Desculpe, o que é que você estava dizendo mesmo? – Esboçou um sorriso, mantendo as mãos inquietas, como era de costume e tomando mais um gole de sua garrafa de café . – Só não se ofenda, eu me distraio fácil.

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Desculpe, o que é que você estava dizendo mesmo? – Esboçou um sorriso, mantendo as mãos inquietas, como era de costume e tomando mais um gole de sua garrafa de café . – Só não se ofenda, eu me distraio fácil.
Don’t touch!
Hailey seguia em estado quase de choque, em outros momentos provavelmente estaria revirando os olhos e reclamando por estar em um quarto de hotel de casal com Colin, logo com ele. No entanto, sua cabeça transitava entre Malibu e San Diego, fazendo todo o trajeto dessas praias para o hospital, e, por fim para o cemitério da cidade. Quando chegou no quarto não foi diferente, se sentou na cama e continuou a pensar na morte de Ryan, não tinha um dia em que não pensasse nele, que não sentisse falta dele. Por um momento, Hailey levantou extremamente irritada, Colin estava ansioso demais e não parava de repetir a mesma coisa tentando culpa-lá pelo ocorrido, ela só não aguentava mais ouvir a voz do rapaz. “Caralho, você pode calar sua boca um segundo?” Disse indo em direção a ele e arrancando o próprio vira-tempo de suas mãos. “Eu já não posso ficar quieta no meu canto no estado que estou e você ainda bem me culpar? Olha aqui, Oversreet culpa a você, para de procurar culpados. Todos nós aprendemos que não devemos criar linhas temporais alternativas, então seja lá porque você quis voltar, você sabe que não podia alterar em nada.” A Cooper apenas jogou o objeto com leveza encima da cama e se pôs a pensar em uma alternativa, iria dar certo, só precisavam pensar. “Só pense calado e não chegue perto de mim. Afinal qual a parte de eu estar enterrando meu namorado…ex-namorado hoje você não entendeu?”
“Eu…O que? Do que você está falando?” Balbuciou em confusão. Hailey, em momento algum, havia lhe falado sobre a morte de alguém. Minutos atrás, quando ainda estavam no beco, ela comentara brevemente sobre estar em um cemitério, mas ele nunca pensara que poderia ser para prestar luto pela morte de uma pessoa conhecida, ainda mais um ex-namorado dela. Afinal, quais eram as chances? Todo o problema com o vira-tempo parecia uma coincidência muito grande. Mas não existiam coincidências de fato, existiam? Suspirou, em cansaço. Sentindo toda a raiva e indignação se esvaindo de seu corpo. Ele não tinha força para nada naquele momento. Por mais que quisesse resolver a questão do vira-tempo o mais rápido possível, ele iria precisar de leituras, ou ao menor de uma luz natural. A noite não combinava tanto com Colin quanto ele mesmo gostava de acreditar. “Sinto muito, Cooper. Eu não sabia”. E não cabia a ele perguntar o que havia acontecido com o rapaz, ao menos não naquele momento, enquanto era culpado por fazer a garota reviver a própria dor. “Você quer que eu tente ir atrás de alguma comida para gente? Sei que tem um fast-food aqui ao lado”. Mudou de assunto, atrás de qualquer desculpa para não permanecer em um mesmo cômodo com Hailey. Era perturbador vê-la de um modo tão próximo, perceber um pouco da fragilidade da garota de forma que nunca acreditara ser possível.
“Você não tina como saber, nem mesmo deveria... Faz parte da minha vida na Califórnia.“ Disse não se importando em conter a dor, uma vez que estava revivendo, o possível, momento mais doloroso de sua vida. Ainda mais pensando o quanto Colin havia sido insensível com ela, depois disso ela mesma fazia questão de não esconder sua dor e fazer com que ele percebesse. Sua cabeça continuava trabalhando para distinguir se era mesmo uma coincidência, ou se o garoto tinha identificado essa data para atingi-la, sabia que Oversreet sempre tinha sido muito explorador dos interiores dos outros, porém se isso fosse mesmo a vontade do rapaz, ele teria ido longe demais. Por um momento, Hailey caminhou pelo quarto, o qual era um tanto sujo e antigo, os móveis já bem gastos combinavam com o carpete machado de café que possivelmente seria da copa do segundo andar. ”Não, não quero. Pode ir, se quiser, não estou com fome...” Mudou seu tom de voz, falando em um tom um pouco menos grosseiro, não tinha como culpar Colin pelo ocorrido em seu passado, mas continuava pensando o porque de ter que reviver isso. Levantou-se ignorando completamente se o rapaz iria ou não sair para comprar comida, a morena só queria tomar banho e tentar relaxar, pois sabia que ainda teria a luta de consertar o vira-tempo. O banheiro era bem velho, não tinha um cheiro agradável, mas não podia reclamar do que tinha nesse tempo.
Don’t touch!
Hailey precisou pensar alguns segundos, como grifinório estava sendo insensível nesse momento. Não pensem que a Cooper queria que o mesmo se importasse, a questão não era essa, mas o fato de Colin ignorar completamente o fato que estava em um cemitério naquele exato momento e por reparar suas lágrimas, por apenas pensar em consertar o vira-tempo. “Tá bom, não precisa repetir mais três vezes que não podemos ficar nesse beco, já entendi.” Contragosto segurou no braço do rapaz esperando ele aparatar em lugar seguro. Não sabia onde estava provavelmente era algum lugar que remetia ao Oversreet, vendo que finalmente estava em segurança Hailey se soltou do garoto e se manteve o maia longe possível, queria apenas um lugar para si que pudesse pensar em tudo que estava acontecendo nesse momento, rever rostos tristes e indignados no velório de Ryan era tudo o que conseguia pensar, afinal foda-se o vira tempo. Enquanto Colin analisava o que podia ser feito com o objeto, Hailey puxou sua carteira para que pudesse ver sua foto com Ryan aos 17 anos, tão jovens, tão apaixonados, era assim como ela se sentia, mas que não podia mais. Uma parte de si havia ido embora naquele dia, justo o dia 22 de julho.
O local era degradante. Não tinha uma boa iluminação, tampouco aparentava limpeza. Na realidade, Colin tinha certeza que o barato hotel era repositório de viajantes perdidos e de sujeitos que desejavam passar despercebidos pela sociedade ou ser esquecidos completamente. Dada à situação que eles se encontravam, era exatamente isso que o grifino queria. “Só temos vagos quartos de casal”, a atendente afirmou entediadamente, sem esconder a indiferença que sentia aos dois. Provavelmente já havia visto cenas muito mais preocupantes do que dois jovens alarmados. Colin considerou retrucar, exigir um quarto com ao menos duas camas de solteiro, mas ali não havia espaço para isso. Os donos provavelmente pouco se importavam com as demandas dos clientes, cabia aos hóspedes aceitar o que tinham para oferecer. “Perfeito”, resmungou irritado antes de pegar a chave e puxar Hailey consigo. A garota parecia desorientada, prestes a ter um colapso. São as consequências de viagens no tempo, pensou, por fim. Mas por que ela tinha que ter se metido em sua viagem? Por que tocou no vira-tempo quando sabia de seu perigo? Ao se ver seguro dentro daquele quarto, Colin começou a sentir a raiva por aquele estúpido erro. “Afinal, o que você estava pensando ao tocar no vira-tempo, Cooper! Por acaso enlouqueceu?!”
Hailey seguia em estado quase de choque, em outros momentos provavelmente estaria revirando os olhos e reclamando por estar em um quarto de hotel de casal com Colin, logo com ele. No entanto, sua cabeça transitava entre Malibu e San Diego, fazendo todo o trajeto dessas praias para o hospital, e, por fim para o cemitério da cidade. Quando chegou no quarto não foi diferente, se sentou na cama e continuou a pensar na morte de Ryan, não tinha um dia em que não pensasse nele, que não sentisse falta dele. Por um momento, Hailey levantou extremamente irritada, Colin estava ansioso demais e não parava de repetir a mesma coisa tentando culpa-lá pelo ocorrido, ela só não aguentava mais ouvir a voz do rapaz. "Caralho, você pode calar sua boca um segundo?" Disse indo em direção a ele e arrancando o próprio vira-tempo de suas mãos. " Eu já não posso ficar quieta no meu canto no estado que estou e você ainda bem me culpar? Olha aqui, Oversreet culpa a você, para de procurar culpados. Todos nós aprendemos que não devemos criar linhas temporais alternativas, então seja lá porque você quis voltar, você sabe que não podia alterar em nada." A Cooper apenas jogou o objeto com leveza encima da cama e se pôs a pensar em uma alternativa, iria dar certo, só precisavam pensar. "Só pense calado e não chegue perto de mim. Afinal qual a parte de eu estar enterrando meu namorado...ex-namorado hoje você não entendeu?"
Don’t touch!
Hailey não se sentia assim há anos, fazia tempo que não tinha a sensação de estar sem chão e precisar se agarrar a um sentimento para que conseguisse sobreviver. A Cooper voltou a si, ela entendia tudo que poderia acontecer quando está se lidando com vira-tempo e, sinceramente, estava ficando sem paciência de ouvir todas aquelas indagações do rapaz. “Sim, eu estou entendendo, Oversreet. Agora, por favor, me deixe respirar. Não é como se eu fosse sair correndo desse beco!” Empurrou o garoto que a segurava pelos ombros, fazendo com que o mesmo andasse alguns passos para trás. Cooper não conseguia deixar sua expressão de choque mais discreta, continuava com a mão cobrindo sua boca e encostada na parede de tijolos, tipicamente dos becos de New York. Não era necessário se preocupar em encontrar Hailey Cooper de cinco anos atrás, não era possível, ela estava em San Diego, Califórnia. Sendo mais específica, no hospital e depois no cemitério, enterrando seu namorado Ryan Howard. O dia em New York estava completamente diferente do que em San Diego, o céu ensolarado e quente parecia impossível com que do outro lado do estado ocorresse uma tragédia, com a tempestade do lado praiano. Antes que pudesse pensar em tudo que tinha acontecido com detalhes, respondeu. “Sim, eu consigo lembrar. Eu estava no cemitério, não aqui, em San Diego. Você não deve lembrar, mas eu sou da Califórnia, então se preocupe com você, Oversreet. Não vamos me encontrar por aqui, me tire daqui agora, eu não me importo com o que você fez, ao menos que queira ir para a Califórnia, eu não tenho porque está aqui.” Não deu detalhes, porque não era necessário de abrir para o garoto, ele estava minimamente interessado e não conseguiriam impedir a morte de Ryan, nem mesmo podiam.
Colin não esperava ser empurrado por Hailey e, por isso, demorou alguns segundos para conseguir recobrar o equilíbrio. Algo dentro de si se contorceu de alívio pela percepção de que não haveria qualquer possibilidade de encontrar a versão antiga da sonserina pela cidade. Ele já era responsável por muitos paradoxos devido ao uso de vira-tempos, não queria, de forma alguma, criar outro e ainda causar a loucura de Hailey. “Eu não me lembro onde eu estava nesse dia”, comentou, por fim. Porque 22 de julho fora pra ele um dia como qualquer outro, um mero dia no cotidiano que se perde no fluxo da própria história. “Mas eu sei onde eu não posso estar”. Precisavam se dirigir para um local que seu eu de cinco anos atrás nunca pensaria em conhecer. “Vamos, segure-se em mim, temos que aparatar. Eu só vou poder entender o que aconteceu com o vira-tempo quando puder sentar e estudar ele, acho que está quebrado e não podemos continuar expostos dessa maneira nesse beco”. Sabia que era difícil para a Hailey confiar nele, ainda mais no longo histórico de desentendimentos entre os dois. Porém, era essencial que fossem para algum ambiente fechado em que ele pudesse tentar entender o que havia acontecido com o objeto dourado, que agora segurava com segurança entre seus dedos.
Hailey precisou pensar alguns segundos, como grifinório estava sendo insensível nesse momento. Não pensem que a Cooper queria que o mesmo se importasse, a questão não era essa, mas o fato de Colin ignorar completamente o fato que estava em um cemitério naquele exato momento e por reparar suas lágrimas, por apenas pensar em consertar o vira-tempo. "Tá bom, não precisa repetir mais três vezes que não podemos ficar nesse beco, já entendi." Contragosto segurou no braço do rapaz esperando ele aparatar em lugar seguro. Não sabia onde estava provavelmente era algum lugar que remetia ao Oversreet, vendo que finalmente estava em segurança Hailey se soltou do garoto e se manteve o maia longe possível, queria apenas um lugar para si que pudesse pensar em tudo que estava acontecendo nesse momento, rever rostos tristes e indignados no velório de Ryan era tudo o que conseguia pensar, afinal foda-se o vira tempo. Enquanto Colin analisava o que podia ser feito com o objeto, Hailey puxou sua carteira para que pudesse ver sua foto com Ryan aos 17 anos, tão jovens, tão apaixonados, era assim como ela se sentia, mas que não podia mais. Uma parte de si havia ido embora naquele dia, justo o dia 22 de julho.
Don’t touch!
Hailey sabia que a preocupação do rapaz era verdadeira, viajara no tempo poderia trazer consequências sérias. No entanto, sua condição física era a última coisa que lhe importava, estava mais preocupada em sair daquela linha temporal sem causar nenhum dano. “Olha aqui, não me toque. O que menos nos importa é como estou, só nos tire daqui antes que abra outro paradoxo temporal”. A Cooper estava tão perturbada que não conseguia parar quieta, andava alguns passos de um lado para o outro tentando pensar como arrancar o vira-tempo das mãos dele. Sua cabeça estava tão lotada com isso, que só parou por um instante quando algumas pessoas passaram perto de onde eles estavam e uma folha de um bloco de notas voou para os pés de Hailey, para choque maior viu a data que estava registrada no cabeçalho do escrito, 22 de julho de exatamente cinco anos atrás. “Não é possível…” A garota se encostou na parede com a mão cobrindo a boca em estado de choque enquanto algumas lágrimas desciam por seu rosto. “O que você fez, Oversreet?” Perguntou mais como um grito. De todas as datas possíveis, o garoto tinha voltado exatamente para o dia em que Ryan morreu, seu ex-namorado. Era esse o único motivo pelo qual Hailey tinha decidido esquecer a Califórnia e se mudar para New York, tentando recomeçar a viver. “Isso é algum tipo de jogo para me conhecer melhor? Porque eu posso lhe machucar mais do que devo exatamente nesse momento”.
Colin não fazia ideia do que a sonserina estava falando, porém, tentar compreender o porquê de Hailey estar daquela maneira era a menor de suas preocupações. O vislumbre da data, dando-lhe a percepção de que havia voltado cinco anos, ao invés de apenas dois dias, pareceu uma faca no estômago do garoto. Nunca havia errado tanto em seus cálculos como naquele dia. Talvez tenha sido pelo modo que Hailey bateu no vira-tempo, ou pela surpresa que havia sentido ao perceber que não estava sozinho. “Cooper, Cooper”, Colin colocou ambas as mãos no ombros da sonserina, para chamar completamente a atenção. Sua voz alarmada não escondia o medo que ele sentia. “Você precisa prestar atenção em mim. Onde você estava nessa noite de 22 de julho? Você consegue se lembrar?” Empurrou a menina para uma área mais sombreada, que dificultasse o reconhecimento de seus rostos. “Me escute, isso é essencial. Precisamos garantir que seu eu do passado não se esbarre com o seu eu de agora? Você pode enlouquecer de uma forma que, por mais que eu tente criar outras viagens no tempo para corrigir meu erro, vai ser impossível. Não podemos ficar dessa forma na rua, precisamos ir o mais longe possível de onde o seu eu do passado está agora, até eu conseguir entender o que aconteceu com o meu vira-tempo. Está me entendendo?”.
Hailey não se sentia assim há anos, fazia tempo que não tinha a sensação de estar sem chão e precisar se agarrar a um sentimento para que conseguisse sobreviver. A Cooper voltou a si, ela entendia tudo que poderia acontecer quando está se lidando com vira-tempo e, sinceramente, estava ficando sem paciência de ouvir todas aquelas indagações do rapaz. "Sim, eu estou entendendo, Oversreet. Agora, por favor, me deixe respirar. Não é como se eu fosse sair correndo desse beco!" Empurrou o garoto que a segurava pelos ombros, fazendo com que o mesmo andasse alguns passos para trás. Cooper não conseguia deixar sua expressão de choque mais discreta, continuava com a mão cobrindo sua boca e encostada na parede de tijolos, tipicamente dos becos de New York. Não era necessário se preocupar em encontrar Hailey Cooper de cinco anos atrás, não era possível, ela estava em San Diego, Califórnia. Sendo mais específica, no hospital e depois no cemitério, enterrando seu namorado Ryan Howard. O dia em New York estava completamente diferente do que em San Diego, o céu ensolarado e quente parecia impossível com que do outro lado do estado ocorresse uma tragédia, com a tempestade do lado praiano. Antes que pudesse pensar em tudo que tinha acontecido com detalhes, respondeu. "Sim, eu consigo lembrar. Eu estava no cemitério, não aqui, em San Diego. Você não deve lembrar, mas eu sou da Califórnia, então se preocupe com você, Oversreet. Não vamos me encontrar por aqui, me tire daqui agora, eu não me importo com o que você fez, ao menos que queira ir para a Califórnia, eu não tenho porque está aqui." Não deu detalhes, porque não era necessário de abrir para o garoto, ele estava minimamente interessado e não conseguiriam impedir a morte de Ryan, nem mesmo podiam.
Don’t touch!
No momento em que Colin disse seu nome Hailey se sentiu estranha, como se sentisse seu corpo sendo embrulhado, não acreditava que aquilo estava acontecendo. Depois de alguns segundos, que pareceram minutos para ela, a morena pode se equilibrar nele para que não caísse, olhou ao redor e percebeu que não estava mais em seu período de tempo, a raiva era tanta que começou a ficar vermelha em sua face. “Eu não acredito que você fez isso! É por cima ainda me meteu nas merdas que vai fazer.” Disse irritada, após dar um tapa no rosto do garoto. “Você acha que vai ficar criando paradoxos temporais? Podemos não estar os mesmos quando voltarmos. Afinal o que você veio fazer aqui?” Perguntou colocando a mão na testa.
Colin sabia que Hailey estava com raiva. Ele sentia a raiva da garota em sua face, que agora provavelmente devia estar com marcas vermelhas nos lugares em que os dedos bateram com força em seu rosto. No entanto, a irritação de Cooper estava em segundo plano. Antes de tudo, era importante garantir que ela estivesse bem. Os olhos de Colin percorreram toda a extensão do corpo da sonserina, buscando vestígios de qualquer machucado que a volta no tempo pudesse ter causado nela. Ela não deveria estar ali com ele, mas se fosse para estar, o meio mais seguro de viajar era com a corrente em volta do pescoço. O garoto nunca havia visto nenhum caso de viagem no tempo por meramente encostar no objeto, portanto, aquilo era novo pra ele. “Cooper, me escuta!”, pediu, em uma tentativa de chamar a atenção da garota “Você está bem? Está sentindo alguma dor?”.
Hailey sabia que a preocupação do rapaz era verdadeira, viajara no tempo poderia trazer consequências sérias. No entanto, sua condição física era a última coisa que lhe importava, estava mais preocupada em sair daquela linha temporal sem causar nenhum dano. “Olha aqui, não me toque. O que menos nos importa é como estou, só nos tire daqui antes que abra outro paradoxo temporal." A Cooper estava tão perturbada que não conseguia parar quieta, andava alguns passos de um lado para o outro tentando pensar como arrancar o vira-tempo das mãos dele. Sua cabeça estava tão lotada com isso, que só parou por um instante quando algumas pessoas passaram perto de onde eles estavam e uma folha de um bloco de notas voou para os pés de Hailey, para choque maior viu a data que estava registrada no cabeçalho do escrito, 22 de julho de exatamente cinco anos atrás. "Não é possível..." A garota se encostou na parede com a mão cobrindo a boca em estado de choque enquanto algumas lágrimas desciam por seu rosto. "O que você fez, Oversreet?" Perguntou mais como um grito. De todas as datas possíveis, o garoto tinha voltado exatamente para o dia em que Ryan morreu, seu ex-namorado. Era esse o único motivo pelo qual Hailey tinha decidido esquecer a Califórnia e se mudar para New York, tentando recomeçar a viver. "Isso é algum tipo de jogo para me conhecer melhor? Porque eu posso lhe machucar mais do que devo exatamente nesse momento."
Don’t touch!
Hailey andava depressa, sua unidade de estudos medicinais estava quase entrando em crise com o tanto de acidentes que vinham acontecendo em New York, a faculdade estava cada vez mais exigindo tempo dela e de Nick, seu parceiro, a morena tinha perdido as contas de quantas vezes dormiu no apartamento dele por ser mais perto e cômodo para voltar de madrugada, era estranho pensar como até roupas suas já tinham um local no quarto de hóspedes. Não era uma surpresa que Hailey se esbarrasse em Colin, incrivelmente suas classes na Universidade estavam cada vez mais próximas e talvez por isso uma atração mútua estivesse crescendo, no entanto ao esbarrar fortemente no garoto fez com que a mão do mesmo abrisse e demonstrasse o vira-tempo pendurado em uma corrente dourada se revelasse. A Cooper não tinha a menor intenção de exibir nenhum contato com o rapaz, mas foi impossível pelo que viu. “Que você é louco eu sei, mas você perdeu a cabeça? Isso é muito sério caramba”.
Colin não esperava ter esse encontro com Cooper, apesar de estar vendo a garota com certa frequência nos últimos dias. Teve o cuidado de virar em um corredor vazio antes de colocar a corrente dourada em seu pescoço e dar as voltas necessárias para o regresso no tempo. Talvez por esse cuidado ou pelo nervosismo que sentia ao mexer com o vira-tempo, Colin só percebeu a presença da garota, quando ela tocou no objeto para tirá-lo de sua mão. “Hailey!” disse, em desespero, enquanto sentia o efeito da mágica envolvendo não somente ele, mas a sonserina também. Aquilo não era para estar acontecendo.
No momento em que Colin disse seu nome Hailey se sentiu estranha, como se sentisse seu corpo sendo embrulhado, não acreditava que aquilo estava acontecendo. Depois de alguns segundos, que pareceram minutos para ela, a morena pode se equilibrar nele para que não caísse, olhou ao redor e percebeu que não estava mais em seu período de tempo, a raiva era tanta que começou a ficar vermelha em sua sua face. "Eu não acredito que você fez isso! É por cima ainda me meteu nas merdas que vai fazer." Disse irritada, após dar um tapa em no rosto do garoto. "Você acha que vai ficar criando paradoxos temporais? Podemos não estar os mesmos quando voltarmos. Afinal o que você veio fazer aqui?" Perguntou colocando a mão na testa.
Don’t touch!
Colin fechou a mão em punho, escondendo o pequeno vira-tempo que guardava desde a época de Hogwarts. Desde que voltou para o passado e criou o paradoxo temporal, o grifino é assombrado pela culpa e pelo peso de sua irresponsabilidade. Os últimos dias, em especial, foram marcados por vívidos pesadelos que o impediram de dormir. “Merda”, resmungou irritado ao quase esbarrar em Hailey e seu grupo de amigos. Olhar para ela agora fazia Colin lembrar da noite que ela o encontrou no corredor, logo após sua última viagem no tempo. He was wrecked. Encolhido no canto, olhos mortos, os flashs da guerra e da maldição cruciatus ainda reverberando em sua pele. E ninguém nunca soube de nada, porque ele guardou o segredo do vira-tempo por todos aqueles anos. O único motivo que fez Colin decidir usá-lo agora, foi a intenção de contribuir na resolução dos assassinatos que estavam acontecendo na cidade, sem qualquer explicação. Não irei interferir em nada, apenas observar. Prometeu a si mesmo, enquanto colocava a corrente dourada sobre o pescoço e dava as voltas necessárias para regressar dois dias.
Hailey andava depressa, sua unidade de estudos medicinais estava quase entrando em crise com o tanto de acidentes que vinham acontecendo em New York, a faculdade estava cada vez mais exigindo tempo dela e de Nick, seu parceiro, a morena tinha perdido as contas de quantas vezes dormiu no apartamento dele por ser mais perto e cômodo para voltar de madrugada, era estranho pensar como até roupas suas já tinham um local no quarto de hóspedes. Não era uma surpresa que Hailey se esbarrasse em Colin, incrivelmente suas classes na Universidade estavam cada vez mais próximas e talvez por isso uma atração mútua estivesse crescendo, no entanto ao esbarrar fortelemente no garoto fez com que a mão do mesmo abrisse e demonstrasse o vira-tempo pendurado em uma corrente dourada se revelasse. A Cooper não tinha a menor intenção de exibir nenhum contato com o rapaz, mas foi impossível pelo que viu. " Que você é louco eu sei, mas você perdeu a cabeça? Isso é muito sério caramba."
“Você só pode estar brincando com a minha cara, não é?” Parou de caminhar e virou para o garoto perplexa, seria muita audácia da parte dele recair toda a culpa de suas trocas de farpas somente sobre ela. “Olha aqui, eu não sou a pessoa mais aberta de New York, mas nunca deixei de responder nada que você tenha me perguntado. Se me lembro muito bem quem se fechou na noite do bar foi você e por sua causa eu decido ir embora. Então ponha essa sua cabeça no lugar e para de culpar os outros.” Realmente estava irritada ao ponto de ter seriedade e não deboche em seu tom. “Você compreende?” Bufou mais uma vez.
Colin se incomodou com os olhares que a conversa estava atraindo e logo tratou de puxar Hailey para um corredor mais reservado. “Talvez você não tenha deixado de responder nenhuma pergunta, mas é perceptível quando alguém é um incômodo para você, Cooper. E como você consegue ser petulante!” Ergueu os olhos para cima, lembrando-se de todas as vezes que havia ficado irritado com a menina. “Você é toda revirar de olhos e queixo erguido, parece que está sempre fazendo um favor para a pessoa por meramente escutar o que ela tem a dizer. Sempre foi assim, não percebe?” E o único motivo pelo qual Colin se aproximou alguns centímetros foi para garantir que Hailey não olhasse para qualquer lugar além dele. Queria atenção naquele momento, para que ela também percebesse a seriedade em sua voz.
Hailey semiserrou os olhos, talvez Colin não conhecesse ou não soubesse da existência do lado mais sensível da Cooper, o que era de se esperar, apenas seu parceiro de monitoria, Nick que convivia quase o dia todo com a morena podia ter mais noção disso. A garota sempre se esforçou para ser a melhor na área que queria atuar, noites todas jogada encima de livros e dias em claro em aulas práticas faziam diferença para ela. Talvez fosse por isso que aparentava ser tão cética, no entanto seus colegas e professores sabiam o zelo e a simpatia que tinha pelos pacientes. "Olha, eu posso ser tudo isso e um pouco mais, mas isso não significa que não exista outra parte de mim. Assim, como estou tentando desvincular sua imagem de garoto Cult e alternativo de Hogwarts, você devia fazer o mesmo comigo." Disse todas as palavras olhando nos olhos do rapaz sem desviar nem um segundo, se era isso que ele queria, era o que teria. "Se qualquer pessoa fosse um incômodo para mim, eu não trabalharia com elas. Eu lido diretamente com isso todos os dias, e se você acha que eu não consigo analisar suas expressões como faço com os pacientes, está errado. Eu treino todo dia isso com Nick"
“Espero que seja isso mesmo que você disse, apesar de eu achar que isso acontece naturalmente, não estamos mais em Hogwarts e você não precisa esbanjar essa identidade.” Hailey concordou com ele ainda relutante, nem tudo sempre tinha que ser discussão. “Por que você resume muito as conversas que temos? Contato nenhum? Você só pode tá brincando, ou tentando não falar isso para a Melissa. Não somos amigos, muito menos próximos, mas não somos inexistentes.” Disse um tanto séria, parecia que tudo que o garoto falava lhe irritava bastante.
Colin concordou minimamente quando a garota falou sobre como não era necessário manter a identidade de Hogwarts. Às vezes, o peso da pessoa que ele fora na escola recaía sobre si e o jovem só queria que esquecessem de sua existência. Um dos motivos para ir até os Estados Unidos se devia também, ao desejo de um recomeço. Por um segundo, cogitou compartilhar o pensamento com Hailey, mas não fazia muito sentido. “Eu não estou resumindo as conversas que tivemos, estou apenas sendo realista. Quais foram os contatos já tivemos durante todo esse tempo? Quase nenhum. Você sempre se fecha em si mesma”. Jogou a culpa nela, sabendo que estava sendo exagerado tanto em falar de Cooper, quanto em dizer que tiveram poucos contatos. Colin conseguia pensar em divertidas situações ao lado dela, como na vez em que dançou na loja de antiguidades.
"Você só pode estar brincando com a minha cara, não é?" Parou de caminhar e virou para o garoto perplexa, seria muita audácia da parte dele recair toda a culpa de suas trocas de farpas somente sobre ela. "Olha aqui, eu não sou a pessoa mais aberta de New York, mas nunca deixei de responder nada que você tenha me perguntado. Se me lembro muito bem quem se fechou na noite do bar foi você e por sua causa eu decido ir embora. Então ponha essa sua cabeça no lugar e para de culpar os outros." Realmente estava irritada ao ponto de ter seriedade e não deboche em seu tom. "Você compreende?" Bufou mais uma vez.
“Meu Merlin, você parece um detetive de tantas perguntas que faz, as vezes eu acho que você não me escuta.” Olhou para o corredor e já estava mais vazio, as classes prosseguiam em aula e certo seria andar para outro lugar mais aberto, pelo modo como Colin estava estressado era capaz de reclamarem do barulho. Hailey fez uma menção para começar a caminhar. “Pois bem, antes que você fiquei ainda mais estressado. É bem simples, você quer passar a imagem de cara descolado, que tem uma namorada bonita e aparentemente apaixonada demais por você. Se passa como o garoto que faz um sexo impecável, mas esconde o assunto. Isso que vocês dois estão fazendo é cansativo para os outros, imagina para vocês.” Deu de ombros, era sua mais sincera opinião. Com certeza, ele interpretaria errado, mas a morena estava acostumada com isso.
Colin franziu a cara com um desgosto que era impossível esconder de Hailey. Abaixou o tom de voz ao perceber que poderia estar atrapalhando as aulas e acompanhou o passo da sonserina. “Cooper, não vejo motivos para estar te explicando isso, considerando que nós não temos qualquer contato além dessas breves conversas no corredor, mas eu não busco passar imagem nenhuma. Não tenho nada a provar para ninguém. Eu posso ser bastante conhecido pelas pessoas dessa universidade? Posso. Mas isso não significa que eu vire noites pensando no que vão pensar de mim. Por Merlin, Hailey, não estamos mais em Hogwarts e eu, definitivamente, não tenho mais quinze anos”. Para a própria surpresa, conseguiu manter o tom de voz calmo ao explanar a situação para Cooper.
"Espero que seja isso mesmo que você disse, apesar de eu achar que isso acontece naturalmente, não estamos mais em Hogwarts e você não precisa esbanjar essa identidade." Hailey concordou com ele ainda relutante, nem tudo sempre tinha que ser discussão. " Por que você resume muito as conversas que temos? Contato nenhum? Você só pode tá brincando, ou tentando não falar isso para a Melissa. Não somos amigos, muito menos próximos, mas não somos inexistentes." Disse um tanto seria, parecia que tudo que o garoto falava lhe irritava bastante.
“Claro que tenho, o que acha que fazemos sexta à noite? Se não estamos por aí fazendo sexo, estamos discutindo sobre.” Cooper falou abertamente, ao contrário de Melissa, esse era um assunto muito natural para ela. “Não foi muito bem isso que ela disse, acho que é mais uma questão de prazer.” Poderia ser isso que acontecia com eles, na hora do ato não deveria ter tanto prazer, mas Hailey não tinha como saber essa parte. “Você é mais do que um relacionamento forjado, Oversreet. Para de querer ter essa imagem, por Merlin.” Suspirou cansada, Hailey estava cansada de ouvir Melissa reclamando sobre o garoto não ser presente.
“Que imagem eu estou querendo ter, Cooper? Me diga, porque eu realmente não faço a menor ideia do que você está falando. Já que está tão interessada em se intrometer em coisas da minha vida privada, é melhor fazer de forma bem feita”, disse. A irritação de Colin evidente até no modo como levava os ombros para trás. Ele tinha confiança no trabalho que fazia na cama, afinal, havia tido muita experiência para isso. Os tempos de amadorismos havia ficado para trás, porém, lhe doía um pouco quando Hailey buscava lhe atingir com questões que estava além da responsabilidade dele. Melissa era uma pessoa complicada de lidar, mesmo Colin tentando um diálogo, era difícil compreender o que a garota queria.
"Meu Merlin, você parece um detetive de tantas perguntas que faz, as vezes eu acho que você não me escuta." Olhou para o corredor e já estava mais vazio, as classes prosseguiam em aula e certo seria andar para outro lugar mais aberto, pelo modo como Colin estava estressado era capaz de reclamarem do barulho. Hailey fez uma menção para começar a caminhar. "Pois bem, antes que você fiquei ainda mais estressado. É bem simples, você quer passar a imagem de cara descolado, que tem uma namorada bonita e aparentemente apaixonada demais por você. Se passa como o garoto que faz um sexo impecável, mas esconde o assunto. Isso que vocês dois estão fazendo é cansativo para os outros, imagina para vocês." Deu de ombros, era sua mais sincera opinião. Com certeza, ele interpretaria errado, mas a morena estava acostumada com isso.
“E exatamente por ela estar entre minhas melhores amigas que eu tenho que falar a verdade…” Se encostou na parede ao lado dele, seu tom tinha sido sério. Tinha convivido muitos anos com Melissa, ela era uma das suas amigas mais próximas, não como Eve, mas ainda sim era. “Vocês apenas estão juntos por comodidade de ter um relacionamento. É bem perceptível, por isso Eve se preocupa tanto…” Apesar de não gostar tanto de confusão, pois a sonserina era mais observadora, ela tinha que dizer a verdade. Todos sabiam, mas nunca encaravam. “Vocês nem transam direito, acredite eu sei.” Bateu em seu peito, como um gesto de consolação, mas ainda prendendo o riso. Talvez estivesse indo longe demais, porém o objetivo de deixar o Overstreet sem graça foi concluído.
“Você não tem como saber”, soltou imediatamente, apesar de saber muito bem que a questão do sexo sempre é questão de discussão entre amigos e amigas. Não havia como esconder aquele detalhe humilhante para Hailey, o sorriso dela denunciava isto. “Escute, Cooper, eu estou respeitando o espaço que sua amiga pediu, o que é o mínimo que qualquer pessoa deveria fazer”. No entanto, Colin estava estressado, sem paciência para o romance de faz de contas, em que tudo precisava ser um grande gesto. Talvez ele não fosse o homem certo para Melissa, afinal de contas.
"Claro que tenho, o que acha que fazemos sexta à noite? Se não estamos por aí fazendo sexo, estamos discutindo sobre." Cooper falou abertamente, ao contrário de Melissa, esse era um assunto muito natural para ela. "Não foi muito bem isso que ela disse, acho que é mais uma questão de prazer." Poderia ser isso que acontecia com eles, na hora do ato não deveria ter tanto prazer, mas Hailey não tinha como saber essa parte. "Você é mais do que um relacionamento forjado, Oversreet. Para de querer ter essa imagem, por Merlin." Suspirou cansada, Hailey estava cansada de ouvir Melissa reclamando sobre o garoto não ser presente.
Hailey o observou bem antes que pudesse dizer alguma coisa, sentiu o rapaz tenso e um tanto diferente, sua opinião por Colin mudava cada vez mais, porém ele nem desconfiava. “Desde o momento em que todos tem que ver seus beijos e ouvir as mais melosas, totalmente falsas diga-se de passagem, para a senhorita Melissa isso se torna assunto público. Você já deveria saber disso.” Deu de ombros e soltou nos lábios um sorriso debochado mordendo o canto inferior . Poderia parecer que ela estava induzindo o Oversreet para a sedução, e se ele achasse isso tudo bem, ela gostava de o provocar.
Ela fazia de propósito. Colin tinha certeza que o tom debochado, a forma como abria um sorriso que parecia desafiá-lo a contestá-la, tudo era de propósito. Tudo milimetricamente pensado e calculado para o fazer perder a cabeça, ou sentir mais desejo por ela. Estreitou os olhos na direção de Hailey. “Não começa”, avisou em um tom sério. “Hoje eu estou sem paciência para esses seus jogos”. A verdade é que sentia-se extremamente humilhado pelo fato da sonserina saber que tudo o que estava acontecendo com Melissa, era uma grande farsa. “Não são falsas”, negou apenas por orgulho, “E você não deveria estar falando essas coisas para mim. Ela é sua melhor amiga antes de tudo”.
"E exatamente por ela estar entre minhas melhores amigas que eu tenho que falar a verdade..." Se enconstou na parede ao lado dele, seu tom tinha sido sério. Tinha convivido muitos anos com Melissa, ela era uma das suas amigas mais próximas, não como Eve, mas ainda sim era. "Vocês apenas estão juntos por comodidade de ter um relacionamento. É bem perceptível, por isso Eve se preocupa tanto..." Apesar de não gostar tanto de confusão, pois a sonserina era mais observadora, ela tinha que dizer a verdade. Todos sabiam, mas nunca encaravam. "Vocês nem transam direito, acredite eu sei." Bateu em seu peito, como um gesto de consolação, mas ainda prendendo o riso. Talvez estivesse indo longe demais, porém o objetivo de deixar o Oversreet sem graça foi concluído.
Hailey observou de longe o casal se despedir em mais uma troca de aulas na universidade, todos já sabiam os horários dos dois, visto que Colin vinha busca-lá no final de toda classe para passarem o intervalo juntos. Melissa e Colin eram o tipo de casal universitário que fazia muitos suspirarem almejando ter um relacionamento, mas por incrível que pareça, ao mesmo tempo desistiam desse pensamento por uma pequena e rápida reflexão do quão sufocante era aquele relacionamento. Beijos na bochecha, sorrisos falsos e falta de desejo era o que a Cooper enxergava.
A Cooper deixou que os outros alunos se dispersarem antes de se aproximar com um sorriso um tanto debochado de Colin. “Então, Oversreet está cansado do romance de cara descolado com garota fofa de universidade?” Deu de ombros e guardou alguns documentos que o seu parceiro de monitoria havia a entregado. “Quais os planos para a segunda aula? Ir para o Jardim de inverno e decidir as toalhas do casamento, imagino.”
Colin precisou respirar fundo antes de responder Hailey, porque se em alguns momentos o grifino encantava-se com a perspicácia da garota, em outros irritava-se qual a percepção de que ela era, antes de tudo, uma sonserina. Escutar o comentário venenoso, apenas fez o estresse de Colin se elevar em infinitos graus. Queria poder estrangulá-la…ou calar aquela boca a beijos. “Até a última vez que chequei, nada do que eu faço ou deixo de fazer lhe diz respeito, então porque você não volta a cuidar da própria vida, Cooper? Sei que minhas relações amorosas lhe interessam bastante, mas gosto de manter a minha privacidade”.
Hailey o observou bem antes que pudesse dizer alguma coisa, sentiu o rapaz tenso e um tanto diferente, sua opinião por Colin mudava cada vez mais, porém ele nem desconfiava. "Desde o momento em que todos tem que ver seus beijos e ouvir as mais melosas, totalmente falsas diga-se de passagem, para a senhorita Melissa isso se torna assunto público. Você já deveria saber disso." Deu de ombros e soltou nos lábios um sorriso debochado mordendo o canto inferior . Poderia parecer que ela estava induzindo o Oversreet para a sedução, e se ele achasse isso tudo bem, ela gostava de o provocar.
Colin sempre tivera um fraco por mulheres com sorrisos meigos. Melissa, dentre todas as que conhecera em Nova York, fora a que mais havia lhe chamado a atenção nesse aspecto e, vê-la pelos corredores da faculdade, tornava o processo de resistir aquela boca inúmeras vezes mais difícil. No entanto, após um certo contato com a garota, o grifino começou a achá-la doce e inocente demais. Eram beijos escondidos na bochecha, risadinhas após trocas de olhares, entre outros atos singelos. Não era como se Colin esperasse que a jovem fosse sussurrar comentários pervertidos ou mesmo tentar atraí-lo de um modo mais lascivo, porém, era frustrante a ideia de namorar uma pessoa que parecia ter a mentalidade de uma garota da quinta série. Por isso, após acompanhar Melissa até sua sala de aula e receber, novamente, um beijo em sua bochecha, Colin precisou conter um suspiro. Ele estava cansado de todo aquele romance. Podia ser muito divertido e fofo nos filmes, mas ele nunca havia tido paciência em demasia para gestos melosos. “Que saco”, resmungou baixinho, antes de perceber que Cooper estava parada na porta da sala ao lado. Ela havia observado toda a cena. @hailey-cooper
Hailey observou de longe o casal se despedir em mais uma troca de aulas na universidade, todos já sabiam os horários dos dois, visto que Colin vinha busca-lá no final de toda classe para passarem o intervalo juntos. Melissa e Colin eram o tipo de casal universitário que fazia muitos suspirarem almejando ter um relacionamento, mas por incrível que pareça, ao mesmo tempo desistiam desse pensamento por uma pequena e rápida reflexão do quão sufocante era aquele relacionamento. Beijos na bochecha, sorrisos falsos e falta de desejo era o que a Cooper enxergava.
A Cooper deixou que os outros alunos se dispersarem antes de se aproximar com um sorriso um tanto debochado de Colin. “Então, Oversreet está cansado do romance de cara escolado com garota fofa de universidade?” Deu de ombros e guardou alguns documentos que o seu parceiro de monitoria havia a entregado. “Quais os planos para a segunda aula ? Ir para o Jardim de inverno e decidir as toalhas do casamento imagino.”
too late to say sorry?
Hailey passou o peso de seu corpo apenas para sua perna, elevando seu quadril no seu lado direito com os braços cruzados pensativa. Definivamente, a primeira resposta de Hailey seria apenas falar que a noite do bar foi o suficiente para ela perceber que por isso que nunca se aproximou tanto do rapaz em Hogwarts, mas uma pontada de curiosidade a fez mudar de ideia. “Tudo bem, provavelmente você deve ter lido isso das três chances em um livro de ficção e aprisionado isso em sua mente.” Talvez Colin ao ouvir esperasse exatamente isso dela, mas não que ela queria continuar com aquilo. Continuou observando acessórios e algumas peças de roupa, porque no fundo sabia que em algum momento ele estava a observando e seu ego agradecia. “Então…Me surpreenda, Oversreet” voltou a encarar determinadamente o rapaz “Prove que isso vale a pena” O cutucou no braço chamando sua atenção.
Colin desejou revirar os olhos e dizer que nada precisava ser provado de modo tão rápido, pois toda relação complexa era construída de forma gradual. No entanto, apesar de toda a vontade de contestar Hailey com algum comentário sagaz, apenas para vê-la irritada, o grifino sorriu. “Depois não se arrependa do próprio pedido, Cooper”. Colin gostava da forma que pronunciava o nome da garota, em um misto de provocação e desejo contido. “Acho que esse é um bom momento para relembrar os tempos de Hogwarts. Eu conseguia animar aquela escola careta como ninguém”. E, enquanto afastava-se de Hailey com um sorriso que não escondia a própria rebeldia, selecionava alguns rápidos objetos. Óculos, jaqueta de couro e outros artigos que completariam o seu visual. “Acho que a playlist do seu dia de compras está pedindo por rock. Tem alguma preferência de música?”
"Se eu me arrepender, não se preocupe, você vai ser o primeiro a saber respondeu de prontidão com uma voz levemente irritada, pois via que ele dizia coisas como aquela apenas para deixa-la irritada. "Você é tão convencido... Hogwarts devia mesmo beijar seus pés." Revirou os olhos, mas não irritada, ela tinha um riso contindo dentro de si. Na verdade, a banda de Colin era bem conhecida por fazer shows nas sextas na sala proibida, muitas vezes era um ponto de encontro para os alunos. "Não tenho preferência, mas tenho pelas roupas que vai usar, pelo amor de Merlin, assim você vai ficar parecendo um Elvis." O empurrou levemente para a sessão masculina, e o parou de costas para o espelho e de frente para ela. "Parado e calado." Pegou as peças que ele havia escolhido e descartou em uma prateleira, um visual mais moderno ficaria bem. Observando que ele estava de calça preta, decidiu mudar algumas coisas. Pegou várias blusas e as colocava na frente do rapaz para ver qual ficava melhor. Adicinou também um óculos escuros e estava feito o look. "Nada contra, mas oara um artista você precisa ser mais moderno." Sorriu de canto e entregou as peças pra ele.