Color Me Curious

oozey mess

@theartofmadeline
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RMH
"I'm Dorothy Gale from Kansas"
ojovivo

Product Placement
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

if i look back, i am lost
untitled
Fai_Ryy
occasionally subtle
Claire Keane
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EXPECTATIONS
d e v o n
Monterey Bay Aquarium
The Stonewall Inn
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH

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@fckssad
iemanjá levou minhas chaves de casa. foram três dias entre o dia que me dei conta de que não conseguiria entrar em casa a tempo até o dia em que deitei na sala e entendi que não era aqui onde ela queria me impedir de estar. tem lugares onde eu fico por pena de ver o fim, de lidar com o fim, de atravessar o fim. de admitir: não funciona. de desesperar porque quase sempre quero engrenagens intactas, quero a superfície lisa e funcional. nunca as entranhas da vida desgastada tendo que ser reinventada. das relações virando outras relações. das pessoas crescendo em direções opostas. hoje eu disse: meu maior medo com ele não é ele não gostar de mim, mas ele achar que eu não gosto dele porque fui embora. existe essa ficção de que gostar de alguém significa pedir posse. que absurdo é dizer: gosto mais de você porque não quero te ver fazendo ou isto ou aquilo. uma vez a coisa mais bonita que alguém me disse foi às sete da manhã: hoje eu não consigo fazer nada por você. talvez outro dia. porque me deixou livre pra ter um dos melhores dias possíveis, uma vez que aquele planejado não aconteceria. às vezes a coisa mais bonita que alguém pode dizer é que não vai dar mesmo agora, nessa vida, nesse ciclo. foi quando eu vi que iemanjá me tomou as chaves pra me fazer buscar outros caminhos e me dei conta exatamente do que bloqueava. às vezes eu é que preciso dizer: hoje eu não consigo fazer nada por você, talvez outro dia. // era a cassiana quem dizia: vou ao parque, mas num ritmo diferente do seu. torço que mesmo em descompasso, a gente se reencontre logo cedo.
Anne with an E
você ainda existe dentro de mim de formas ressignificadas distorcidas utópicas você ainda existe nos sonhos nos poemas nas pessoas nos traumas você ainda me faz chorar por dias anos meses. porque eu não queria ir embora, mas fui. e por muito tempo, eu acreditei que fingir que você não havia estado aqui, te jogasse no abismo do esquecimento, mas não. porque quando eu sair da sua vida, você ainda continuou em mim. em outros lugares cidades peitos. uma vez eu te disse que nossa conexão nunca poderia ser rompida, por aquela questão física que explica que energias não podem ser destruídas, apenas modificadas. e talvez isso explique o fato de você ainda existir em mim. de um outro jeito, em outro lugar, entre a mágoa e o perdão.
às vezes eu penso que não sei superar. não sei te tirar desse lugar de relevância. seja porque você se foi de forma abrupta ou porque meu corpo é um cemitério de amores fracassados. e eu o tempo todo quis não sentir raiva, mas isso me condenou a dor. ainda é sobre você, disseram. eu te protejo. eu mantenho o altar. eu me culpo por sentir algo além de compreensão. mas talvez esteja tudo bem, são meus sentimentos, e por mais que não tenha sido boa pra mim, você ainda pode ser boa pra outros e outras.
o teu existir ainda é inconsciente, manuella. e ainda me afeta, confesso. mas você é apenas uma crença minha em fadas do dente. logo eu, que não acredito mais em deus, um dia acreditei em você. mas hoje, não mais.
você ainda existe em mim, mas é irreal, assim como a fada do dente. se eu parar de acreditar, você para de existir. adeus.
baby, eu não sei se ainda seremos nós pela manhã e não saber me rasga o peito me encolho pra caber no que você pode me dar e é por isso que as paixões-avassaladoras-demais não valem a pena não valem a cena de tentar e não conseguir pertencer.
sentir não é errado. mas, você sabe, intensidade multiplicado por 0 sempre será zero. e por mais que você insista em refazer a conta, o resultado será o mesmo.
não deposite intensidade onde não existe afeto.
reforcei.
Que o mundo não lhe roube o amor e a vontade de seguir em frente.
“Como é difícil lidar com gente que não tem coração.”
— Clarissa Corrêa.
“Eu já estive melhor.”
— Acetinar.
eu perdi muitas chances de dizer a pessoas queridas que elas estavam errando, não só comigo, mas com elas mesmas, enganada pela ideia do aprendizado punitivo acreditando que a dor de aprender sozinho era a justiça universal decidindo por seus erros. esqueci da minha humanidade que mostrou inúmeras vezes que tudo que tive que aprender com a vida me custou muito mais que tempo. eu perdi inúmeras chances de ter alguém melhor do meu lado pela vontade absurda de me cercar de pessoas prontas quando eu mesma não estava. é difícil estar preparado para tudo num mundo em que se experimenta a vida uma única vez. até onde nossas expectativas e medos vão nos antecipar a experiência? até quando nossa fome acelerada de conhecer tudo vai me afastar de você? porque eu não te conheço. nem vou. você se torna alguém todos os dias. eu perdi inúmeras pessoas novas na mesma pessoa porque entendi (errando ou acertando) que não me cabia o acompanhar. e o que quero te dizer é que não quero perder quem você será. e que se você errar, eu vou ter a coragem de dizer. eu quero você melhor do que ontem. maior que ontem. e também quero ser.
(cê vai dizer que o amor também é isso. o amor é muitas coisas, preto. pra mim, hoje, ele é você. e eu sei o que te disse antes. eu sei o que entre nós não vai acontecer. nada me impede de ter cuidado. nada me impede de te querer vivo e forte. “por tudo, menos por sorte. quem diz que é acaso não sabe quão pesado é o nosso esforço pra vencer”)