Binna chegou a colocar o corpo para trás, engolindo em seco e querendo fugir dali já. “Eu não.. Não era… Eu não queria…” Mal conseguia formar uma frase completa, o medo de ser entendido errado o deixando pequenininho, ainda mais por causa do tom não muito amigável que ela respondeu. Binna estava confuso de verdade e em momento algum quis brincar com nada desse tipo. Não tinha culpa que eram essas as histórias de vampiro que escutou a vida toda. “Sim. Cheguei faz poucos dias. Não tem nem uma semana.” Respondeu baixinho, envergonhado, desviando o olhar para outro canto qualquer só para não ter que encarar a menina a sua frente. Só foi relaxando os ombros e tomando mais coragem de voltar a olhá-la quando ela passou a explicar as coisas e provavelmente entender que Binna não tinha feito aquilo de propósito. “Eu juro que não quis ofender ninguém, me desculpa, de verdade.” Redimiu-se, olhando para a menina agora. “Eu só não sei como nada daqui e dessa… nova vida funciona.” Prestava atenção nela e assentia para cada palavrinha, fazendo várias anotações mentais de tentar não ser tão… preconceituoso com a espécie que agora também fazia parte. “Vou tomar cuidado! Prometo prestar mais atenção. Me desculpe novamente.” Pediu, tentando oferecer um sorrisinho. “Obrigado…” Eu acho, completou mentalmente, mas não externou aquilo para não causar mais mal entendidos.
A reação e a postura alheia a desarmou. Não sabia que iria receber de volta aquela conduta quase assustada do outro, já que estava acostumada a pessoas reagirem de volta no mesmo tom que ela usava com eles. Mesmo quando costumava ser novata na Morada da Noite, não tinha o costume de abaixar à cabeça para ninguém. Era engraçado. De certa forma, o outro estava lhe dando uma importância que não deveria, já que ele sequer a conhecia direito. Por algum motivo, foi mais educada com ele do que costumava ser normalmente com outras pessoas. “Não precisa se desculpar por isso, eu que o entendi errado!” aquilo era o mais próximo de um pedido de desculpas que chegaria à ele. Estava de bom tamanho para ela, já que tinha assumido à culpa do ocorrido. Naturalmente, continuou o ouvindo falar, retribuindo seu olhar. Entendia o que ele estava passando, já que todos que estavam ali já tinham sido novatos algum dia, e por causa disso, tentou ser compreensiva e paciente com o mais novo. Ninguém ali tinha entrado naquela vida sabendo de tudo. “Não precisa se sentir amuado. As pessoas tendem a pegar mais leve com os novatos. Seus superiores vão ajudá-lo com isso, principalmente aqueles que fazem parte da mesma fraternidade que você. Eu só disse o que disse para alertá-lo, já que agora você é um de nós. Você vai entender tudo melhor nas aulas de Sociologia. Eu não ligo para o que você tinha dito, mas tem gente que se ofende. É só isso, um aviso amigável.” Sky não era boa nisso, ela sabia, mas foi sincera com o outro. Sua intenção não era necessariamente deixa-lo amuado, ela só tinha sido sincera. Continuou. “Você vai aprender tudo aos poucos, como todos nós. Há sempre alguém para ajudá-lo nisso também, é só pedir. É confuso no começo, mas depois melhora.”
E ali estava novamente, sua mãe arruinando um momento tão bom seu. E ela sequer estava ali. Sua presença, tão insistente, estava só em pensamentos naquela vez, mas somente isso era suficiente para desestruturá-la inteira de vez, como se ainda estivesse em casa, sob o olhar agressivo da mãe. Respirou fundo antes de adentrar à sala do grupo, implorando à Deusa que a concedesse aqueles minutos de paz, mas não aconteceu. Em cada passo que errava, em cada ritmo que perdia, em cada momento de desconcentração e em cada resmungo que vociferava, sua mãe estava ali com ela, e era a culpada. Estava no começo do seu segundo ano, e era seu primeiro ensaio com as joias da noite desde que regressara às aulas. Era sempre assim. Demorava para que a presença da sua mãe deixasse de rondá-la. Eram dias e mais dias que se seguiam até se ver desintoxicada dela. Até lá, tinha que conviver com aquela raiva crescente que subia pela sua pele e a deixava sensível a tudo e a todos. Seu humor não estava nada bom. O rosto sério não enganava, estava puta e era melhor deixá-la quieta em seu canto. O ensaio todo transcorreu daquela forma para ela, péssimo. Era ainda mais difícil saber que a olhavam tão descaradamente, e piorava quando os entendia como julgamentos alheios. No final da aula, foi a primeira a se retirar do clube, não deixando de bater à porta ao sair. Ao contrário do que gostaria, já que estava um tanto nervosa e irritadiça, permaneceu no corredor. Seu olhar caiu diretamente em Naeun, e toda sua raiva foi direcionada a ela. Era mais fácil assim, mais cômodo. Antes que ela fosse embora, a tailandesa deixou que sua mala de mão caísse com um baque no chão e com passos rápidos se pôs em frente à outra, não deixando que ela prosseguisse seu caminho. Seu rosto estava sério e sombrio enquanto a encarava diretamente. Sky não se importava com seu arredor, estava concentrada exclusivamente em Naeun. Cruzando seus braços em frente ao corpo, a tailandesa soltou o ar exasperada, fazendo questão de jorrar à outra tudo o que se passava na cabeça, num tom sério de aviso. “Você tem algum problema comigo, garota? Está curiosa com algo?”
ao ter o nome citado por outra pessoa, hodaka abre os olhos e se espreguiça antes de escorregar até a mesa e foi esfregar o rosto no braço de sky; ao contrário de seu vampiro, o gato gordo não tinha problema algum em iniciar interações e era tão carinhoso quanto hajoon. o garoto sorri um pouco. “ acho que ele está dizendo que te ajudaria. ” marcou a página do livro que estava lendo e o deixou de lado para ser educado e então passou a acariciar o gatinho também. podia ser um rapaz de poucas palavras verbais ( porque ele sabia colocar o coração num poema como ninguém ) mas podia falar bastante sobre o seu hodaka. “ a correspondência atrasa um pouco mas sempre chega ao seu destino, ” ele brinca, enaltecendo como preguiçoso é seu familiar. “ acredito que essa é uma das intenções das deusas ao proibir celulares, melhorar a comunicação pessoal. ”
“Acho que meu familiar veio com defeito. Será como faço a devolução? Teria um SAC em que poderia entrar em contato?” a pergunta foi voltada completamente para Hodaka, já que seu olhar para direcionado a ele. A tailandesa adorava implicar com seu familiar, já que ele era tão explosivo quanto ela; era assim que geralmente mostrava seu amor, já que Rain sabia muito bem o quão difícil Sky poderia ser. Mas, independentemente de tudo, nunca o trocaria por nada e nem ninguém. Animais eram seu ponto fraco, era uma injustiça com ela que tivesse algo tão fofo à centímetros de si. Por isso, não hesitou em pedir. “Será que posso tocar...?” com os olhos ainda voltados ao gato, foi com paciência tocá-lo, direcionando sua palma em direção aos corpo do animal, dando tempo suficiente para que ele rejeitasse seu toque, caso quisesse. Quando o tocou, um raro sorriso doce surgiu em seus lábios em resposta ao animal, aproveitando para acariciá-lo com certo gosto. “É verdade? Você me ajudaria também? Isso é bom! Será que isso o deixaria com ciúmes?” Sky apontou com o queixo para o Hajoon, e voltou o olhar para o gato, lhe oferecendo uma piscadinha brincalhona.
“Não tem nem o que reclamar, com algo tão fofo fazendo esse trabalho, o serviço seria sempre nota dez, independentemente do atraso.” o afago ao gato só foi cortado com a presença de Rain, que fez questão de se fazer ali, repousando no ombro de Sky. Seu hedgehog não estava muito contente, a tailandesa podia ouvir seus resmungos. “Falando em ciúmes...” não terminou a frase, já que era direcionada a seu familiar que desceu até seu colo e repousou ali. Sky não segurou o riso, fazendo questão de voltar a acariciar o gato enquanto fazia o mesmo com familiar. Voltando ao tópico central da conversa, Sky não reprimiu sua careta, já que sabia que o outro estava certo. Estava reclamando para ser chata, já que reclamar era algo que sempre fazia. “Você está certo, não há o que dizer. Eu sou boa em negociar, mas não acho que as Deusas iriam querer fazer algumas concessões, nem sei eu bolasse as razões mais credíveis para isso. A parte boa é que talvez eu nem precise mais, já que o Hodaka deu a entender que me ajudaria, né? A outra solução seria somente fazer amizades com pessoas pontuais. Eu nem estaria reclamando se a pessoa em questão não tivesse me dado um chá de espera. Será que levei um bolo?”
“ e eu gostaria de te lembrar que eu não tenho problemas com bater em mulher quando numa trocação franca, ” a encarou de volta, falando sério embora não de forma ameaçadora. voltou-se então para suas anotações, apenas passando o olhar por elas sem se demorar em nenhuma enquanto a ouvia falar. não tinha nada que ele quisesse mais do que um meio de comunicação imediato dentro da morada e com o mundo exterior, mandar cartas e bilhetes demorava muito e dava trabalho demais, e era mais trabalho ainda localizar jeongwon e shidao no meio de tantos vampiros. a morada era a materialização de alguns de seus sonhos mais malucos e ao mesmo tempo um pesadelo para alguém preguiçoso como ele. “ tem muita coisa ruim aqui, ” e ele podia recitar uma longa lista de tarefas que ele detestava, desde cortar lenha até lavar banheiro, “ mas ficar incomunicável é a pior. essa é a mulher sem sobrancelha, não é? não é dela que eu tô falando, tô falando da mulher branca de cabelo curto que cuida de um monte de pirralho. eu tenho cartolina, quer fazer uma apresentação para as Deusas? ”
“Você me bateria mesmo? Nesse meu rostinho lindo? Você teria coragem?” Sky aproximou o rosto do outro, encarando-o o mais diretamente possível, fazendo quase um esforço monumental para não rir, numa tentativa de mentirinha de chamá-lo para uma briga. Antes de se afastar, apenas cerrou os olhos uma última vez, como se estivesse com raiva, ainda que levasse tudo na esportiva, e voltou a acrescentar, concluindo finalmente sua sentença. “Se fizer mesmo isso, terei que pedir para meu pai te processar, vai haver uma terceira guerra mundial.” Assim que terminou de dizê-lo, risos escapuliram dos seus lábios, ainda que tivesse feito um esforço para escondê-lo com uma das mãos em frente aos lábios. Aquela situação hipotética a divertia bastante. Será que ela ainda poderia ser submetida à justiça humana? Ela ainda era uma cidadã tailandesa? Não saberia dizer, já que não era mais teoricamente humana. Deixou aquele pensamento de lado e concentrou-se mais uma vez no outro, respondendo-o. “A vida é feita de concessões. Eu realmente não me importaria de fazer a limpeza com um sorriso no rosto, se tivesse meu celular comigo. Seria tão útil. Espera... o quê? De que filme você está falando? Sei lá, a primeira freira que me veio à cabeça foi a Goldberg. Cartolina? Temos o quê? Cinco anos?” bateu com a palma da mão algumas vezes na mesa enquanto mais uma vez caía na risada. Parou para respirar um momento e continuou, com um sorriso inteiramente aberto nos lábios. “No cartaz estaria escrito: “motivos e benefícios para usar tecnologia (lê-se celular) na Morada. Fonte: vozes das nossas cabeças. Ah, seria imperdível. As Deusas iriam topar na hora. Seria épico!”
normalmente, hajoon não interage muito com as pessoas ao seu redor ( a não ser que seja um amigo próximo, ou mesmo um interesse romântico ) e essa aparente distância costuma causar nas pessoas uma impressão um pouco equivocada da personalidade delle. ainda mais depois de tudo o que tinha acontecido, hajoon tinha se fechado ainda mais dentro de si. estava em uma das salas de estudo, relendo um de seus livros preferidos quando notou a garota ao seu lado. ele não a teria perturbado, mas ficou preocupada que o braço dela acabasse escorregando caso ela dormisse pesado e ela se machucasse, então a cutucou gentilmente, tentando acordá-la. quando ela lhe respondeu, apenas assentiu, voltando a olhar para frente. ela certamente falava bem mais do que ele. “ o hodaka sempre leva bilhetes para mim. “ hodaka, o gato preto que era seu famíliar, estava naquele momento tirando um cochilo pendurado ao redor dos ombros fortes de seu vampiro e hajoon o indica com a cabeça. “ talvez seu familiar possa te ajudar com isso se você pedir. ”
Com os braços cruzados em cima da mesa, Sky continuou com a cabeça em cima do cruzamento, fazendo-o como travesseiro. Seu rosto estava virado para o outro, ouvindo-o. Ao ouvir que ele usava seu familiar de correio, um sentimento de interrogação bem grande tomou seu rosto, curiosa com a forma que ele usava para se comunicar. Não era uma solução ruim, mas nada que funcionasse com ela. “Deveríamos trocar de familiar? Devo contratar os serviços do Hodaka? Eu tenho dinheiro!” a brincadeira estava estampada no seu rosto, com um riso que tomava seus lábios. Levantou a cabeça bruscamente da mesa e olhou ao redor para conferir que seu ouriço-terrestre não estava por ali, ele sempre ficava bravo consigo quando ela brincava que iria lhe trocar por outro animal. Felizmente, ele não estava, ou pelo menos, não o tinha visto. Seu riso aumentou. Quando a risada cessou, respirou mais fundo e continuou. “Se eu pedir para o Rain, é capaz de eu não estar viva no dia seguinte. Ele é bem decidido em suas próprias vontades, sabe? A solução para mim será marcar uma reunião com as Deusas para discutir ideias para melhorar nossa comunicação.”
seongwoo tinha trazido das férias muito material para ajudá-lo com suas teorias da conspiração e se dedicava a estudá-lo naquele momento, vez ou outra pensando em voz alta sem perceber ou propositalmente fazendo comentários com sky sentada ao seu lado. ao ver que ela começava a cochilar cutucou sua costela com o cotovelo. “ acorda, minha filha, eu tô falando! ” as mãos já estavam manchadas de canetinha e marca texto e ele estava prestes a começar a falar novamente quando ela tocou exatamente no seu maior gatilho. “ eu sei! ” respondeu exasperado em lembrar que não tinha acesso à internet lá. embora fosse mimado, não se importasse com as coisas e fosse honesto demais para o seu próprio bem, seongwoo era muito mais fácil de lidar quando tinha um celular para falar com o melhor amigo. “ e o pior é que a galera em anvar pode ter celular e não tem! não sei como conseguem, quero dizer, o que eu deveria fazer? comprar um apito e usar para chamar as pessoas que nem naquele filme da freira que canta? ”
“Se você me cutucar com esse cotovelo novamente, vai ficar cego em um dos olhos. Sei ser certeira com o cotovelo também, não sou de errar. Está mais que avisado!” o encarou seriamente, como se realmente estivesse muito brava. Se fosse qualquer outro dia, talvez até criasse caso, mas como estava se sentindo descansada, ainda que sonolenta, apenas dispensou o ato com um revirar de olhos, seguindo em frente. Afastou de vez a cabeça da mesa e começou a varrer com os olhos todo o material que Seongwoo tinha espalhado pela mesa com certa curiosidade, já que não era a primeira vez que o via com aquilo. Vê-lo analisar aquilo tão tanto afinco a interessara de certa forma. Enquanto o ouvia falar, espiava com o rabo de olho uma coisa ou outra das folhas dispostas na superfície, tentando identificar seu conteúdo. Quando o silêncio se fez presente, deu de ombros, reclamando também. “Pois é. É inacreditável que tenhamos que procurar e conversar com as pessoas pessoalmente. Como é que eu vou saber onde está todo mundo? A Morada é enorme. Às vezes eu só quero trocar mensagens... é muito mais fácil. Enfim, não se tem o que fazer quanto a isso, infelizmente. É sempre triste ter que deixar meu celular para trás. Não acredito que tenha solução para isso... teremos que continuar nos comunicando como antigamente. Hmm, não sei se isso funcionaria! Alguns usam os familiares para mandar recadinhos, mas se eu fizer isso com o Rain, é capaz de ele me matar à noite. Você está falando daquela personagem da Whoopi Goldberg? ‘Tá. Eu acho a ideia da telepatia mais acertada. Vamos ter que marcar uma reunião com as Deusas, apresentar o projeto.” riu com a própria brincadeira, só a ideia daquilo soava era absurda.
“ não é confortável ”, ele declara com certeza, sem saber identificar sua ironia. ele já havia tentado dormir na sala de aula nas primeiras semanas em que ficava difícil se acostumar com o fuso-horário e as transformações de vampiro, mas a verdade é que peach não é capaz de trocar o conforto de um travesseiro macio e uma cama fofinha por qualquer outro. “ telepatia seria muito foda! ”, o jovem se empolga, começando a bolar ideias na cabeça. “ mas não sei se seríamos capazes de controlar tão facilmente e causaria muita enxaqueca. me pergunto se as deusas conseguem se comunicar dessa forma… ” quando sky menciona lanche, peach levanta uma sobrancelha e abre mais os olhos. “ eu tenho dois pêssegos aqui na mochila, que coincidência. você quer? acho que não tem problema comer agora… ”
Sky o encarou incrédula, esperando que ele sinalizasse que também estava sendo irônico. Esperava por uma risada, um indicio de brincadeira, qualquer coisa, mas não aconteceu. “Não, não é nada confortável mesmo. Por que será que eu disse isso, não é?” com um suspiro levemente exasperado, decidiu deixar esse assunto de lado, não iria insistir naquilo, era sem sentido. Quando Peach começou a discorrer sobre o que achava da telepatia, a tailandesa deitou a cabeça no braço direito que estava estendido na mesa, mas não deixou de olhá-lo, concordando com a cabeça vez ou outra para indicar que estava o ouvido. “Seria mais um poder que teríamos que controlar. Só isso já daria mais dor de cabeça, mais treinamento, mais matéria para estudar. Alguns usam os familiares para fazer essa comunicação, como em Harry Potter com as corujas, mas o meu familiar não ficaria feliz se eu o usasse como correio. Já consigo até imaginar... seria um desastre, ele é bem mais estressado que eu.” refletiu um pouco sobre o que disse, e a careta surgiu como resposta; Rain não era nada fácil de lidar, parecia uma versão animal de si mesma, era impressionante. “Eu acho que as Deusas se comunicam assim também. Elas supostamente podem fazer tudo né? Sei lá. Pelo menos comigo é assim, eu acho. Quando sonho com a Deusa, fico com a impressão que a voz dela está dentro da minha cabeça. Ela não é muito falante, na verdade.” quando o outro lhe ofereceu um pêssego, Sky levantou levemente a sobrancelha como se o questionasse; “sério isso?”. Levantou de vez a cabeça, encarando o outro diretamente. “Você anda com pêssegos na mochila para fazer esse trocadilho? Não é engraçado, mas vou querer um mesmo assim. Acho que faz um tempo que não como. ” deu levemente com os ombros, como se estivesse desinteressada, estendendo a palma da mão para o outro. Ousou até agradecê-lo em seguida, mas num sussurro baixo de ‘obrigado’. Ela era um tanto quanto implicante, no fim das contas.
Tudo bem, ela estava falando bastante coisa, e talvez fosse até muita para Binna acompanhar, mas acontece que ele não estava prestando muita atenção em todo aquele monólogo sobre celulares e telepatia. Não por falta de simpatia nem nada do tipo, acontece que quando algo lhe chamava a atenção, ele raramente dividiria com outra coisa, então esperou que a menina parasse de falar para poder simplesmente poder quitar sua curiosidade. “Então nós dormimos normalmente?” Binna não entendia muito sobre vampiros, era extremamente novo àquele mundo, e não sabia quais mudanças podiam acontecer durante o tempo. Ele ainda dormia e sentia sono, mas será que isso ia parar em algum momento? Ele gostava muito de dormir… “Tipo, sem caixão nem nada do tipo?” Os olhinhos chegavam a arregalar levemente na expectativa.
“Há, chegou o piadista! Que piada velha, hein! Nem sei se algum dia já teve graça, na verdade.” Sky não o encarava, seus olhos estavam fechados enquanto sua cabeça estava deitada num dos braços apoiado em cima da mesa. Não era difícil sentir-se sonolenta naquele horário da noite, embora enfrentasse aquela rotina há uns bons três anos. Gostava de saber que, ainda que tivesse em fase de transformação em vampira, continuava sendo a mesma pessoa de antes. Um pouco menos sonolenta, mas só um pouco menos. Demorou para perceber que o outro não estava brincando, seu questionamento parecia genuíno, principalmente pelo silêncio que se seguiu quando pronunciou suas palavras. Levantando a cabeça para o outro, a tailandesa o encarou, pigarreando um tanto sem graça. “Primeiranista? Eu deveria ter adivinhado. Se você não estiver realmente brincando comigo, sim, nós dormimos normalmente. É sim verdade que com o passar do tempo as necessidades humanas vão diminuindo, como a fome e o cansaço, mas por enquanto, pode ficar tranquilo, vamos dormir bastante ainda. E sobre o caixão e essas coisas...” fez uma pausa bastante pronunciada, fazendo questão de abaixar o tom de voz e chegar mais próxima do mais novo, quase sussurrando as palavras seguintes num tom sério. “... evite citar coisas assim perto dos vampiros adultos, nem todos levam numa boa. O Drácula de Bram Stoker, por exemplo, na visão de alguns, difamou os vampiros, causando vários problemas com humanos, por isso alguns se ofendem. Cuidado, novato! E... bem-vindo?
“Não estou dormindo, só estou descansando minha cabeça nessa superfície plana totalmente confortável.” Não precisava ser o gênio para apreender sua ironia, mas apesar disso, seu humor não estava ruim, ela estava calma, e simpática até. A noite tinha começado devagar e o ritmo agradava a tailandesa. Continuou. “Dormir não seria uma má ideia, já sinto meus olhos concordarem com essa ideia, mas não posso. Não posso matar aula hoje, já faltei algumas outras. Estou esperando alguém e não entra na minha cabeça que temos essas incríveis habilidades dadas pelas Deusas, mas não temos um poderzinho de telepatia para nos comunicarmos à distância. É nessas horas que sinto saudades do meu celular, eu teria resolvido isso em instantes. Tudo que eu queria era fazer um lanche, e agora estou aqui, parada...”
“Sometimes suffering is just suffering. It doesn't build character, it doesn't make you stronger. it just hurts.”
parte um: o básico
Qual seu nome completo?
Sky Nittha Wetchachiwa.
Onde e quando você nasceu?
Eu nasci em 20 de setembro de 2000, em Chiang Mai, Tailândia.
Quem são seus pais? (nomes, profissões, personalidades etc.).
Meu pai se chama Kol e ele é dono de um resort de luxo na ilha de Ko Samui. Ele é o melhor pai do mundo. É engraçado, extrovertido e me ama, não há tanto mais para dizer. Minha mãe se chama Sananthachat, é uma ex-modelo; atualmente ela é “dona de casa” e uma “subcelebridade”, aparentemente. Não nos damos bem. Ela é... difícil de descrever. Ela tem muitas das características que abomino numa pessoa.
Você tem irmãos? Como eles são/eram?
Não tenho irmãos, e não quero.
Onde você vive agora e com quem? Descreva o lugar e a pessoa.
Fora da Morada, vivo com meus pais. Temos uma propriedade próxima do resort, na ilha. Não há muito o que dizer.
Qual sua ocupação/profissão?
Estudante.
Faça uma descrição completa de si mesmo. Talvez queira considerar fatores como: altura, peso, raça, cabelo, cor do olho, estilo de roupas e tatuagens, cicatrizes ou marcas.
Eu tenho 1,67 m de altura e peso 54 kg. Meus olhos são castanho-escuros e meus cabelos são longos e lisos, mas não escorridos, já que gosto deles ondulados. A cor do cabelo varia: preto ou em alguns tons de castanho. Não tenho tatuagens, mas tenho alguns piercings na orelha. Eu não tenho um estilo definido, gosto de peças que me valorizem. Normalmente meu estilo é mais girlie, com peças em tons mais claros ou pastéis. Uso bastante jeans, calças, saias ou shorts, e gosto de abusar nos acessórios e peças oversized.
A que classe social você pertence?
Classe alta.
Tem alguma alergia, doença ou outra fraqueza física?
Não.
É destro ou canhoto?
Destra.
Como é a sua voz/como soa?
Eu tenho um tom de voz baixo, melódico. Falo devagar também.
Quais palavras ou frases você usa frequentemente?
“Não te ouvi/vi chamar/falar/, estava dormindo.”, “Oi, e... tchau!”, “Não estou interessada”.
O que você tem nos bolsos?
Agora? Algumas balas, chaves do quarto e um lip balm.
Você tem manias estranhas, maneirismos, hábitos irritantes, ou outra característica peculiar?
Nada fora do normal, acho. Acho que nenhum.
parte dois: crescendo
Como você descreve sua infância no geral?
Minha infância foi tranquila, bastante confortável. Eu vim de uma família bem privilegiada financeira e socialmente. Sempre tive atenção e carinho do meu pai, sempre fui muito mimada por ele. Estudei em escolas boas, e sempre tive tudo do bom e do melhor.
Qual sua memória mais antiga?
Minhas memórias mais antigas sempre giram em torno do resort. Eu vivia sempre nas áreas sociais do resort ou no escritório do meu pai.
Qual seu grau de escolaridade?
Ensino médio completo, humano. Terceiranista na Morada.
Gosta/gostava da escola?
Antes eu não gostava, principalmente a que frequentava antes da transição, mas agora as coisas mudaram, me sinto bastante confortável na Morada.
Onde você aprendeu a maior parte das suas habilidades?
Na Morada.
Enquanto crescia, teve algum modelo/exemplo a seguir?
Não.
Enquanto crescia, como você se relacionava com os outros membros da sua família?
Não gosto dos meus tios e boa parte da família deles. Eles também não gostam do meu pai, então não me sinto culpada por isso.
Quando criança, o que você queria ser quando crescesse?
Bióloga.
Quando criança, quais eram suas atividades favoritas?
Gostava de estar em contato com a natureza, nadar, fazer trilha ou viajar, e dormir.
Quando criança, quais traços de personalidade você demonstrava?
Eu era bem mais mimada, dentre várias outras coisas.
Quando criança, você era popular? Quem eram seus amigos e como eles eram?
Não muito. Nunca fui de ter muitos amigos, na verdade. Meus dois melhores amigos eram conhecidos de infância. Isso cria algum tipo de intimidade, certo? Não tenho muito mais a dizer.
Quando e com quem foi seu primeiro beijo?
Eu tinha uns quinze anos, mais ou menos. Foi com meus dois melhores amigos na época. Perdemos nossas “primeiras vezes” juntos.
Você é virgem? Se não, quando e com quem você perdeu a virgindade?
Não sou virgem, pela mesma situação citada acima.
Conte a história de como você se tornou vampira ou como aprendeu a controlar suas habilidades.
Na semana do meu aniversário de dezoito anos, eu estava muito doente. Me sentia fraca, com tonturas, falta de apetite e febre alta. Meu médico me recomendou repouso absoluto. Naquela semana, eu estava no resort do meu pai, já que era lá que aconteceria minha festa de aniversário, mas na madrugada, tudo aconteceu. Naquela noite tive o sonho mais realista da minha vida. Me encontrei com a deusa no sonho e recebi minha marca. Já minhas habilidades eu as aprendi com a orientação dos tutores na Morada. Foi um processo lento, demorado, e ainda está acontecendo. Me sinto hoje mais confiante com minhas habilidades.
parte três: influências do passado
Qual você considera o evento mais importante na sua vida até agora?
Receber a marca e ser uma das escolhidas da Deusa.
Quem teve a maior influência sobre você?
Minha mãe me influenciava negativamente na infância, ela trazia à tona o pior de mim. As coisas mudaram agora. Sou bastante influenciada pela Deusa.
O que você considera sua maior conquista?
Não tenho conquistas tão memoráveis. Pergunte isso novamente quando terminar minha transição para uma vampira completa, adulta, daqui há alguns anos.
Qual seu maior arrependimento?
Não tenho arrependimentos. Pelo menos, não arrependimentos muito grandes.
Qual a pior coisa (mais malvada) que você já fez?
Provavelmente foi ter espalhado o quão infiel minha mãe é. Isso caiu na mídia alguns dias depois, e foi muito complicado de desmentir, já que eu dera certos detalhes cruciais...
Você tem registro criminal de qualquer tipo?
Não.
Em que momento da sua vida você se sentiu mais amedrontado?
Provavelmente os dias que se antecederam a minha entrada na Morada.
Qual a coisa mais vergonhosa que já aconteceu com você?
Uma vez me perdi numa trilha que estava seguindo. A trilha não era difícil, era considerada fácil para iniciantes, mas acabei me sentindo confiante demais e me dei mal. Fiquei algumas boas horas perdida. Além da equipe de buscas, teve helicópteros e a mídia noticiando tudo. Eu tinha dezesseis anos.
Se você pudesse mudar alguma coisa no seu passado, o que seria e por quê?
Não mudaria nada.
Qual sua melhor memória?
Quando fiz minha primeira viagem sozinha. Viajamos eu e meus dois melhores amigos para Cancún, no México.
Qual sua pior memória?
Quando meus sonhos de menina foram destruídos por minha mãe. Eu queria uma relação boa entre nós duas, uma relação verdadeira de mãe e filha. Naquela época, eu estava tentando ganhar sua simpatia, seu afeto, mas ela me retribuiu trazendo um homem asqueroso para casa, sem sequer escondê-lo de mim. Aquele foi um dos piores dias porque chorei muito e prometi a mim mesma que nunca mais me aproximaria dela.
parte quatro: crenças e opiniões
Você é otimista ou pessimista?
Pessimista.
Qual seu maior medo?
Meu medo é que meu corpo rejeite a transição.
Qual sua concepção religiosa?
Sou devota as Deusas.
Qual sua concepção política?
Não gosto de me envolver com política.
Qual sua visão sobre sexo?
Depende com quem for, se foi com alguém especial ou não.
Você é capaz de matar? Sob que circunstâncias matar é aceitável ou inaceitável?
Não acho que seja aceitável em nenhuma circunstância, excluindo autodefesa, obviamente, em que você está na posição de vítima.
Em sua opinião, qual é a pior coisa que um ser humano pode fazer?
Os seres humanos fazem muitas coisas ruins, muitas mesmo. Não consigo ranquear.
Você acredita em almas gêmeas e/ou amor verdadeiro?
Não.
O que você acredita que faz de uma vida bem sucedida?
Confiança e intuição. Alguém que trabalhe duro pelo que acredita.
Quão honesto você é sobre seus pensamentos e sentimentos? (você esconde seu verdadeiro eu dos outros e de que forma?).
Não gosto de pensar sobre minhas fraquezas ou meus sentimentos, mas sou sempre muito honesta comigo mesma. Não é que eu esconda minha verdade dos outros, só prefiro que não se aproximem muito, não gosto de demonstrar o que estou sentindo.
Você tem algum preconceito?
Não.
Há algo que você se recuse a fazer sob qualquer circunstância? Por que você se recusa?
Acho que não, contanto que tenha uma justificativa aceitável.
Por quem ou pelo que você morreria? Ou iria ao extremo?
Meu pai.
parte cinco: relacionamento com outros
Em geral, como você trata os outros (educadamente, rude, mantendo-os longe etc.)? A maneira que os trata muda dependendo de quão bem os conhece, se sim, como?
Não tenho muitos amigos. Acho que sou indiferente a maior parte das pessoas. E sim, a intimidade faz com que eu trate meus amigos diferente.
Quem é a pessoa mais importante na sua vida e por quê?
Meu pai. Eu o amo, não há somente um porquê.
Quem é a pessoa que você mais respeita e por quê?
As Deusas. Entrego minha vida a elas, e as respeito muito.
Quem são seus amigos? Você tem melhor amigo/a? Descreva essas pessoas.
Acho que a pessoa que mais se aproxima disso agora é a Summer. Como posso descrevê-la? Ela é única, apenas isso.
Você tem um cônjuge ou semelhante? Se sim, descreva essa pessoa.
Não.
Já se apaixonou alguma vez? Se sim, descreva o que aconteceu.
Sim. Ele não era apaixonado por mim, simples assim.
O que você procura em um provável amor?
Não procuro um amor, não agora.
Quão próximo você é da sua família?
Sou próxima do meu pai, somente.
Já começou sua própria família? Se sim, descreva-os. Se não, você quer? Por que ou por que não?
Não é algo que eu almeje. O futuro é incerto, não tenho como afirmar com certeza absoluta. Talvez eu precise, futuramente. Pretendo viver por muito tempo, e assumir os negócios do meu pai.
A quem recorreria se estivesse desesperado por ajuda?
Meu pai? A Deusa? Algum professor? Vai depender do meu nível do desespero.
Você confia em alguém para lhe proteger? Quem e por quê?
Acredito que a Deusa olha por mim.
Se você morrer ou desaparecer, quem sentirá sua falta?
Meu pai. Sou filha única.
Quem é a pessoa que você mais despreza? Por quê?
Minha mãe, por todos os motivos do mundo.
Você tende a discutir com as pessoas ou evita conflitos?
Não fujo de briga, mas não sou ‘brigona’.
Você tende a assumir o papel de líder?
Não.
Gosta de interagir com grandes grupos de pessoas? Por que ou por que não?
Não. Não tem um motivo específico. Sou mais introspectiva.
Você se importa com o que os outros pensam sobre você?
Sim. Depende. Não sei.
parte seis: gostos e aversões
Quais seus hobbies e passatempos favoritos?
Dormir, ler, comer, estar em contato com a natureza...
Qual seu bem mais valioso?
Pessoas não são bens, né? Não sei o que responder.
Qual sua cor favorita?
Verde pastel ou branco, não sei escolher.
Qual sua comida favorita?
Não sou fresca para comer, como de tudo. Talvez alguma sobremesa. Gosto bastante de chocolate.
Você gosta de ler? O quê?
Gosto de História e ficção.
Qual sua ideia de bom entretenimento (música, filmes, arte etc.)?
A arte, no geral. E por mais que não tenha talento para fazer música, gosto de ouvir muitas.
Você fuma, bebe ou usa drogas? Se sim, por quê? Você quer parar?
Não, para a primeira. Sim, para a segunda e não, novamente, para a terceira. Questão de costume. Bebo desde nova. Não tenho intenção de parar, não é algo relevante na minha vida.
Como você passa uma noite normal de sábado?
Dormindo, provavelmente. Não sou produtiva nos fins de semana.
O que te faz rir?
Meu pai e meus amigos, provavelmente.
O que te choca ou ofende?
São poucas coisas que fazem com que eu me ofenda ou me choque com alguma coisa.
O que você faria se tivesse insônia e precisasse encontrar algo para entreter a si mesmo?
Numa situação hipotética, já que é quase impossível encontrar algo que me faça perder o sono, acho que leria um livro, tomaria um chá ou ouviria uma música, talvez.
Como você lida com stress?
Dormindo, respirando bem fundo, ignorando.
Você é espontâneo ou sempre precisa ter um plano?
Eu sempre penso bastante antes de agir.
Que coisa boba mais te irrita?
Gente puxa saco e grudenta.
parte sete: autoimagem e outros
Descreva a rotina de um dia normal para você. como se sente quando essa rotina é quebrada?
Dormir, acordar, comer, estudar, dormir, basicamente. Em dias normais, eu acordo em cima da hora para cumprir o horário escolar. Em fins de ano, finais de semana e férias, a rotina é literalmente quebrada. Eu não me importo com isso, na verdade. Meu corpo acostuma rápido a mudanças.
Qual sua maior força como pessoa?
Eu gosto de pensar que por mais indiferente que eu seja, em alguns momentos, eu também consigo ser empática, na mesma proporção.
Qual sua maior fraqueza?
Assuntos familiares.
Se você pudesse mudar alguma coisa sobre si, o que seria?
Olha, não sei quando realmente comecei a pensar assim, mas em um nível mais profundo, acho que estou quebrada. Sinto as vezes que falta algo... como se eu não fosse suficiente. Acho que mudaria isso. Fisicamente, nada me incomoda.
Geralmente é introvertido ou extrovertido?
Introvertida.
É organizado ou bagunceiro?
Meio termo.
Diga três coisas na qual você se considera muito bom e três coisas na qual se considera muito ruim.
Eu sou boa em: jardinagem, em natação e ser uma filha da p***a, quando quero. Eu sou ruim em: ter paciência com ‘certos tipos de gente, sou ruim em me abrir sobre meus sentimentos e fraquezas e sou ruim em ouvir “não”, sou meio mimada.
Você gosta de si mesmo?
Sim. As vezes.
O que você mais deseja realizar na sua vida?
Eu quero ter sucesso, ser bastante bem-sucedida, independentemente do que eu escolher fazer no futuro.
Onde você se vê em cinco anos?
Vampira adulta. Mulher de negócios. Talvez finalmente começando uma graduação em biologia.
Se pudesse escolher, como gostaria de morrer?
Gostaria de morrer dormindo.
Se você soubesse que vai morrer em 24 horas, diga três coisas que faria no tempo que lhe resta.
Gritaria aos pulmões o quão ‘filha da p**** minha mãe é, para o mundo, para as Deusas, para a mídia, comigo e com todo mundo. Encontraria com meu pai uma última vez e passaria minhas últimas horas a mais próxima da natureza que conseguir... acho que me confortaria, de alguma forma.
Pelo que você gostaria de ser lembrado após sua morte?
Eu só quero ser lembrada, independentemente do motivo.
Quais três palavras descrevem melhor sua personalidade?
Confiável, leal e sagaz.
Quais três palavras as outras pessoas provavelmente usariam para descrever você?
Provavelmente indiferente, ranzinza e ignorante.
Se pudesse, que conselho você, player, daria ao seu personagem? (você pode falar como se ele ou ela estivesse sentado de frente para você, use o tom adequado para que ele ou ela atenda seu conselho)
Você precisa ser menos egoísta. Sua indiferença não a levará para lugar nenhum. Evite confusões desnecessárias e amenize o gênio difícil, uma vida sozinha não é garantia de felicidade, de paz. Faça amizades, crie laços, vão ser importantes.
Costuma chegar cedo aos cais para pegar o barco ou precisa correr?
Para ser bastante sincera, eu tenho dificuldade para acordar e costumo dormir bastante, por isso tenho sempre que me apressar para não perder o barco. É sempre uma luta, correndo ‘pra lá e ‘pra cá, todo momento.
Passa mal durante a viagem ou fica tranquilo?
Não passo mal em barcos, estou acostumada a viajar dessa forma.
A viagem até a morada pode levar muitas horas dependendo do seu país de origem. como costuma passar esse tempo?
Dormindo, na esmagadora maioria das vezes.
O que costuma comer durante o trajeto?
Snacks, doces e o que tiver na bolsa.
VIDA ESCOLAR
Quais são suas matérias favoritas? E quais são as que menos gosta?
Não gosto das matérias de Ciências da Natureza – ciência, física e química, principalmente. O resto das disciplinas eu suporto.
Costuma estudar com antecedência, só vai à biblioteca no dia anterior a alguma prova ou não estuda e chuta ‘d’ de deusa em todas as respostas?
Faço o possível para não levar bomba, principalmente nas matérias que não gosto. Estudo na biblioteca uma semana antes das provas, normalmente. Não costumo estudar com tanta antecedência.
Sobre os trabalhos dados pelos professores: costuma fazê-los sozinho, em grupo ou simplesmente copia de alguém?
Gosto de fazer os trabalhos sozinha, no meu próprio ritmo e ânimo.
Já pegou detenção? Se sim, por quê?
Algumas vezes. Por dormir em aulas, discutir com alguém em sala, etc. Nada fora do normal, e nem com tanta frequência.
Costuma matar aulas ou é frequente em todas elas?
Eu tenho um planejamento, número x de aulas que posso matar por semestre em determinada disciplina. Mato aula o suficiente para passar despercebida pelos professores ou no mínimo não afetar meu boletim.
Como é a sua relação com os professores?
Neutra.
Com quem costuma se sentar durante os jantares?
Normalmente com a Summer.
Qual animal te escolheu para ser seu familiar?
Um ouriço-terrestre chamado Rain.
Que instrumento decidiu aprender nas aulas de música?
Violão.
Em qual ou quais dos idiomas estudados você teve mais dificuldade? E qual gostou mais de aprender? (línguas asiáticas)
Tenho mais dificuldade com mandarim, e o que eu mais gostei de aprender foi provavelmente o japonês.
Como é sua relação com a sua deusa?
No começo foi difícil sentir essa conexão com a Deusa, mas com o tempo essa distância entre nós duas foi encurtando. O problema era eu, obviamente. Eu ainda não tinha aceitado essa minha nova realidade. As coisas agora mudaram para melhor. Eu a sinto quando estou em contato mais direto com a natureza. Às vezes ela aparece em meus sonhos também quando estou me sentindo sozinha ou quando estou com muito em mente. Ela é uma boa companhia. Eu a respeito muito!
Qual evento escolar mais gosta? (cerimônias religiosas, viagem para anvar, olímpiadas, baile, luau de iniciação, celebração do novo ciclo/ano novo, festival do amor)
Tudo que fuja da rotina, eu gosto. Eu sempre fico particularmente animada com todos os eventos. O meu preferido provavelmente é as olímpiadas.
Que tarefa mais detesta desempenhar? (considerando limpeza, cuidados dos animais, produção de comidas e vinhos, cuidado da horta…)
Limpeza, sem sombra de dúvida.
EXTRACURRICULARES & OUTROS
Defende algum esporte nas olímpiadas ou, pelo menos, assiste aos jogos?
Assisto aos jogos e auxílio na preparação do evento, normalmente.
Faz alguma atividade extracurricular?
Estou em dois clubes: joias das deusas e coluna da morada.
Tem algum clube que gostaria de entrar mas não pôde por falta de tempo?
Não.
O que gosta de fazer em seu tempo livre?
Dormir.
Costuma sair da escola nos finais de semana? Se sim, onde costuma ir? Se não, por quê?
Não costumo sair dos arredores da Morada. É muito raro quando acontece. Quando saio é para visitar meu pai ou dou uma passadinha em Anvar.
“She did not need much, wanted very little. A kind word, sincerity, fresh air, clean water, a garden, kisses, books to read, sheltering arms, a cosy bed, and to love and be loved in return.”