Does everyone really are like the image you create them? || @Hestia Jones
Hestia Jones, conhecida por ser uma das alunas mais prestativas e mais dedicadas, havia por mérito próprio ganhado o título de monitoria de sua casa e não deixava a desejar nas tarefas para com o castelo, embora os estudos e a monitoria lhe tirassem quase todo o tempo livre, Hestia ainda encontrava alguns bons momentos para divertir-se com os amigos, porém, nos últimos tempos esses tempos estavam escassos. Estudar Herbologia havia tornado-se um dos passatempos de Hestia, talvez, por esse motivo a professora havia lhe deixado assistir algumas aulas do ano seguinte e Hestia conseguia acompanhar sem maiores problemas, sabia que se continuasse daquela forma a professora poderia considerar o seu pedido. Hestia queria ajuda-la, ser sua assessora, e apesar da hesitação da professora, a morena sentia que em algum momento ela poderia ceder. Naquela manhã, assistiria aula com os alunos da Gryffindor, aproveitou os momentos anteriores á aula para conversar um pouco com os colegas e amigos, conseguiu trocar algumas palavras com Sirius, James e até mesmo Greta que passara agitada por ali, e embora quisesse saber o motivo, simplesmente não tinha tempo, Hestia entrou na sala e sentou-se aos fundos, aula com os alunos da Slytherin, sabia que alguns destes poderiam se incomodar com a sua presença, dessa forma, resolveu ficar parcialmente invisível, porém, tinha uma visão total da sala e dos alunos que aos poucos se acomodavam. Quando a maioria dos alunos se acomodaram a professora deu inicio à aula, Hestia, por sua vez fazia um monte de anotações sobre o livro, algumas em seu próprio pergaminho, sempre muito atenta á professora e as coisas ao seu redor, observou por algum tempo James, Sirius e sentia falta de certos momentos despreocupados ao lado dos amigos, momentos
aqueles valiosos. Lembrou-se do baile, do excesso de ponche e do desfecho daquela noite e não conseguiu deixar de sorrir, ao contrário, quase riu, porém, quando deu por si, concentrou-se na matéria novamente, afinal, aquela era a sua realidade no momento. Não sabia dizer quanto tempo passou focada na voz da professora, as mãos pareciam se movimentar sozinhas ao escrever, talvez por esse motivo as pessoas associavam Hestia á um zumbie. Acordou da transe ao ouvir gargalhadas espalhafatosas e não demorou para identificar Sirius e James envolvidos em mais alguma palhaçada, logo, olhou para Severus Snape, não sabia exatamente o motivo, porém, conseguiu enxergar o exato momento em que a planta de Snape explodira, e ao rapidamente focar-se em James, identificou indícios de um feitiço não-verbal. Hestia não conseguia lidar muito bem com injustiças e logo a confusão havia sido feita, Sirius e James riam de forma compulsiva, puxando um coro de quase todos os alunos, sentiu vergonha de seus amigos naquele momento e agradeceu aos alunos da Ravenclaw, que se retiraram sem maiores alardes, porém, Hestia sentiu que deveria fazer alguma coisa, porém, a professora havia se envolvido, deixou que eles se falassem e Severus saiu, Hestia por sua vez tentou. – Professora, a culpa não foi do Snape. Eu vi, eu vi. – Sabia que a professora levaria as palavras de Hestia em consideração, porém, ela não ficaria ali mais nenhum minuto, o olhar de reprovação que havia lançado á Sirius havia deixado bem claro o quanto ela não gostava daquela situação, Hestia por sua vez apressou os passos, conseguindo por fim chegar até Snape, sua primeira reação foi respirar fundo. – Snape, espera. – Ela tentou, porém, aparentemente não havia sido o suficiente. – Eu sei como acabar com isso. E eu vi o que aconteceu, eu sei que a culpa não foi sua. – Hestia então conseguiu ultrapassar o garoto, parando na sua frente. – Não foi justo o que aconteceu com você naquela sala, eu sei que não. Eu adoraria ajuda-lo de alguma forma, eu sei de uma planta que reverte os princípios da Bobotúbera, e estou aqui para ajuda-lo. – Hestia respirou fundo, na maioria das vezes não sabia lidar com os alunos da Slytherin, porém, era justa, sentia dentro de si que deveria ajudar o garoto e mesmo com todos os receios ela o faria. – Me desculpe pelo Sirius e pelo James. – Não sabia bem o motivo, porém, decidiu pedir desculpas pelos dois, sabia que não amenizaria as coisas, mas, tinha que tentar de certa forma.
Furioso. Era assim que Severus se sentia naquele momento. Era absurdo como aqueles estúpidos Grifinórios conseguiam aprontar com ele ainda saiam ilesos no final. Estava na hora de Severus se vingar, na verdade já estava mais do que na hora. Dane-se tudo e todas as consequências; ele bem que podia imaginar uma detenção que iria durar até depois do final de seus estudos, mas só pra ter a chance de humilhar James Potter e sua corja uma única vez em sua vida, ele sentia que valia a pena arriscar. Mas eles que não esperassem algum brincadeirinha estúpida, seria algo realmente grande e perigoso. Se Severus conseguisse se livrar de todos eles de uma vez só, era melhor ainda. Não se importava nem um pouco e passar alguns anos em Azkaban.
Ele andou tão rápido e tão alheio à tudo – ele ainda sentia seus braço arder muito, mas a fúria tomava conta de seus pensamentos – que nem percebeu que já estava bem distante da estufa, mas havia seguido na direção contrária à que levaria ao Castelo. Melhor assim, não teria ninguém lhe irritando. Mas isso foi apenas um pensamento leviano, pois logo ele pôde escutar uma voz atrás de si. Ele virou-se dando de cara uma aluna com a gravata nas cores da Corvinal que vinha em sua direção. Jones. Ele não sabia seu primeiro nome, pois nunca se interessou por ela mais do que o normal Severus sempre foi um cara mais calado e observador, então ele sabia tudo que achava precisar saber sobre ela. Jones. Corvinal. 6º ano, mas pegava algumas aulas com os alunos do sétimo ano. Assim como os outros Corvinos, ela parecia bastante inteligente e dedicada aos estudos; nunca tinha procurado nenhum tipo de problema com ele, então ele simplesmente a ignorava e não se lembrava de ter trocado alguma palavra com a mesma. Alguns de seus colegas de casa já tentaram arrumar confusão confusão com elas, mas talvez não houvesse uma pessoa em Hogwarts com quem um Sonserino não houvesse arrumado confusão. Ou pelo menos tentado. Porém, nada daquilo explicava ela estar indo até ele. Ele ignorou e continuou andando, não queria saber, mas então ela o ultrapassou e impaciente, ele parou. Quanto mais cedo ela falasse o que queria falar, mais cedo iria embora.
Severus tinha certeza de que suas feições não estavam nada convidativas. Ele não estava interessado se ela sabia, ou não, como acabar com aquilo ou se ele era, ou não, inocente. Ele só queria que ela fosse embora e o deixasse em paz. As palavras dela o estavam confundindo. Não foi justo o que aconteceu com ele? Ela quera ajudá-lo? Severus a olhou de modo desconfiado. A única pessoa que realmente se interessou em ajudá-lo sem nenhum tipo de plano por trás disso não era morena. Aquilo estava muito errado. Tinha de estar. – Não me interessa o que você sabe. Não preciso de sua ajuda. – ele disse de maneira rude, arqueando uma sobrancelha em seguida. Esperava que fosse o suficiente para ela calar a boca e ir embora. Snape poderia não gostar de Herbologia e não ser um ótimo aluno quando se tratava dessa matéria, mas ele não era um obtuso. Ele sabia o que fazer para curar seu braço. Ele realmente não precisava dela. E mesmo se precisasse não admitiria. Mas pelo visto não fora suficiente, pois lá estava ela falando novamente. E falando coisas que ele não queria ouvir. – Veio pedir desculpas por eles? Eles a mandaram aqui? Faz parte de algum plano deles também? Vai me distrair para que eles possam explodir Bobotúberas por todo meu corpo? – seu tom era, além de rude, impaciente. – Faça me o favor de dar o fora e voltar pra os seus amiguinhos.














