pontos que se cruzam | flashback / @dijon-oct
coréia do sul era pequena, pequena demais. ou, então, de fato existem os predestinados. são tantas empresas, tantos garotinhos entregando-se ao sonho de ser um idol, e nessa brincadeira inesperada, nunca tendo sido algo que pensava quando debatia sobre o futuro, hyendo havia encontrado três pessoas que fizeram parte de seu passado - conheceu sira nos estados unidos, como sua irmã de intercâmbio; conheceu miso como uma garota de voz bonita, professora de violão, e filha dos restaurantes cujo o kimchi era o maisi gostoso de busan. e aí, tinha ele, quem um dia estudaram na mesma escola. quase na mesma sala; com o mesmo dom para o rap. eles não costumavam ter muito a ver, pois naquela época, hyendo era um outro garoto - e esse talvez tenha sido seu erro: se amarrar cedo demais; acreditar no amor cedo demais; entregar-se completo não em seu sonho, mas em um criado com outra pessoa. é claro que a decepção viria. é claro que seria quebrado. é claro que somaria com os problemas que já tinha em casa. e é claro que se tornaria quem se tornou - alguém muito parecido com quem dijon sempre foi, coincidentemente.
como se predestinados, portanto, os dois garotos de busan cruzaram-se no mesmo ponto em seoul. na mesma empresa; em quase a mesma competição ou, pelo menos, sob críticas comuns: não são rappers, são idols. ah, isso fazia hyendo querer rir para disfarçar a vontade de pirar. dijon tinha uma vantagem, no entanto, uma grande vantagem: o garoto não tinha que dançar enquanto fazia rap, nem precisava pegar aula de canto, também. o garoto era solo - como sempre mostrou-se até mesmo na infância, sozinho. e agora hyendo o entendia. “ ─ como será que te veem agora?” é assim que aborda o mais velho. “ ─ dijon.”








