Don't Cry || Gun's N Roses Sons of Anarchy
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@fhcanata
Don't Cry || Gun's N Roses Sons of Anarchy
nós éramos próximos, como dezembro e janeiro, mas tão distantes quanto janeiro e dezembro, separados por 365 dias, nossos caminhos se cruzaram brevemente, para depois se perderem no tempo, como as estações que se alternam, num ciclo de proximidade e distância, entre o calor do encontro e o frio do desencontro, entre o efêmero e o eterno, como dezembro e janeiro, sempre juntos, mas nunca ao mesmo tempo. céu de júpiter em: notas sobre o (nosso) fim
Você é só um número de matrícula numa folha de pagamento. Você vai deixar de aproveitar os momentos com os seus amigos ou com o amor da sua vida, vai deixar de ver seus filhos crescerem, vai deixar de ver seus pais envelhecerem, vai deixar aquela viagem pra aquele lugar incrível pra lá. Não vai ver seus atores favoritos no teatro, não vai assistir seu filme favorito no cinema, não vai ver o show da sua banda preferida... Você vai abrir mão de tudo isso pra ter estabilidade financeira e uma carreira, um emprego, um trabalho, uma profissão.
E quando você não for mais útil, seus pais estiverem mortos, seus amigos enterrados, o amor da sua vida sendo o amor da vida de outra pessoa e você se tornando um estranho pros seus filhos, quando a sua banda favorita não não existir mais, quando o cinema e o teatro fecharem as portas, e você estiver velho e cansado demais pra visitar aquele lugar bonito, você vai perceber que todo o seu sacrifício, não valeu nada. Absolutamente nada. Por que por mais que você se esforce, se dedique, faça tudo que te pedirem sem falta e com comprometimento inabalável, ainda não vai ser o suficiente pra mudar o fato de que você é só um número de matrícula numa folha de pagamento.
Numa observação silenciosa:
ela parecia alheia em teu próprio mundo, com despreocupação escancarada no rosto, com um andar adolescente, como quem começou a conhecer o que a vida lhe oferecera de verdade.
— Shandy Crispim
Créditos de imagen: Pinterest.
Sobre a vida: Aprendiz Sobre mim: Doutorada
Corazón anónimo.
No labirinto das horas, onde ecos de risos e deveres se entrelaçam, por vezes eu me perco. Não do Fábio que é amigo de alguém, do Fábio que é filho de alguém, do Fábio que é chefe de alguém. Mas daquele Fábio, que foi a primeira semente. Aquele que é a essência nua que pulsa no meu âmago.
Às vezes eu me pergunto onde se esconde o menino de sorriso maroto e jeito travesso, aquele que habitava os meus dias com aquele brilho nos olhos, a candura de outrora, quando a mera existência era um presente, um cântico silencioso da alma;
Carrego tantos eus, pra tantos palcos e plateias, que o peso das máscaras às vezes turva a visão. Qual Fábio, afinal, é a veste que me cobre, a Pele que me define?
É então, nesse emaranhado de ecos e sombras, que me convido a mesa para um banquete íntimo a luz da introspecção, onde a alma se despe e os muitos Fábios se reencontram no santuário do EU. Ali, entre o caos e a calmaria, busco a melodia às vezes esquecida de quem verdadeiramente sou.
Texto autoral de F. H. Canata