Textos soltos
A Ritinha lembrou-me a Tia Vira de outrora. De corpo robusto, mangas arregaçadas enquanto manipulava a roupa em gestos brutos mas com um quê de gracioso, despoletado pelos movimentos abrutalhados quase que coreografados. Quem diria que um simples lavar de roupa no tanque despoletasse em mim memórias há muito perdidas. No entanto, o mais surpreendente foi o querer voltar aos tempos em que me sentava junto ao tanque acariciada pela brisa de Verão e o beijo quente do sol enquanto apreciava a Tia Vira a lavar a roupa. E como eu gostava de a apreciar. De sentir os pequenos salpicos na minha pele, o perfume do sabão… como era bom!

















