“Minha avó dizia: para ser feliz, a gente não precisa sair do lugar, a gente tem que ser o lugar.”
— Fabrício Carpinejar.
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“Minha avó dizia: para ser feliz, a gente não precisa sair do lugar, a gente tem que ser o lugar.”
— Fabrício Carpinejar.
““Fique forte.” É o que todos diziam. Como se fosse fácil, acordar todos os dias sorrindo, sendo que eu estaria sozinho pelo resto do dia, talvez, da vida.”
— Relatos de um Apaixonado.
“Passei a acreditar em signos. Eu pedi para uma moça ler a minha mão, implorei para que alguma estrela cadente atendesse ao meu pedido. Eu tinha recorrido a São Longuinho e prometi os três pulinhos. Buscando nos astros, nas estrelas, em superstição, qualquer coisa que pudesse me fazer acreditar que ficaríamos juntos.”
— Bianca Menezes.
“Uma vez minha vó me disse que homem é igual a biscoito: vem um, vêm 18. Eu devia ter uns 15 anos e achei graça. Mas só hoje, 14 anos depois, do alto da minha solteirice, eu compreendi tudo sobre essa teoria. E vi que vovó tinha razão. Funciona assim: quando a gente tá carente, sozinha, solteira, e sai ligando pra todos os paqueras, ex-namorados, rolos e afins, ninguém te quer, não é? Pois é. Essa é a primeira fase: tocos em profusão. Na segunda fase, a gente resolve que não precisa de homem nenhum pra ficar bem, e aí aparece um só pra contradizer nossa certeza de auto-suficiência. Vem todo carinhoso, romântico, paparicante… A gente baixa a guarda, começa a sair com o cara, percebe que ele é interessante, resolve ver no que dá. Vai saindo, conhecendo, ficando… E aí o que acontece? Entra na fase 3: a Teoria do Biscoito. Chega um momento em que tu sente que a historinha tá evoluindo pra um possível compromisso, que está gostando daquele carinha, mesmo que ele não seja o príncipe encantado que sempre habitou seu imaginário de mulherzinha. Só que aí, neste exato momento, TODOS os outros que te dispensaram antes começam a te ligar. Parece que eles farejam no ar, que combinam entre si. Acho que a gente deve exalar algum cheiro diferente que, interpretado pelo cérebro masculino, diz “eu encontrei alguém, não estou disponível”. Imediatamente, você se torna o objeto de cobiça de todos eles. Talvez justamente por estar radiante, feliz e não-disponível. Aí rola aquela sequência inacreditável de acontecimentos fantásticos. Você tá na vernissage com seu novo pretendente e aquele gatinho que você beijou a dois meses e nunca mais deu notícias começa a te ligar. Você vai pra boate sozinha (no dia que seu gatinho resolve ficar em casa descansando) e encontra aquele clone do Rodrigo Santoro, que namorava sua colega de serviço na década passada e ele te olha, te acha linda e quer ficar com você. E aquele outro, que era seu sonho de consumo como namorado perfeito, partidão, mas que sempre te esnobou, começa a te ligar quase diariamente: chama pro cinema, chama pro showzinho, liga para perguntar o que tu tá fazendo, pra te falar do disco novo que comprou, liga só pra ouvir a tua voz…tem gente que acha isso o paraíso. Mas na boa, eu acho que só serve pra atrapalhar. Porque, como mulherzinha do bem que sou, eu só quero essa penca de homens me ligando quando tô na guerra, que é pra poder escolher. Mas depois que eu resolvo sossegar com um, não quero que ninguém fique me ligando pra semear a discórdia e a dúvida na minha mente. Mas o babado é resistir às tentações. De repente, com tantos homens fantásticos te ligando, tu começa a olhar pro seu pretendente atual e a achar que ele não é tão bonito quanto o fulano, nem tão alto e gostoso como o beltrano, nem carinhoso e bem-humorado como o cicrano. Você questiona se não está com ele por pura carência, porque ele apareceu num momento de falta de opções no mercado. E essa é a grande cilada. Muitas não resistem. Dispensam o gatinho atual e tentam administrar todos os outros. Eu já fiz isso. Aí a Teoria do Biscoito entra na fase final: a de que quem come o pacote inteiro tem indigestão. Fica sem ninguém. Todos somem e você fica sozinha, se perguntando como foi que deixou escapar aquele carinha tão legal com quem estava saindo, só por capricho. Eu não sei se funciona assim para todas as pessoas. Mas eu decidi que agora vou dizer um sonoro “não, obrigada” para toda a fila de negrescos com super-cobertura, e ficar sim com aquele que não é negresco, mas é bono de chocolate. Que não é brastemp super-ultra-mega-estrelinha-plus, mas é consul-slim e se encaixa direitinho na minha casa. Que não é o príncipe encantado, lindo, maravilhoso, perfeito, em cima do cavalo branco, mas que é um cara real, de carne e osso, que está do meu lado e quer ficar comigo. Quem me diverte e me agrada e gosta das mesmas músicas que eu, e gosta de dançar música trash dos anos 80, que me apresenta pros amigos sem nenhuma cerimônia, que fica bolando pequenas surpresas pra me fazer e que é, sim, muito lindinho à sua maneira. Simples assim. Se não der certo, não deu. Faz parte da vida. Mas eu não preciso comer o pacote inteiro de negresco pra saber que um bono de chocolate me satisfaz.”
— Martha Medeiros.
“Vai ficar por quanto tempo? Preparo um café ou preparo a minha vida?”
— Desconheço
“Olha, não é por nada, mas quando eu precisei de você e dessa substância entorpecente que você chamava de amor, tu sumiu, se afastou e não me procurou mais. Achei que o mundo fosse acabar porque eu não ia mais sustentar o meu vício. Me enganei. Sua droga era boa, mas também era fraquinha demais.”
— I don’t care… Not more.
“Alô, é do resgate? Houve uma guerra de palavras, meu coração está ferido. Me procure no meio dos destroços, fui atingido pela decepção.”
— Meu nome é saudade.
“Era isso que eu estava tentando te mostrar o tempo todo. Eu te queria, te quero, não sei muito bem a ordem. Mas o fato é que eu estou completamente na sua, não posso ser mais direta do que isso. Então não seja mais um idiota, que chega encanta, conquista e parte. Fique! E construa algo comigo. Faça valer a pena essa escolha, porque eu estou depositando agora, todas as minhas fichas em você. Eu nunca ganhei em nada, mas dessa vez, eu quero! Quero muito vencer.”
— Nanda Marques
“Sabe quando você sabe que vai chover bastante mas mesmo assim decide sair pra caminhar vestindo uma regata como se o dia estivesse ensolarado? Com ele foi assim, eu sabia que ele poderia ser encreca, mas me apaixonei por suas nuvens pretas e esqueci que nuvens carregadas é sinal de fortes pancadas de chuva. Caminhei desprotegida nessa história, sem notar que ja estava ventando forte e quando começou a chover eu já estava bem longe de casa. Levei pancadas de mentiras e um banho de realidade. Me dei conta que estava sozinha e completamente encharcada de ilusão.”
— Vomitei borboletas mortas.
me conte como você tem feito pra não pensar mais em mim, quero usar esse mesmo método pra não pensar mais em você.
Pra uns SEXTOU, pra MIM DEITOU
vai dizer, que você não tem curiosidade em saber o que seria eu e você se não fosse aquele dia em que decidimos deixar de ser eu e você.
as vezes pensam que estou de mau humor ou até mesmo que é tpm mas só eu sei que meu desgosto é falta de você.
Ilusões de Esther.
“2 segundos. 2 míseros segundos é o tempo suficiente pro nosso canal auditivo receber a palavra mais complexa da história: Acabou. E a gente se dói por tudo que se foi e por todos os sentimentos que um dia já fizeram sentido. E já não fazem. Sabe por quê? Porque a gente faz do fim o vilão da historia. O monstro que cria um milhão de pensamentos e faz a gente se afogar em um mar de lágrimas. O malvado que destrói tudo e deixa danos irreparáveis. O assassino, ladrão, que mata e rouba nossos sonhos, planos, promessas. Essa é a nossa concepção, é assim que a gente pensa. E é por isso que a gente sempre sofre. E se o acabou for mais libertador que tudo isso? Acabou? Sim. Acabou o medo. Acabou a insegurança. Acabou o estresse. Acabou o nervoso. Acabou a cobrança. Acabou o que te priva. Acabou o que impede. ACABOU! Igual a música preferida que você coloca no repeat dez mil vezes porque uma hora ela também chega ao fim. E você não gosta menos dela por isso. O filme que você dá play e duas horas depois se depara com o fundo preto exibindo os créditos, porque ele também terminou. E ele não deixa de ser o seu preferido. Todo começo tem um fim. É regra básica. É física. É química. É reação. É a lei da natureza humana. A gente não pode se lamentar por isso. Tudo termina só pra gente continuar. Enxergar o lado bom das coisas é tão fundamental quanto colocá-lo em prática. Acabou? Mesmo? Pra valer? Começa outra coisa. O tempo é a nossa maior dádiva e o medo é o nosso maior bloqueio. Não vale a pena se prender a um ponto final enquanto a vida clama por reticências…”
— Pedro Pinheiro.
“O amor é gratuito. Então distribua aos montes.”
— Carlos Eduardo Saltzman.
“Estranhamente, estava deprimido demais para derramar lágrimas.”
— O Teorema Katherine.