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@fujaenquantohatempo
Talvez eu seja meu próprio patrono.
O bar.
Depois de flagrar seu namorado a traindo com sua melhor amiga, e quase ser demitida por não conseguir parar de pensar nisso e prestar atenção à reunião, Samantha só queria ir pra casa e se enterrar na cama. Mas depois de um longo banho e de algumas horas rolando na cama, resolveu sair em busca de algo para comer, declarando vitória ao seu estômago que não parava de roncar. Vestiu um moletom e saiu para a noite fria, pulando alguns ladrilhos ensopados da recente chuva. Samantha entrou por uma rua, sem prestar muita atenção por onde ia, até que se sentiu observada e parou, sentindo um arrepio percorrer a espinha. Olhou ao redor, não viu ninguém mas mesmo assim a sensação não sumia. Acelerou o passo entrando em outra rua e avistou um bar ao longe, com algumas pessoas conversando e rindo em frente. Resolveu entrar, ainda preocupada com a sensação de estar sendo observada. O ambiente era escuro e sombrio, pessoas se beijavam pelos cantos e poucas prestavam atenção enquanto ela passava. Foi até o balcão e pediu uma bebida, um pouco envergonhada pelo moletom, que destoava totalmente das pessoas ao redor. Quando o barmen trouxe a bebida, ela sentiu novamente o arrepio na espinha e olhou ao redor assustada. Foi quando o viu. Ele estava em um dos cantos, com uma lata de cerveja na mão. Vestido com uma camiseta cinza, calça e jaqueta pretas, parecia combinar exatamente com o ambiente. Ele a encarava e por um momento ela sentiu como se tivesse caído numa armadilha. Tentou deixar esse pensamento de lado, virando-se para o balcão e tomando um gole da bebida.
-Não me parece o tipo de ambiente que está acostumada a frequentar. - ela olhou pro lado assustada e o viu, parado ao seu lado, com um leve sorriso no rosto.
-Realmente. - Respondeu.- Não costumo ficar em bares conversando com estranhos.
-Bom, devo me sentir especial, então, já que fui escolhido para esse momento.
Samantha riu. Virou-se e pôde analisar mais atentamente o rapaz. Ele tinha olhos profundos, levemente rodeado por olheiras como se estivesse cansado ou entediado. Sua pele era pálida, mas ao perceber que ela o analisava leves rubores surgiram em suas maçãs.
-Espero que pelo menos eu esteja bonito hoje- ele disse, provocando mais uma risada.
Samantha não soube explicar, mas se sentiu subitamente atraída por ele e quando percebeu, tinha se aproximado um pouco.
-Não é dos piores, eu diria -ela respondeu, ainda rindo.
Continuaram conversando e ela não percebeu o tempo passar. Quando se deu conta, mais pessoas se juntaram ao redor deles e pareceram estar muito interessados no que falavam. Uma das mulheres se aproximou mais e começou a conversar com eles, e sem entender como, começaram a falar de loucuras sexuais. O papo estava bem animado e quando se deu conta, Samantha estava sentindo um leve pulsar entre suas pernas junto a um calor que subia pelo seu corpo. A moça olhava com muito interesse para o rapaz e o beijou, sem vergonha alguma, enquanto Samantha observava. Então ela olhou para Samantha, que a puxou e beijou também. Ela sentiu uma mão passar por sua cintura e ao olhar, o rapaz estava atrás dela tirando o cabelo do caminho e beijando seu pescoço. As pessoas ao redor ficaram olhando, e algumas delas começaram a se beijar também. A moça acariciava os seios de Samantha por cima da blusa, enquanto passava a língua por seu pescoço e seguia até encontrar os lábios do rapaz. Samantha virou e o beijou também, unindo sua língua em uma dança sensual. Era a primeira vez que ela dava um beijo triplo, e pode se dizer que gostou muito. Então o rapaz a segurou pela cintura e a colocou sentada no balcão, puxando seu moletom pela cabeça e revelando seus seios. A moça se aproximou e rodeou a auréola de um deles com a língua, sugando com vontade até que Samantha gemesse sem conseguir se controlar. O rapaz observava e quando ela olhou, ele estava com o membro pra fora da calça, olhando fixamente pros olhos dela, admirando seu prazer. A moça beijou-a novamente, passando as mãos por seus quadris e puxando a calça com a calcinha junto, e levando os dedos até o meio de suas pernas. O rapaz veio e abaixou-se na frente de Samantha, e começou a chupa-la, enquanto ela se contorcia e beijava a moça. Ela olhou ao redor, reparando que outras pessoas faziam o mesmo, e algumas delas se tocavam sem pudor algum observando-os. E isso fez com que ela sentisse mais tesão ainda e gemia descontrolada. Ela gozou, segurando o rosto do rapaz com força de encontro a si e se inclinando para trás.
Samantha acordou assustada com o sol batendo em seu rosto. Olhou pro relógio e viu que estava atrasada pro serviço. Se arrumou correndo, sentindo seu corpo dolorido da noite passada e sem conseguir se lembrar de como tinha chegado em casa. Ao passar correndo pela rua do bar, viu apenas um prédio abandonado, com parte da estrutura desmoronada. Ficou confusa, pois tinha certeza que era ali que o bar ficava.
-Com licença, - disse para um senhor que estava passando. - Sabe me dizer se tem um bar nessa rua? Eu achei que era aqui, mas devo ter me confundido.
-Não.. esse prédio está assim desde que me entendo por gente, nunca foi um bar. E até onde eu sei não tem bar nessa área da cidade.
Ela agradeceu e ele continuou andando. Ficou um tempo olhando para os escombros do prédio, sem entender nada e sentindo novamente que estava sendo observada.
Conto pt 2
Então começamos a jogar e por incrível que pareça eu estava ganhando. Quando vi já tinha conseguido todos os feijões dele e ria descontrolada sem nem saber como fizera aquilo.
-Vamos melhorar a brincadeira? -ele disse. -Quem perder na rodada tira uma peça de roupa.
Tremi da cabeça aos pés. Que audácia desse filho da mãe! Mas pensei se devia aceitar, estava em desvantagem pois estava apenas de regata, short e roupas íntimas. Mas por outro lado estava ganhando quase todas as partidas, então...
-Ok, vamos. Mas com uma condição.
-Qual?
-Espera -eu disse indo em direção ao quarto. A simples ideia de ver aquele corpo sem roupa alguma já me fazia tremer inteira.
Mas eu não ia facilitar pra ele, pensei vestindo todas as peças de roupa que consegui enfiar por cima da outra. Não sabia aonde aquilo ia dar, mas tive uma vaga ideia.
Voltei pra sala e quando ele me viu soltou a gargalhada mais gostosa que já ouvi na vida.
-Assim não vale. Nem começamos e vc já está roubando.
-Estou nada! Apenas dificultando um pouquinho.
Começamos o jogo e a minha maré de sorte continuava. Ele foi tirando peça por peça desde o sapato até só restar a cueca. Quando venci a próxima rodada me perguntei se ele teria mesmo coragem.
Ele levantou calmamente e ficou na minha frente enquanto baixava devagar sua última peça de roupa, sem tirar os olhos de mim.
Tentei mas não resisti e passei os olhos por aquele corpo agora totalmente exposto na minha frente.
-Você é bem desinibido, né? -Falei, tentando disfarçar.
-Ah, sim.. não tenho vergonha nenhuma do meu corpo. Podemos continuar? -Disse sentando-se novamente na mesa e embaralhando as cartas, me olhando com um leve sorriso no canto da boca.
Senti ali que tinha caído numa armadilha, e por mais que tivesse colocado um monte de roupas, quando dei por mim já estava apenas de lingerie.
Ele deve ter percebido minha cara de assustada pois perguntou se queria parar. Pedi para continuar. Mais uma rodada e lá se ia mais uma peça. Já pensava em sair correndo de calcinha e sutiã, fugindo de meu próprio apartamento. Ou talvez apenas me esconder no quarto, menos drástico.
Ao ver que eu hesitava em tirar mais uma peça, ele perguntou novamente se eu queria parar.
-Feche os olhos. -Pedi.
Ele fechou e eu fiz uma careta, pra ver se realmente estava fechado. Como não teve reação, tirei rapidamente a calcinha e sentei de volta, jogando-a embaixo da cadeira.
Ao abrir os olhos e ver que ainda estava de sutiã, deu uma leve risada maliciosa.
-Vamos melhorar isso. Se vc ganhar a próxima rodada, termina o jogo e vc pode ficar com a última peça. Se vc perder, vai ter que me deixar tirá- la pra vc. Combinado?
Bom, quem sabe ainda tenha restado um pingo de sorte e eu consiga sair dessa?
-Combinado. -Respondi, suspirando.
Ele riu novamente e embaralhou as cartas.
Como já era de se esperar perdi a última rodada. Já tinha me arrependido de ter começado essa brincadeira.
Ele levantou e veio calmamente para perto de mim, me fazendo levantar e ficar de costas pra ele. Deslizou as alças do sutiã pelos ombros e desceu lentamente as mãos para abrir o fecho, fazendo a peça cair pro chão.
Com as mãos em minha cintura me girou, fazendo com que eu ficasse de frente pra ele. Foi subindo levemente pela lateral do meu corpo, me fazendo arrepiar. Até que parou tocando a lateral do meu seio, deslizando o dedo e tocando o bico. Tentei segurar mas acabei soltando um gemido, já não mandava em meu corpo, e me peguei desejando que ele me beijasse. O que ele fez logo em seguida. Parece que meu gemido acabou tbm com o auto controle dele.
Me beijou com a voracidade de um homem sedento perdido no deserto, me apertando contra seu corpo e me fazendo abrir as pernas enquanto tocava delicadamente entre elas. Quando percebeu o quanto eu estava molhada, soltou um gemido entre os dentes e me virou para o balcão, me apoiando sobre ele e me penetrando lentamente.
Eu já estava totalmente fora de mim e por sorte estava apoiada no balcão pois com toda certeza não poderia confiar em minhas pernas.
Momentos depois, ele me virou de frente pra ele, me beijando novamente e prendendo minhas pernas ao redor de seu corpo enquanto me penetrava novamente.
Me segurou junto ao seu corpo, beijando meu pescoço enquanto ia em direção ao quarto.
5:40h. O despertador toca de forma estridente me acordando para mais um dia. Me estico toda pela cama e estranho ao sentir meu corpo dolorido. Meu coração quase sai pela boca e paraliso quando sinto um braço me puxar pela cintura e me prender a um corpo quente. O medo e o susto vão dando lugar à vergonha, enquanto as lembranças da noite passada vão invadindo minha mente.
Tento me levantar mas o braço dele me puxa de volta, dificultando um pouco o processo. Quando finalmente consigo, pego uma camiseta na cômoda e vou em silêncio até o banheiro pra ser atinginda pela luz branca que deixa totalmente evidente o meu rosto queimando. Abaixo pra jogar água no rosto e quando levanto me deparo com ele parado na porta me olhando, ainda totalmente nu.
-Acho melhor você ir embora. -Digo.
-Está tudo bem?
-Sim, eu só.. preciso tomar banho e ir pro trabalho. A gente pode se falar depois?
Ele parece confuso, mas balança a cabeça resignado e sai.
Percebi o quanto fui rude e penso em me desculpar. Logo depois ouço a porta da frente fechar.
Tudo bem. Depois falo com ele, pensei.
Tem pessoas que passam pela nossa vida, e tem pessoas que são um acontecimento. E você é um desses acontecimentos, o caminho e o destino. Algumas pessoas passam para nos deixar lições, nos mostrar o caminho; algumas nos acompanham pela estrada até o pote de ouro no fim do arco-íris. Você é a lição, o caminho, o arco-íris e também o pote de ouro.
Conhecemos muitas pessoas pela vida, mas nem todas têm a sorte de conhecer alguém como você, porque você é um acontecimento, desses que acontecem raramente, como um cometa.Eu te amo e sou grata todos os dias por ter cruzado o meu caminho com o seu.
Fugitiva
Eu sempre quis fugir. Sempre tive essa vontade incontrolável de largar tudo e todos ao menor sinal de problema. E isso desde muito nova. Lembro claramente de deitar no chão, no quintal da minha avó, olhando para as estrelas, e imaginar que bruxos vinham em vassouras me resgatar de seja lá o que estivesse me afligindo naquele momento. Qualquer microdesentendimento e lá estava eu, planejando uma viagem para a Patagônia com meus cinco reais no bolso.
Certa vez, vi uma reportagem sobre uma moça que encontrou uma carta muito antiga enfiada em um bloco na casa para a qual havia se mudado há pouco, e lá fui eu escrever uma também, contando o quanto era sozinha no mundo e o quanto queria fugir por aí. Eu tinha uns nove anos.
A fuga sempre fez parte de mim, seja nos planos, seja na escrita. Só não percebi que, no fundo, não adiantaria ir para lugar algum, porque eu estaria lá e o que eu queria mesmo era fugir de mim. Fugir de quem eu era, de onde viera, a quem pertencia. Não importava para onde fosse, porque, mesmo não querendo, tudo iria comigo. Para onde fosse.
Escrevo isso na véspera do meu aniversário de trinta e três anos. T R I N T A E T R Ê S A N O S. Quanto tempo, né? Quanto tempo para entender e, finalmente, parar de fugir. Quanto tempo para, não aceitar, não se conformar, mas sim se conhecer, se gostar.
Pela primeira vez, me sinto pertencente, mas no sentido de fazer parte, de ser parte de algo. A cidade já não é mais hostil. Os rostos já não são ameaçadores. O passado já não causa medo nem vergonha.
Planejei escrever um texto de aniversário quando estava para completar trinta e dois, mas as palavras nunca vinham. Agora entendo o porquê: havia coisas que ainda não tinham sido entendidas, mastigadas e digeridas. Acho que hoje, finalmente, as peças se encaixam, os sentimentos se tornam compreensíveis.
E eu já não quero mais fugir.
É que a gente tem essa mania de achar que tudo é o fim do mundo, sabe? E depois de vários fins de mundo aqui estamos nós ainda. Bom fim de ano, galera. Nos vemos ano que vem!
Vim pelo projeto cartel; Tem muita sensibilidade na sua escrita, são sobre vivências? Como vc fez pra lidar com a dor? Pois não consigo esquecê-lo, deixá-lo para trás… Recentemente descobri que ele está em um relacionamento, mesmo tendo me dito que não queria estar com alguém. Dói demais vê-lo vivendo feliz com outra pessoa, com o futuro que era para ser nosso… Também sinto estar incomodando todos ao redor, pois só penso nisso, cada lugar, cada local, cada frase, me lembra os anos que passamos juntos…
Olá, boa tarde!! Desculpe a demora, as vezes esqueço que isso aqui existe. Sim, são sobre vivência. Escrever é uma forma de organizar os pensamentos e sentimentos. É como se eu os tirasse e colocasse em um recipiente aonde consigo organizar e analisar. Tipo uma penseira. A única coisa que consigo te dizer é: viva sua dor.
Não tente camuflar, empurrar para baixo do tapete ou ignorar. Sinta. Sinta tudo o que puder sentir. Uma coisa que nunca contei pra ninguém. Uma vez eu acordei chorando de madrugada, com crise de ansiedade e sem conseguir respirar. Eu estava em uma situação tão deplorável que implorei a Deus para tirar aquilo de mim. O plot twist? Até então eu não acreditava em Deus, nem sei se ainda não acredito. Mas a questão é que cheguei em um ponto que virou em mim uma chave, e percebi que eu não merecia aquilo. Que uma pessoa que fazia eu me sentir da forma que eu estava me sentindo não me merecia e não merecia que eu sentisse algo tão ruim. Não vou falar que depois disso foi do dia pra noite, mas foi passando. E passa, viu? Pode parecer que não, mas passa. Espero que essa mensagem te encontre bem. Caso precise pode escrever mais, estarei por aqui ❤️
Estou com aquela sensação de estar incomodando todo mundo... como se minha presença fosse indesejável nos lugares, como se cada palavra ou atitude fosse irrelevante ou irritante. Como se só me aguentassem por obrigação. Talvez isso seja um reflexo de como estou me vendo, como se eu mesma não suportasse estar dentro de minha pele. Que sensação horrível! 🥺😔
Não pare de escrever, por favor, seus textos de desilusão amorosa transcreviam exatamente o que eu estava sentindo.
Olá, tudo bem? A escrita para mim é uma válvula de escape, de desabafo. Esses dias me peguei pensando que talvez tenha perdido minha criatividade para escrever, mas pensando mais um pouco cheguei a conclusão de que está tudo bem por aqui, por isso não há nada a ser dito. Mas fique por aí, pode ser que logo surja algo querendo pular pro papel e postarei por aqui. Fico feliz que meus textos tenham alcançado e feito sentido para alguém ❤️
A gente tenta se convencer que se blindou das tristezas da vida. De que tudo que nos acontece serve como escudo, forma uma casca que nos impedem de cair nas mesmas armadilhas psicológicas. Mas basta um acontecimento pequeno, besta, pra nos fazer perceber que não há como se proteger das coisas. As rachaduras continuam lá, mesmo que finas, ameaçando se romper ao mais fraco sopro. A trazer a tona sentimentos ruins, pensamentos ruins. É frustrante demais perceber que mesmo sendo fortes, podemos nos colocar em lugares frágeis, vulneráveis, e que não há nada a fazer para evitar, pois faz parte da vida.
desistiu de escrever?
Olá, continuo escrevendo, mas posto apenas quando releio e sinto que precisa ser compartilhado.
As vezes parece que o corpo precisa ficar triste. É como se fosse enchendo, enchendo, enchendo até transbordar pelos olhos e aliviar. Parece que é o estado natural. A gente está sempre meio assim, aí as vezes temos alguma alegria momentânea pra pouco depois voltar ao topor que a melancolia trás. Ao lúgubre ao qual estamos meio que acostumados, familiarizados. É estranho pensar nisso, pois vivemos numa busca constante pela felicidade, pelo furor. Quando talvez seria mais fácil aceitar que tudo bem ficar às vezes meio assim. Às vezes meio assim... a gente nunca explica como é " às vezes meio assim", mas todo mundo sabe o que significa, como se todos nos topassemos aos tropeços pelas esquinas escuras da vida, nos cumprimentassemos com um aceno e continuassemos nosso caminho pela rua vazia.
Nós precisamos parar de questionar se somos merecedores das coisas boas que nos acontecem.
Você é feliz?
Afinal, o que é a felicidade? É possível ser feliz o tempo todo? Não ter motivos para estar triste já é motivo para estar feliz? Será que a tal felicidade é um amontoado de coisas boas que fazem nossos dias serem melhores? As pessoas esperam que sejamos felizes e gratos sempre, que sempre busquemos motivo para sorrir. Mas é possível isso? É possível focar em algo bom acontecendo aqui e esquecer absolutamente tudo de ruim que está acontecendo ao redor? É assim que é ser feliz? Ou a felicidade é uma busca constante de pequenos prazeres e alegrias que nos segura com a cabeça pra fora e nos impede de afogar em um mar de tristeza gélido e escuro? Porque é mais fácil deixar-se afundar?