deimos deixou hoshi ter seu tempo, pois sabia que seria bom para ele. sua mente estava cheia de teorias sobre o que poderia ter acontecido, mas ele tinha medo de que tudo fosse pior do que ele pudesse imaginar. seu peito doía só de pensar em alguém machucando uma criança, de qualquer forma. ele teve sorte de ser adotado por alguém que mais parecia um anjo do que uma pessoa. já se pegou pensando no fato de que talvez ter crescido com mingxi fora melhor do que se ele tivesse crescido com seus pais biológicos.
arrumou madeira dentro do círculo de pedras que já estava ali quando eles chegaram. não iria ascender ainda, pois o sol ainda estava presente e o frio ainda demoraria para chegar. a verdade é que ele queria uma desculpa para deixar hoshi sozinho. não queria pressioná-lo a nada, queria que ele sentisse que ele estava livre e seguro; por que ele realmente estava. deimos permaneceu sentado na canga, brincando com a areia quente enquanto observava hoshi, ocasionalmente. sorriu para este quando ele se virou para o chinês, voltando para perto de onde suas coisas estavam.
“está, sim.” fez sinal para que hoshi sentasse do seu lado. “mas está um pouco quente para ascendê-la.” comentou, olhando diretamente para o sol e se arrependendo rapidamente de sua escolha. “aish!” reclamou, mas logo caiu na risada, rindo da própria desgraça. “vamos fingir que isso não aconteceu, ok?” seguiu com um sorriso esboço em seu rosto, quando voltou ao assunto sério de antes. “quando você disse que sentia muito por ter transformado isso numa sessão terapêutica. por favor não sinta.” falou com firmeza, sem olhar para hoshi. “eu quero ser seu amigo, acima de tudo, ok?” dessa vez sua voz foi mais suave, tentando tranquilizar o agora talvez amigo. “então… você acredita em teorias da conspiração e no sobrenatural?”
— Sentou-se ao lado de Deimos, com as pernas cruzadas, sem evitar gargalhar silenciosamente com a cena engraçada que havia acabado de presenciar. “Entendido, isso vai ser apagado da minha mente imediatamente” assentiu, bem-humorado, mas voltando a seriedade para ouvir o que ele tinha a dizer. “Quando eu disse isso foi porque nem todo mundo tem paciência pra ouvir, você sabe, mas... ah, esquece” comentou, brincando com os dedos das suas próprias mãos, não conseguindo achar as palavras certas pra sintetizar o que queria dizer. “Eu só fico muito grato por você ser diferente, acho que nós podemos ser amigos” se virou para o outro, mas voltou a olhar pra frente logo em seguida, feliz por sentir que estava a um passo mais longe do destino solitário que tanto temia em seu subconsciente. Arregalou os olhos imediatamente quando ouviu tecnicamente suas palavras de ativação: teoria da conspiração e sobrenatural. Era irônico alguém tão cético quanto Hoshi ser tão fascinado por esses dois assuntos, não era religioso e nem costumava pirar na batatinha sobre Iluminattis, mas era mente aberta para determinados assuntos e gostava de ver outros pontos de vistas além do seu. “Eu não diria acreditar, mas ocupa noventa e cinco por cento do conteúdo dentro do meu celular. Interprete da sua maneira” comentou, já se animando um pouco demais.












