7 - Hoje vou trabalhar até mais tarde (parte 1)
- Então, podemos ir ao cinema hoje? - A voz do meu noivo soou do outro lado da linha.
- Sim, eu saio às 18h e te encontro lá. -Sussurrei. Estava abaixada, perto da mesa da Gleici do financeiro quando escuto alguém se aproximar. - Tenho que desligar, meu chefe está vindo, te amo.
- 0i, Amanda! Pode me trazer o contrato que ficou faltando? - Ele me cumprimentou. O Dr. Marcos era sempre educado. - Gleici, pode preparar um cheque de dez mil pra hoje? Para os “extras” do Ricardo. Obrigado.
Ele saiu da sala. O Dr. Marcos era um cara legal. Sempre muito gentil, charmoso e refinado. Tinha aparência jovem apesar dos seus 40 anos. Já o Ricardo era diferente. Um pouco mais corpulento e aparentando ser mais velho apesar de ter 35. Ele está sempre cheio de si e não liga pra nada nem ninguém. A cada dez palavras que saem de sua boca, nove são palavrões. Os dois eram os sócios donos da empresa pra qual eu trabalhava como auxiliar se escritório.
- Dez mil de “extra”? - Perguntei me dirigindo à Gleici.
- Extra é a forma que eles se referem às garotas de programa do Dr. Ricardo. É muito comum os diretores gastarem com festas e orgias. Mas o Seu Ricardo gasta mais de cento e cinquenta mil com isso por mês. - Ela me confidenciou em tom baixo enquanto olhava para os lados.
- Nossa. E a gente aqui se matando por merreca. - Respondi, tentando imaginar o quanto de dinheiro os sócios não torravam com prostitutas. Gastavam por mês mais do que eu ganho em um ano. Pensar nisso me deixava puta da vida.
Naquela tarde fui à minha sala terminar o contrato que ficou pendente e assim que terminei tratei de levar à sala do Dr. Marcos. Ele estava tendo uma reunião com o Ricardo. Assim que me aproximei e entreguei os papéis o homem se pronunciou.
- Olha quem vemos aqui. Amanda. Linda como sempre. Esta fazendo academia, querida? Você está uma gata. Essa menina merecia um aumento, só pela linda visão que nos proporciona.
- Obrigada, Dr. Ricardo. - Eu disse corada, sem saber onde enfiar a cara. Ao perceber isso o Dr. Marcos se pronunciou.
- Ela é uma das mais bonitas que nós temos aqui, senão a mais bonita. Enfim, Dave quando você acabar de bajular minha secretária, podemos voltar ao acordo? Obrigado Amanda. Pode ir.
Pedindo licença eu me retirei da sala. A todo o momento tive a sensação e a inexplicável certeza de que o Dr. Dave estava comendo minha bunda com os olhos. Pouco antes de bater a porta tive a impressão de tê-lo ouvido sussurrar “gostosa do caralho”. Confesso que ouvir o Dr. Marcos se referindo a mim daquele jeito me deixou bem encabulada e até um pouco feliz, mas ouvir aquelas últimas três palavrinhas tinha me deixado com um calor surreal.
Voltei para a minha sala ainda tentando disfarçar a cara de tonta que eu estava. Ainda estava pensando no que a Gleici falou, sobre orgias e festas. Será que o Dr. Marcos também participava delas? Acho que não. Ele é chique demais pra isso.
Um cheque de dez mil reais. Caramba, essas mulheres ganham tudo isso por uma noite de foda.
Eu e meu noivo somos de família humilde e já trabalho nesta empresa há alguns anos. Apesar desse ambiente promíscuo sempre fui respeitada, embora eu saiba que o Dr. Ricardo sempre ficava me secando e me comendo com os olhos quando eu ia à sala dele.
Mais à tarde fui levar uns cheques para assinar e quando saí à porta ficou entreaberta e ouvi o Dr. Ricardo falando:
- Puta de mina gostosa, essa! Esse rabo grande deve aguentar bem uma rola.
Congelei na hora. Depois ouvi o Dr. Marcos comentando:
- Amanda é uma boa funcionária, não quero que você acabe tirando ela daqui por causa dessas suas putarias.
Eles ficaram rindo e eu fui pra minha sala, para não notarem que eu havia escutado. Eu fiz de contas que não escutei essas coisas e continuei fazendo meu trabalho.
Estava indignada e queimando de raiva, mas no fundo meu pensamento era outro. Poxa, dez mil reais por uma foda, é muito dinheiro! Se fosse com o Dr. Marcos, apesar de ser noiva, ainda dava, mas com aquele tarado do Ricardo.
O dia foi passando e eu tentei não pensar nisso. Quando era quase hora de sair, recebo uma ligação do meu noivo, dizendo que o dono do apartamento que queríamos comprar ligou e ofereceu uma oferta. Algo caído do céu, já que o valor original era de mais de duzentos mil, coisa que pelas nossas condições jamais poderíamos adquirir um imóvel daquele nível. Então meu noivo vendeu o carro, juntamos todas nossas economias, fizemos empréstimo, mas mesmo assim ainda ficou faltando pouco mais de quinze mil, conforme a nova oferta do dono do imóvel e teríamos poucos dias para conseguir.
- Não temos como conseguir esse dinheiro tão rápido amor. Demoramos anos pra juntar os cem mil.
- Eu entendo. É uma pena, o apartamento era perfeito pra gente. Mas tudo bem, vou trabalhar e juntar mais um pouco e vai ficar tudo bem… Amanda? Amanda?
- Oi. Desculpa.
- Você ficou muda. Tá tudo bem?
- Sim, eu só me perdi nos pensamentos. Hoje eu vou ter que trabalhar até mais tarde, tudo bem?
- Ah, serio? Que droga. Bom, tudo bem. Pra conseguirmos esse apartamento vamos precisar trabalhar mesmo.
- Sim. Rodrigo. Eu te amo… - Sussurrei. Desliguei o telefone e fui até a sala da Gleici dofinanceiro. Tinha tomado uma decisão e não ia deixar essa oportunidade passar assim.
- Oi Gleici, você ainda esta com o cheque do “extra” de hoje? - Sim, por quê? - Não contrate nenhuma acompanhante para eles hoje, ok? - Mas, o que você vai fazer?
- Me dá o endereço de onde vai ser essa “reunião”. Não pergunta nada, confia em mim, só me da o endereço. - Pedi. Ela me encarou com os olhos arregalados como se estivesse começando a entender tudo. Ela me entregou o endereço escrito e antes de sair da sala eu completei. - Não conta isso pra ninguém, tá? Em nome dos velhos tempos. Fico te devendo uma.
Às 18 horas eu encerrei meu turno. Desci apressada, peguei o carro e dirigi até a casa de uma amiga que morava perto. Ela me deixou tomar um banho e me trocar lá. Quando contei o que estava prestes a fazer ela ficou tão excitada e empolgada que me emprestou uma das suas lingeries mais sensuais. A minha bunda era grande demais para ela então a calcinha ficou bem atolada. Enquanto andava eu sentia ela se perdendo bem no fundo do meu rabo.
Ainda estava com o terninho do trabalho. Abri alguns botões da blusa, retoquei a maquiagem, passei batom, soltei os cabelos e me dirigi ao local onde o Ricardo estaria esperando. Era um prédio particular, parecia um hotel, só que mais reservado. Eu dei o numero do quarto na recepção e o porteiro logo reconheceu o cliente e disse que estaria esperando. Enquanto subia as escadas eu percebi a olhada faminta que ele direcionou a minha bunda.
Parada em frente ao tal quarto 1402 eu me preparava. Transar em troca de dinheiro não era uma coisa normal para mim, mas eu tinha visto uma oportunidade e tinha que agarrá-la com unhas e dentes. O Dr. Ricardo era o pior tipo de homem e mesmo que a ideia de fazer sexo com ele me desse odio eu estava disposta a conseguir aquele dinheiro. Respirei fundo e abri a porta. Esta imaginando a cara de idiota de surpresa que Ricardo faria quando visse que a puta que ia comer hoje era a secretária pela qual ele tanto babava. Mas quando entrei no quarto a única que fez cara de idiota fui eu.
- Amanda? - Dr. Marcos perguntou, segurando um copo de uísque em uma das mãos. Ele estava em pé, próximo há uma mesa de corredor. Ao seu lado estava o Dr. Ricardo. Os dois em seus ternos, sgurando seus drinks e me encarando silenciosamente. Eu estava sm saber onde enfiar a cara quando Ricardo cortou o silêncio com uma gargalhada debochada.
- Há! Olha o que temos aqui! A putinha pessoal do Marquinhos. Sabia que você sempre quis dar esse rabo pra mim. Sempre aparecia com aquelas saias curtas pra eu reparar, né? Eu reparei. Veio aqui porque queria uma boa foda em troca de grana, não é? E aproveitou a oportunidade pra saciar o seu desejo antigo de dar pra mim.
Eu permaneci calada. Não sabia o que responder. Sentia o Dr. Marcos me fuzilando com o olhar. Não era pra ele estar ali, ele não era esse tipo de homem, era?
- Isso é verdade, Amanda? O que veio fazer aqui?
- Eu… - Era agora ou nunca. Tudo ou nada. Eu tinha chego até ali, não ia voltar e suportar essa vergonha. Não tinha mais volta. - Sim, ele está certo.
- Porque está fazendo isso? - Marcos perguntou.
- Na verdade preciso de 15 mil para comprar o apartamento junto com meu noivo e esse cheque de 10 mil vai me ajudar muito.
- Dez mil é muito dinheiro pra uma foda. Ainda com uma garota só. A trepada vai ter que valer a pena se quiser ganhar a grana. A sua buceta tem que ser uma delicia. -Zombou Ricardo.
- Você tem certeza que quer isso? - Marcos insistia, seu semblante mudou de um jeito que eu nunca tinha visto antes. Se eu mostrasse fraqueza perderia toda a confiança que tinha reunido até ali.
Eu fui até o Marcos, peguei o uisque de sua mão e olhando nos olhos dele virei de uma só vez. Quando ele ia falar algo peguei em seu pau por cima da calça, comecei a punhetar e senti ele crescer aos poucos nas minhas mãos. Eu olhei para o Ricardo com um sorriso safado. - Que foi, está com medo de não dar conta? -Provoquei. Aquilo parecer ter despertado um fogo bem no fundo, que fez Ricardo me encoxar por traz, me deixando no meio dos dois, sentindo a pica do Marcos nas mãos e a do Ricardo roçando minha bunda.
- E então? Tá disposta a fazer tudo que a gente mandar hoje em troca desse dinheiro? -Ricardo perguntou.
- Eu vim disposta a dar pra vocês. - Cuspi de uma vez. - Então podem fazer o que quiserem comigo.
(For-always-young)
















