental.
Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
Fernando Pessoa
Eu coloquei aquela antiga música, olhei o vento balançando a árvore pela janela e…lembrei. Lembrei de você. Lembrei de você no ato tão simples que era como respirar, lembrei de seu abraço, dos seus sorrisos tímidos, da tua voz. Lembrei de como olhava para mim, e de como beijava minha testa só pra que eu soubesse que você estava ali, eu lembrei de sua preocupação comigo e como segurava minha mão, da tuas brincadeiras, risadas, proteção. Do jeito que me fazia ser melhor, e de como eu era ruim nisso. Das tuas aulas de como sobreviver na selva e de como eu ria daquela bobagem. De como você me dizia que me amava. Arranquei os fone de ouvido, desliguei a música e me segurei na mesa que estava perto invadida pelo sentimento de saudade, pela dor de lembrar algo que eu sempre quis esquecer, você estava lá. Eu sabia. Estava o tempo todo dentro de mim, dentro da minha memória mais funda,eu via claramente você como se eu estivesse outra vez na sua frente. Outra dor vacilante veio em mim, eu nunca te esqueci, eu nunca precisei lembrar porque você nunca se foi. Nunca se desgarrou de mim. E por certo, nunca se vai.
Cacto Ambulante. (via reciptografias)
Aí eu paro e penso: com você, só com você, eu imaginei tudo assim. Todas essas coisas de romance bonito de filme, casamento, família, viagens, cachorros, canários, papagaios. Por quê? Porque eu te amo. Porque eu te quero. Porque eu nunca senti por ninguém nada perto do que sinto por você. Porque ninguém fez com que eu me sentisse assim, entregue, na corda bamba, com esse gosto de felicidade na boca
Clarissa Corrêa. (via docearei)
Pessoas como eu sabem o que é estar com muita gente ao redor e ao mesmo tempo estar só; pessoas como eu sabem bem o que é não confiar em sorrisos. Sabem muito bem isolar-se e o melhor vem no final: Tiveram que aprender a simplesmente ficar sozinhas... A não ter amigos, a não a quem chamar no fim de semana pra sair. Essas pessoas hoje são amargas, azedas... Querem a todo custo serem fortes mas não são. São inseguras, maa ao mesmo tempo não se importam porque ninguém se importa com elas. Isso é solidão ou maturidade?
Quando a gente diz a verdade, a gente não xinga ninguém. A gente não ofende. A gente diz a verdade.
Qualquer dia desses eu viro te pelo avesso. Porque você é meu.
E por descuido menina você virou a esquina do sentir e se arrependeu, arrependeu-se dos instantes olhares instigantes dos afagos acalmantes e dos sorrisos que agora são lembranças cortantes.
Simone Ribeiro. (via apagaram)