Você não ouviu os rumores? GLIMMER da família EWING está em Crystal Cove para cumprir seu destino, em seu SEGUNDO ano na Mystery Academy e está no MÓDULO LEWIS. GLIMMER tem VINTE E QUATRO e se parece muito com MELISA DONGEL. Eu também ouvi falar que a EWING pode ser bastante DETERMINADA E SEDUTORA, mas também ARROGANTE E MANIPULADORA, de qualquer forma só o tempo vai dizer, boa sorte GLIM, que a coragem dos heróis de Crystal Cove estejam com vocês.
"Nasceram quando não se esperava." Era assim que sua mãe tivera dito em algum momento de sua infância, Glimmer foi a filha mais velha, mesmo que por alguns minutos de diferença, de Clover Ewing, e bem, seu pai, ele não era verdadeiramente seu pai, mas tivera sido ele a versão que sempre conhecera, não que estivesse reclamando, afinal, era muito bom ter alguém para realizar todas as suas vontades desde muito cedo... o que era o que sempre acontecia quando se tratava de Glimmer Ewing, uma personalidade forte se instalava em um corpo tão pequeno, moldada pelas características maternas, com uma pitada... ainda mais afiada e inconvenientemente apimentada.
Glimmer apesar de olhos azuis convidativos e um cabelo loiro volumoso, não era o anjo que aparentava, muito pelo contrário, existia algo dentro de si que não lhe dava tanto prazer quando realizava boas ações, tudo era tão cansativo e uma imensa perda de tempo, mas em uma família dourada, sendo uma suposta filha dourada, a mesma deveria se portar como tal, mesmo que seus olhos se revirassem com certa frequência. Clover tivera problemas no início de sua adolescência quando sua querida filha fugiu de uma das aulas no colégio para comprar roupas, ou quando tivera acendido um cigarro em plena sala de aula para saber como era o sabor, quiçá quando fora vista em um encontro com alguém inapropriado... Melhorando brevemente, por óbvios motivos de: Glimmer era boa demais para aquele tipo de afronta, ela já tinha seu ciclo de amizades restrito, e maldoso o suficiente para com aqueles a quem julgava inapropriados... Pelo menos era assim que pensava, até que seus planos foram abaixo em uma noite de lua cheia.
Glimmer não sabe ao certo como aconteceu a primeira transformação, mas se recordava do sentimento de pavor ao ter sua pele rasgada, dando espaço aos pelos grossos e escuros em seus braços, assim como garras imensas no lugar de suas unhas, que antes sempre estiveram bem pintadas, porém, outra coisa ela poderia afirmar, e esse era o motivo que mais lhe assustava, ela gostou de ter sua verdadeira pele exposta, sentia-se bem com aquela outra face, vivenciou a liberdade e tinha certeza que depois daquela noite seria obrigada a se esconder novamente, para o bem de todos. Algo, que ninguém nunca descobrirá e que Glimmer fez questão de esconder, da quantidade mínima de pessoas que já sabiam, é que naquela mesma noite, de sua primeira transformação, ela fez o impensável, o sangue e a carne humana pareceram demasiadamente convidativas quando suas papilas gustativas encontraram aquele sabor... e o pior era que aquilo era viciante, Glimmer tivera matado um humano, tal qual sua metade, e ela também tinha gostado daquilo.
Não foi preciso dizer que a vida mudou completamente após a primeira transformação, seu bracelete fora dado por sua mãe na esperança de que conseguisse esconder a fera dentro de si, mesmo que a lua cheia ainda continuasse sendo seu maior problema, pior ainda quando necessitava esconder tudo aquilo daqueles que sempre conviveu, Glimmer também tentava fortemente disfarçar, negando-se a sair nas noites de lua cheia, mudando de assunto com frequência sobre o motivo de nunca tirar aquele bracelete 'cafona', afinal, ela era uma estrela fashion, tal qual sua genitora e, principalmente, fingindo odiar sua própria espécie, afinal ela já não era mais uma humana, aquela parte dentro de si estava morta, apesar do seu exterior continuar impecavelmente maquiado.
Por ser meio humana e meio lobisomem, Glimmer não possuí amuletos que funcionem, então, para evitar comentários alheios sobre quem ela verdadeiramente é, já que ninguém conhece sua forma mais obscura, afirma que seu amuleto apenas ainda não mostrou qualquer habilidade mágica, mudando de assunto em seguida. Para conter sua forma animalesca, a mulher sempre usa seu bracelete afim de neutralização, isto é, quando não há lua cheia e seus olhos não encontram com o brilho da lua, e a mesma quando questionada relata ser uma herança de família e das gêmeas.


















