@hyacinthhz
Valkyrie estava com o pé torcido. O que significava que estava com os movimentos debilitados. Não podia treinar com as armas naquele dia, pela dor que sentia toda vez que fincava o pé no chão com força, “Foda-se”, ela pensou. “Hoje vai ser o dia da sobrevivência.” Rumou para aquela sessão e logo estava observando algumas plantas venenosas, que haviam aparecido em edições anteriores. Conhecia a maior parte delas, mas não era má ideia relembrar. Se havia uma maneira que não desejava morrer na arena era por envenenamento alimentar. Se tivesse que cair, que fosse com honra. Que fosse lutando.
Findo aquele primeiro módulo, passou a analisar as plantas venenosas que ainda não havia aparecido em nenhuma edição da arena. Aquilo era coisa nova para ela. E Valkyrie aumentou consideravelmente sua atenção. Apenas naquele momento percebeu a presença de um rapaz do seu lado, exatamente quando aparecia na tela uma fruta que lembrava muito a maçã mais bonita que já havia visto em sua vida. Incapaz de se conter, a garota assoviou para chamar a atenção dele e fez sua expressão mais angelical, provocando o jovem. “Morderia uma dessas por mim, hm? Tal qual Adão e Eva”, disse, com um sorriso malicioso.
o rapaz já estava de saco cheio . demonstraria sua insatisfação? é claro que não . oras , estavam sendo observados cem por cento do tempo . além do mais , era um especialista em engolir desaforo . . . ou qualquer sentimento . quando seus irmãos morreram , permitiu-se chorar uma única vez . no outro dia , já não derramava mais nenhuma lágrima , obrigando-se a ser forte pela família . então , após aquecer , com alguns exercícios físicos , heavengrove caminhou em direção à uma estação que ainda não havia visitado . conhecia algumas plantas venenosas e , é claro , a famosa amora cadeado , porém , era um tanto leigo em relação às outras frutas . seus dedos mexiam naquela espécie de tela , arrastando-a para o lado direito sempre que acabava de ler as informações das páginas . desejou ter um pequeno caderno para que pudesse anotar a enxurrada de conhecimento jogado em sua cara . mas , como não tinha , precisava contar com a boa vontade de sua memória . em outras palavras , talvez estivesse ligeiramente ferrado .
só permitiu-se desviar atenção quando um assovio fez-se presente no ambiente . levantou a cabeça , virando-a na direção do som . olhou para maçã , exageradamente bonita e , em seguida , para a menina . uma carreirista , do um . arqueou uma sobrancelha em sua direção , curioso até . sua vontade era de falar um simplório nem fodendo , porém , optou pelo caminho mais interessante . ‘ talvez . ’ deu passos lentos até ela , diminuindo a distância entre eles . ‘ mas só se você também mordesse uma por mim , hm . ’ inclinou levemente a cabeça para o lado , mantendo o contato visual . em sua opinião , carreiristas eram a pior espécie de tributo existente — egocêntricos , sanguinários , vis .














