Sabe quando você quer escrever sobre algo e então você sabe o que quer falar mas não tem a mínima de como começar? Pois é, é assim que começo esse aqui! Tem tanta coisa e tantas pessoas para as quais eu gostaria de escrever, coisas que gostaria de falar mas eu optei por falar sobre mim mesma, um texto pra mim, pra eu ler daqui um tempo e pensar: poxa eu passei por uma fase dessa, uma fase não muito boa, mas olha só, passou e eu superei!
O ano de 2015 foi o ano que o universo resolveu testar minhas forças e minhas capacidades, engraçado, eu lembro de reclamar disso o tempo todo! Eu fui testada, um deslize aqui ou outro ali, de modo geral eu acho que passei, aquele passei na média, não passei com 10 nem com 5 mas uns 7 ou 8 talvez, quem vai dizer? Eu tinha uma vida corrida, mega mega corrida, eu só estava em casa pra dormir, da 00:00 as 7:00 (quando não estava em prova, que ai dormir era luxo), eu não tinha tempo pra nada durante a semana, NADA, meu tempo era ocupado, de trabalho, faculdade, pessoas e várias obrigações. Meus finais de semanas eu descansava, (quando dava) e saia, eu realmente sai muito, 2015 foi o ano de conhecer de verdade a noite de São Paulo, eu conheci n’s baladas, festas, pessoas, ruas, estilos, tudo. Era tudo uma novidade pra mim. Eu nasci e passei a minha vida inteira em São Paulo, e eu AMO de paixão essa cidade cheia de problemas, essa selva de pedra de gente que vive correndo, mas também de gente bacana, companheira que se ajuda, apesar de agora morar mais no interior, estou ansiosa para me mudar para o centro. As pessoas costumam dizer que gente que frequentam baladas são vazias, mas eu estava inteira, inteiramente feliz comigo, e com as amizades que me cercavam, eram minhas amigas de anos, que continuam sendo, e ainda vejo isso como uma diversão, um jeito de se expressar e de ser feliz, e agora em 2016 eu sinto falta disso, porque cara, essas noites me fizeram muito muito feliz, e eu não vejo como isso pode ser errado.
Estou me prologando demais? Provavelmente sim!
O mais engraçado é que conheci uma pessoa nesse período de insanidades dos vinte e poucos anos, e não foi nas noites por São Paulo nem na faculdade, foi no conforto do meu sofá, calma aí, não pense bobagem, o amor veio até mim numa rede social em forma de amizade! Se você ta lendo isso, já achou que eu tava pegando o filho do amigo do meu pai que frequentava minha casa, ou o vizinho… Errou! Eu conheci um cara incrível, ele era todo perdido, torto, confuso, mas era incrível, nas férias de julho, quando eu não estava em alguma festa por aí, estávamos juntos conversando virando a noite, rindo feito loucos, fazendo piada da vida, da nossa vida toda zuada. Conversa vai e conversa vem, dias vai e dias vem, acabou as férias e tudo que eu pensava era: já era essa amizade, quer dizer eu vivo ocupada eu não posso mais ficar o tempo todo no celular. Bom, a amizade ficou cada dia mais forte, essa pessoa me ajudou a passar por muitos momentos difíceis e isso fez eu aprecia-lo muito, até nos apaixonarmos e tudo mais, a história segue e segue e ela não tem final feliz bonitinho que você espera, nem que eu esperava. Então acabou, ponto final, the end, game over, tragicamente, com o coração lascado, com muitas lágrimas e frustrações, acabou da pior forma possível! Não há ódio, nem rancor, pra mim agora só há o vazio e lembranças legais, outras nem tantas e talvez um pouco de arrependimento.
Hoje, em 2016 eu lembro da minha rotina de 2015, quando eu chorava de cansaço e esgotamento, quando eu ficava doente de nervosismo, de pressão em cima de mim o tempo todo, cobranças, de mal dormir… E sabe, eu tenho saudades dessa loucura se comparar com a calmaria em excesso que estou vivendo agora.
Eu ponho a cabeça no travesseiro às vezes e fico pensando quantas coisas podiam ser diferentes se eu tivesse tomado outro rumo lá em dezembro de 2015, quando todas as decisões foram tomadas, pedidos negados, pedidos aceitos, desistências e enfrentamentos.
Penso em quanto tempo perdi com pessoas, quando devia ter usado esse tempo pra mim, quanto tempo eu perdi com um celular na mão vivendo de sonhos e deixando de ir em buscas dos meus próprios sonhos pessoais. Há pessoas que nos fazem bem sim, por um tempo, e depois? Qual é o custo desse bem? Eu me entreguei ao amor, eu me entreguei pra uma única pessoa e eu? O que eu fiz por mim mesma nesse tempo? E meus planos pra mim que deixei de fazer? Eu, eu mesma fiz isso comigo e sou a única responsável por isso, não culpo ninguém alem de mim e essa cega fé em humanos, em acreditar no amor, e nas pessoas.
Então obrigada a todos que arrancaram um pedacinho de mim e me magoaram, vocês me fizeram melhor, me ajudaram a crescer a ser mais forte e a colocar meu coração no lugar certo, ou seja, em mim mesma. Eu não desisti das pessoas e do amor por causa de vocês, muito pelo contrário, me fizeram acreditar mais ainda que existe sim gente que te consome, te suga, que te machuca, mas que existe pessoas de corações nobres, de atitudes bacanas, pessoas gentis, verdadeiras que espalham o bem, vocês me ensinaram a valorizar mais ainda essas pessoas e reconhecer que eu tenho várias delas comigo. Então obrigada por me machucarem e me magoarem, vocês são um capítulo que compõem o livro da minha vida, mas vocês não definem quem eu sou.
Então depois de concluir a faculdade, pedir demissão, mudar de cidade…2016 tem sido meio calmo e vazio pra mim, acho que dormi de janeiro até aqui, mas adivinhem!? A gente acorda, eu acordei, sempre sempre acordo, pode demorar, dias, meses, mas eu chego lá. E agora sou eu por mim mesma, quero realizar meus sonhos, quero amar, viver, conhecer várias pessoas e lugares, viajar, e viver e viver muito. Porque ninguém, ninguém vai fazer isso por mim, é algo que eu devo fazer, sem me privar de nada.
Eu costumo dizer que eu tenho o coração certo, quer dizer nele cabe todo mundo, e quando o ponho em algo, quando ponho meu coração e minha fé em alguma coisa essa sou eu pulando de cabeça e eu dou tudo mim e me esforço muito, mas as vezes eu tomo a decisão errada, eu me coloco e o coloco em lugares errados. Mas essa sou eu ainda aprendendo o caminho e os buracos da estrada, a lidar com tempestades e arco-íris. Ps: se você leu esse textão inteiro, você me conhece bastante, espero que não tenha sido em vão.
Ps 2: se leu tudo, vem na ask me abraçar, porque não sei se eu teria lido!