cxpcakemiabae:
heishouparkk·:
i will return in every song that is unsaid
A cada instante que se passava Hei se sentia cada vez mais confuso e sobrecarregado com a quantidade dr sentimentos conflitantes que sentia naquele momento; e parecia que não importava para onde ele olhava tudo ali remetia aos dois. Era quase como se ele estivesse observando duas cenas a sua frente; a conversa que estavam tendo agora, que se contrastava inteiramente com os encontros que costumavam ter ali naquele mesmo lugar. A diferença no clima e nas expressões era tão evidente que era quase como se estivesse com um peso no peito. Como tinham deixado as coisas chegarem tão longe? Aonde haviam errado para se tornarem tão distantes dessa maneira? Por um instante desejou que pudessem voltar a ser como eram antes, assim Mia não estaria chorando a suafrente. Ele a consolaria e ambos se abraçariam, ele lhe daria um beijo terno na bochecha e diria que tudo ficaria bem. Mas nada de bom viria pensar nessas coisas. Além disso, por mais que desejasse isso uma pequena parte de si ainda resistia a isso. Ainda custava um pouco acreditar que ela estava realmente ali na sua frente, e quanto mais tentava focar seu olhar no rosto alheio menos real ela lhe parecia. Ja havia visualizado e imaginado esse encontro tantas vezes que parecia se tratar apenas mais um dos seus sonhos distantes. Doia mais ainda pensar que ela poderia voltar a desaparecer, ou se afastar mais uma vez como havia acontecido no passado. Deveria tentar fazer diferente dessa vez? Por alguma razão se sentia hesitante em tomar essa iniciativa. Havia tanto acontecendo em sua mente, essa luta de emoções que se tornava cada vez mais difícil se concentrar no que acontecia a sua frente. Tentou momentaneamente se apegar as palavras alheias. Franziu ligeiramente o cenho confuso, mais uma vez o contraste entre o passado e o presente fazendo com que se sentisse um pouco perdido. — Você acha? — replicou, soando um pouco amargo até mesmo aos próprios ouvidos. Sentiu mais uma vez sua garganta se contrair, seu corpo ficando tenso diante do toque alheio; um novo sentimento começando a crescer em si. Porque tudo tinha que ser desse jeito? Justamente quando ele havia finalmente aceitado o rumo que as coisas haviam tomado, quando havia convencido a si mesmo a seguir em frente e conhecer novas pessoas ela aparecia outra vez. E era como se ela nunca tivesse ido embora, seu toque suave contra seu rosto, a forma como ela inclinava ligeiramente o rosto quando falava. Pequenas coisas que ele havia memorizado e guardado consigo por um longo tempo. Ficou em silêncio por alguns instantes, organizando os pensamentos e tentando acalmar um pouco a tempestade de sentimentos que estava sentindo. Não queria agir de maneira precipitada: algo que estava se tornando comum ele fazer. Sabia que poderia acabar a machucando, caso o fizesse. — Não tem o que perdoar, Mia. — respondeu por fim depois de um tempo, sentindo parte do peso sair dos seus ombros. Não a culpava inteiramente, parte da frustração também era para consigo. — As vezes pessoas tomam rumos diferentes, e coisas acontecem. — sussurrou em resposta, soando um pouco triste e distante. — Mas o que importa é que estamos aqui, certo? —acrescentou ao menos tentando soar otimista. Por uns instantes Hei foi pego de surpresa pela pergunta alheia, sentindo mais uma vez o estômago revirar com a ansiedade que sentia. Será que estava interpretando tudo errado? Não conseguia se lembrar, talvez ela fosse assim carinhosa com todo mundo e isso não significasse nada para ela? Esse pensamento doía. — É só… — começou a explicar, sentindo-se patético por estar interpretando tudo errado, tornando as coisas piores para os dois. — Não é nada. É só que eu não esperava… Acho que esta sendo um pouco demais para mim. — admitiu, sem querer acrescentar que achava que aquilo significava que ela o estava tratando diferente.
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Foram diversas as vezes que Maria se pegou pensando em como sua vida teria sido totalmente diferente se ela não tivesse sido tão teimosa. Ela se perguntava o que poderia ter mudado caso ela tivesse se mantido em Hogwarts ao lado daqueles que lhe eram mais próximos. E de facto, não saber a resposta para aquelas suas dúvidas era doloroso demais, especialmente porque a garota sentia que tudo teria sido bem mais fácil se ela tivesse mantido perto de si aqueles que mais amava. Na verdade, a Bae sabia que deveria ter reagido diferente no passado. Porém, no momento a oriental não podia fazer nada mais. Ela tinha que aprender a viver com a culpa, e com a tristeza. Sim, tristeza, pois apesar de a menina ter encontrado sua família biológica ela se sentia completamente triste. A verdade era que a garota de cabelos rosados se sentia completamente perdida sem seus amigos, e especialmente sem aquele serzinho de luz especial por quem haveria se apaixonado no passado. E de facto, Maria ainda estava completamente apaixonada pelo Park, e por mais anos que pudessem passar, a ex-sonserina sabia que aquele sentimento jamais iria passar. O outro haveria sido o seu maior pilar no passado, e nem mesmo com a distância esse sentimento haveria mudado. Hei Shou continuava sendo seu melhor amigo, seu protetor, e seu eterno amor, sua eterna paixão.
Era incrível a forma como seu corpo parecia continuar reagindo à presença do mais alto. A forma como sua respiração rapidamente se alterava, tal como as batidas em seu coração se tornavam totalmente aceleradas. O sangue parecia queimar ardentemente em suas veias, fazendo com que aquele líquido bombasse cada vez mais rapidamente. A Bae se sentia completamente entorpecida pela presença alheia, e o perfume do asiático ainda a deixava mais endiabrada por aquele sentimento. Na verdade, a menina tinha que confessar que nunca pensara que poderia voltar a sentir tudo aquilo de novo. Maria haveria perdido realmente a esperança de reencontrar aquele que roubara seu coração. Porém, ao estar ali diante daquele que fora seu grande amor, toda sua esperança voltara fazendo com que a garota de cabelos rosados voltasse a acreditar que seria capaz de voltar a ser feliz. O toque alheio em sua pele era como um isqueiro sobre a gasolina, incendiando cada mísera célula de seu corpo. E era praticamente inevitável que um sorriso bobo não adornasse na face feminina, tal como o brilho se tornava presente no castanho caramelizado de seus olhos. A pergunta alheia, contudo fizera com que uma dor agoniante se apoderasse de seu peito. A ex-sonserina desviou seu olhar, encarando o centro da mesa. — “ É claro que acho, sweetie pie. ” — replicou num tom de voz suave, porém era notável o nervosismo que parecia estar a consumi-la cada vez mais. Maria voltou novamente seu olhar para o delicado e belo rosto alheio, sorrindo brevemente de canto. — “ Acho que isso é um sinal que ainda sou importante para você. ” — acabou por confessar sentindo suas bochechas esquentarem um pouco.
A Bae não poderia negar que já haveria sonhado com o dia em que iria reencontrar o asiático, afinal isso era praticamente uma constante em seus sonhos, fossem eles a dormir ou acordados. E por mais que sua esperança estivesse por um fio, a menina não poderia negar o quanto ansiava por aquele momento. Ela não poderia negar o quanto ainda amava o mais alto, e tão pouco, poderia negar o seu maior desejo. A verdade era que Maria desejava poder voltar atrás no tempo, e assim remendar os erros que haveria cometido, especialmente o erro em que deixara o Park. A oriental queria e ansiava por poder mudar isso, porém ela sabia que não seria fácil. A menina de cabelos rosados sabia que seria difícil conquistar a confiança do ex-lufano novamente. A bruxinha estava ciente disso, contudo isso não iria fazer com que ela baixasse os seus braços. As íris castanhas caramelizadas da menina se encontravam avermelhadas por conta das lágrimas que teimavam em escorrer pelo seu rosto. Ela voltou seu olhar para o asiático, e soltou um longo suspiro. Ela sabia que haveria sido ela a errar. Ela sabia e estava ciente disso. — “ Você sabe que não é bem assim, Hei. ” — teimou, revelando que sua personalidade continuava exatamente a mesma, com a diferença que haveria vincado certas características, como era o caso da teimosia. — “ Sim, porém eu me pergunto que caminho teríamos tomado caso eu não tivesse ido embora, sabe? ” — deu levemente de ombros enquanto um sorriso triste se formava em seus lábios. A magiozoologista baixou seu rosto. — “ Sim, estamos aqui, contudo… Tudo aquilo que tivemos no passado se perdeu. A confiança, a amizade, a cumplicidade… O amor. ” — replicou acabando por confessar indiretamente que ainda continuava completamente apaixonada por ele.
Maria não queria forçar barra, longe disso. A bruxinha apenas queria ter seu pilar novamente ao seu lado, nem que fosse como seu melhor amigo, pois acima de tudo, a garota e o Park sempre haveriam possuída uma enorme amizade. Eles sempre haveriam sido amigos, e mesmo quando namoravam, ambos se consideravam como o ombro amigo um do outro. E sem dúvida que a asiática sentia uma enorme saudade disso. Ao escutar as palavras alheias, a Bae levou uma de suas mãos até à mão alheia e voltou a entrelaçar ambos os dedos. Seu polegar começou um breve carinho nas costas da mão do menino. — “ Eu não vou mentir para você, sweetie pie. ” — começou por dizer enquanto um sorriso tímido emergia em seus lábios. Suas bochechas tomaram uma coloração rosada. — “ Eu… Ainda sou apaixonada por você. ” — confessou num tom de voz mais baixo enquanto desviava seu olhar. Ela mordeu o seu próprio lábio com ligeira força. — “ Porém, eu apenas quero ter sua amizade de novo. E… Bom, o resto só o tempo o dirá, não é mesmo? ”
No entanto, se ele havia aprendido alguma coisa no decorrer dos últimos anos havia sido sacodir a poeira e continuar em frente, não importasse o que. Claro, era muito mais fácil pensar do que de fato agir. Ainda mais em um lugar cujas lembranças eram tão fortes e especiais, com um encontro repentino como aqueles; algo que havia sido mais do que capaz de o abalar um pouco. Mas buscando se recompor Hei tentou ver a situação de uma perspectiva diferente. Era verdade que os dois haviam se separado de maneira abrupta, e que a culpa disso se devia aos dois. Poderiam continuar sendo assombrados com as infinitas possibilidades que poderiam ter acontecido, caso tivessem tomado caminhos diferentes para si. Ou poderiam aproveitar a oportunidade do reencontro para ver se continuavam a ter os mesmos gostos em comum; se perguntava e temia a resposta. Sabia que não continuavam sendo os mesmos adolescentes que a anos estudaram juntos, mas temia ver a diferença de maneira tão clara. Inspirou profundamente buscando mais uma vez se recompor. Não acreditava que estava se saindo exatamente muito bom na sua tentativa, mas foi o suficiente para ver que a outra estava igualmente abalada. Bem, não estava sendo exatamente justo com ela. E quanto mais observava o quanto tudo aquilo mexia com ela, mais injusto achava toda a situação. Afinal, ele também havia se permitido se afastar enquanto buscava outras coisas para si. Era igualmente culpado. E quanto mais pensava nas coisas que havia abidicado a fim de buscar uma carreira em um ramo que sua família, em parte não aprovava, mais assustado ficava com essa convicção que havia formado. Por vezes se via tão focado em seu objetivo que não pensava duas vezes em adotar atitudes que o afastaram de muitos. Desta vez conseguiu contribuir um sorriso genuino. Afinal, se seus caminhos haviam se cruzado depois de tanto tempo. Depois de tudo, de acreditar que nunca mais se encontrariam. Gostava de acreditar que isso poderia significar alguma coisa, na mesmam medida que temia. Temia estarem mudados a ponto de uma interação mais profunda apenas os afastar ainda mais. — Apesar de tudo você sempre foi importante para mim, sabe disso. — respondeu sinceramente, desviando o olhar do seu rosto. Continuava adoravel como sempre, corando de um jeito que lhe fazia querer apertar e a segurar próxima de si. Surpreendeu-se com a força com que esse impulso havia surgido, e espantado consigo buscou se concentrar em outras coisas. Pode perceber pelo comentário alheio que estava certo quanto ao fato dela continuar se culpando por conta do incidente que os levaram a se afastar. E aparentemente somente a ela atribuia a culpa. Isso despertou uma certa curiosidade em si; não haviam conversado muito depois disso, por isso não tinha certeza; estaria ela arrependida ? Esse pensamento trouxe uma certa apreensão a si. Temendo que talvez, depois de tudo que ela tivesse feito sua família não a tivesse recebido muito bem. Esse pensamento, junto com a lembrança da expressão esperançosa que se recordava dela da época, fez com que se sentisse um pouco triste. E um pouco com raiva, apesar que devido ao pouco que sabia dos mesmos era o bastante para acreditar que não estavam exatamente morrendo de amores pela morena. — Bem, se me lembro muito bem você não teria conseguido deixar isso para la. Também não teria conseguido me perdoar se fosse minha culpa que não tivesse ido atrás de uma coisa importante como essas. — respondeu com um sorriso nostalgico, quanto a possibilidade dele a ter ajudado e apoiado nisso... Bem talvez nunca soubessem o que poderia ter acontecido, e preferiu não sofrer pensando muito nessa possibilidade. Apesar de implicitos até então, escutar essas coisas em voz alta doeu mais do que achou que doeria. Pensou que estivesse se saindo bem em levar as coisas de uma maneira descontraída, os observar como amigos ocasionais que se encontravam de vez em quando. Diante disso Hei não conseguiu encontrar uma resposta. Chegou a abrir a boca algumas vezes, mas como nenhuma resposta lhe ocorreu voltou a fechar. Queria acreditar em uma possibilidade deles construirem algo mais para frente, mas... Mas e se ela tivesse lhe indicando que havia seguido em frente ? Estava confuso quanto ao que achar disso, apenas que havia algum indicativo entrelinhas ali. Suspirou mais uma vez brincando com os palitinhos que estavam dispostos sobre a mesa, buscando algo que se distrair. Foi então que lhe ocorreu puxar algum assunto diferente, talvez ela não estivesse tão interessada em sua carreira musical, mas como era um assunto que pelo menos o fazia se sentir bem... Mas antes que pudesse dizer algo Maria ja havia se adiantado. Sentiu sua respiração travando diante da primeira frase alheia, certo que não vinha coisa boa. Mas, novamente ela o surpreendeu. Gostaria que fosse do tipo que teria alguma resposta pronta, mas tudo o que conseguiu fazer foi a encarar com uma expressão de susto patética. — Eu.... Hã.... Quer dizer... Uau... — foi tudo o que conseguiu articular, sentindo-se cada vez mais patético a cada segundo. Talvez isso fosse o bastante para a fazer mudar de ideia ? Provavel. — É o tempo... Com certeza... — sussurrou quando percebeu um homem que nunca tinha visto antes se aproximando da mesa. “Boa tarde! Ja pediram alguma coisa ? Se incomodam se eu e meu amigo nos juntarmos a vocês ? Todas as outras estão cheias, vem cá Josh!” Continuou mesmo assim. Logo estavam ele e o amigo sem noção acomodados na mesa, conversando sonoramente se oferecendo para pagar algumas bebidas ao que chamaram de "irmãos". — Ela não é minha irmã... — protestou Hei, sem muito efeito no meio daquela algazarra. “ E ai, vem aqui com que frequencia ? ” perguntou um deles a Maria, o irritando, mas ele tentou disfarçar dobrando delicadamente um guardanapo da mesa (esmagando-o agressivamente).






