Well I talk about boys
Duda saiu do quarto e fechou a porta ao passar. Encarei George e ele se aproximou. Tentei me aproximar também, mas minhas pernas pareciam feitas de concreto. Ele chegou perto de mim, eu podia sentir seu cheiro incrível. Ele abriu os braços e eu hesitei o tempo de uma pulsação para abraçá-lo.
“Temos assuntos inacabados de ontem.” Comentei, encarando-o. George corou e desviou o olhar. Ele parecia extremamente entrentido com a cortina, e foi aí que eu resolvi compensar o que havia quase acontecido ontem.
Beijei-o. De surpresa. Senti um solavanco na barriga. George correspondeu, aprofundando o beijo. Não foi algo muito calmo.
Em poucos segundos eu havia empurrado ele na cama e estávamos nos beijando com certa selvageria. Só nos separamos quando Duda nos chamou lá fora. Amaldiçoei-a por dentro. Puxei George pela mão e saímos assim, de mãos dadas. Duda parecia saber o que havia interrompido e não falou muito. Aquele dia havia começado muito bem.
Eu me vi sozinho com Vicky, que me encarou. Me aproximei dela lentamente, tentando passar uma impressão de confiança, sem tirar os olhos dela também, e a abracei. A sensação era algo que eu não tenho nem palavras para descrever. “Temos assuntos inacabados de ontem”, ela falou, sorrindo, me fazendo corar feito uma menininha; eu nunca havia ficado sozinho com uma menina em um quarto, então obviamente não sabia o que fazer. Desviei o olhar, envergonhado, e fiquei olhando para a cortina.
Então, de repente, ela me beijou. Eu deveria ter me achado um completo idiota por não ter feito isso antes dela, mas não consegui pensar em mais nada exceto o quanto eu gostava dela e o quanto eu queria que aquele beijo fosse adiante. Tentei expressar essas coisas puxando-a pela cintura e beijando-a de volta com mais intensidade do que já havia feito na vida.
Ela claramente entendeu o recado, porque me puxou para a cama dela. A coisa estava ficando extremamente quente ali quando ouvi a voz de Duda muito distante me chamando para a aula. Foi como ser acordado de um sonho muito bom. “Me lembre de matar Duda mais tarde, está bem?”, sussurrei para Vicky enquanto saíamos do quarto de mãos dadas. Eu nunca me senti melhor.








