Sabe o que eu gostava? Eu gostava de cada detalhe. Cada mínimo e insignificante detalhe.
É um pouco antiquado e clichê falar isso, mas a verdade é que:
“Eu gostava de tudo sobre você.”
Eu gostava de como tua mão se encaixava na minha e de como você a segurava firme como se nunca fosse largar.
Eu gostava dos teus olhos nos meus e de como eles ficavam fixados como se você pudesse enxergar minha alma. Eles eram castanhos; seus olhos. O castanho mais radiante que eu já vi…
… Eu gostava deles também.
Gostava de te abraçar em dias chuvosos e colocar minhas mãos embaixo da tua camisa enquanto você me apertava entre teus braços a fim de me esquentar.
Gostava dos teus lábios nos meus e como você me deixava sempre querendo mais um pedacinho de você.
Gostava de como você me beijava na nuca e no pescoço e de como mordiscava minha orelha porque sabia que isso me deixa arrepiada.
Gostava de quando você, depois de mascar uma goma de menta, me encostava na parede e me dava um beijo estonteante deixando um sabor refrescante em minha boca.
… Gostava não, amava. Quando você ficava bravinho por eu não ter prestado atenção naquele filme dos polícias aposentados e de como você ficava quando, no final do filme, eu dizia: “Não entendi nada” ou “Esse filme é horrível”.
Gostava de quando você ficava minutos olhando pra mim na tentativa de me decifrar.
Sabe o que eu gostava muito também? Pode parecer mentira, mas eu gostava de como você odiava o meu estilo musical. As músicas que hoje em dia eu ouço livremente sem ter alguem me enchendo o saco porque não entende a letra e por isso me fazendo deletar toda a minha Playlist. Eu deletei minha playlist por você, seu lindo idiota.
Gostava de como você fazia minha noite mais bela e de quando ligava só para dizer “Oi mô, Eu te amo. Tenha uma boa noite”
Gostava de como você odiava quando eu parecia um moleque jogando videogame ou brigava com você por telefone.
Gostava quando você me abraçava por trás e beijava meu pescoço, eu gostava mesmo.
Gostava do calor do teu corpo e gostava de saber que tudo, definitivamente tudo, cada pedaço do seu corpo me pertencia - Principalmente sua bunda.
Sabe o que eu NÃO gostava?
Para ser bem sincera, eu não gostava quando você me ligava de manhã antes das 6:00. Quer me deixar irritada o resto do dia? Me acorde cedo. Cara, como isso me deixava brava…
Não gostava de quando você não apoiava meus sonhos e planos pro futuro.
Não gostava de “não” sentir saudades de você, porque eu te tinha sempre. As vezes, tudo que uma pessoa precisa é sentir falta de alguem.
Eu odiava aqueles filmes polícias que você locava e de quando na melhor parte de um filme de terror que eu havia escolhido você tirava minha atenção com um beijo. Cassete, era a melhor parte, quando os zombies finalmente iam matar os humanos que restavam, tornando aquela cena em um lindo final fatídico. Mas os humanos conseguiram escapar. Eu sei disso porque eu estava olhando. Isso mesmo, eu estava te beijando de olhos abertos, naquele filme foda que eu esqueci o nome.
Odiava quando você não respondia minhas mensagens e quando você chegava na minha casa todo machucado depois de uma pelada com os amigos em uma manhã de sábado. Quando você poderia estar dormindo até a hora do almoço comigo aqui em casa, na minha cama.
Odiava quando você me regulava e queria estar mais certo que eu.
Eu odiava pensar em te perder. Mas, te perdi. Eu te perdi.
Depois de 3 meses eu te perdi.
Gosto de te olhar e não sentir mais nada.
Gosto de ter vivido novas experiencias depois de você, tenham sidos elas boas ou ruins.
Gosto do sentimento que eu estou sentindo agora. É um sentimento libertador e vital, chega a ser exorbitante e patológico. Um sentimento nocivo à razão. É o sentimento mais lindo e agradável que eu já senti. Mas não é por você. Não mesmo.