Soneto #16 - Reconstrução
A finitude do eu escancara a clausura Que inocula agora uma divina centelha, Ainda plangente, a pequenina fagulha Cinge de luz os escombros da alma escura.
Abstraindo a bravura perante a falha Nesta terra estéril que reverbera a amargura, Fragmentos intrépidos em busca de cura, Dissipando em gotas o desejo da mortalha.
Desde os tempos imemoriais vaguei, E andando por essa sinuosa estrada, A todos, tamanha elegíaca energia irradiei.
Acima do coma da anedonia a vi pairada, Ao universo, resoluto e chorando clamei, Desde então, do fôlego, sinto a soprada. Matheus O.















