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ray
LOOK ALIVE, SUNSHINE.
The True Lives of the Fabulous Killjoys · Na Na Na (Na Na Na Na Na Na Na Na Na)
Uma Vigília, Sobre Pássaros e Vidro - por Gerard Way
25 de Março de 2013
Acordei esta manhã ainda sonhando, ou ainda não totalmente consciente de mim mesmo. O sol entrou pelas janelas, tocando meu rosto, e então uma profunda tristeza tomou conta de mim, imediatamente, trazendo-me à vida e percebendo - My Chemical Romance havia terminado.
Desci as escadas para fazer a única coisa que consegui pensar para recuperar a compostura-
Eu fiz café.
Assim que começou a pingar, naquele silêncio que só acontece de manhã, e sendo o único acordado, saí de casa, deixando a porta aberta atrás de mim. Olhei em volta e comecei a respirar. As coisas pareciam estar na mesma - um lindo dia.
Quando me virei para entrar na casa, ouvi um som vindo de dentro, um piar e um farfalhar. E notei que um pequeno pássaro marrom voou para a biblioteca. Naturalmente, entrei em pânico. Eu sabia que tinha que ver o pássaro em segurança e sabia que tinha que manter a ordem das coisas em nossa casa, e ele muito bem não poderia residir conosco. Eu o persegui (ainda assumindo que ele era ele) até meu escritório, onde tenho essas janelas muito grandes.
Só então, e felizmente, ouvi os passos de Lindsey descendo as escadas e, naturalmente sendo como ela é, ela pegou um cobertor e entrou no escritório. Era impossível pegá-lo, comecei a abrir as janelas, seguindo a direção de Lindsey, apenas para descobrir que estavam protegidas. O pássaro começou a voar para dentro do vidro, repetidamente e em todas as direções.
Smack.
Smack.
Smack!
Ouvi outro conjunto de passos, de Bandit, descendo as escadas em antecipação ao novo dia. Sua entrada na situação causou a quantidade certa de caos (ela estava muito animada para conhecer o pássaro) e nos vimos perseguindo o pássaro até a sala de estar. Sabendo que aqui poderia ficar pegajoso, sendo os tetos altos e as vigas para se levantar, abri a porta da frente enquanto Lindsey fazia o possível para encorajar nosso novo amigo a sair pela porta. Depois de alguma persuasão, vôo, canto, uma volta errada para a biblioteca e um breve adeus a Bandit, ele simplesmente pulou pela porta da frente - decolando no quinto salto.
Nós comemoramos.
Eu não estava mais triste.
Eu não percebi, mas deixei de ficar triste no minuto em que aquele pássaro entrou na minha vida, porque havia algo que precisava ser feito, um pequeno recipiente para ajudar e uma ordem para manter. Eu fechei a porta. Resolvi escrever a carta que sempre soube que escreveria.
Muitas vezes, é da minha natureza ser abstrato, escondido à vista de todos, ou em lugar nenhum. Sempre senti que a arte que fiz (sozinho ou com amigos) contém toda a minha intenção quando executada corretamente, e portanto, nenhuma explicação é necessária. Simplesmente não é da minha natureza desculpar, explicar ou justificar qualquer ação que tomei como resultado de pensar com a mente clara, e na minha verdade.
Sempre senti que essa situação envolvendo o fim dessa banda seria diferente, caso acontecesse. Eu seria enigmático em sua existência, e aberto em sua morte.
As ações mais claras vêm da verdade, não da obrigação. E a verdade é que amo cada um de vocês.
Então, se isso o encontra bem, e lança alguma luz sobre qualquer coisa, ou sobre meu relato e sentimentos pessoais sobre o assunto, então é por amor mútuo e compartilhado, não por dever.
Amor.
Essa sempre foi minha intenção.
My Chemical Romance: 2001-2013
Nós fomos espetaculares.
A cada show eu sabia disso, a cada show eu sentia isso com ou sem confirmação externa.
Tinha alguns carros velhos, às vezes nosso equipamento de segunda mão quebrou, às vezes eu não tinha voz - mas ainda éramos ótimos. É essa crença que nos tornou quem somos, mas também muitas outras coisas, todas elas vitais.
E todas as coisas que nos tornaram bons eram as mesmas coisas que acabariam com nós-
Ficção. Atrito. Criação. Destruição. Oposição. Agressão. Ambição. Coração. Ódio. Coragem. Despeito. Beleza. Desespero. AMOR. Temor. Glamour. Fraqueza. Esperança.
Fatalidade.
Esse último é muito importante. My Chemical Romance tinha, construído dentro de seu núcleo, um sistema de segurança. Um dispositivo apocalíptico, caso certos eventos ocorram ou deixem de ocorrer, detonaria. Compartilhei o conhecimento dessa “falha” semanas após seu início.
Pessoalmente, eu o abracei porque, novamente, nos tornou perfeitos, uma máquina perfeita, bonita, mas autoconsciente de seu sistema. Sob diretiva para encerrar antes que seja comprometido. Para proteger a ideia - a todo custo. Isso provavelmente soa como algo arrancado das páginas de uma história em quadrinhos de quatro cores, e esse é o ponto.
Sem compromisso. Sem rendição. Sem porra nenhuma.
Para mim isso é rock & roll. E eu acredito no rock & roll.
Não fiquei envergonhado à pessoa pra quem eu disse isso, nem da imprensa, nem de um fã, nem de um parente. Está nas letras, está na brincadeira. Muitas vezes observei os jornalistas rirem ao mencioná-lo, assumindo que eu estava sendo sensacionalista ou melodramático (em sua defesa, eu provavelmente estava vestido como um líder de banda marcial apocalíptico com uma bata de hospital rasgada e um rosto coberto de pintura expressionista, então é justo).
Ainda não tenho certeza se o mecanismo funcionou corretamente, porque não foi um estrondo, mas um processo muito mais lento. Mas ainda o mesmo resultado, e ainda pela mesma razão-
Quando chega a hora, paramos.
É importante entender que para nós, a opinião sobre se é ou não de fato o tempo não é transmitida pela audiência. Novamente, isso é para proteger a ideia em benefício do público. Muitas bandas esperaram pela confirmação externa de que é hora de encerrar, por meio de vendas de ingressos, posicionamento nas paradas, vaias e garrafas de urina - que não tem influência para nós e muitas vezes é tarde demais quando chega.
Você deve saber disso em seu ser, se ouvir a verdade dentro de você. E a voz interior tornou-se mais alta que a música.
<Neste ponto, faço uma pausa para receber a visita de velhos amigos, todos os quais foram fundamentais de alguma forma para o início da banda. Falamos sobre os velhos tempos, falamos sobre música, falamos sobre coisas novas. Rimos e bebemos refrigerante diet. Nos despedimos, eu vou para a cama, para retomar minha carta pela manhã, que é->
Agora-
Há muitas razões pelas quais o My Chemical Romance terminou. O gatilho não é importante, como sempre foram os mensageiros - mas a mensagem, novamente, é o que importa. Mas para reiterar, este é o meu relato, minhas razões e meus sentimentos. E posso garantir que não houve divórcio, discussão, falha, acidente, vilão ou facada nas costas que causou isso, novamente, isso não foi culpa de ninguém e estava em andamento, quer soubéssemos ou não, muito antes de qualquer sensacionalismo, escândalo ou boato.
Não havia nem mesmo uma chama de glória em uma saraivada de balas…
Estou nos bastidores em Asbury Park, Nova Jersey. É sábado, 19 de maio de 2012, e estou andando atrás de uma enorme cortina preta que leva ao palco. Sinto a brisa do oceano me envolver e olho para os meus braços, que estão cobertos de gaze fresca devido a uma batalha perdida com uma brotoeja, que tinha sido um problema misterioso nos últimos meses. Eu normalmente não fico nervoso antes de um show, mas certamente fico com frio na barriga na maior parte do tempo. Isso é diferente - uma estranha ansiedade jorrando através de mim que só posso imaginar ser o sexto sentido que alguém sente antes de seus últimos momentos de vida. Minhas pupilas reduziram e eu parei de piscar. A temperatura do meu corpo está gelada.
Recebemos a deixa para subir ao palco.
O show é... Bom. Não é ótimo, não é ruim, apenas bom. A primeira coisa que noto e me surpreende não é a quantidade enorme de pessoas à nossa frente, mas à minha esquerda - a costa e a vastidão do oceano. Muito mais azul do que eu me lembrava quando menino. O céu é tão vibrante. Eu performo, semi-automaticamente, e algo está errado.
Eu estou atuando. Eu nunca atuo no palco, mesmo quando parece que estou, mesmo quando estou exagerando ou fazendo um solilóquio. De repente, tornei-me altamente autoconsciente, quase como se acordasse de um sonho. Comecei a me mover mais rápido, mais frenético, imprudente - tentando me livrar disso - mas tudo o que começou a criar foi o silêncio. Os amplificadores, os aplausos, tudo começou a desaparecer.
Tudo o que restava era a voz interior, e eu podia ouvi-la claramente. Não precisava gritar - sussurrou e me disse breve, clara e gentilmente - o que tinha a dizer.
O que ela disse fica entre eu e a voz.
Eu ignorei isso, e os meses seguintes foram cheios de sofrimento para mim - eu me esvaziei, parei de ouvir música, nunca peguei um lápis, comecei a cair em velhos hábitos. Toda a vibração que eu costumava ver tornou-se dessaturada. Perdido. Eu costumava ver arte ou magia em tudo, especialmente no mundano - a habilidade estava enterrada sob os destroços.
Lentamente, depois de ter causado dano suficiente a mim mesmo, comecei a escalar para fora do buraco. Limpar. Quando consegui sair, a única coisa que restava lá dentro era a voz e, pela segunda vez na minha vida, não a ignorei mais - porque era minha.
Há muitos papéis para todos nós desempenharmos neste final. Podemos ser benfeitores, mal-intencionados, simpatizantes, caluniadores, comediantes, nuvens de chuva, vítimas-
Esse último, novamente, é importante. Nunca me considerei uma vítima, nem meus camaradas, nem os fãs - especialmente os fãs. Para nós, adotar esse papel agora legitimaria tudo o que os tabloides tentaram nos nomear. Mais importante, perde completamente o objetivo da banda. E então o que aprendemos?
Com honra, integridade, compostura e nos termos de ninguém além dos nossos próprios- a porta se fecha.
E outra se abre-
Esta manhã acordei cedo. Rapidamente escovei os dentes, vesti uma calça jeans larga e entrei no carro. Acelerei suavemente pela 405 pela da névoa da manhã até um estacionamento aleatório em Palo Verde, onde encontraria um bom cavalheiro chamado Norm. Ele era mais velho e se auto proclamava um “hippie”, mas também tinha a energia de um garoto de dezesseis anos em uma banda de rock de garagem. O objetivo da reunião era a entrega de um amplificador em minha posse. Eu tinha comprado recentemente o amplificador dele e nós dois concordamos que o frete iria atrapalhar os tubos - então ele teve a gentileza de me encontrar no meio.
Um Fender Princeton Amp de 1965, sem reverb. Um belo dispositivinho.
Ele me mostrou os pontos mais delicados, o alto-falante, o plugue não aterrado, a etiqueta original e a marca de giz do homem ou mulher que o construiu-
“Este amplificador fala.” ele disse.
Eu sorri.
Tomamos café, conversamos sobre picapes douradas e a vida. Sentamos no carro e tocamos uma para o outro músicas que tínhamos escrito. Nós nos separamos, prometendo manter contato, e eu voltei para casa.
Quando quis dar início à My Chemical Romance, comecei sentando no porão dos meus pais, pegando um instrumento que eu há tempos tinha abandonado e trocado por um pincel - uma guitarra. Era a Fender Mexican Stratocaster dos anos noventa, azul como um lago sereno, mas que em minha juventude decidi que estava limpa e bonita demais então eu a descasquei, expondo a tinta vermelha por debaixo da azul - a cor que a guitarra deveria ter. Adicionei um pedaço de fita isolante no golpeador da guitarra, parecia aceitável. Eu a conectei num amplificador Baby Crate com uma distorção embutida e comecei os primeiros acordes de Skylines and Turnstiles.
Eu ainda tenho aquela guitarra, e ela está perto do Princeton.
Ele tem uma voz e eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.
Nesse fechamento, eu gostaria de agradecer a cada fã. Eu aprendi com vocês, talvez mais do que vocês acham que aprenderam comigo. Meu único arrependimento é que eu sou terrível com nomes e péssimo com despedidas. Mas eu nunca esquecerei um rosto, ou um sentimento- e é isso o que me resta de todos vocês. Eu sinto Amor.
Eu sinto amor por vocês, pela equipe, pelo nosso time, por cada ser humano com quem eu compartilhei a banda e o palco-
Ray. Mikey. Frank. Matt. Bob. James. Todd. Cortez. Tucker. Pete. Michael. Jarrod.
Uma vez que sou péssimo com despedidas, me recuso a permitir que isso seja uma. Mas eu os deixarei com uma última coisa-
My Chemical Romance acabou. Mas nunca poderá morrer.
Está viva em mim, nos rapazes, e está viva dentro de todos vocês.
Porque não é uma banda-
É uma ideia.
Com amor,
Gerard
---
Texto original
Tradução por Ghostie e Jaq
a quem possa interessar… - por Frank Iero
30.03.2013
saudações amigues e conhecides, curioses e fofoqueires, inimigos e indiferentes, crentes e falsos,
precisei tirar um tempo pra mim nessa última semana. senti que um momento de silêncio (ou vários) fez-se merecido e necessário. minha intenção foi deixar a poeira baixar, (not form), a respeito do anuncio recente da mychem. uma grande parte da minha vida (jeez, quase metade da minha vida) foi devotada à banda e tudo o que veio com ela, e eu senti que uma semana de reflexão era o mínimo que eu podia fazer para honrar a ela e tudo o que a engloba.
eu escrevi, apaguei e reescrevi essa carta tantas vezes que eu nem me importo mais em lembrar quantas foram. eu não sou de fazer discurso panegírico, então eu vou ser sucinto e direto ao ponto. eu não compactuo com isso de segurar seus sentimentos ou emoções até ser tarde demais. se você não curte algo ou alguém enquanto estão presentes, então você não tem o direito de expressar anedotas fofas quando eles não estiverem mais aqui para se alegrarem com elas. nos 12 anos em que eu estive no mcr acredito que disse tudo o que queria e precisava dizer sobre a banda quando preciso. se você me conhece ou ao menos já me ouviu falar sobre a mychem você sabe o quanto ela significa pra mim. eu vivi, respirei e sangrei a banda. eu acreditei e admirei nas coisas que criamos e nas pessoas envolvidas (membros e fãs à mesma maneira). pelo melhor ou pior eu não segurei nada do que eu senti que precisava ser expressado. eu amei minha banda com tudo o que eu tinha e eu não tenho arrependimentos agora que ela acabou. nós começamos, demos vida e acabamos com a mcr pelos motivos certos.
se você presenciou você sabe o quão especial aquela época foi… e se você não presenciou, bom então você provavelmente deseja ter presenciado. obrigado por todas as memórias, scrapbook está cheio e meu coração está excruciantemente cheio.
agora, vamos para a próxima…
xofrnk
---
Texto original
Tradução por Ghostie
Mikey Way fala sobre vício em drogas e como "o fim de My Chemical Romance foi tão sombrio"
"Viciados são mentirosos notáveis e naquela época eu era um mentiroso notável a respeito dos meus vícios, que eu não tinha problema algum." Way disse. "Eu estive em negação por anos."
Way explicou como seu colega de banda David Debiak eventualmente orquestrou uma intervenção sob o disfarce de um encontro com a banda. "Eu retornei pra casa [para Nova Jérsei em Fevereiro] mas não estava lá para gravar. [Dave] iria me levar à uma instalação. Eu achei que iríamos terminar o álbum. Eu acordei na casa de Dave, nós saímos paratomar café e eu disse 'Quando começamos?' e ele disse, "Você não está aqui para fazer gravações.'"
"Foi um alívio" Way continua. "Era algo que eu vinha deixando de lado por muito tempo"
Way explicou ainda como a separação da MCR influenciou no seu comportamento destrutivo: "A banda acabou e eu estava passando por um divórcio na mesma época. Eu tomo conta das coisas mais estressantes em grupos. O jeito que eu aprendi a lidar com isso ao longo da vida foi com a auto-medicação, então foi isso que eu fiz. O fim [da My Chemical Romance] foi muito obscuro para mim — eu estava num nevoeiro. A vida me pegou àquela altura e eu estava ficando pra trás. Eu estava num oceano mergulhado até a altura da boca. Estava tentando ficar de pé, porém estava falhando. Eu sempre me acalmei uss do narcóticos desde muito cedo"
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Texto completo original
Tradução por Ghostie
A Vida Depois de My Chemical Romance: Entrevista Exclusiva com Ray Toro
Estar na banda foi uma grande parte da minha vida, mas então eu tinha alto novo introduzido nela," ele diz. "A separação foi quase uma benção disfarçada porque, sem a banda, eu fui capaz de estar em casa e fazer parte da vida do meu filho de uma forma que os outros rapazes não tiveram a oportunidade de fazer – eles estavam em turnê quando tiveram filhos. Sinto que o término veio na hora certa – tem sido bom. […] tem sido uma fase de transição na minha vida (…)
"Se tem uma coisa que eu sinto é saudade dos caras," ele diz. "Fora isso, eu sinto falta dos momentos divertidos que tivemos juntos fora da banda e fora da área musical."
Nesse caso, você diria, que há na verdade uma coisa que possa ser feita — voltar com a banda.
Ele ri e leva a pergunta como deveria — uma piadinha. Mas então ele diz uma última coisa.
"Veremos. Quem sabe o que vai acontecer no futuro? Seria incrível. Quem sabe…"
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Texto completo original
Tradução por Ghostie
….apparently, Frank Iero is hilarious according to Ray Toro (x)
THE BIRTHDAY GIRL !!! 😭😭😭🎉🎉🎊💗💗💗💗
on this ray toro remember the laughter birthday, let’s remember the fact that ray did guitars, vocals, drums, bass, keyboards, samples, and overdubs on the album. he literally put this baby together by himself (with the help of a few friends, including jarrod alexander and doug mckean) because ray toro is one of the most talented musicians of our time and more people should be taking about this.
november 18th! everybody cheer and clap so hard for my girl and put her on repeat today!!!
Anyway stream Remember the Laughter
happy birthday remember the laughter (2016) by ray toro you will always be famous
You’re in the wrong place my friend!!
happy remember the laughter. beautiful name for a baby girl