Eu to aqui despida de medo e vergonha pra te admitir que eu errei. E eu venho ensaiando em casa, nas últimas duas semanas, pra te dizer algumas verdades, aqui explicito: Eu errei, vacilei feio, fiz pouco-caso do teu esforço e da tua vontade e praticamente te entreguei de bandeija pra uma mulher que iria te cuidar melhor. Sorte ou azar, quando finalmente estava confortável com a tua felicidade nesse relacionamento novo, descubro que os mares não estão calmos por lá. Tua falta de interesse em levar isso a diante é notável e estranha: me faz perguntar onde se encontram aqueles sorrisos que começavam na segunda-feira de manhã e iam até sexta-feira a noite. Mais estranho que essa tua monotomia e falta de animo, é te ver aceitar esse vazio supérfulo quando de mim tu cobrava inteiros quase cantasitvos. E o que mais intriga é: porque consigo te arrancar risadas naqueles três minutos que te encontro sozinho na fila da padaria? (pedindo um sanduíche de presunto e queijo). Aí, esses dias, refletindo sobre esse caso estranho sem início e sem fim, lembrei que costumava sentir saudades de quando você perguntava de mim para uma amiga minha ou quando você decidia sentar na cadeira ao lado, só porque ficava mais próxima a minha, ou quando você colocava uma música que só nós dois conhecíamos. Logo descobri que sei mais sobre você do que sequer tinha notado. Você encara as pessoas nos olhos quando fala. Sua blusa branca preferida tem as golas esgassadas. Você canta alto e desafinado quando acha que não tem ninguém te observando. Sua barba tem sempre dois ou três fios mais longos perdidos pela região do seu queixo. Quando você sorri, seus olhos ficam pequenininhos e quando está gripado também. Tudo o que eu costumava sentir falta quando me lembrava de você, agora é uma espécie de saudade com a mistura de uma dúvida intrigante: Eu só queria saber porque você não ri com ela do jeito que você ria comigo.
PSEUDÔNIMO PARA UMA HISTÓRIA REAL












