[Pseudônimo]
"Não é porquê você está inserido na realidade que, de fato, você é real. Nos tornamos real à partir do momento que pensamos por nossa própria essência e desenvolvemos nosso próprio pseudônimo cultural."
- Vik Mör
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[Pseudônimo]
"Não é porquê você está inserido na realidade que, de fato, você é real. Nos tornamos real à partir do momento que pensamos por nossa própria essência e desenvolvemos nosso próprio pseudônimo cultural."
- Vik Mör
caoswriter é alter ego ou pseudônimo?
(Alter ego é uma personalidade alternativa de uma pessoa, enquanto pseudônimo é um nome falso usado por alguém.
Alter ego
Significa "outro eu" em latim
É uma personalidade diferente da original de uma pessoa
Pode ser um amigo ou alguém próximo em que se deposita total confiança
Pseudônimo
Significa "nome falso" em grego
É um nome fictício adotado por alguém para ocultar a sua identidade
É usado em diversos campos, como a literatura, o cinema, a música e as artes plásticas
Pode ter várias motivações, incluindo o desejo de privacidade)
É um pseudônimo, mas um pouco de alter ego, na vida real eu sou uma boba que ri de besteiras, mas também séria e poética. Entretanto, é mais um pseudônimo mesmo, por Privacidade, e para mostrar minha essência poética.
Pseudônimo
Os artistas se inventam o tempo todo e, às vezes, não se encaixam nos nomes dados por seus "criadores" e acabam por recorrer a um pseudônimo... eis a questão: inventar ou não um nome-próprio-alcunha para a pessoa que escreve-canta... pinta o 7?
Quando publiquei o meu primeiro livro — em meados dos anos noventa — assinei com um nome inventado. Não queria ser reconhecida e optei por ficar à sombra da criatura que acabou publicada. Mania italiana… o mistério. Temos uma das maiores autoras contemporâneas que se aproveita desse argumento. Ninguém sabe quem é a pessoa por trás do pseudônimo, que prefere o anonimato. Eu a entendo, mas há quem…
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Há tantas coisas que eu gostaria ter dito a você.
Querida Sof,
Hoje venho escrever para você, depois de tantos anos e muitos textos arquivados. Hoje o pensamento em você se tornou bem forte desde o momento que acordei, tomei a coragem e vim escrever para você. O tempo realmente voa, já se passaram mais de dez anos em que nos conhecemos e hoje somos apenas dois desconhecidos que sentiram muito.
Eu gostaria de contar algumas coisas para você, que talvez você não saiba. Te ver partir foi doloroso, mas foi preciso. Te ver sofrer, foi como se uma parte de mim se desmanchasse todas as vezes em que eu ousei tocar em seu nome. Desde sua partida eu busquei meios para entender a conexão que tivemos, sim Sof, eu nunca entendia o porque você sempre ser tão forte em minha vida, tudo com nós foi tão natural, parecia reencontro de almas. É assim que eu gosto de descrever sobre nós, um reencontro de almas!
Eu realmente busquei entender melhor sobre nós, percebi que tinha que acontecer, ainda que fosse tão trágico nossa história. História na qual eu aprendi tanto e que levo você guardado no meu mais profundo lugar em meu coração. Hoje em dia, eu percebo que você foi uma parte linda em minha história, mas eu desejo que cada dia que passe você siga sendo cada vez mais feliz, construindo tudo aquilo que você um dia me confidenciou, vejo que boa parte do que foi dito está sendo cumprido. E eu sigo de longe assistindo que você continue sendo sua melhor versão e que tudo que um dia ousou almejar, que você conquiste.
Que você nunca se esqueça do quanto o seu coração é lindo, o quanto você foi incrível por dentro e por fora, acredito que ninguém nunca te conheceu tão verdadeiramente como eu e talvez esse seja um dos nossos maiores segredos.
Esse texto é apenas uma forma de agradecer por tudo que você foi em minha vida, hoje somos apenas dois desconhecidos, mas independente de onde eu esteja eu vou estar sempre torcendo verdadeiramente por você. Nunca te pedi perdão verdadeiramente por tudo que aconteceu, mas saiba que realmente sinto muito por como as coisas acabaram e por toda dor causada.
Fique bem, mesmo longe estou torcendo por você.
Com amor,
Mayke.
Se eu desmiuçar meu pseudônimo da um livro.
DA ETERNA NECESSIDADE DE SE ENCAIXAR AO OUTRO
Há alguns anos atrás entrei em um relacionamento que seria a maior furada da minha vida. O cara era ótimo. O tio perfeito, o irmão perfeito, o cunhado perfeito e o filho perfeito. Minha mãe sempre costumava dizer que se você quer saber se o cara será o homem e o marido perfeito, veja como ele trata sua mãe e sua família, mas nunca se esqueça de como ele te trata. E ele me tratava como se eu fosse a pessoa mais importante do mundo. O problema? Eu nunca fui o que ele queria, mesmo me moldando exatamente conforme suas vontades. Ficamos por 6 meses, ele disse que tinha medo de me perder, mas acho que ele tinha medo de ficar sozinho. Até o dia em que ele percebeu que ficar sozinho era ótimo. E eu? Levei quase três anos para perceber isso, para perceber que eu só precisava de mim. Depois que ele me disse que não daria certo porque queria conquistar outras coisas naquele momento e não seria capaz de me dar o tempo e tudo que mereço, nós iniciamos uma espécie de jogo de sentimentos. Ele gostava de mim, ou pelo menos era o que dizia à um amigo incomum, e esse amigo sempre me encaminhava os áudios e as conversas em que ele perguntava sobre mim e dizia que quando tudo acabasse jamais procuraria outra, que era eu, a única. Enquanto isso, eu mergulhava em um mar de esperanças e cenas que nunca emergiriam com o nosso “amor”. Eu mandava mensagem, ele dava um jeito de se esquivar, ele me mandava mensagens e eu respondia, agia exatamente como ele esperava que eu agisse. Me dobrei, desdobrei, me curvei, me tornei a garota perfeita para ele, me peguei ouvindo o tipo de música que ele gostava, só para ter mais um assunto quando o encontrasse. Mas eu nunca coube de verdade naquele pequeno espaço que ele me dava na vida dele. É como aquela velha analogia do sapato, “se te aperta, se não entra, não é seu tamanho, não é para você”. Levei três anos para perceber isso, o que não vi foi que aquilo que eu sentia por ele ia diminuindo conforme o tempo passava, ainda que eu sofresse, a dor era menor. Saí com quem eu queria, fiz o que quis fazer, dizendo a mim que aquilo me libertaria, mas sair por aí atrás de outras bocas e corpos, era só uma das infinitas formas de afogar as mágoas, na verdade, eu apenas trocava um demônio por outro, no final do dia eu continuava só e pior. Ele me chamou para sair duas ou três vezes nos últimos dois anos, prometeu que me levaria a seus lugares favoritos, mas furou comigo em cada uma delas, até o dia em que me cansei. Lembro que depois de furar comigo em um sábado, o último em que ele me chamaria para sair, na segunda-feira ele chegou como quem não queria nada, todo doce e gentil me pedindo desculpas, da mesma forma em que fez incontáveis vezes. Mas naquele dia eu tomei a decisão da minha vida, afinal, nós somos senhores das nossas escolhas. Eu disse a ele que não me chamasse para sair nunca mais, pois eu estava cansada daquilo. E bom, ele me ouviu, nunca mais me procurou, e eu? Ouvi um conselho que ele me deu na primeira vez em que me disse que não daria certo. Ele me disse que o esquecesse, que não era homem para mim, e adivinhem só, três anos depois e ele ainda tinha razão, não era mesmo homem para mim. E quando eu finalmente percebi isso, as coisas se tornaram mais fáceis, dois meses depois eu o encontrei por aí, e já não sentia mais aquela vontade incontrolável de mergulhar nele, eu já não sentia nada. Contando a minha história e meu breve relacionamento que me custou três anos e algumas noites de sono e crises de ansiedade, eu espero que cada um que se identifique com a situação, por mais difícil que seja, eu espero que vocês respirem bem fundo, e que encham o peito de fé, de esperança e de coragem, peguem o celular, liguem ou mandem uma mensagem, e digam que não querem mais essa situação. Mas declarem isso, gritem para que vocês mesmos ouçam. Existe uma frase que gosto muito de um filme, e que tem me movido todos os dias, “as vezes só precisamos de vinte segundos de coragem para que algo bom aconteça”. Se apossem dos vinte segundos de vocês e o usem com sabedoria, porque depois disso, eu descobri que me amo, e amo a minha própria companhia. Eu sei, não é fácil, eu levei três anos, mas se você puder levar menos tempo que eu, faça-o.
- Clarice Lins
Pseudônimo
Você e tua pseudomodéstia
Pseudoverdade, pseudosentida
E teu buquê de rosas falsas
Que se tornam vermelhas com a luz do dia
.
E todas tuas pseudocomédias
Pseudodramáticas, pseudovividas
São um enredo de atos falhos
Que enchem meu peito de melancolia
.
Você e tua pseudofranqueza
Pseudocalada, pseudoapatia
Revelam com toda clareza
A verdade que escondes com imensa agonia
.
E todas tuas pseudopalavras
Que acreditei serem poesia
Foram ditas por teu pseudônimo
Em um raro momento de pseudovalentia
(27/9-30/9)