Snape abriu os olhos. Tateou as vestes negras em busca da varinha, mas logo parou. Não apenas pela constatação de estar desarmado, mas também pela de não estar sozinho. Olhou para a frente, e ali estava ela. Cabelos ruivos. Olhos verdes de quem sabe de tudo. Sem conseguir evitar, as lágrimas começaram a escorrer. As mãos de Snape caíram para junto às laterais do corpo enquanto ele perdia o fôlego. Queria correr para abraçá-la, mas parecia incapaz de se mexer. Era ela. Como podia não ser? Já tivera aquele sonho diversas vezes. Ela aparecia, e sorria, e ia embora. Snape sabia ser apenas um repeteco. Foi quando notou o sangue em suas próprias vestes, ainda fresco. “Eu estou... Estou...”, conseguiu balbuciar. “Está comigo”, completou Lily. “Venha, Severo. Senti sua falta bastante terrivelmente.”










