Mas Ă© vocĂȘ, sempre vai ser vocĂȘ. Sempre vai ser a sua voz, o seu jeito, os seus efeitos. Sempre vai ser aquela mĂșsica que faz todo o sentido quando lembro de vocĂȘ, sempre vai ser seu comportamento infantil ou adulto demais. Seus gostos, suas manias, suas carĂȘncias. Sua birra, seu jeito teimoso e incontrolĂĄvel. Sua implicĂąncia, sua arrogĂąncia e seu orgulho. Sempre vai ser essa sua mania de tentar fugir do mundo, seu ciĂșme, sua falta de compreensĂŁo. Sempre vĂŁo ser os seus erros, seus acertos. Sempre, sempre. Quando eu acordar e querer me esconder de tudo ou quando eu for dormir e sĂł conseguir pensar em vocĂȘ. Sempre. Mesmo que dĂȘ tudo errado, que as coisas mudem, que o tempo passe. Sempre. Eu sempre vou ter aquela necessidade maior por vocĂȘ do que por qualquer outra pessoa, sempre vou sentir sua falta mais do que eu pensei que fosse possĂvel sentir de alguĂ©m um dia. Sempre vou querer mais vocĂȘ, pedir mais vocĂȘ. Sempre vou fazer birra e cara feia dizendo que nĂŁo te quero mais e vou pedir baixinho teus braços. Sempre. Mesmo que as coisas saiam da forma contrĂĄria que esperamos. Eu sempre vou querer seu abraço, seu beijo, seu cheiro. NĂŁo importa o quanto as coisas estejam difĂceis. Sempre vai ser vocĂȘ que deixarĂĄ tudo melhor, mesmo quando parecer impossĂvel. Sempre vai ser eu e vocĂȘ, nĂłs. Mesmo depois das brigas, dos medos, da falta. Sempre. No final a gente sempre se acerta, sempre se ajeita. Porque foi vocĂȘ, Ă© vocĂȘ, serĂĄ vocĂȘ. NĂłs, juntos. E ninguĂ©m no mundo pode mudar isso.