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Conte sua história…
Era uma vez… ou mais de uma vez? Já nem me lembro mais quantas houveram. Mas posso te assegurar que ainda muitas estão por vir. Afinal de contas cada nova vez é uma nova história — e estamos aqui para contar uma história, certo?
Existem histórias que são contadas uma única vez. Outras são repetidas à exaustão. Algumas modificadas, mescladas, convertidas. E ainda existem as que são esquecidas.
Qualquer que seja a sua história, saiba de uma coisa: ela é única. Ninguém pode escrever uma história melhor que a sua. Nem mesmo pior, acredite. Ela é única, exclusiva, intransferível. Então não tenha medo de redigir da forma que mais convir. De maneira clara ou confusa, linear ou multidimensional, lentamente ou imediata. Ninguém pode te cobrar. Ninguém pode te culpar. Ninguém pode te criticar. Somente você é dono de sua história e deve colocar novos capítulos quando e como quiser. Pois toda boa história deve ser contada, sem medo, sem pressa. Para muitos ou para poucos. Não importa. Somente conte sua história…
Claramente esse é um novo texto (curto) de minha autoria e com uma leve pitada de “mea-culpa” por novamente ter abandonado o Filorata por tanto tempo. Nem sempre estou inspirado para escrever, ultimamente ando mais em uma vibe de absorver conteúdo e refletir. Mas aí está, um novo capítulo de minha história. Bem vindos (mais uma de muitas vezes) ao Filorata!
Palavras de uma noite qualquer
Me peguei olhando para o brilho da lua, uma luz distante que nunca teima em se aproximar, mas mesmo assim sempre aparece, todas as noites para nos guiar.
E a quem diremos que é a culpa pela decisão que esse raiar nos trará? O destino que decidiremos ou não traçar? Afirmações ou negações, criações ou destruições?
Alias, quando a noite acabar, onde estaremos neste mundo? Voando nos céus ou em um poço bem no fundo? Comoções de outrem, sentimentos que nutrem. Razões que nos perseguem e emoções que nos entreguem.
No final, a lua se foi. O sol nasceu novamente. Diga-me então, sem pensar: o que se passa em minha mente?
Bom dia e, principalmente, BOA SEXTA! #frasedodia #mensagemdocalendario #filorataalheia (em São Paulo, Brazil)
Bom dia da toalha à todos! #frasedodia #mensagemdocalendario #filorataalheia (em Penha)
Quebrada quântica
“Só mais uma última vez, uma única vez”, refletiu Genivaldo enquanto ocultava seu troncudo corpo as sombras de um sobrado antigo e malconservado localizado na esquina entre duas vielas dentro da comunidade de “Vila Redenção”. Valdo, como os conhecidos e familiares lhe chamavam, era um rapaz de vinte e dois anos que, por coincidência – talvez ironia – possuía muitos outros detalhes em sua vida que remetiam ao número dois: dois anos presos no reformatório penal infanto-juvenil, duas cicatrizes na perna de lacerações sofridas por cachorros, dois ferimentos por arma de fogo próximo aos ombros, duas ex-parceiras sexuais com as quais foi pai de duas crianças de dois e quatro anos de idade, dois meses de aluguel atrasado em sua residência dentro da comunidade vizinha de “Jardim da Absolvição”, duas dívidas enormes com os traficantes locais, ainda que por empréstimos e não pelo uso de drogas, atividade que ele abominava veementemente, mesmo que sua ética não lhe impedisse de cometer outros desvios legais de conduta.
Naquela noite fria de outono, uma quinta-feira chuvosa no fim do mês de maio, Valdo estava decidido a cometer o último crime de sua vida. Ele acabara de ter uma excelente notícia naquela manhã, uma vaga de controlador de acesso em um condomínio de luxo em um bairro próximo à sua residência, um trabalho digno e valioso que lhe daria condições de quitar suas dívidas, ajudar na criação de seus filhos, se alimentar satisfatoriamente e, finalmente, ter uma vida. Ele já começava a planejar o futuro, pensar em como seriam os próximos anos de sua vida, quais objetivos iria buscar daqui para frente. Todavia existia um único porém, um dilema que lhe colocava naquela posição agora. O empregador exigia que ele estivesse trajado socialmente, desde o sapato encerado ao terno engomado. Ele conseguira um belo desconto na compra de todo o conjunto na loja de uns amigos de seu finado pai, mas o valor ainda estava totalmente fora de suas condições atuais. Ele precisava daquele dinheiro rápido para poder se apresentar sábado para seu primeiro dia de trabalho.
- Irmão, parado aí! Não se mexa! É um assalto – disse Valdo ao avistar sua vítima.
- Ok, tranquilo, tranquilo, estou parado.
A resposta veio de um homem alto, talvez mais de um metro e noventa centímetros, muito bem vestido, como jamais Valdo ousaria se vestir, aparentando ter uns trinta e cinco anos, com um corpo invejavelmente musculoso, possivelmente fruto de anos de treinamento em academias, com volumosos cabelos e barba de coloração loura, portador de uma voz grossa e imponente e, acima de tudo, uma beleza passível de elogios de até mesmo o mais machista dos homens deste mundo. Valdo inicialmente pensou se tratar de um modelo ou até mesmo um artista muito famoso, mas ao notar que ele carregava cadernos e livros em seus braços ele concluiu que deveria ser algum tipo de professor ou pesquisador. Naquele momento ele, apesar do medo inicial pela diferença de altura entre eles – vale pontuar aqui que Valdo tinha míseros um metro e setenta centímetros de altura – teve autoconfiança para continuar com aquilo. Na pior das hipóteses ele tinha uma arma em suas mãos, afinal de contas.
- Muito bem, na humildade, vai passando toda sua grana e seu celular, agora, sem reagir senão eu atiro! – apesar de toda a firmeza em sua fala, Valdo não tinha a mínima intenção de atirar, ele nunca sequer tinha cogitado machucar outra pessoa naquele momento, ele só queria se livrar de seus problemas de maneira rápida.
- Rapaz, aí você me complica. Não tenho dinheiro ou celular comigo agora, só estes livros e anotações. Mas creio que eles não lhe interessam. – disse o homem parrudo, dando de costas.
- Pode parar aí! Não tem essa de não ter nada, pode me passar tudo logo, ou eu atiro!
- Amigo, creio que você não compreendeu bem. Eu não tenho nada. Adeus. – disse o homem sem ao menos se virar para Valdo.
Valdo então partiu para cima do homem, desconsiderando o perigo envolvido nisso, e puxou fortemente seu braço. O homem voltou a encarar Valdo.
- Qual o seu nome, rapaz? – indagou o homem.
- Eu que mando aqui, fera, não percebeu a arma em minhas mãos?
- Oh, sim, desculpe. Não tinha percebido mesmo. Eu sou o Homero, prazer.
- Mano, você está louco? Não quero saber quem você é, quero seu dinheiro agora! E o celular! – Valdo deixava transparecer neste momento uma inquietação incomum a quem estava realmente com uma arma nas mãos cometendo um assalto.
- Veja, eu imagino que sua vida não esteja sendo fácil neste momento. Mas infelizmente não posso lhe ajudar, pelo menos não desta forma. Talvez poderia lhe prover algumas soluções mais complexas para seus problemas, mas imagino que você prefira agora as mais fáceis.
- A solução mais fácil aqui, seu babaca, seria eu puxar o gatilho agora e calar tua boca!
- Atire! – Homero disse com uma voz estrondosa e ameaçadora.
Valdo deu alguns passos para trás. Olhou com total descrença para sua suposta vítima, enquanto movia suas mãos de maneira ansiosa pelo corpo de sua arma, tentando destravá-la – sim, até aquele momento a arma estava travada, uma comprovação da baixa intenção de Valdo de cometer qualquer deslize maior.
- Meu, não me irrita. Você não sabe o poder dessa peça em abrir buracos na sua cara! – Valdo disse enquanto começava a suar.
- Amigo desconhecido, já ouviu falar em física quântica?
- Física das quantas?
- Quântica, física quântica! – disse um sorridente Homero, tentando não gargalhar.
- Não tenho interesse em física não, já disse que é para dar logo suas coisas! Eu vou atirar, agora estou falando sério! – Valdo afirmou enquanto finalmente destravava sua arma.
- Pode atirar, eu não vou morrer.
- Não me provoca!
- Não vou morrer, eu insisto, pode atirar.
Naquele momento Valdo reagiu. Ele estava nervoso o suficiente para esquecer da sua intenção de não matar ninguém naquela noite. Puxou o gatilho e, por um momento, jurou ouvir o estrondo do tiro sendo expelido pelo cano. Fechou institivamente os olhos, para não presenciar o momento que a bala perfuraria o rosto do homem a sua frente. Alguns segundos depois abriu os olhos.
- Viu, eu disse. Não morri. Posso ir agora? – questionou Homero sem nenhum sinal de ferimentos.
- Como é? Impossível!
Tomado pelo espanto, e já mais seguro do que estava fazendo, Valdo abriu o tambor da arma e checou: seis capsulas. A arma estava carregada. De súbito fechou mais uma vez o tambor, apontou para a barriga do homem e voltou a atirar. Desta vez tinha certeza, mesmo com os olhos novamente cerrados, que tinha atingido o homem. O barulho fora ainda mais inquietante e característico. Hora de ver se o homem poderia ainda ser uma testemunha e dar o fora dali.
- Olha, está ficando tarde. Deixe eu te explicar. Entendo que esteja confuso, mas só me ouça. – disse Homero enquanto aproveitava o momento de descuido de Valdo para lhe agarrar pelas costas, levantando-o levemente do chão. Desta vez ouve sim um ruído, mas dos livros jogados ao chão por Homero – Existe um conceito na física que se chama imortalidade quântica. É um estudo mental pouco provável, mas ainda assim até o momento não refutado.
- Me solta! – Valdo já recobrava sua ação tentando se soltar dos fortes e volumosos braços de Homero, em vão já que cada vez mais a pressão aumentava.
- Já vou lhe soltar. Então, essa teoria prevê que existe uma probabilidade de quaisquer sejam os eventos que possam causar a morte de uma pessoa, ela tenha uma possibilidade infinita de sobreviver. Desta forma temos a imortalidade quântica deste ser. Bom, é um pouco mais complicado que isso.
- Mano, me solta, me solta! Não quero saber disso.
- Imagino que não. Só estou tentando explicar porque eu não estou morto agora. Na verdade, eu estou. Duas vezes, para ser preciso, já que os dois tiros seriam mortais. Ou foram mortais. Às vezes eu mesmo me confundo.
Institivamente Homero ergueu os braços para coçar a cabeça, reação que tinha sempre que se sentia confuso. Neste momento Valdo se soltou, voltou-se contra Homero e voltou a atirar. Uma, duas, três vezes, perna, ombro e cabeça novamente. Jurou ouvir três estrondos, desta vez não havia como sua arma não ter acionado as três vezes. Mas, ao novamente abrir os olhos, Homero estava lá, dando novamente de costas.
- Você não vai entender, então vou definitivamente embora. Essas alternâncias entre histórias prováveis está me esgotando, e amanhã tenho um simpósio para atender logo cedo.
- Você não pode ser imortal! Essa arma está com algum problema!
- Ok, se não acredita então, porque não atira em si mesmo? Mas lhe garanto que ela vai disparar.
Valdo ficou estático por um momento. Mesmo confuso, pegou sua arma e levou à cabeça.
- Tomara que você faça uma boa viagem. Existem implicações quando você mesmo toma essa decisão. Boa sorte! – desejou Homero.
Valdo olhou para o céu. A chuva ainda continua a cair, fina mas persistente, molhando seu rosto. Fechou os olhos, respirou fundo e, enfim, puxou o gatilho.
Prólogo
- Valdinho, acorde! Vai perder a hora para a escola! Vamos Valdinho!
Valdo abria os olhos. Estava deitado na cama e avistou um rosto familiar ao seu lado. Levantou assustado e ofegante.
- Pai?!
Boa tarde! #frasedodia #mensagemdocalendario #filorataalheia (em Penha)
O mito da criação
No princípio nada existia. Criei um dia então céus e um mundo. Os céus eram até onde o limite da minha imaginação me permitia viajar. E o mundo era o limite onde minhas limitações me permitiam estar. Parecia bom, uma dualidade filosófica, uma criação perfeita. Uma vez que já existia essa questão binária nos céus e na terra, criei luz e trevas, o dia e a noite. Os céus eram escuros, mas refletiam muito sobre a luz, pois durante o dia poderia viver um sonho, um ideal, um futuro. Já as trevas, como o mundo, eram a morada real onde repousaria minha cabeça no final do dia, e temeria um pesadelo sem fim. Este trabalho me pareceu bom.
No próximo dia eu notei que não existia nada que me prendia entre o mundo e os céus, entre a luz e as trevas. Eu poderia simplesmente sair onde estava e rumar até onde a imaginação me levasse. Mas não me pareceu justo, uma vez que o trabalho havia sido tão bom no dia anterior. Pois então, façamos um céu. Uma atmosfera que separa o mundo dos céus. Pronto, parece bom.
Ao terceiro dia notei que meu mundo estava sempre úmido e cheio de água. Achei prudente criar uma terra firme, um local onde poderia me erguer e contemplar todo o resto da criação. Para garantir um ciclo de conservação, ponderei sobre incluir nessa terra firme todas espécies de plantas e afins, uma flora para decorar essa terra firme. Enfim, outro trabalho que me pareceu bom.
Quarto dia chegou e fui contemplar a visão dos céus apoiado sobre a terra firme do dia anterior. Fitei toda aquela escuridão e não me senti inspirado. Melhor criar estrelas, outros mundos, corpos celestes no geral, uma epopeia cosmológica. Por fim, já que estava ainda muito orgulhoso das criações do primeiro dia, criei espécies de avatares para a luz e as trevas na forma do Sol e da Lua. E, que incrível, seriam corpos rondando sempre o mundo, de forma alternada, ditando dois ciclos distintos. Porém, em certas ocasiões, luz e trevas se encontrariam e criariam um evento único e fabuloso. Com certeza foi um trabalho bom.
Já estava no quinto dia e me sentia sozinho. Toda aquela criação sem ninguém para gozar dela. Criei então vida nos mares, vida dentro da atmosfera, uma fauna de seres que não podiam tocar a terra firme, com certeza não, a terra firme era meu reduto, meu palco para apreciar minha criação. Solicitei que todos se reproduzissem para evitar que eu tivesse de sempre intervir naquela criação. Sim, isso foi um trabalho bom.
E então quando chegou o sexto dia eu notei que não estava sendo justo. A terra firme era tão ampla e fértil, seria de bom grado ter uma fauna terrestre também. Criei, então, animais bípedes, quadrupedes, rastejantes, toda uma sorte de bichos diferentes e únicos. E, por fim, já que tudo aquilo estava se tornando tão grande para guardar somente para mim, decidi que criaria um outro “eu”, alguém em minha imagem e semelhança, um homem. E foi assim, neste momento, que notei que o trabalho era bom.
Sete anos depois eu entrei para a escola. E descobri que sou eu, somente eu, não um criador. Quando vim a este mundo quis acreditar que estava criando uma infinidade de coisas ao meu redor, quando na verdade era apenas um ínfimo ser qualquer dentro deste quebra-cabeças de partículas e ondas. Comecei a aprender ciências naturais e sociais, exatas e humanas, cósmicas e quânticas. E notei o quão minúsculo era frente a tudo que se conhece deste universo, sem nem cogitar me comparar com tudo que nem ao menos sabemos que sequer existe dentro e além deste universo.
Já se passaram setenta anos agora, e eu estou aqui, contemplando o universo sentado em um banco na praça enquanto meus netos e netas brincam ao meu redor. Já não é fácil enxergar tão longe, não reconheço mais grande parte desta vasta criação, somente borrões que meus olhos ainda forçam enxergar e reflexos de memórias dentro de mim. E me pego de volta a pensar sobre o mito da criação. Uma vida inteira, tudo pelo que lutei e construí, passando como um filme em minha cabeça. E finalmente percebi uma questão que era tão clara e simples, mas obscura naquele momento.
No sétimo dia, talvez assim como eu, em uma cadeira de balanço sobre terra firme, Ele pôde pela última vez fitar tudo o que havia construído. E, por fim, descansou. É, acho que é isso. Anoto em um pedaço de papel a frase que desejo que seja a última escrita por mim, a última pela qual se lembraram de mim.
“Ao final do sexto dia eu vi tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom. Por isso, no sétimo dia, eu descanso de toda a minha obra. ”
Bom dia e boa semana! #frasedodia #mensagemdocalendario #filorataalheia (em São Paulo, Brazil)
Domingo também tem. Bom dia. #frasedodia #mensagemdocalendario #filorataalheia (em São Paulo, Brazil)
Força! #frasedodia #mensagemdoonibus #frasesdesaturno #filorataalheia #reflita #ficaadica (em Bar da Loca)
Boa sexta! #escolhas #makeyourdecision #raiseyourflag #filorataalheia #frasedodia #mensagemdocalendario (em Penha)
A vida é simplesmente injusta
Primeiramente, devo ressaltar que sou libriano. Por quê? O zodíaco solar nunca estive tão em voga quanto nos últimos tempos, apesar da astrologia sempre ter atraído bastante atenção como um todo cada vez mais vemos memes e até argumentações baseadas completamente no fato de “fulano ser pisciano”, “sicrano ser canceriano” ou “beltrano ser leonino”. Desta forma, talvez eu falar sobre justiça seja um traço da minha personalidade como nascido entre 23 de setembro e outubro. Considerando a astrogenética, podemos inclusive intuir que seja um misto da data, posição, situação e contextualização desde meu nascimento até o presente momento. De fato, é evidente que tantas vezes que resolvo escrever é justamente sobre justiça, ou pelo menos a minha visão, possivelmente deturpada, sobre o tema.
Tal como um mero caracol pode levar a extinção de um mundo, nossas ações e decisões podem interferir em diversas camadas do espectro energético de formas imprevisíveis e, muitas vezes, inconsequentes. Aquele sorvete de Brigadeiro Nestlé que tomamos em um agradável fim de tarde de domingo pode alterar a forma como as engrenagens do contínuo tempo-espaço regem a percepção da realidade para todos os demais seres sencientes convivendo conosco em quaisquer multiversos disponíveis para nosso acesso por intermédio do campo morfogenético, por exemplo.
Vamos dizer que, ao entrar em uma padaria seguindo o súbito desejo de degustar um picolé, uma pessoa acabe ouvindo uma conversa paralela entre outras duas. Essa conversa, com um assunto em particular que chamou a atenção do satisfeito ser que estava matando sua vontade de uma sobremesa naquele momento, faz com que ele comece a refletir sobre o assunto. Neste momento, iremos pontuar duas ações que esta pessoa poderá tomar e que possamos estudar a causalidade.
1) Esta pessoa, desatenta em satisfação pelo produto adquirido e viajando em pensamentos distantes, tropeça e esbarra em outra pessoa que estava carregando um delicioso bolo de aniversário para uma festa que teria início em alguns minutos. Este bolo era para uma das pessoas mais queridas deste segundo ator nesta hipótese, e o fato desta chegar sem o bolo fará com que a relação entre ela e o aniversariante seja abalada, ignorando aqui todos os demais convidados da festa.
2) Esta pessoa, algumas horas depois, comenta este assunto com outra pessoa, fazendo com que a ideia seja propagada para mais uma pessoa, e quaisquer outras que, assim como a pessoa que a ouviu pela primeira vez em paralelo, possam estar dando atenção ao assunto. Nesta hipótese vamos considerar que uma das pessoas que ouviu esta segunda conversa em paralelo esteja diretamente envolvida no assunto inicial e, sem qualquer interesse ou necessidade, acabe tomando consciência de algo que não deveria ser recepcionado por ela.
Note que, em ambos os casos, estamos apenas propondo hipóteses de situações que somente o campo emocional dos envolvidos será afetado. Mas quem poderá negar que as ações dos afetados não poderá gerar entropia suficiente para afetar ainda mais o contínuo espaço-tempo de maneiras totalmente... injustas.
Um mero caracol pode levar à extinção de um mundo. Alguém desviando deste caracol pode, ou não, ser responsável, direto ou indireto, por esta injustiça cósmica. Algumas vezes o caracol simplesmente foi colocado no caminho desta pessoa, outras vezes ele simplesmente se moveu até lá seguindo sua intenção de locomoção. Por fim, talvez este caracol possa ser você. Afinal de contas, o mundo termina com você e você termina com o mundo. Nesta vida de idas e vindas, começos e fins, nós temos de ter total consciência da importância de cada ação que optamos.
Ou podemos simplesmente optar sermos um caracol. Um mero caracol que pode, ou não, levar à extinção de um mundo. Algumas vezes, em minha vida, eu optei por ser esse caracol . Sendo um caracol eu pude mudar alguns conceitos e ideais pendentes sem causar nenhuma casualidade maior e, antecipando os resultados e sendo proativo nas soluções, impedindo que outros mundos fossem extintos também.
Confuso? Não posso lhe julgar. Afinal de contas, meus motivos são complexos.
Saikou everyday! Bom dia! #mensagemdocalendario #frasedodia #filorataalheia #bomdia (em São Paulo, Brazil)
Teimosia x Persistência. #mensagemdocalendario #frases #filorataalheia #ideiaproblog Bom dia! (em São Paulo, Brazil)
Não importa aonde... filorate já!
Inconstante. É um adjetivo que me define bem. Boas ideias também são inconstantes, não começam e nem terminam em lugar algum, elas se adaptam, se mesclam, se adequam conforme o passar do tempo. O que dizer do Filorata então?
Enfim, não vou gastar tanto tempo explicando. Tal qual quando você decide dar novos rumos à sua vida e acaba conhecendo novas oportunidades e desafios, chega a versão 4.0 do Filorata. PROMETO manter ele bem menos parado e bem menos inconstante.
Para quem prefere ver a explicação de quando surgiu o Filorata 3.0, segue: https://filorata.tumblr.com/post/160741420879/filosofia-barata-de-novo
Bem vindos queridos tumblreiros!
Outono é sempre igual?
Diferente da já clássica música que todo mundo adora referenciar quando começa o outono, de forma que começo a imaginar que algumas pessoas tendem a rir das mesmas piadas sempre que as ouvem, mesmo que as ouçam indefinidamente - caso a se analisar, pois ninguém costuma rir de piada nenhuma minha nem mesmo da primeira vez - nem sempre as estações passam e tudo permanece igual. Para exemplificar essa minha tese resolvi analisar um post meu de setembro de 2005, que anexo abaixo com leves recortes do início e do fim por conta de piadas internas (mimos que deixava no texto para deleite de dois de meus fiéis leitores do blog... o que me faz refletir que talvez, naquela época, eu fosse mais influente nos meios sociais e digitais; ou talvez blogs eram mais populares porque ainda não podíamos ver casais "trollando" uns aos outros no Youtube).
O equinócio é uma coisa complicada que mexe comigo toda vez... Ai, ai, ai... Vamos lá, mais um equinócio XD
EQUINÓCIO vem do latim: aequusnox. Sendo aequus de igual e nox de noite. Daí você pergunta: Tá, legal, noite igual... Mas igual ao que? E eu respondo, meus caros: Noite igual ao dia.
Bem vindos à Primavera.
Sim, sim, hoje, 22/09, às exatas 19:23, começa a primavera. Com o movimento de translação, e sendo a Terra angulada, só ocorre duas vezes por ano de todo e qualquer lugar do globo terem exatas 12 horas de dia e 12 horas de noite. Além disso, nesses dias, o Sol e a Lua se põe EXATAMENTE no oeste e, por conseguinte, nascem EXATAMENTE no leste. Esses dois dias únicos são o início da primavera e do outono, e são conhecidos como pontos do equinócio.
Então, simplificando e resumindo, equinócio é um termo que designa o dia que tem dia e noite iguais, e que só ocorre duas vezes por ano, na transação do inverno pra primavera e do verão pro outono.
Mas o que isso muda em nossas vidas??
Na de vocês provavelmente nada. Mas na minha muda. Eu sempre costumo mudar alguma coisa nos equinócios... Principalmente no equinócio de primavera... Sempre alguma personalidade minha se altera, alguma coisinha, mesmo que mínima, me faz ficar mais louco, ou mais bobo, ou mais deprimido, ou mais reprimido...
Agora vamos analisar as passagens para constatarmos algumas coisas.
Minha escrita era péssima nesta época, eu reconheço. Mas levemos em consideração que eu costumava atualizar meu blog de madrugada, após as aulas da FATEC ZL e de tomar o ônibus 233C - CERET, apelidado carinhosamente de CERETÃO e que comumente não concluía suas viagens por motivos mecânicos, sociais, espirituais ou afins. A linha ganhou inclusive uma homenagem em forma de comunidade no Orkut naqueles tempos, detalhando as desventuras de seus passageiros. Se o transporte público ineficiente pode ser apontado como agente motivador de meu pouco cuidado com a redação? Plausível.
XD é um emoticon. Caso você não saiba ou não lembre o que é um emoticon, você é feliz.ou triste, depende para quem você perguntar. Saudosistas vão insistir que utilizar emoticons era muito mais simples e rápido, principalmente quando utilizando um teclado QWERTY. Inovadores irão afirmar que os emojis mudaram a forma do mundo se comunicar e facilitou a interpretação de ideias e sentimentos atribuídos ao contexto. Se perguntarem para mim, de qualquer ponto de vista, escrever utilizando emoticons ou emojis a cada começo ou fim de período é bem cansativo, mas eu utilizo deste artifício para camuflar o quão ríspido e seco meus textos costumam aparentar. (Atualização após a publicação: somente depois de verificar o post online notei que o Wordpress alterou todos os "X" e "D" formando um emoticon diretamente para um emoji de XD . Parece que emoticons, assim como minhas piadas, não tem mais graça. Ou talvez os emoticons nunca tenham tido realmente graça. Assim como as minhas piadas.) (Atualização 2 após a importação pro Tumblr: o Tumblr, como é só amor, gosta de emoticons! Abaixo o reinado dos emojis! Abaixo as minhas piadas, de qualquer forma.)
Apesar de me imaginar muitas vezes com menos conhecimento quando tinha menor idade, parece que o Google já surtia bons efeitos naquela época. Sinceramente eu duvido que conseguiria definir, somente com base em conhecimentos adquiridos até aquele momento, o que é de fato o evento astronômico conhecido como equinócio. Possivelmente sabia bem menos, talvez quase nada, sobre o evento astrológico também atribuído a esta data. E, sinceramente, não fazia a menor ideia do que era a astrogenética naquele momento, visto que quando conheci o estudo, já pelo início dos anos 2010, foram necessárias diversas investigações profundas para localizar um único livro lançado comercialmente sobre o assunto, sem edição em português, que adquiri pela Amazon e, sinceramente, ainda não li até hoje.
É um padrão que eu tenha postagens em meus blogs em todo equinócio ou solstício, justamente por notar recorrência na leve alteração de humor que a mudança na incidência da luz solar produz em meu organismo. Céticos com certeza afirmarão que é tão somente baboseira cogitar isso, mas sugiro que analisem melhor a natureza antes de apontar o dedo para meus delírios meta-físicos, e verifiquem que existem inúmeros exemplos na flora e na fauna terrestres que corroboram que as mudanças das estações causam efeitos químicos nos organismos vivos.
Isso tudo foi somente uma forma de revitalizar meus posts sobre o equinócio ao mesmo tempo que resgatava um post antigo do meu arquivo para que ele também tivesse seu lugar ao sol, que vai ficar cada vez mais distante de nós do hemisfério sul a partir de hoje. Todavia eu tenho uma leve impressão que já havia utilizado essa tática antes, então mesmo meus truques para me revitalizar estão ficando manjados.
Nota mental: para o solstício de inverno trazer alguma coisa mais profunda sobre ursos e hibernação. Todo mundo ama ursos, não é?
Nota mental 2: no próximo equinócio comentar sobre pandas. Pandas são lindos.
Sem mais delongas: bem vindos ao outono de 2017, queridos leitores. Mesmo sendo um amante do calor, esse verão foi realmente quente e longo. Que os tardes gélidas do outono tragam novos e agradáveis ventos às nossas vidas.