Já fazia algum tempo que não ia para praia. Fo aí que eu e o Pedro resolvemos passar o ano novo juntos em algum lugar ao mar. E nenhum lugar seria tão perfeito como Ilhabela, eu pensei, que já conhecia a ilha, porém não a visitava à muito tempo.
Hit the road
Saímos de São Paulo às 4h da manhã, para não ter perigo para pegar trânsito. A estrada estava completamente vazia, sem qualquer parada. O horário foi perfeito, porque nos permitiu atingir a serra da Tamoios já quando amanhecia. Além disso, eu, que sou uma pessoa matutina, não tive sono.
Paramos no restaurante Vaca Preta, no km 13 da Tamoios, restaurante muito tradicional na altura de São José dos Campos, onde sempre parava com a minha família quando ia para Caraguá (http://www.vacapretalanches.com.br). Seguimos viagem e, por indicação de uma amiga do Pedro, reservamos a balsa para Ilhabela no site da Dersa, opção para cortar fila, porém há um custo mais caro(http://www.dersa.sp.gov.br/travessialitoranea/TravessiaLitoranea.aspx?id=1&idh=21). Neste site, também é possível controlar a fila na balsa para quem não comprou antecipadamente.
Às 9h estávamos em Ilhabela...!
Chegamos no hotel antes do horário do check-in e, então, aproveitamos para passear no centro, há 1km do hotel. Depois de uma voltinha, e de encontrar uma amiga de uma do colegial na rua, fomos de carro à praia que ela recomendou, Praia do Curral, ao sul da ilha.
Um pouco sobre a geografia da ilha
Eu não sabia, mas a principal ilha de Ilhabela chama-se ilha de São Sebastião, que, com 337,5 km², é a segunda maior ilha marítima do Brasil, superada apenas pela de Santa Catarina, que abriga a maior parte do município de Florianópolis. O Município também é formado por outras ilhotas próximas (Ilha das Cabras, por exemplo). A estância balneária dista 135km do Município de São Paulo e 140km da divisa com o Estado do Rio de Janeiro.
O Município possui aproximadamente 32 mil habitantes, número que chega a quintuplicar na alta estação (especialmente no feriado do reveillón). Boa parte da população itinerante desta época vem dos cruzeiros. Estima-se que mais de 280 mil turistas de navio devam passar pela cidade nesta alta temporada (fonte: http://ilhabela.com.br/noticias-de-ilhabela/aberta-a-temporada-de-cruzeiros-em-ilhabela)
O que me fascina na ilha é a variedade de atividades, ambientes e coisas para fazer. São 45 praias principais e 365 cachoeiras (uma para cada dia do ano), fora uma vida noturna badalada (destaque para locais como Sea Club e Café de La Musique) e os diversos esportes (mergulho livre, vela, SUP, kitesurf, surf, caiaque, etc).
A mata Atlântica da ilha é bem conservada, em boa parte em razão do Parque Estadual de Ilhabela, criado por decreto em 1977, que ocupa cerca de 80% do território do arquipélago.
O lado da ilha virado para o continente (para o Canal de Toque-Toque), é o mais povoado, enquanto que o lado virado para o oceano Atlântico possui principalmente populações caiçaras.
As principais praias do lado oeste estão divididas entre praias do Sul e praias do Norte, tomando-se por referência a balsa. A 20km da balsa, ao Norte, está a praia de Jabaquara; a 17,7km da balsa, ao Norte, está a praia de Porto Frades. As demais praias somente podem ser acessadas por jipe ou barco.
O centro turístico chama-se Vila, e fica no meio das praias do Norte (7km da balsa). O centro comercial é no Perequê.
O principal para se locomover na ilha é saber que existe uma só avenida, que muda de nome 3 vezes e que percorre toda ilha. Praticamente toda rua diferente é perpendicular à esta avenida. Não alugamos bicicleta, mas é uma opção interessante, já que boa parte das praias possui ciclofaixa.