Por reflexo, a loira quase balançou a cabeça em sinal positivo, no entanto, sequer foi capaz de o fazer uma vez que o mais velho ainda segurava-a com firmeza. ❝ E é por isso que é o favorito de todos no hospital. ❞ Respondeu de forma sincera, buscando fixar seu olhar e sua atenção no médico, afinal, havia batido a cabeça no processo, e a última coisa que queria era adormecer naquele momento. Stephanie piscou os olhos de forma lenta, fazendo uma careta por causa da dor. ❝ Eu confio, doutor Terrel. ❞ Proferiu quase que de imediato, e um pequeno sorriso logo se formou em sua face, não porque a dor estava sumindo, mas por ser capaz de sentir a bondade do homem que estava junto de si. Sua expressão se suavizou aos poucos conforme as dores por todo seu corpo iam desaparecendo, a respiração tornando-se mais fácil também. A loira riu, baixo, buscando não se exaltar muito. ❝ Eu só estou aqui, deitada e imóvel, doutor. Você quem está fazendo todo o trabalho. ❞ Porém, tinha de admitir, era um pouco estranho estar do lado ferido, que recebe aquelas palavras, e não junto a um dos médicos, ou sendo aquela a dizer isso a alguém. ❝ No único dia que eu decido ir pro hospital comendo isso acontece. Me diz, doutor Terrel, ao menos meu DNA de ninfa vai ter alguma cicatriz legal ou só terei uma boa história pra contar? ❞
Clark riu ao ouvir o que ela disse, negando com a cabeça. — Posso te garantir que provavelmente é mais medo do que favoritismo. Ou respeito, não sei. — Foi honesto com ela, ainda segurando sua cabeça de forma delicada, mas firme, para que ela não acabasse se movendo demais naquela região. Estava preocupado com os possíveis traumas na cabeça, por isso se concentrava em sanar a dor nos outros cantos do corpo, mas nunca na cabeça, afinal se ela não sentisse dor, não saberia onde tratar. — Não precisa me chamar de doutor Terrel, Stephanie. Achei que tivéssemos passado dessa fase. Pode me chamar só de Clark, ok? — Ele disse com o mesmo sorriso, fazendo o mesmo procedimento que fazia quando tinha que acalmar um paciente, apesar de Stephanie não ser apenas uma paciente comum. Notou que ela estava respirando melhor e soltou um suspiro de alívio, pelo menos ela estava levando oxigênio ao corpo. — Você sabe que o paciente também é responsável por metade dos procedimentos de cura, Stephanie. Então, você está indo muito bem, se quer saber a minha opinião. — O médico sabia que a ambulância logo chegaria, mas iria com a moça até o hospital dentro dela e pediria para alguém levar o carro depois. A pergunta dela o fez rir baixo e ele analisou o ferimento novamente. — Ainda é cedo para dizer, mas... provavelmente ganhará uma cicatriz na região da lateral do estômago. — Disse, analisando a profundidade do ferimento. — Mas não se preocupe, nada que afete sua beleza ou a beleza que sua pele tem, Stephanie.