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penadinhc:
❝ 。✧◂ Não gostava de pensar que estava fazendo aquilo porque Evdokia possuía algum poder mágico sobre si, afinal, ela era apenas uma garotinha e era ele quem envolvia as chicas com suas garras e promessas vazias — desta forma, preferia acreditar que, se procurava por um livro velho e teoricamente proibido, à pedido da grega, era apenas para se beneficiar da situação. Ela era diferente, mais difícil do que ele estava acostumado, e roubar-lhe nem que fosse um beijo mais acalorado, havia tornado-se uma meta para o Gonzalez. O antebraço fora roçado contra a própria testa, como se limpasse o acúmulo de suor, mesmo que este não existisse, ao finalmente arrumar os livros que havia tirado do lugar, e tomar o objeto de sua busca em mãos. Limpou a capa empoeirada com um assopro, e então o esfregar da própria veste antes de colocá-lo abaixo do braço e se dirigir ao ponto de encontro. As batidas contra a porta da princesa não eram comuns, se tratando de uma melodia que haviam combinado previamente, e Gonzalez ostentava seu melhor sorriso ladino quando a porta fora aberta pela outra, não demorando-se para entrar, mas não chegando a parecer desesperado quando virou-se para ela. ❝ —— Se bem conheço as regras de etiqueta, acredito ser estritamente proibido que um príncipe e uma princesa se encontrem em locais tão privados sem supervisão. Algo sobre manter a honra… ❞ Brincou em um misto de falsa repreensão e vontade de envergonhá-la — ora, apreciava a coloração azulada que as bochechas da grega adquiriam com suas insinuações. O restante da fala da morena o fez revelar o livro que escondia às costas, balançando-o à sua frente, enquanto o mantinha sob o aperto de ambas as mãos, caminhando de costas pelo quarto alheio até ser capaz de deitar-se na cama da princesa. ❝ —— Ele pode ser todo seu, vossa graça. Mas qual seria a recompensa de seu humilde servo? ❞
Um sorriso divertido cruzou a expressão da princesa com a insinuação dele, era verdade que não costumava a receber rapazes em seus aposentos, afinal cresceu debaixo da asa protetora do pai, onde garotos eram uma ameaça forte para uma futura rainha. Usava aquilo ao seu favor, é claro que os rapazes mais mente aberta não consideravam garotas experientes como inferiores, porém sabia bem que muitos gostavam do desafio de conseguirem algo que ninguém nunca tinha conseguido, Draco queria o gostinho de explorar áreas ainda não descobertas. “Alteza não conhece os deuses, certo? Porque se conhece saberia que eles adoram uma boa fofoca, então nunca estamos realmente sozinhos. Se eu pudesse chutar diria que Dionísio está nos observando, na esperança de algo interessante acontecer” A falta de graça era quase disfarçada pelo sorriso esperto no rosto da princesa. Os olhos azuis da grega tornaram-se amarelados por um momento, em total alegria por ele de fato ter conseguido aquilo, até deixou escapar uma pequena risada com a pequena vitória. “Eu sabia que iria conseguir” Afirmou, Draco era sagaz para aquilo que queria, e Evie passou a acompanha-lo com os passos, esperando colocar suas mãos naquele exemplar, isso até vê-lo em sua cama. A visão do mais velho ali era no mínimo interessante, mas a audácia do que estava sugerindo fazia com que Evie quisesse soltar uma resposta regada de seu humor irônico. Não podia fazer aquilo, porém, não enquanto ainda não tivesse as mãos naquele livro. Sendo assim se inclinou um pouco em sua direção, uma das mãos tocou o peito do mais velho, enquanto a outra pousou de forma delicada na capa escura do livro, podia sentir uma das alças do vestido deslizando pelo ombro claro, mas não se preocupou em arruma-la ainda. “Isso depende do que o servo deseja... Considerando que ele é humilde suponho que não será nada muito significante”.
৴ ⊰ ˙ ˖ ¸ Grécia não era sua nação favorita no momento, e até mesmo pensar no país trazia a sua água um gosto amargo, mas conforme caminhava para o jardim, onde havia combinado de encontrar-se com @greekevdokia, ela pensava naquilo como uma missão diplomática. Bebericou mais um gole da garrafa que carregava, ostentando sorriso ao encontrar a morena com os olhos e oferecendo à ela um aceno discreto visto que ainda existia alguma distância entre ambas. ❝ —— Pontual como sempre. Posso pensar verdadeiramente em roubar-lhe para a corte britânica. ❞ Gracejou, prestando uma breve reverência à mais nova quando finalmente aproximou-se, esperando que a outra a seguisse conforme sentava-se no pequeno banco de madeira. ❝ —— Uma vez ouvi de minha tia que escolher um marido é como escolher um cavalo para montar, você tem que encontrar o que se encaixe perfeitamente em suas necessidades, sem dar muita importância para a feição fofa que possam ter. ❞ Cochichou, um leve riso escapando de seus lábios ao gesticular com a cabeça na direção do trio de príncipes que pareciam as observar à distância. ❝ —— Você deseja ser uma rainha, então precisa de um primogênito. ❞ Constatou o óbvio, como se existisse apenas aquela restrição para quando Evie fosse selecionar um noivo — selecionar, sim, porque a garota era boa demais para esperar ser escolhida, Lizzie acreditava nisso.❝ —— Ainda assim, acredito que você precisa decidir se este casamento vale à pena. ❞
Cumprimentou Elizabeth de forma formal antes de sentar-se ao seu lado. Não podia dizer que admirava tanta gente assim, mas Elizabeth tinha a honra de ser um dos poucos que tinham seu respeito, afinal a rainha teoricamente estava fazendo exatamente o que Evdokia queria: Reinando seu país. É claro que as situações eram totalmente diferentes, afinal a princesa grega não estava perto do trono, sendo assim as chances de governar o próprio país era quase nula. Sua melhor saída era procurar um herdeiro para virar a rainha. “Um cavalo para montar... Parece que é literalmente o que estamos escolhendo” Disse, o humor pesado e impróprio não seria aprovado caso fosse dito em uma sala cheia de senhores, mas ali, entre damas, podia deixar escapar. “Você tem completa razão, Rainha Elizabeth, feições fofas são overrated, há outras coisas mais importantes” Como uma coroa e um coração puro o suficiente para ser manipulado. Virou-se para a mais velha, pensando bem nas palavras dela. “Por que não valeria a pena, Rainha? Nós duas sabemos que mais cedo ou mais tarde nos casarão com alguém, e eu prefiro que seja um príncipe abobalhado do que um velho alcoólatra”.
hcundling:
Não estava disposto a formular reprimendas, se limitando a negar com a cabeça, ao mesmo tempo em que mantinha um sorriso de canto nos lábios, crente que ela estava flertando consigo, e tudo o que fazia era valorizar o produto — como se fosse preciso. ‘ Não parece do tipo que aposta, princesa. Qual é a sua área? Cassinos, pôquer, lutas clandestinas, rinhas de galo? ’ meneou a cabeça, cético, e achando um pouco de graça da situação. Pouco crível, a seu ver, que a grega se dedicasse a tais atividades. Porém, se fosse verdade, ele estava disposto a fazer dela uma parceira para suas empreitadas. Era sempre bom ter alguém da realeza em sua companhia, para alguma eventualidade, mas não era como se os herdeiros de Hyacinthum tivessem os mesmos gostos do bastardo da Irlanda. De se considerar, ainda, que ele próprio estava interessado em tirar algum dinheiro da garota — não era como se fosse faltar a ela. Além disso, ela não estava fugindo dele enquanto Andras se aproximava, o que era um bom sinal. Um sinal de que as coisas estavam indo bem. ‘ Ah ’ exalou em entendimento, sorrindo amplamente com a constatação. Havia algo de sexy em tê-la chamando-o de barão, decerto porque ninguém mais o fazia. ‘ Mas pense em como as coisas poderiam ficar interessantes se você não pudesse negar o que eu lhe pedisse? ’ elevou uma das sobrancelhas, diminuindo ainda mais a distância, até que já não houvesse muito espaço entre eles. ‘ Uma proposta, e um jogo, bem mais interessante, não acha? A graça da coisa está em correr riscos ’ tentou persuadir, e para alguém que era tão seguro de si, deixar-se envolver pela ideia de que sempre venceria podia fazer com que cedesse facilmente em situações como aquela. Era ele, ali, quem tinha algo a perder, e o pedido quase fez com que o sorriso vacilasse. Ceder qualquer documento oficial do acervo do pai parecia muito com uma barreira que não podia cruzar, mas, então… ‘ Que seja ’ deu de ombros, imprudente. ‘ Não importa o jogo, alteza, vai ser um prazer vencer a senhorita ’. Literalmente.
“Cartas, principalmente. O meu pai costuma a se encontrar com os amigos de duas em duas semanas para jogarem, em um dia chuvoso ele fez a péssima escolha de me dar ouvidos e me ensinar” Deu de ombros, o pai costumava a escutar seus pedidos muito mais quando era pequena, após ter crescido o homem parecia mais e mais ignora-la. “Eu costumava a jogar com eles as vezes, e sou muito boa, com o passar do tempo eles pararam de me deixar entrar. Sabe como é, quando uma criança vence em uma sala cheia dos homens mais importantes do país, a situação é cômica. Já quando uma mulher vence, é no minimo petulante” Concluiu com um suspiro, um sorriso divertido estava em seus lábios porém, a história só ilustrava como o ego de homens podia ser ferido com facilidade. O sorriso ficou ainda mais perverso quando ele se aproximou, os olhos usualmente azuis de Evie adquiriram um tom dourado enquanto não afastava o olhar do mais velho. “Oh, Barão, para que eu não pudesse negar o senhor teria que ser bastante talentoso” Provocou um pouco mais. Não tinha total certeza de que Andras iria aceitar sua proposta, não era algo que muitos patriotas iriam arriscar, porém um ar de orgulho cruzou a garota. “É uma pena que esteja tão acostumado a ganhar jogos, Barão. Dessa forma seu orgulho sofrerá muito mais quando perder. Não me diga que já está tendo pensamentos sórdidos sobre uma vitória”.
princesoguerreiro:
É o que merecia por tomar as dores do seu novo país… Ainda que reconhecesse o humor singular da mais nova, suas palavras acabaram ecoando na mente de Xenófanes. Será que essa era a história que o que os demais diziam por aí? Ele havia se excedido naquela luta, tinha ciência disso, mas a verdade é que foi só se lembrar da relação conturbada entre Inglaterra e Itália quando escutou Evie mencioná-la. Dessa forma, as sobrancelhas se ergueram por alguns segundos, contudo, ao invés de desmentir o argumento, ele optou por direcionar um pequeno sorriso sem graça irmã, como se admitisse a culpa — parecia uma escolha mais simples do que entrar nos detalhes que atormentavam seus pensamentos e o levaram a extravasar daquela maneira. ❝ — Independente do resultado, pode ter certeza que fez um excelente sim provando seu ponto ❞, admitiu sem vergonha alguma, apenas uma ligeira careta no rosto causada mais pela sensação de ardência. Poderia até dizer que já tivera lutas piores ( dependendo do ponto de vista, era verdade ), mas não seria ele quem tiraria os méritos da rainha inglesa. Elizabeth tinha sido uma oponente brilhante, e decerto ele carregaria algumas de suas marcas. ❝ — Acho que a única vez que fiquei tão queimado foi daquela vez que ‘explodimos’ a sala de estar do palácio sem querer ❞, a careta ainda estava presente no rosto, mas os lábios se inclinaram em ar nostálgico, com um ar humorado e nostálgico, até. Observou então a irmã se aproximar e trocou um gesto de cabeça ao enfermeiro, num pedido de privacidade silencioso. ❝ — Um pelo qual eu sou eternamente grato, tenha certeza ❞, sorriu de canto enquanto pegava o salgado, fitando o curiosamente antes de levá-lo a boca e dar uma mordida experimental, o cenho se franziu de leve ao provar. Aquilo o lembrava uma tiropitakia, só que era salgado e frito, o que lhe parecia estranho de imediato, mas não tardou para se render ao sabor, com um murmúrio satisfeito se formando em sua garganta. ❝ — Hmmm, isso aqui é bom! Eu sabia que um dia esse posto um dia iria me trazer algum benefício! ❞, exclamou, exagerado, soprando uma risada leve. O peso da afirmação de Evdokia não havia lhe passado despercebido, e logo rapaz se ajeitou, tentando se posicionar na direção dela ( e urgh, estava começando a entender o porque Kiara reclamava tanto das demonstrações… ), ❝ — Pelo visto você também não anda muito satisfeita com nosso irmão ❞, suspirou, a voz se tornando mais baixa, quase como estivesse confessando um segredo de estado. Os dedos então se perderam entre os fios dourados de seu cabelo, num gesto de… pelo Olimpo, Xenófanes nem sabia explicar o que estava sentindo naquele momento, mas sabia que não deveria sentir. Seu pai era o rei e Athanasios o seu sucessor, de forma que cresceu sabendo que não deveria questioná-los, apenas confiar em suas decisões, pois eles saberiam melhor. Fora justamente por essa confiança quase cega que havia rompido laços com seu antigo mentor após ele expressar seus receios com a futura regência do irmão, só que agora, com uma nova crise prestes a eclodir a qualquer momento, não conseguia deixar de pensar..
Um sorriso singelo, porém verdadeiro, apareceu nos lábios de Evdokia. Xenófanes era provavelmente o único que a garota permitia que a visse em momentos de fragilidade, afinal era seu irmão mais velho, não tinha como fingir rigidez constante a alguém cujo o papel era apoia-la, e lembrar-se da infância com certeza era uma forma de mostrar-se mais vulnerável. “Sem querer? Eu tinha te avisado que devíamos fazer aquilo do lado de fora” Tentou se defender, rindo baixo enquanto negava com a cabeça. Não se importava de ter algumas queimaduras com Xeno, ainda mais na infância. A caçula se lembrava de trancar-se no quarto cada vez que o mais velho era enviado para treinar longe, enquanto ela continuava trancada naquele castelo, recordava-se também de escrever para ele todas as semanas e contar em detalhe sobre o que estava acontecendo e como se sentia. Nunca teve aquela relação com Anthanasio, nunca sentiu que o primogênito estava ao seu lado, como era o caso de Xeno. Talvez fosse por isso que ficava sentida ao ver terceiros se referindo à Xeno como representante da Itália, se o irmão agora representava outro país, significava que Evdokia estava sozinha da Grécia? Sabia, ao menos, que sentia-se solitária na própria dinastia. “Isso, se alimente, quem sabe assim não consegue ganhar de Elizabeth da próxima vez?” Zombou, com o tom espertinho que costumava a deixar o pai frustrado. “E eu por acaso deveria estar feliz, Xenófanes?” Perguntou um tanto entre os dentes, os olhos azuis trocaram para o tom de violeta enquanto corria o olhar pela enfermaria, procurando por pessoas que podiam ouvi-la. A situação do país e de Anthanasio podia não estar das melhores, mas não queria funcionários ou outros líderes sabendo que havia um conflito interno na nação. Para a sua sorte estavam sozinhos, o que permitia com que falasse mais livremente, apesar de manter o tom um tanto baixo. “Você sabe o que ele está fazendo, certo? Parece que enlouqueceu com a notícia da vermelha com poderes. Anthanasio está negando a população o direito de ter conhecimento do que acontece no mundo, os jornais saíram de circulação, as pessoas estão desconfiadas e com medo, e você sabe que isso nem é o pior do que está acontecendo” Agora falava em grego, para dificultar a missão de qualquer um que pudesse estar escutando. A notícia de que o irmão estava recolhendo não só os jornais, mas também algumas crianças, para certificar-se de que estas também não tinham poderes, havia deixado Evie boquiaberta por alguns minutos. “Tirar bebês do colo de suas mães, irmão... Tudo isso enquanto o pai assiste como se estivesse assistindo um filme! Você sabe como mamãe estaria envergonhada daquilo que essa família se tornou? Precisamos do nosso senso crítico para vermos como isso é loucura”.
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Sabia bem o que as más línguas gregas falavam sobre as mulheres de sua família, muitos pareciam acreditar que o dom de Evie, de sua mãe e de sua avó se estendia mais do que apenas mudar aspectos da aparência. ‘Elas são como feiticeiras, não obedecem o destino que os deuses planejaram e tentam manipular homens com seu glamour, foi assim que a Rainha virou Rainha’ ouviu uma das camareiras comentarem em determinada ocasião. O rumor não a incomodava, na verdade era divertido pensar que o seu poder podia se prolongar dessa forma, enfeitiçar outros para que fizessem o que mandasse, porém não achava realmente que era verdade. Todavia, momentos como aqueles a fazia pensar diferente, gostava de pensar que tinha @penadinhc em suas mãos, e era interessante testar seus limites. A situação da Grécia não estava das melhores, considerando que o irmão começava a tomar decisões perigosas para o país, sendo assim havia pedido para que Draco procurasse um livro para ela. Tal livro apresentava eventos históricos onde a linha de sucessão não foi respeitada. Evdokia até considerou a possibilidade de pegar tal livro ela mesma, porém não era uma decisão esperta, alguém poderia vê-la e reportar para a Grécia, já de Draco ninguém veria como uma ameaça, talvez apenas uma preocupação com o próprio trono. Andava agora de um lado para o outro do próprio quarto, quando em fim escutou as batidas na porta. Deixou que o mais velho entrasse, encostando as costas na porta e lhe dirigindo o sorriso mais encantador que podia. “É bom recebe-lo por aqui, meu príncipe” Disse relaxando os ombros, o cabelo adquirindo o tom escurecido que permitia que os seus olhos parecessem ainda mais claros. “Ficarei ainda mais feliz de saber que você conseguiu”.
Por que aquilo havia acontecido naquele momento? Nunca foi do tipo que ligava tanto assim para o poder, era legal conseguir mudar coisas de sua aparência porém nunca considerou suas habilidades úteis para lutas ou coisas afins, de forma que não eram sua concentração. Evdokia sempre preferiu se concentrar em treinar seu cérebro, gostava de saber que sua moral vinha de seu conhecimento e não de uma sorte genética. No início daquela noite, porém, decidira tentar coisas novas, e acabara daquela forma... Fazer com que o nariz tornasse a forma de um foucinho de gato era fácil, o difícil era voltar, já havia passado horas e o rosto ainda não voltou ao normal. Odiava pedir ajuda, Evie costumava a fazer tudo independentemente, gostava de criar soluções, mas não podia ir a seus eventos no dia seguinte daquela forma, por isso foi atrás da cunhada. Podia até encher o saco de Brianna com frequência, porém tinha que admitir que ela era esperta. Havia apenas um problema: Não era Brianna que estava no laboratório, e sim @bludric, a princesa grega levou a mão para tampar o nariz modificado, um tanto envergonhada aquilo. “Com licença, sabe onde a princesa Brianna se encontra?”.
❝ — Eu juro que estou bem, não foi na— ❞, o ateniense bem que tentou argumentar com a o enfermeiro Volodar, mas como soar confiante quando nem mesmo conseguia terminar a própria em meio aos cuidados que recebia? Havia despertado a pouco tempo e ainda não havia tido a chance de se ver em um espelho, mas uma análise rápida lhe permitiu ver que a maioria de seus ferimentos consistia em queimaduras leves, o que era bom, já que poderia ter sido bem pior dada a capacidade de Elizabeth. No entanto — urgh! — também não parecia diminuir em nada a dor intensiva que se fazia presente cada vez que se mexia! Os nós dos dedos já se encontravam brancos como papel dada a forma como se agarravam aos lençóis e uma corrente de grunhidos doloridos cresciam em sua garganta à medida que o funcionário lhe enfaixavam, no entanto ele não ousou externá-los — quase como se acreditasse merecê-los. Bem, ele havia dado a palavra que não se meteria mais em situações de risco e lá estava ele, praticamente o prato principal de um dos churrascos das barraquinhas lá fora. Suits him well, right? ❝ — @greekevdokia… ❞, a saudação escapou entre dentes, mas Xeno ainda se esforçou para sorrir ao notar a entrada da irmã no ambiente pelo canto dos olhos. ❝ — Confio que sua Primeira Sexta esteja indo melhor do que a minha ❞, arriscou a brincadeira, tentando provar que estava bem — se para a mais nova ou si mesmo, não sabia dizer.
A prioridade era o irmão, sempre era. Evdokia culpava a benção de Hera por fazê-la se preocupar tanto com a família, mesmo naquele momento em que estava cercada por distrações e tentações, a grega sabia bem que não iria conseguir aproveitar a festa totalmente sem antes checar em Xeno. Por outro lado Evie nunca foi do tipo de garota que se comportava de maneira melosa, suas demonstrações de afeto eram feitas de forma sutil, porém pelo menos o irmão mais velho já sabia reconhece-las. “Yeah, foi ótima. Apesar de que seria ainda melhor caso Elizabeth tivesse ganhado de verdade de você... É o que merecia por tomar as dores do seu novo país” Apesar da pequena porcentagem de ciúmes na fala de Evdokia, o sorriso esperto no canto de sua boca indicava que estava apenas de brincadeira. Era a verdade, porém, a luta havia sido comentada como sendo um espelho da rivalidade entre Inglaterra e Itália, e fazia completamente sentido uma vez que Xenófanes agora havia se casado com a futura rainha do país. A junção disso com as atitudes cada vez mais mesquinhas de Anthanasios fazia com que Evdokia se sentisse um tanto só em suas intenções para a Grécia. Se aproximou, sentando-se na beira da cama. “Para a sua sorte, eu tenho um coração bondoso e misericordioso e te trouxe isso”. Abriu o embrulhado de papeis, revelando ali o salgado, indicou com a cabeça para que o mais velho pegasse. “Eu descobri que a comida do Brasil é extremamente gordurosa, porém muito saborosa. Esse se chama ‘pastel’ e é recheado de queijo. É o que ganha por ser o irmão favorito”. Aquela era uma forma de ser desrespeitosa com seu futuro rei sem ser óbvio? Sim, mas bem, de tempos em tempos estava deixando ainda mais claro seu descontentamento com Athanasios.
“You could just—” O olhar de Verena foi suficiente para que a Condessa se esquecesse de terminar a frase. “And you could just—” Negou levemente, respirando fundo. Não estava pensando direito, e isso estava muito mais do que claro. “Non è giusto! Eu nem queria ficar pra—” Choramingou, tirando o vestido por cima e dando uma boa olhada na mancha azul escura na altura da cintura. O body rendado teria que servir como auxílio imediato, ainda que ele próprio estivesse ensopado com o líquido azul-escuro — estavam no toilette feminino, afinal — e Nena retorquiu¹ todo o desconforto ao manchar as mãos com o próprio sangue. Qual era a melhor forma de tirar manchas de musseline? Não era Bicarbonato, nem Soda… Refrigerante estava fora de questão — Nena não sabia o gosto da bebida desde que mamma a tinha chamado de Gioconda quando tinha 12 anos — e as ideias estavam começando a acabar. Devia ter ido diretamente aos Dottore, quando sentira a fisgada pela primeira vez, mas os Deuses da Moda não deixariam que… Bastou uma olhada no espelho para dar meia volta, dirigindo-se ao recinto. Olhando-se no espelho, talvez fosse melhor ter ido aos dottore ou, pelo menos, à sorellin— “Andiamo, chame Briana! Diga a ela que é assunto de vida ou morte! Per favore, cara!” Deu alguns tapinhas na condessa, sentando-se na pia para esperá-la, as pernas encolhidas e o queixo apoiado nos joelhos. Dio, por que precisava ser tão frio? Ante o barulho, entretanto, Nena precisou gritar. “Ocupado, cara! Volte mais tarde!”
Evdokia até fez um esforço para olhar ao redor quando a perguntaram sobre a cunhada, mas não conseguia acha-la em lugar nenhum. Parte de si supôs que ela estaria com o irmão uma vez ele havia participado de um dos torneios da noite e devia estar se recuperando daquilo, pelo menos Briana já estava grávida, de forma que não tinha como estarem fazendo mais um herdeiro. Estava pronta para apenas dispensar a mulher quando a mesma a informou que concunhada precisava de ajuda, e uma mancha de sangue no vestido parecia uma informação crucial sobre aquilo. Poderia apenas ignorar? Talvez, aquilo combinaria bastante com a personalidade mais individualista da princesa grega, mas ao mesmo tempo Verena era parte de sua família agora, e sua benção de Hera fazia com que Evie tivesse um ponto fraco por laços fraternais. A grega revirou os olhos enquanto passava em uma das barraquinhas, pedindo um punhado de sal. Bateu mais algumas vezes ao chegar ao banheiro, já fazendo uma careta para a resposta de Nena. “Abre logo, Nena, não me faça me arrepender de estar perdendo a ótima comida da festa” Começou, antes de suspirar afim de recuperar a paciência. Era mais inteligente do que aquilo, precisava de algo que a convenceria melhor a deixa-la entrar. “Você sabe que cada minuto que deixa uma mancha no tecido, mais difícil é de tira-la? Seria uma pena arruinar um bom vestido...”.
spiozen:
FLASHBACK
– apesar de ser obrigado a conhecer a maioria dos futuros regentes por nome e sobrenome por causa de seu trabalho, duvidava que eles sequer soubessem do seu rosto; por isso, quando evdokia chamou-o pelo sobrenome, damian quase soltou a garrafa pelo espanto, balbuciando alguns murmúrios incompreensíveis (”você… ah… como… ahn..?”), até finalmente encontrar as palavras para responder a morena propriamente, pigarreando. –
❛ Bem. Meu coração é super bondoso. Eu sou a caridade em pessoa. Mas de qualquer jeito, eu já bebo sozinho demais, companhias são sempre bem- vindas. ❜ – depois do escárnio do primeiro período, o inglês deu de ombros, começando a segui-la para onde ela bem quisesse ir. quando a morena continuou com a conversa, porém, o inglês precisou de alguns segundos para poder refletir e respondê-la propriamente. –
❛ Vejamos… Eu queria dizer que não é a pergunta em si, mas é. Muitas pessoas vieram me procurar por ser próximo de Elizabeth e ser um vermelho. Foi como se eu tivesse quinze minutos de fama. Mas bem, não tenho uma bola de cristal pra saber o que ela pensa, e nem saco pra me repetir pra todo o mundo. Parece que querem entrevistar todos os vermelhos de Hyacinthum para saber se vamos nos rebelar, ou algo parecido. ❜ – revirou os olhos com tanta força que pareceu que escapariam das órbitas. –
Não era intenção da princesa conhecer cada um dos habitantes daquele castelo, sabia bem que era impossível, porém alguns nomes a chamavam atenção suficiente para serem gravados pela garota. Naquele caso, apreciava qualquer pessoa que estivesse no ciclo da Rainha Elizabeth, afinal a mulher se mostrava um exemplo na visão de Evie, uma vez que estava com o título de soberana de seu país. A princesa andou até uma das escadarias do castelo, naquela hora era normal não haver tanto movimento por ali, o que permitia que a grega se sentasse em um dos degraus e aproveitasse um bom vinho. “As pessoas estão com medo” Disse dando de ombros, após ouvir o que o vermelho tinha a dizer, era óbvio que ninguém ali queria realmente saber o que o braço direito da Rainha inglesa tinha a dizer, apenas queriam uma visão generalista do que se passava na cabeça dos vermelhos nesse instante. “Nessa Nova Era, grande parte dos Reis não começaram a reinar não por causa de seus talentos de liderança, mas por causa da força. Por que acha que esse lugar promove lutas entre os herdeiros? Para mostrar essa força, o poder seria a justificativa de tudo isso, e agora que vermelhos aparentemente também podem ter, qual seria a desculpa?” Perguntou, dando de ombros, a verdade é que estava sim um pouco nervosa para descobrir como aquilo iria seguir, isso podia mudar tudo. “Acho que é uma lição, sabe? De que precisam parar de se apoiar apenas nos poderes e mostrarem que são bons lideres além do sangue azul. O poder individual é até relevante, mas qual é sua verdadeira importância? Podemos ter um herdeiro que ganha todas as lutas por aqui, porém que possui um exército fraco e é politicamente instável” Argumentou, ela mesma não tinha uma habilidade considerada ‘forte’. Diferente do resto de sua família, a garota herdou o poder de modificar sua aparência assim como a mãe, aquilo não era realmente útil em batalhas, apesar de permitir que ela fizesse algumas manipulações ou disfarces. “As vezes é bom ser ouvido, porém, você deveria aproveitar. Mas é claro, vale mais a pena falar para pessoas que realmente ligam para o que tem a dizer”.
hcundling:
“ É sempre importante praticar humildade ” lembrou, para provocá-la, mas, então, era culpa dele que ela estivesse se mostrando tão vaidosa. Andras não devia elogiar tão facilmente garotas bonitas; eram seu fraco, no fim das contas. “ E que mal há em um homem se divertir em outros brinquedos? Ora, não seja tão conservadora ” prosseguiu, como se apenas eles, homens, tivessem o direito de procurar por outras parceiras. O Cronin não questionava as ações do pai, mesmo estas, nas quais não via tanto problema. Não fosse pela pulada de cerca do rei irlandês, ele não existiria, certo? E ter um monarca como pai abrira a ele, mesmo ilegítimo, um mar de possibilidades muito diferente das que eram oferecidas aos vermelhos de sua vila. Ele podia ter tido um futuro igual ao de todos os outros se o rei não tivesse aparecia para resgatá-lo. Sua devoção não era por nada. “ Ninguém disse que precisa ser virgem, alteza. Até aprecio que venha com alguma experiência ” riu-se, sabendo que, por seu discurso, não tolerava o machismo. “ Muitos bastardos já tentaram arrancar seu dinheiro? Deve ser por isso que nos chamam bastardos ” ele já não esperava que rissem de suas piadas, mas até então ela mostrava bom humor ao retrucar-lhe. Andras estava até mesmo surpreso diante da insinuação, sem saber se tinha entendido certo. Satisfeito com o rumo que as coisas tinham tomado, o moreno se aproximou um pouco mais da princesa, analisando-a de perto. “ De que tipo de prêmios estamos falando, exatamente? Eles envolvem princesas virgens? ”
“E desqualificar meus anos de estudos? Nah” Falou em um tom bem-humorado, podia ser vista como um tanto convencida, mas para ser justa quem levaria a sério os seus conhecimentos caso não os mostrasse? Uma de suas atividades favoritas era chocar os membros do parlamento com seu conhecimento, era como se eles se surpreendessem que a garota não passava o dia inteiro aprendendo a tocar algum instrumento. Apesar de até acreditar que para o Barão, virgindade não era importante, sabia que esse não era o pensamento geral, talvez por isso tentasse manter a sua preservada (além de que, é claro, Evie considerava que toca-la era um privilégio). “Não é mesmo? Mas não posso culpa-los muito, eu gosto de jogos, então acho que atraio muita gente querendo arrancar o meu dinheiro” Comentou com uma risada baixa, ainda mais agora que havia saído das garras protetoras do pai, se encontrava com muita mais frequência naqueles jogos um tanto perigosos, passou a maior parte da vida sem algo que fizesse se sangue correr e queria recompensar agora. A mudança de tom da conversa fez com que a princesa semicerrasse um pouco os olhos, apesar de um sorriso divertido cruzar seus lábios, não se afastou com a aproximação de Adras, mas também não se aproximou mais. “Não sou eu que vou definir seu prêmio, Barão. Mas claro, cabe a mim aceitar ou negar” Respondeu com um dar de ombros, a adrenalina do jogo a divertindo, não podia negar que o Barão era bonito, o que tornava tudo bem mais interessante. “Mas eu sei o que eu quero. Todo o reino possui livros secretos, com informações que não dividem com outros reinos para não darem detalhes demais. Se eu ganhar, quero que arrume um da Irlanda para mim, de preferência sobre a época do sumiço do príncipe, o caso todo me fascina... Eu tenho certeza que você conseguiria, ouvi dizer que é bem sagaz”.
ℰ𝓋𝒹𝑜𝓀𝒾𝒶 𝒦𝒶𝓇𝒶𝒽𝒶𝓁𝒾𝑜𝓈, 𝑔𝓇𝑒𝑒𝓀 𝓅𝓇𝒾𝓃𝒸𝑒𝓈𝓈
spiozen:
– piscou os olhos algumas vezes, incrédulo. a audácia daquela garota foi, ao mesmo tempo, desafiadora e, de uma certa forma, atraente - não necessariamente de uma forma sexual; era como elizabeth e ele, que mantinham um jogo de poder constante (mas nem tinha graça, já que lizzie sempre ganhava… ela era a rainha, afinal de contas). não sorriu; apenas tombou a cabeça para o lado, a encarando conforme a morena terminava de falar, devolvendo sua acidez na mesma moeda. –
❛ Obrigado pelas dicas, princess. Claramente isso não foi uma auto-defesa contra todo mundo que tenta me apontar dedos o tempo todo. ❜ – ergueu a garrafa de vinho ao lado da têmpora, chacolhando-a levemente, como se falasse silenciosamente “vem pegar”. –
❛ Ainda quer? Eu não ia tomar agora, mas eu nunca recuso companhia pra um bom vinho. ❜
O olhar permaneceu focado no rosto do rapaz, não conhecia muito o mesmo considerando sua falta de contato com funcionários, mas sabia bem que se tratava do assistente da Rainha Elizabeth. Um sorriso surgiu quando ele finalmente demonstrou render-se ao seu pedido, não um sorriso adorável, mas um divertido e levemente vitorioso, tinha uma graça especial em conseguir aquilo que queria. “Oras, senhor Locksley, não é que tem um coração mais caridoso do que tenta aparentar? Alguns no seu lugar diriam que a melhor decisão seria fugir o mais rápido possível com a garrafa, para não precisar dividi-la” Comentou, ainda com o seu tom sagaz, talvez ele quisesse alguém que o acompanhasse, talvez apenas fosse acostumado a dividir as coisas que ganhava e aquilo já o distanciava de muitos naquele mundo da realeza. “Vamos achar um local” Sugeriu começando a dar os passos, sentia que suas ações poderiam facilmente serem transmitidas para o parlamento grego e talvez beber uma garrafa de vinho na companhia de um vermelho não fossem das ações mais esperadas pelos membros, mas a verdade é que mais do que as vezes Evie dizia ou fazia coisas que não se encaixavam nas expectativas daqueles senhores. “Em troca do seu vinho irei agrada-lo e não vou perguntar ao senhor sobre sua opinião sobre o assunto, porém isso de fato me desperta outra curiosidade caso o senhor queira me responder: O que o deixa frustrado com essa pergunta? Eu imaginaria que seria o que a maioria de nós estaríamos procurando: Sermos ouvidos”.
drogon-rp:
É sempre bom ver positividade onde não tem, se não eu ficaria amargo igual você. - A provoca uma ultim vez, pelo menos era o que esperava, mas deixar de provoca-la era quase a mesma coisa que deixar de respirar. Evie… embora não parecesse era especial para si, mesmo que não admitisse de jeito algum. Implicar com ela era algo divertido para si, assim como as respostas delas pareciam significar o mesmo para ela. Sem contar a atração sexual que se mantinha entre os dois, o que o instigava cada vez mais nas provocações e nisso ele era bom.- Você mudar de aparência? Sabe que você se camuflar de mim é algo impossível, para que resistir ao amor que sentes por mim Evie? Isso não dará em nada.- Diz em um tom cínico e reconfortante levando uma de suas mãos para acariciar as maçãs do rosto dela com um sorriso lascivo nos lábios esperando pela reação negativa da mesma.- Nada em especial, so vim devolver meus livros aqui e acabei por encontrar com você.- Da de ombros voltando a sua forma normal e seria. -Ficou sabendo da criança vermelha?- Pergunta em um tom mais baixo olhando para os lados antes de cochichar.
Se Drogon esperava mais algumas trocadas de provocações, não contava com o seu cansaço em bolar mais algumas tiras, no lugar disso Evie apenas revirou os olhos, aquilo a poupava esforços maiores. “Você lendo? Agora isso sim é uma novidade, pensei que preferisse apenas brincar com espadas” Respondeu, aquilo não era necessariamente algo ruim, mas ela mesma tinha 0 habilidades em lutas, todos aqueles tipos de treinamentos ficaram dedicados para seus irmãos, o único objeto pontiagudo que realmente recebeu treinamento para lidar eram agulhas. O questionamento em questão chamou sua atenção, a criança vermelha era tudo o que falavam mas ainda assim Evdokia queria saber a opinião do príncipe. “Sim, fiquei. Mas eu não sei direito o que pensar, me parece novo demais para tirar opiniões sobre a problemática, ainda assim as pessoas já estão se desesperando por causa de um vermelho com poderes quando nem sabemos se há outros casos. O que acha?”.
Por que estavam ali? Evdokia nem sabia direito, há tempo tinha a completa noção de que dar ouvidos aos planos de @mxilingyuzhng era pedir por confusão, nada bom saía daquela cabeça chinesa. Mas ela mesma havia mencionado que um dos coordenadores da instituição aparentava sempre estar embriagado, e em um tom de brincadeira sugeriu que o aposento do mesmo devia ser lotado de álcool, deveria ter negado a sugestão de Mei Ling para que fossem tentar achar garrafas escondidas por ali. De fato acharam um frasco prateado na mesinha de cabeceira do coordenador, mas mal tiveram tempo de explorar mais o local antes da porta rangir, indicando que o dono do cômodo estava chegando. Evie só teve tempo de agarrar o braço da chinesa e puxa-la para o closet do quarto antes de ouvir os passos adentrarem, para sua sorte o homem não tinha a audição muito boa assim. “Meus deuses, para alguém que se diz tão inteligente devo admitir que ouvir suas ideias não foi a minha decisão mais sábia”.
“You know, o parlamento grego adora pensar em bons pretendentes para mim, e você com certeza está na lista de ‘mantenha-se longe’ deles... Então é irônico que seja logo quem está me levando para fora do castelo” A princesa comentou em um tom de brincadeira, mantendo os passos no mesmo ritmo dos de @rcbclheart. O vestido preto era bem diferente daqueles que usava normalmente para os eventos, estava acostumada com o senso de moda grego, que envolvia vestidos leves e compridos, que acompanhavam o movimento do vento. Porém naquela noite Evdokia queria se afastar da usual imagem de deusa de mitologia, queria conhecer o que o pai se esforçara tanto para protege-la. A reputação de Martín o seguia, e não era nada boa considerando sua situação familiar, mas aquilo apenas fez com que Evie o visse como a melhor forma de conhecer mais do que o mundo tinha a oferecer. Queria reinar, afinal, e como faria isso se sua visão era tão limitada? Também havia o ponto de querer se divertir, é claro, podia apenas arriscar que o Príncipe Deposto sabia o lugar certo para isso. A garota segurava o braço do príncipe de leve, o suficiente para segui-lo nos corredores do castelo. “Mas bem, eles deveriam saber a esse ponto que eu tenho grandes chances de fazer o contrário do que eles me indicam. Mesmo assim espero que saiba a maneira certa de nos tirar daqui”.