Nota: cansei de esconder tô achando o halaand um gostosão
A partida acabou num sofrimento.
A parte amarela da arquibancada suspirava triste, e até meio envergonhada depois do apito final.
Diferente deles, os torcedores de vermelho sorriam e comemoravam animados. Com a Noruega classificada para as quartas de final, o estádio parecia dividido entre festa e luto.
Suspirando frustrada, ajeitei o crachá de imprensa contra o peito e fechei os olhos por um segundo. Tinha passado semanas acompanhando a Seleção Brasileira, escrevendo matérias otimistas, gravando entradas ao vivo e acreditando que aquele poderia ser o ano. Tudo tinha ido por água abaixo em noventa minutos.
— Respira... você ainda está trabalhando. — murmurei sozinha.
"Zona mista. Precisamos de uma entrevista com o Haaland. Agora."
Soltei uma risada sem humor.
O homem que tinha acabado de acabar com qualquer esperança da torcida brasileira.
Respirei fundo, ajeitei o gravador e caminhei até a zona mista. O corredor fervilhava de fotógrafos, câmeras e jogadores passando às pressas. Quando Haaland apareceu, ainda com a camisa vermelha da Noruega e um sorriso satisfeito no rosto, uma multidão se formou ao redor dele.
— Haaland! — O chamei em um tom mais alto.
Ele virou o rosto na minha direção.
— Uma pergunta para a imprensa brasileira?
Os olhos claros encontraram os meus por um instante antes dele se aproximar.
— O Brasil entrou como favorito para muitos. Em algum momento vocês sentiram pressão por enfrentar uma equipe tão forte?
— Pressão sempre existe — respondeu, tranquilo. — Mas jogamos o nosso futebol. Respeitamos muito o Brasil, só que viemos para vencer.
Respirei fundo antes da segunda pergunta.
— O que você diria aos torcedores brasileiros que estão deixando o estádio decepcionados?
Ele pareceu pensar por um instante.
— Faz parte do futebol. Hoje eles estão tristes. Amanhã vão apoiar de novo. É por isso que o futebol é tão especial.
A resposta era educada. Polida. Respeitosa.
Mas irritante pra caralho nesse momento.
Agradeci e desliguei o gravador.
Quando já estava saindo, ouvi a voz dele atrás de mim.
— Você parece mais triste do que os jogadores brasileiros.
— Faz parte da profissão.
Ele arqueou uma sobrancelha.
— Tem certeza? Parece pessoal.
Soltei uma risada sem humor.
— Vai comemorar sua vitória, Haaland.
— É exatamente o que pretendo fazer.
Ele foi embora ainda sorrindo.
Duas horas depois, eu precisava esquecer o futebol.
Foi assim que acabei entrando em um pub perto do hotel da imprensa. O lugar estava lotado de torcedores noruegueses cantando, enquanto alguns brasileiros tentavam afogar a derrota em copos de cerveja.
— Uma cerveja, por favor.
Congelei ao reconhecer a voz.
Virei a cabeça lentamente.
Haaland se apoiava no balcão, bem ao meu lado.
— Então é assim que brasileiros superam uma derrota?
Sem uniforme, usando jeans, camiseta preta e os cabelos louros soltos. Parecia infinitamente mais... normal.
E, irritantemente, ainda bonito.
— Achei que jogadores comemorassem em lugares mais exclusivos.
— Achei que jornalistas fossem para o hotel escrever.
— Ficou péssimo. Assim como o jogo.
Ele riu e puxou a cadeira em frente à minha.
— Você gosta de provocar, não é?
Sorri pela primeira vez naquela noite.
— Só quando a pessoa merece.
— Você eliminou o meu país da Copa.
— Não estraga meu argumento.
Ele levantou as mãos em rendição.
— Certo. Sou oficialmente o vilão da noite.
— E mesmo assim você não pediu para eu ir embora.
Olhei para o copo antes de responder.
— Talvez porque reclamar olhando para o culpado seja mais divertido.
Ele soltou uma risada baixa.
— Culpar uma pessoa só por uma derrota parece um peso grande.
— Aguenta. Você é atacante.
Por alguns segundos, o silêncio se instalou entre nós. O bar continuava barulhento, com noruegueses cantando em uma mesa e alguns brasileiros discutindo, inconformados, em outra. Era estranho estar ali, dividindo uma cerveja justamente com quem eu tinha passado noventa minutos torcendo contra.
— Então... — ele quebrou o silêncio. — Você sempre leva o trabalho para o lado pessoal?
— Só quando envolve o Brasil.
— Achei que jornalistas devessem ser imparciais.
Ergui a garrafa antes de completar:
— Mas estou fora do expediente.
A segunda cerveja chegou.
Sem perceber, começamos a falar de qualquer coisa que não fosse futebol. Viagens. Idiomas. Os países que ele já conhecia. As cidades em que eu tinha trabalhado cobrindo competições.
Descobri que, longe das câmeras, ele era muito mais tranquilo do que parecia em campo.
E ele descobriu que eu reclamava bastante quando estava frustrada.
— Você sorri mais do que imaginava — comentou, depois de me fazer rir de uma história sobre uma entrevista desastrosa.
— Então é cinquenta por cento minha.
Balancei a cabeça, fingindo indignação.
— Você realmente gosta de ganhar.
— Em campo, principalmente.
Os olhos dele encontraram os meus.
Dessa vez, o sorriso foi diferente.
Meu coração deu uma pequena traída.
Resolvi desviar o olhar e tomar outro gole.
— Você usa essas cantadas com frequência?
Levantei uma sobrancelha.
Ele se inclinou um pouco sobre o balcão.
— Quanto tempo você precisa?
— Talvez mais uma cerveja.
— Então vamos resolver esse problema.
A terceira cerveja chegou antes que eu percebesse.
— Você vai me fazer perder a conta? — perguntei, olhando para as garrafas vazias sobre o balcão.
— Achei que jornalistas fossem melhor com números.
— A maioria é. Só não quando um atacante norueguês insiste em pagar todas as rodadas.
— Achei que você fosse reclamar.
— Talvez eu esteja ficando mais simpática.
— Ou talvez esteja começando a gostar da minha companhia.
Ele levou a garrafa aos lábios sem tirar os olhos de mim.
— Você diz isso, mas continua aqui.
Olhei em volta do pub. A música estava mais alta, algumas pessoas dançavam entre as mesas e o clima de festa parecia ter engolido completamente a tristeza que eu carregava quando entrei.
— Duas horas atrás eu queria que você tivesse errado aquele chute.
— Agora eu só queria que você parasse de parecer tão... agradável.
— Você complica meu trabalho.
— Achei que seu expediente tivesse acabado.
— Então qual é o problema?
Porque, pela primeira vez desde o fim da partida, o problema não era mais a eliminação do Brasil.
Era a forma como ele sorria.
Era o jeito como mantinha os olhos fixos nos meus durante toda a conversa.
Era perceber que, sem a camisa da Noruega e sem dezenas de câmeras ao redor, ele parecia apenas... um cara divertido.
— Posso confessar uma coisa? — ele perguntou.
— Quando você me chamou para a entrevista, achei que fosse me dar uma bronca.
— Ainda bem que desistiu.
— Eu precisava manter o emprego.
— Dizer o que realmente pensou de mim.
Ele arqueou as sobrancelhas, claramente surpreso.
Tapei o rosto por um segundo.
— Esquece que eu falei isso.
— Não tenho a menor intenção.
— Você prometeu que essa cerveja ajudaria.
Ele sorriu daquele jeito tranquilo que eu já começava a reconhecer.
Ele se aproximou apenas o suficiente para que eu sentisse o perfume amadeirado que usava.
— Ainda acha que sou o vilão da noite? — perguntou em voz baixa.
Olhei para aqueles olhos claros por alguns segundos.
— Então por que você continua olhando para mim desse jeito?
— Porque você continua olhando para mim primeiro.
Por um instante, nenhum dos dois disse nada.
O bar continuava barulhento, mas parecia distante.
Ele ergueu a mão devagar.
Olhei para a mão dele, depois para seu rosto.
Assenti quase sem perceber.
Os dedos tocaram uma mecha do meu cabelo que havia escapado atrás da orelha.
E infinitamente mais perigoso do que qualquer provocação daquela noite.
— Acho que já comemoramos futebol o suficiente — murmurou.
Ele diminuiu a distância entre nós lentamente, dando tempo para que eu recuasse se quisesse.
Quando nossos lábios finalmente se encontraram, o gosto de cerveja ainda estava ali, misturado às risadas, às provocações e à estranha certeza de que aquela noite tinha tomado um rumo completamente diferente do que eu imaginava ao sair do estádio.
Por alguns segundos, nenhum dos dois disse nada.
Foi ele quem quebrou o silêncio.
— Então... acho que você não me odeia tanto assim.
— Mas um vilão que beija bem?
Empurrei de leve o ombro dele.
Ele sorriu daquele jeito convencido que eu já começava a conhecer.
Olhei para o relógio preso ao pulso e suspirei.
— Infelizmente. Meu editor não vai aceitar "desculpa, fiquei bebendo com o jogador que eliminou o Brasil" como justificativa.
— É... realmente não parece uma boa manchete.
Olhei para ele por mais alguns segundos antes de pegar minha bolsa sobre o ombro.
— Então eu acompanho você.
Mesmo assim, ele começou a caminhar ao meu lado.
Saímos do pub e fomos recebidos pelo ar frio da noite. As ruas ainda estavam movimentadas por torcedores, alguns vestindo amarelo, outros vermelho, todos comentando a partida como se ela ainda estivesse acontecendo.
Seguimos em silêncio durante alguns minutos.
Dessa vez, o silêncio não era desconfortável.
O ar da noite estava fresco, contrastando com o calor do bar.
— Ainda vai escrever que eu sou convencido? — perguntou.
Olhei para ele por alguns segundos antes de responder.
— Essa parte eu posso omitir.
— Achei que seu expediente tivesse acabado. — ele repetiu.
— Não significa que eu vou facilitar a sua vida.
— Nunca imaginei que minha noite terminaria assim — comentei.
— Encontrando um norueguês irritante?
— Eu também não imaginei.
— Achei que você fosse comemorar com o time.
— Depois resolvi sair um pouco.
— E acabou encontrando justamente a jornalista brasileira mais mal-humorada do estádio.
— Você tem um conceito curioso de sorte.
— Está funcionando até agora.
Sem perceber, nossos ombros se encostaram enquanto caminhávamos.
Nenhum dos dois se afastou.
O hotel da imprensa apareceu na esquina seguinte.
Parei em frente à entrada e girei nos calcanhares para encará-lo.
Nenhum dos dois parecia disposto a dar o primeiro passo para ir embora.
— Acho que agora é a parte em que você diz boa noite — falei.
Ele sorriu daquele jeito tranquilo que já começava a me desarmar.
Mas, em vez de se despedir, deu um passo à frente.
Dessa vez, fui eu quem diminuiu a distância.
O beijo veio sem hesitação.
Mais lento no começo, mas muito menos tímido do que o primeiro.
Uma das mãos dele encontrou naturalmente a minha cintura, enquanto eu passei os braços ao redor de seu pescoço. As provocações, a rivalidade e toda a tensão acumulada ao longo da noite pareciam desaparecer naquele instante.
Quando nos afastamos, ambos ainda estávamos sorrindo.
Ficamos nos olhando por alguns segundos.
Eu sabia que bastava me despedir e entrar no hotel.
Seria a escolha mais sensata.
Mas, pela segunda vez naquela noite, decidi ignorar o bom senso.
Mordi o lábio, respirando fundo.
Ele sustentou meu olhar por um instante, um sorriso discreto surgindo no canto da boca.
Sorri de lado e passei o cartão pela fechadura.
— Bem-vindo a minha bagunça.
Ele entrou primeiro, observando o quarto simples do hotel. Sobre a escrivaninha, um notebook aberto, um bloco de anotações cheio de rabiscos e uma camisa amarela da Seleção jogada sobre a cadeira.
— Então é aqui que você escreve aquelas matérias imparciais? — perguntou, segurando um sorriso.
Fechei a porta atrás de nós.
— Eu só fiz uma pergunta.
— Você provoca até fora de campo.
Revirei os olhos, mas não consegui esconder o sorriso.
Por um instante, ficamos apenas nos encarando.
Sem o barulho do pub ou das ruas, o silêncio parecia muito maior.
Ele deu um passo na minha direção.
— Ainda dá tempo de eu ir embora.
A pergunta veio calma, sincera.
— Se eu quisesse que você fosse embora, não teria te convidado para subir.
Os olhos dele suavizaram.
Aproximei-me até que nossos corpos quase se tocassem.
Segurei de leve a gola da camiseta dele.
— E, por favor... para de agir como se fosse tão educado.
— Achei que você gostasse.
Fiquei na ponta dos pés e o beijei outra vez.
Dessa vez não havia mais a timidez do primeiro beijo nem a surpresa do segundo. Era um beijo tranquilo, demorado, interrompido apenas por pequenos sorrisos quando um de nós se afastava para respirar.
Quando nos separamos, nossas testas permaneceram encostadas.
— Ainda estou tentando entender como saí de uma entrevista pós-jogo para isso — murmurei.
— E pensar que, algumas horas atrás, eu queria que você perdesse.
— Acho que consegui mudar um pouco sua opinião.
— Não fica se achando não.
— Você continua convencido.
— E você continua linda quando tenta fingir que está brava.
Senti minhas bochechas esquentarem.
— Essa já é a segunda vez que você me manda calar a boca hoje.
— E você ainda não aprendeu.
Ele riu outra vez, puxando-me delicadamente para um abraço.
Pela primeira vez desde o fim da partida, o peso da derrota parecia distante.
Naquela noite, o futebol finalmente deixara de ser o assunto entre nós.
Haaland me olhou por um segundo inteiro, como se ainda me desse a chance de mudar de ideia.
Dei um passo à frente, segurei a barra da camiseta preta dele e puxei para cima.
Ele ergueu os braços, ajudando, e a peça caiu no chão. Meu Deus… o corpo dele era ainda mais impressionante de perto.
Ombros largos, peito definido, abdômen marcado por anos de treino. Passei as mãos devagar pela pele quente, sentindo os músculos se contraírem sob meus dedos.
— Você fica quieta quando quer — murmurou ele, a voz mais rouca agora, com um sorriso provocador.
— Fica quietinho. — respondi, puxando-o pela nuca.
Ele não precisou de mais convite. Segurou meu rosto com as duas mãos grandes e me beijou com fome.
O beijo do lado de fora do hotel tinha sido cuidadoso.
Este era urgente, profundo, línguas se enroscando, dentes roçando os lábios. Senti o gosto dele misturado à cerveja e algo que era só dele.
Minhas costas bateram contra a parede enquanto ele pressionava o corpo contra o meu, as mãos descendo pela minha cintura até apertarem minha bunda, me puxando mais para si.
Soltei um gemido baixo contra a boca dele. Estava molhada só com isso. Ele percebeu e sorriu contra meus lábios.
— Tão impaciente… — provocou, mordiscando meu queixo.
— Você que começou isso a noite toda — respondi, mordendo o lábio inferior dele com força suficiente para arrancar um gemido rouco.
As mãos dele subiram, puxando minha blusa por cima da cabeça. O sutiã seguiu logo depois. Assim que meus seios ficaram expostos, a boca dele desceu.
Língua quente circulando um mamilo, depois o outro, chupando devagar enquanto eu arqueava as costas, enfiando os dedos nos cabelos loiros dele. Cada sugada mandava uma onda de calor direto pro meio das minhas pernas.
— Haaland… — suspirei o nome dele.
Ele me ergueu com facilidade, como se eu não pesasse nada. Minhas pernas envolveram a cintura dele enquanto ele me carregava até a cama.
Me deitou com cuidado, mas o olhar estava carregado de desejo. Ele tirou o resto da roupa dele enquanto eu observava, mordendo o lábio. O pau dele estava duro, grosso, a cabeça brilhando de pré-gozo. Engoli em seco.
Haaland se ajoelhou na cama, abriu minhas pernas devagar e desceu o rosto.
O primeiro toque da língua quente na minha boceta me fez gemer alto. Ele lambeu devagar, explorando cada dobra, saboreando, depois focou no clitóris, chupando com pressão exata.
Dois dedos grossos entraram em mim, curvando-se no ponto certo enquanto a boca não parava.
— Porra… assim — gemi, segurando a cabeça dele no lugar.
Ele gemeu contra mim, o som vibrando na minha carne sensível. Gozei pela primeira vez em minutos, tremendo, apertando os lençóis. Ele não parou. Continuou lambendo suavemente até eu estar ofegante e sensível demais.
Quando ele subiu pelo meu corpo, beijando minha barriga, meus seios e meu pescoço, eu ainda sentia as ondas do orgasmo.
Beijei-o profundamente, sentindo meu próprio gosto na língua dele.
— Minha vez — sussurrei contra a boca dele, empurrando-o de costas na cama.
Haaland deitou, respirando pesado, os olhos claros fixos em mim com expectativa.
Desci beijando o peito dele, o abdômen definido, demorando-me na linha de pelos loiros até chegar ao pau grosso e latejante.
Segurei-o com a mão, masturbando devagar, e olhei para ele.
Assim que o nome escapou dos meus lábios, ele soltou um gemido rouco, o corpo inteiro tensionando.
— Caralho… — murmurou, voz já mais baixa.
Lambí a cabeça devagar, circulando a língua na glande sensível, saboreando o gosto dele. Depois o tomei na boca aos poucos, sugando com calma, usando a mão na base. Haaland jogou a cabeça para trás, uma mão gentil no meu cabelo.
— Assim… por favor… tá bom demais — gemeu ele, quadris subindo devagar.
— Você vai me matar chupando assim…
Continuei, alternando entre chupadas profundas e lambidas lentas, provocando. Ele ficava cada vez mais manhoso, gemendo baixo, quase implorando.
— Não para… tá quente demais… você é incrível — choramingou, a voz rouca e carente.
Subi de novo, beijando o peito dele até encontrar sua boca. Ele me puxou para cima com urgência apaixonada.
— Quero você dentro de mim, Erling — sussurrei.
Ele pegou a camisinha, mas eu tomei da mão dele e coloquei nele devagar, apertando a base enquanto ele respirava pesado.
Me posicionei por cima e desci centímetro por centímetro, sentindo ele me abrir e me preencher completamente.
Os dois gememos juntos quando ele estava todo dentro.
Começamos devagar, um ritmo profundo e apaixonado. Eu mexia os quadris enquanto ele subia para encontrar cada movimento, as mãos apertando minha cintura.
— Erling… você vai tão fundo. — gemi, inclinando-me para beijá-lo.
— E você é tão apertada, tão molhada pra mim… — respondeu ele, voz falhando de prazer. — Continua assim… por favor…
Trocamos de posição naturalmente. Ele ficou por cima, metendo devagar e fundo, olhando nos meus olhos o tempo todo.
Cada estocada era acompanhada de beijos no pescoço, mordidas leves e sussurros provocadores.
— Ainda acha que sou só um convencido irritante? — perguntou ele, sorrindo entre gemidos, acelerando um pouco.
— Um convencido gostoso pra caralho… — respondi, cravando as unhas nas costas dele.
Ele obedeceu, metendo mais fundo, o ritmo ficando mais intenso, mas ainda cheio de paixão. Os gemidos dele ficaram mais altos, quase choramingos quando eu apertava ele por dentro.
— Tô perto… você me aperta tanto… goza comigo, por favor — implorou ele, voz manhosa no meu ouvido.
Gozei primeiro, tremendo forte em volta dele, gemendo o nome dele como uma prece. Haaland veio logo depois, metendo fundo algumas vezes mais e gozando com um gemido longo e sofrido, o corpo inteiro tenso e tremendo contra o meu.
Caímos na cama, suados, ofegantes. Ele me puxou contra o peito largo, beijando minha testa, meu nariz, meus lábios inchados.
— Isso foi… — comecei, ainda sem fôlego.
— Melhor do que qualquer comemoração com o time — completou ele, sorrindo preguiçoso, traçando minhas costas com os dedos.
Ri baixinho, traçando círculos no peito dele com o dedo.
— Ainda acho você convencido.
— E eu ainda acho você linda pra caralho quando goza gemendo meu nome — respondeu, apertando-me mais contra si.
— Especialmente quando você fala “Erling”…
Senti o rosto esquentar. Ele riu baixo e me beijou novamente, mais calmo agora.
A noite estava longe de acabar.
E, pela primeira vez desde o apito final, eu não estava mais pensando no futebol.