Houve um tempo em que eu achava que precisava de um destino para continuar. Precisava de um lugar que me chamasse de lar, de alguém que dissesse que eu pertencia ali. Passei tanto tempo procurando respostas nas pessoas que me esqueci de perguntar ao meu próprio coração o que ele precisava.
Então veio o silêncio.
No começo, ele assustou. Parecia que eu estava em lugar nenhum, cercado por ninguém. Mas, aos poucos, descobri que o vazio não era um castigo. Era um espaço onde eu podia finalmente ouvir quem eu era, sem o peso das expectativas, sem o medo de decepcionar, sem correr atrás de quem já havia decidido partir.
Percebi que algumas histórias não terminam porque deram errado. Elas terminam porque cumpriram o que precisavam cumprir. E tudo bem. O amor que foi verdadeiro não desaparece ele apenas muda de forma. Vira lembrança, aprendizado, força.
Hoje, se alguém me perguntar onde estou, talvez eu não saiba responder com um endereço. Mas sei dizer que estou em paz. E, se perguntarem quem ficou ao meu lado, responderei que encontrei a única companhia que nunca deveria ter perdido: a minha.
Talvez eu ainda não tenha todas as respostas. Talvez o caminho continue incerto. Mas já não tenho medo de caminhar. Porque aprendi que, mesmo quando parece não existir lugar nenhum e ninguém, ainda existe um coração batendo dentro de mim, lembrando que sempre haverá um novo amanhecer para quem escolhe continuar.








