lilywessex:
“Obrigada!” - Sorriu em agradecimento para ele, enquanto deixava seus pensamentos levarem-na em outras direções, pensou sobre a cavalgada que tivera naquela manhã, e precisava concordar, para alguém que fazia muito tempo que não cavalgava ela não tinha feito um trabalho ruim, poderia ser melhor se não tivesse caído, mas não era perfeita e acidentes aconteciam, certo? Voltou a realidade quando sentiu que as mãos dele em seu tornozelo novamente, espalhando o creme muscular. Por alguns segundos sentiu a área machucada esquentar e o cheiro de menta encher o local. Conhecia aquele creme, lhe trazia recordações de sua infância. Fez uma careta quando ele falou sobre quebrar e torcer ossos. “Sinto muito.” - Respondeu pois não sabia mais o que poderia dizer naquela situação. “Presumo que não deva ter sido nada agradável.” - Completou com o óbvio novamente e então riu logo em seguida, mas se arrependeu pois aquilo fez com que mexesse sua perna e seu tornozelo acabasse doendo. “Nada demais, uma pequena enxaqueca. Mas passou rápido. Eu soube parar quando notei que estava chegando ao meu limite. O problema é que bebi drinks que não estava acostumada.” - Confessou em um tom quase envergonhado. “Eu imagino que deva colocar o trabalho em primeiro lugar, estou certa?” - Ela sorriu de forma cúmplices, entendia o que era aquilo, quando trabalhava no palácio, antes da seleção, Lily costumava agir da mesma forma, e em seu ponto de vista, aquilo dizia muito sobre Gabriel. “Fico feliz que Lhoris tenha alguém como você como guarda pessoal.” - Completou de forma honesta. “Mas creio que entendo o lado dele também, ele deve gostar muito de você e quer vê-lo feliz.” - Não queria parecer o tipo de pessoa que sai fazendo mil e uma perguntas a ele sobre Lhoris mas não pode evitar. “Vocês se conhecem a muito tempo?”
Não se preocupe, é normal, os treinamentos militares não são fáceis, nem devem ser, afinal estamos a ser treinados para momentos de grande tensão, quer psicológica, como física também e é bom sentirmos algumas das dores que poderíamos vir a sentir numa escala bem maior durante uma guerra, ou um ataque. - Gabriel sorriu perante a genuinidade da jovem e a sinceridade da mesma no “sinto muito” que havia falado. - Pelo menos isso! Uma ressaca nunca é bem vinda. - O guarda fez uma careta relembrando-se dos momentos em que já havia tido uma ressaca. - Sim, sempre... aliás, coloquei tanto em primeiro lugar que não via a minha família há mais de 4 anos e só os revi durante o Natal. - O pequeno sorriso que surgira no rosto do guarda demonstrava uma mistura de sentimentos, felicidade por ter visitado os seus familiares, mas também culpa por ter demorado algum tempo para voltar a fazê-lo. - Obrigado, fale isso para ele também, pode ser que ele me aumente o ordenado. - Brincou com ela dando uma risada em seguida, a realidade é que ele ganhava bem para a posição que tinha e aquilo não era nada mais que uma brincadeira que sempre fazia com Lhoris. - Sim, ele tornou-se como um irmão para mim, só tenho duas irmãs e elas são gêmeas, então é bom ter o Lhoris na minha vida, não o vejo tanto como um Príncipe, é como se fosse parte da minha família. - Assim que terminou a massagem, colocou uma ligadura no pé, para estabilizar o tornozelo e quanto terminou, voltou a sua atenção para a selecionada. - Sim... mal terminei os treinamentos militares, fui destacado para África, estive por lá 2 anos e em seguida fui para Port Ible e conheci o Lhoris e a restante família, já o conheço há mais de 6 anos. - Em seguida se sentou numa cadeira e cruzou os braços, mantendo a conversa com a outra. - Você gosta dele? E não o gostar de simplesmente achar graça e dele ser bonito e tudo mais... você já chegou a se apaixonar por ele?














