Dois mil e...
2016 chegou ao fim... Tava demorando, todo mundo reclama de todo ano, mas me lembro de ter pedido pra 2014 e 2015 não acabarem. Esse ano foi um desastre emocional, e eu sobrevivi, mesmo tentando passar pra outra... Eu lembro das duas últimas viradas e não foram solitárias como essa, e solidão foi um dos adjetivos de 2016. Em 16 palavras foi um ano difícil, vazio, problemático, desesperador, agoniante, irritante, estressante, solitário, rancoroso, de auto-conhecimento, de superação, de culpa, de arrependimento, azarado, Infortuito e principalmente triste. Esse ano redescobri minha sensibilidade ao me emocionar com coisas banais e sentir demais com coisas absurdas. Um ano que me obrigou a por os pés no chão pra tirar os dois anteriores dá cabeça, um ano que mudei muito, que comecei a fazer coisas que nunca faria, que fiz de tudo, busquei o impossível pra apagar um sentimento que me atordoou durante o ano, após uma ilusão benéfica. Mas também fortalecia amizades que não imaginava, relações que se afloraram e me instigaram a sonhar e não desistir, que me deram esperança em tudo. Meu coração bate e rebate tudo isso o tempo todo, eu enlouqueci, não posso negar e afirmar uma estabilidade que não possuo mais, mas aprendi que o tempo passa e leva muita coisa, e deixa saudade, isso é inevitável. Tudo o que senti é inefável diante da superficialidade humana, mas a sinceridade e pureza de uma mente sonhadora ainda fazem de mim a diferença que eu anseio fazer no mundo. Que 2017 seja minha renascença e meu ponto de largada pra uma nova vida, feliz e completa, buscando preencher esse vazio com o mais essencial dá vida humana sem pressa e sem desespero, o amo. Feliz ano novo.












